31 março 2011

Abaixo a Ditadura!


‘Recuerdos’ de um bom combate

'E vós, que vireis na crista da onda em que nos afogamos, quando falarem de nossas fraquezas, não esqueceis do tempo sombrio que haveis escapado'. (Bertold Brecht)

Outro dia, ao postar o poema ‘Inverno em Porto Alegre’, veio-me a lembrança um episódio ocorrido ainda na época da nada saudosa ditadura militar.

Já faz um bom tempo, mas, como diria um amigo meu, ‘parece que foi ontem!’.

O ano era 1980, se não estou enganado.

A Argentina vivia, assim como o Brasil, sob as botas implacáveis de uma ditadura militar.

O ditador de plantão era o general Videla, o ‘pantera cor-de-rosa’.
No Brasil, era o general Figueiredo (aquele que preferia sentir o 'cheiro de cavalo' ao invés do 'cheiro do povo').

A tortura, o seqüestro e o assassinato dos presos políticos corriam soltos nos dois países, mas com maior intensidade no país dos nossos ‘hermanos’.

Pois o Videla resolveu fazer uma visita ao seu ‘colega’ brasileiro. E resolveu dar uma ‘esticada’ até Porto Alegre, onde participaria de algumas ‘solenidades’...

Resolvemos então, em solidariedade ao povo argentino, organizar um protesto contra a presença do ditador no solo brasileiro.

O ato político começou por volta do meio-dia no pátio da Faculdade de Direito da UFRGS.

Começou com pouco mais de 50 pessoas, a absoluta maioria composta por estudantes de várias faculdades, a maioria da ‘federal’, membros de DCEs, mais alguns secundaristas e militantes de organizações de esquerda.

Decidimos, após alguns discursos inflamados contra a ditadura de ‘lá e cá’, iniciarmos mais uma passeata.

Começamos a ‘subir’ a Avenida João Pessoa: passo acelerado, palavras-de-ordem, megafones a mil; os estudantes que estavam na ‘fila’ do RU da UFRGS foram chamados a participarem; alguns populares incorporaram-se, a adesão foi aumentando...

Quando a passeata chegou à esquina com a André da Rocha já contava com mais de duzentas pessoas. Para nós, já era uma multidão (segundo os critérios ‘drumondianos’)!

Eu integrava o ‘serviço de ordem’ (segurança) da passeata. Fomos avisados que a tropa-de-choque da Brigada Militar deslocava-se pela Salgado Filho e vinha em nossa direção.

Paramos momentaneamente a passeata para organizar a resistência. A orientação era ‘não aceitar provocação’, mas também não recuar.

Gritamos os slogans de praxe: ‘soldado da brigada, também é explorado’, ‘o povo, unido, jamais será vencido’, ‘o povo, na rua, derruba a ditadura’ etc...

Mas não adiantou, o ‘pau comeu solto’, com muita violência; o número de brigadianos era desproporcional ao dos manifestantes.

Os estudantes começaram a debandar pela Rua André da Rocha, pela Salgado Filho, pela João Pessoa, descendo em direção ao campus central da UFRGS...

Então, um grupo de manifestantes, acuados, sem alternativas, adentrou o Restaurante Universitário (RU), quebrando os vidros do saguão com os próprios corpos, perseguidos pelos brigadianos que não cansavam de baixar o cacetete nas suas costas, cabeças, braços...

Por milagre, ninguém saiu seriamente ferido...

Então, baixada a poeira, decidimos ‘ocupar’ o RU até a saída do ditador Videla do Brasil. A seguir, o RU foi declarado ‘território livre’, símbolo da resistência contra as tiranias!

Organizou-se o comando da ocupação, a vigília, turnos, tarefas... Palavras-de-ordem foram escritas nas paredes, murais... Um palco foi montado. Músicos, atores, militantes revezavam-se ao microfone, todos denunciando as ditaduras latino-americanas e manifestando solidariedade ao ‘movimento’...

Lembro que o pessoal do ‘Oi Nóis Aqui Traveiz’ também esteve lá e representou em nosso palco improvisado...

No outro dia estava marcada a ‘reinauguração’ da Praça Argentina, onde o ditador Videla descerraria uma placa alusiva.

Pela manhã a cavalaria da BM, juntamente com o ‘choque’e seus ‘equipamentos’, cachorros etc., ‘ocuparam’ a praça.

Organizamos então uma nova manifestação na calçada do Centro de Engenharia da UFRGS (o CEUE), que ficava em frente à praça.

Após algumas horas, veio a informação que incendiou os ‘resistentes’: a ‘reinauguração’ da praça e a visita do ditador foram suspensas!

Comemoramos nossa vitória com mais um ato improvisado, ‘mudando’ então o nome da praça para ‘Praça das Madres de Mayo’, em homenagem às mães argentinas (ou ‘locas’, vide a foto acima) que, corajosamente, denunciavam o desaparecimento de seus filhos pela repressão, ajudando a tornar conhecidos mundialmente os hediondos crimes praticados pelos militares direitistas do país vizinho.

Ficamos dois dias e meio naquela luta.

Quando o ditador Videla saiu do Brasil, encerramos o ‘movimento’ da ocupação do RU - e mais um episódio na luta contra as ditaduras latino-americanas.

Esse combate nós havíamos vencido!
 
As ditaduras no Brasil e na Argentina durariam ainda mais alguns penosos anos, mas também acabariam derrotadas pela força organizada e resistente do povo. (Júlio Garcia)
 
*Postado originalmente neste blog em  junho de 2007.

30 março 2011

Pente-fino no DAER


Governo gaúcho passa 'pente- fino' no DAER

Denúncias de corrupção: Governo agiu de forma rápida e acertada ao criar força-tarefa, avaliam petistas


Porto Alegre/RS - PTSul - A bancada do PT na Assembleia Legislativa considera que o Governo do Estado agiu de forma rápida e acertada ao instituir uma força-tarefa para investigar denúncias de corrupção no DAER. A constituição de uma força interinstitucional, integrada por representantes da Casa Civil, CAGE, Secretaria de Infraestrutura e Logística, Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público Estadual e Ministério Público de Contas, para realizar uma análise dos procedimentos do órgão, foi anunciada no final da tarde de terça-feira (29) pelo Executivo.

O deputado Raul Pont (PT) considera que a medida é exemplar, especialmente levando em conta a forma com que o Executivo agiu, em outros momentos, diante de denúncias de irregularidades. “Em outros tempos, nem os pedidos de informação encaminhados pelo Legislativo obtinham resposta do Executivo. Além disso, envolvidos em episódios de corrupção acabaram sendo premiados”, apontou, referindo-se à tramitação em tempo recorde do processo de aposentadoria do ex-procurador Flavio Vaz Neto, apontado como um dos operadores do esquema de corrupção no Detran. “Felizmente, a medida acabou revogada pela Procuradoria do Estado”, emendou.

A decisão do governo de constituir a força-tarefa, segundo Pont, não exclui a Assembleia Legislativa das investigações. “Pelo contrário, o governo está chamando o Legislativo a acompanhar as investigações e a debater as alterações que deverão ser feitas no DAER após a realização do diagnóstico da situação”, esclareceu. (...)
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*Edição deste blog

29 março 2011

José Alencar


ZÉ ALENCAR, A DIGNIDADE VENCEU O PRECONCEITO*

Em junho de 2002, quando o preconceito contra o candidato Lula e o ódio a seu partido, o PT, eram inoculados dioturnamente na opinião pública pelas trombetas da orquestra midiático-tucana, um empresário rico, bem-sucedido, aceitou transformar-se em antídoto ao veneno difamatório. Tornou-se vice na chapa do operário metalúrgico. Filho de Muriaé, (MG), dono do maior complexo têxtil do país, a Coteminas, o então senador José Alencar, o Zé, como Lula passou a chamá-lo carinhosamente, sabia muito bem o que estava fazendo. A voz grave e pausada de quem conhece o manejo criterioso da pontuação oral tornou-se aos poucos portadora de mensagens que muitos de seus pares, majoritariamente engajados então na candidatura de José Serra, estremeciam só de ouvir. Em parte, a esquerda petista também se surpreendeu; aos poucos, trocaria o preconceito pelo respeito afetuoso. "Nacionalismo não é xenofobia, é interesse pelo próprio país", disparava em entrevista ao site da campanha "Lula Presidente", em julho de 2002. 'Podemos abdicar de nossas fronteiras econômicas?, questionava na mesma ocasião indagando sobre a ALCA, agenda prestigiosa então, majoritariamente defendida pelo conservadorismo pró-Serra. "Mas e as fronteiras políticas?" argüia mineiramente "Vamos ter um só Presidente da República no mundo globalizado? Será que ele vai defender nossos interesses? Uma só moeda? Quem vai controlá-la? Uma só política monetária? Sabemos que não é assim", respondia então com o mesmo sorriso maroto que arrematava as interrogações provocativas. "Se não é assim continuamos a existir como país. Não podemos abdicar de nossas fronteiras e obrigações políticas". Por essas e por outras, Lula, na passagem para o segundo turno em outubro de 2002, num debate com delegações estrangeiras, brincou: " Às vezes eu preciso lembrar o Zé que é para ele ficar a minha direita, não a minha esquerda". José Alencar faleceu nesta 3º feira, em SP, aos 79 anos.

*Editorial da Agência Carta Maior

Luto


Morreu  o ex-vice-presidente José Alencar

São Paulo – O ex-vice-presidente da República e empresário José Alencar morreu há pouco, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. A morte do político, que faria 80 anos em outubro, foi confirmada pela assessoria de imprensa do hospital.

Alencar foi internado às pressas ontem (28), no início da tarde, com um quadro de obstrução intestinal. Há mais de uma década, ele lutava contra um câncer no intestino.

O diretor-técnico do Sírio-Libanês, Antônio Carlos Onofre de Lira, e o diretor-clínico, Paulo Ayrosa Galvão, assinam nota, divulgada depois das 15h, em que afirmam que Alencar morreu às 14h41 desta terça-feira, "em decorrência de câncer e falência de múltiplos órgãos."

...

Presidenta Dilma e ex-Presidente Lula estão no exterior

Em viagem a Portugal, a presidenta da República, Dilma Rousseff, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já receberam a notícia da morte do ex-vice-presidente José Alencar. O Palácio do Planalto informou que os dois vão dar, na cidade portuguesa de Coimbra, uma declaração conjunta. A assessoria da Presidência não informou, porém, se a presidenta Dilma antecipará o regresso ao país.
 
O ex-presidente Lula está em Portugal para receber o título de doutor honoris causa da Universidade de Coimbra. A presidenta Dilma foi acompanhar a homenagem, marcada para amanhã (30).

Durante os dois mandatos do presidente Lula, o vice José Alencar assumiu o comando do país por 398 dias. A Cosntituição brasileira determina que a Presidência da República seja ocupada interinamente pelo vice sempre que o titular se ausenta do país.

Fonte: Agência Brasil

Em Portugal



A visita da Presidenta Dilma a Portugal

A presidenta Dilma Rousseff desembarcou na manhã desta terça-feira (29/3), em Lisboa, para visita oficial de dois dias a Portugal. Às 10h (6h pelo fuso de Brasília), o avião da Força Aérea Brasileira (FAB) fez pouso na Base Aérea de Figo Maduro.

Em seguida, a presidenta Dilma e demais integrantes de sua comitiva seguiram em comboio para Coimbra. Lá estão previstas atividades no início da tarde, como a visita à Universidade de Coimbra.

Às 16h30 (12h30 hora oficial de Brasília), a presidenta visita o Museu Nacional Machado de Castro, concluindo assim, de acordo com agenda oficial, os primeiros compromissos em solo português.

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28 março 2011

Metrô de Porto Alegre


Governo do Estado garante isenção de impostos para viabilizar obra do Metrô

Redução de R$ 250 milhões é decisiva para viabilizar o projeto

Porto Alegre/RS - O Governo do Estado apresentou, nesta segunda (28), ao prefeito de Porto Alegre, José Fortunatti, o compromisso de isenção do ICMS para a obra do Metrô na Capital. Representando o governador Tarso Genro, o secretário de Planejamento, Gestão e Participação Cidadã, João Motta, participou do ato de cadastramento do projeto, e entregou ao prefeito um ofício com os pontos assumidos pelo Estado (foto). A projeção é de que a isenção do ICMS da obra e dos trens represente R$ 250 milhões a menos no orçamento do projeto.

A redução de R$ 250 milhões é decisiva para viabilizar o projeto, que tem orçamento máximo de R$ 2,4 bilhões, pelos critérios do PAC2 - Mobilidade Urbana Grandes Cidades. De acordo com o documento, a necessidade da isenção faz parte de um estudo dos técnicos da Prefeitura e do Estado para ampliar as chances de viabilidade da obra com o recurso disponível.

No ofício, além de se comprometer com a renúncia ao imposto, o Estado sugere que sejam priorizadas a definição de rota em benefício das classes trabalhadoras, a integraçaõ da região metropolitana e a preferência por materiais produzidos por empresas gaúchas. O Governo Estadual ainda solicita participação ativa nas decisões de medidas compensatórias condicionadas ao EIA/RIMA (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental).

"Sabemos que o projeto cumpre criteriosamente com as exigências dos Ministérios das Cidades e do Planejamento, e que só uma ação conjunta entre Estado e município poderia viabilizar a inclusão de um projeto competitivo na disputa dos recursos do PAC. A obra do Metrô de Porto Alegre é de interesse de todo o Rio Grande do Sul, e será fundamental para consolidar a infra-estrutura da capital com alternativas de mobilidade para os cidadãos", afirma o Secretário João Motta.

Rota - O traçado da fase 1 do Metrô vai da avenida Borges de Medeiros (extensão rua da Praia) até a avenida Assis Brasil, com extensão de 14,88 quilômetros. O Metrô será subterrâneo, passará por baixo dos corredores de ônibus da Farrapos e da Assis Brasil até o Terminal Triângulo, depois seguirá a partir de uma elevada até a sede da Fiergs.

Texto: Carine Prevedello  Foto: Ricardo Giusti

Reforma Política em debate


Reforma Política é prioridade para o PT

São Paulo/SP - O ex-ministro José Dirceu (foto) conclamou militantes e líderes do PT a se mobilizarem pela realização da Reforma Política e alertou para as armadilhas que a oposição tentará investir, como o fim da reeleição. Na avaliação de Dirceu, o alvo da proposta, já aprovada na Comissão de Reforma Política do Senado, é “acabar com a reeleição porque esse é o momento do nosso ciclo histórico".

Dirceu participou da última mesa de debates sobre “Reforma Política”, que teve também as contribuições dos deputados federais Candido Vaccarezza e Paulo Teixeira, e das deputadas Janete Pietá (federal) e Telma de Souza (estadual), no seminário de sábado (26).

A defesa da reforma foi ressaltada pelo presidente do PT Nacional em exercício, o deputado estadual Rui Falcão, que substitui José Eduardo Dutra, licenciado por motivos de doença. “Reforma política é nossa prioridade para o próximo período. Ela foi aprovada entre as propostas do 3o. Congresso e desencadearemos uma campanha no final de abril, para a organização de comitês nos estados”, acrescentou Falcão, ao parabenizar o comparecimento da militância no seminário.

Alianças

Para o PT a reforma política também se traduz na afirmação de projetos de avanço para o Brasil. Para que isso ocorra, porém, José Dirceu ressaltou a necessidade de se fazer alianças com partidos próximos e movimentos sociais.

O financiamento público de campanha, a manutenção do voto obrigatório, o voto em lista e o fim das coligações para as candidaturas proporcionais são elementos basilares nas discussões que o Partido vem fazendo em encontros bilaterais com outras agremiações políticas.


Equacionar a subrepresentação feminina


Para os palestrantes, tão importante quanto a mobilização do voto obrigatório, como elemento de participação da maioria na política, é o voto em lista, para equacionar a subrepresentação feminina. “Embora as mulheres correspondam a 57% do eleitorado, a representação é de apenas 8%. Essa é uma falha muito grave do nosso sistema político”, citou Paulo Teixeira.

Zé Dirceu é contrário à justificativa de que o fim da reeleição reduziria os problemas de corrupção e de uso da máquina política nas eleições. "Alguém acha, em sã consciência, que vai acabar o uso da máquina a favor deste ou daquele porque vai acabar a reeleição? Se o Serra for candidato em 2014 e não o Alckmin, não vai se usar a máquina? Não tem nada a ver."

Desafios


O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vacarezza (SP), observou que o quadro em relação à reforma ainda está indefinido. "Existe o risco real de ocorrer uma piora no sistema eleitoral, caso seja aprovado o voto distrital", afirmou. Embora observe pontos positivos em relação ao voto distrital, Dirceu acredita que isso enfraqueceria a participação política, em virtude da ação deliberada que a mídia realiza para reduzir o papel do parlamento.

“Temos que defender o parlamento, pois Congresso [Nacional] forte faz regulação da mídia. Congresso forte faz reforma política, necessária para o país”, reiterou Dirceu. Ele defendeu a combinação de vários tipos de luta em favor da reforma política. Assim como o esclarecimento do papel do Senado – câmara revisora e não inciadora - , das diferenças entre voto no distritão – elege pelo Distrito – e voto distrital misto – elege pelo distrito e por uma lista.

Como contribuição, o presidente do PT-SP, o deputado estadual Edinho Silva, anunciou a elaboração de um caderno do seminário para a militância. Passava das 19h30, com piso térreo e auditório do Sindicato dos Engenheiros lotado, quando terminou a última mesa do Seminário “Conjuntura em Debate”, que reuniu cerca de 600 pessoas vindas de todas as partes do Estado.

Fonte: Portal do PT http://www.pt.org.br/

Edição deste blog

Líbia - Nota do PT


Nota do PT sobre a intervenção militar estrangeira na Líbia

O Partido dos Trabalhadores manifesta seu repúdio e condenação aos ataques militares estrangeiros que estão sendo perpretados contra o território líbio, considerando-os uma verdadeira afronta aos princípios da soberania nacional e da autodeterminação dos povos.

Tais ataques, supostamente respaldados pela resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU -- que não contou com o apoio do Brasil --, só poderão resultar em mais perdas de vidas e mais destruição naquele Estado.

A garantia dos Direitos Humanos é fundamental, mas não pode servir de pretexto para o uso da força militar e para ações intervencionistas, que tendem a tornar ainda mais penosas as condições de vida das populações locais.

O PT soma-se assim aos que exigem a interrupção imediata da intervenção armada na Líbia, e reitera seu apoio às iniciativas que visam construir uma saída política pacífica e negociada para o conflito ali instalado.

O PT expressa ainda sua solidariedade ao povo líbio, convicto de que somente a ele deve caber o direito de decidir autonomamente sobre o futuro político daquele país.

Rui Falcão
Presidente nacional (em exercício) do PT

Iole Ilíada
Secretária de Relações Internacionais do PT

26 março 2011

'Chove na tarde fria de Porto Alegre'



*Ramilonga - Vitor Ramil

(Homenagem do Blog no aniversário da capital dos gaúchos)

Fala Aleidita!



*A médica cubana Aleida Guevara, filha do comandante Ernesto 'Che' Guevara e da guerrilheira Aleida March, fala em sessão solene na Assembléia Legislativa de Santa  Catarina, por ocasião da passagem do 8 de março, Dia Internacional das Mulheres.

25 março 2011

Poema



*O Navio Negreiro, de  Castro Alves -  Poema declamado por Paulo Autran, com imagens do filme Amistad, de Steven Spielberg.

23 março 2011

Enquanto isso, em algum lugar do Universo...


*Nebulosa quadrada MWC 922, que  seria formada por gases expelidos de estrela ou conjunto de estrelas central.  Uma das hipóteses diz que uma estrela, ou um conjunto de estrelas, que está no centro do sistema estelar expele cones de gases durante a fase final de desenvolvimento, originando esse peculiar feitio.

Com base em evidências científicas, os pesquisadores especulam que a MWC 922 pode se transformar, um dia, em uma supernova.

Foto: James Lloyd/Peter Tuthill/Efe/Nasa - Via FSP.

Refugiados


'O STF mantém um preso político no Brasil'

Governador Tarso Genro fala sobre refugiados em palestra promovida pela ONU

Porto Alegre/RS - O governador Tarso Genro defendeu, na manhã desta terça-feira (22), que o Supremo Tribunal Federal (STF) revise o caso do ex-ativista italiano Cesare Battisti, que é mantido preso no país aguardando decisão do processo. Ele acredita que o órgão, por maioria, deverá revisar os erros cometidos, algo que é muito importante para a democracia e para a ordem política do país. Tarso Genro foi o palestrante do I Seminário de Proteção e Integração de Refugiados, realizado no auditório do Palácio do Ministério Público Estadual, em Porto Alegre. O tema abordado foi: O Refúgio no Contexto dos Direitos Humanos.

"O STF mantém um preso político no Brasil e o faz por dois motivos: quando o refúgio é concedido, a lei determina que a extradição seja interrompida e o STF tomou a decisão ignorando esta lei. Segundo porque não tomou a decisão pela sua soltura imediata, pretendendo tentar cassar a decisão soberana do presidente da República que decide em última instância quem é que pode ser extraditado ou não", explicou o governador, que ilustrou sua palestra com o caso Battisti, ocorrido quando era ministro da Justiça. Tarso avocou para si a decisão, que foi a da não extradição, como foi requerido pela Itália.

O Seminário teve como finalidade debater e expor às autoridades e à sociedade os desafios e a importância de ampliar a defesa dos direitos de quem sai de seu local de origem com destino a outros países, em busca de proteção por razões como perseguição por opção religiosa, política, pela nacionalidade, etnia ou raça. Participaram do evento o representante do Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados no Brasil - Acnur, Andrés Ramirez; o secretário do Ministério da Justiça e presidente do Comitê Nacional para os Refugiados - Conare, Luiz Paulo Barreto; o chefe da Delegacia de Imigração da Superintendência de Polícia Federal, Farnel Franco Siqueira; a coordenadora do Projeto de Reassentamento Solidário no Rio Grande do Sul, Karin Kaid Wapechowski, entre outros.

De acordo com o representante do Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados no Brasil - Acnur, Andrés Ramirez, existem hoje 4,5 mil refugiados no Brasil. Destes, 64,5% provém da África, 22,4% de países da América e 10,6% da Ásia. No Rio Grande do Sul, são 165 refugiados sendo que a maioria formada por palestinos, colombianos, árabes e africanos. O Seminário também serviu para celebrar os 60 anos da Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados de 1951, o 50º aniversário da Convenção para a Redução da Apatridia (1961) e os 150 anos do nascimento de Fridtjof Nansen, o primeiro Alto Comissário para refugiados da Liga das Nações.


Fonte: Portal do Governo do Estado do RS - Foto: Caroline Bicocchi/Palácio Piratini - Edição deste blog

22 março 2011

Dia Mundial da Água


Declaração Universal dos Direitos da Água

(O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural).

Art. 1º – A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º – A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º – Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º – O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º – A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º – A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º – A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º – A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º – O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

***

Água Cristalina

Benfazeja/água pura/caindo das alturas/sobre a relva. Revigora o corpo/ excita a alma/ acalenta/estimula/(refrigera).
Água da terra/água da chuva/água do rio/água do mar/(água da Vida)...
Necessária/ benévola/ cristalina/água limpa/transparente/brotando vigorosa/(virgem)/da vertente/caindo do infinito/ lubrificando/refrigerando/nos vales/ na serra/ a calidez/ da terra/
a morbidez/ (algoz)
Benfazeja/ água pura/ cristalina/ caindo das alturas/ (divina)/ sobre nós...

     Júlio Garcia - 1994 - (Do Livro 'Cara & Coragem)
 
*Com o 'Blog do Nassif' e 'Arquipélago'

O Destino do Brasil


Crítica & Autocrítica - n° 70

(Do Blog 'O Boqueirão') - *Para colaborar na discussão (ou falta dela) que (não) se dá em ‘nossas plagas’ sobre a conjuntura brasileira e latino-americana, principalmente, e do estágio alvissareiro ora alcançado por nosso país no cenário das Nações (apesar da contrariedade de setores da mídia tradicional (PiG*) e da incrível ‘cegueira’ da oposição raivosa e ressentida, valho-me novamente dos inestimáveis préstimos do professor e sociólogo Emir Sader, cujo artigo - que ora repasso para vossa leitura atenta - foi recentemente postado em meu e em outros blogs**  ‘de luta’ (ou ‘sujos’, como diria o Serra). O título: ‘O Destino do Brasil’. (...)
-Leia a postagem, na íntegra,  Clicando Aqui

20 março 2011

O cíúme e ... a volta por cima!



*Maria Bethânia canta 'O Ciúme' e 'Volta por Cima'. Show realizado em Paris, em  24/02/2009.

O discurso da Presidenta do Brasil


Um discurso  para entrar, ao melhor, para ficar  na História

(Leia a seguir a  íntegra do discurso proferido ontem pela Presidenta Dilma Rousseff na recepção ao presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama)

“Excelentíssimo senhor Barack Obama, presidente dos Estados Unidos da América, senhoras e senhores integrantes das delegações dos Estados Unidos da América e do Brasil, senhoras e senhores jornalistas, senhoras e senhores, Senhor presidente Obama, A sua visita ao meu País me enche de alegria, desperta os melhores sentimentos de nosso povo e honra a histórica relação entre o Brasil e os Estados Unidos. Carrega também um forte valor simbólico.
Os povos de nossos países ergueram as duas maiores democracias das Américas. Ousaram também levar aos seus mais altos postos um afrodescendente e uma mulher, demonstrando que o alicerce da democracia permite o rompimento das maiores barreiras para a construção de sociedades mais generosas e harmônicas.
Aqui, senhor presidente Obama, sucedo a um homem do povo, meu querido companheiro Luiz Inácio Lula da Silva, com quem tive a honra de trabalhar. Seu legado mais nobre, presidente, foi trazer à cena política e social milhões de homens e mulheres que viviam à margem dos mais elementares direitos de cidadania. Dos nove chefes de Estado norte-americanos que visitaram oficialmente o Brasil, o senhor é aquele que encontra o nosso País em um momento mais vibrante.
A combinação de uma política econômica séria com fundamentos sólidos e uma estratégia consistente de inclusão fez do nosso país um dos mais dinâmicos mercados do mundo. Fortalecemos o conteúdo renovável da nossa matriz energética e avançamos em políticas ambientais protetoras de nossas importantes reservas florestais e de nossa rica biodiversidade.
Todo esse esforço, presidente Obama, criou milhões de empregos e dinamizou regiões inteiras antes marginalizadas do processo econômico. Permitiu ao Brasil superar, com êxito, a mais profunda crise econômica da história recente, mantendo, até os dias atuais, níveis recordes de geração de postos de trabalho.
Mas são ainda enormes os nossos desafios. Meu governo, neste momento, se concentra nas tarefas necessárias para aperfeiçoar nosso processo de crescimento e garantir um longo período de prosperidade para o nosso povo.
Meu compromisso essencial é com a construção de uma sociedade de renda média, assegurando oportunidades educacionais e profissionais para os trabalhadores e para a nossa imensa juventude, garantindo também um ambiente institucional que impulsione o empreendedorismo e favoreça o investimento produtivo.
O meu governo trabalhará com dedicação para superar as deficiências de infraestrutura, e não pouparemos esforços para consolidar nossa energia limpa, ativo fundamental do Brasil. Enfim, daremos os passos necessários para alcançar nosso lugar entre as nações com desenvolvimento pleno, forte democracia e ampla justiça social.
É aqui, senhor presidente Obama, que enxergo as melhores oportunidades para o avanço das relações entre nossos países. Acompanho com atenção e a melhor expectativa seus enormes esforços para recuperar a vitalidade da economia americana. Temos assim, como o mundo todo, uma única certeza: a de que o povo americano, sob a sua liderança, saberá encontrar os melhores caminhos para o futuro dessa grande nação.
A gentileza da sua visita, logo no início do meu governo, e o longo histórico de amizade entre nossos povos me permitem avançar sobre dois temas que considero centrais nas futuras parcerias que fizermos: a educação e a inovação. Aproximar e avançar em nossas experiências educacionais, ampliando nosso intercâmbio e construindo progresso em todas as áreas do conhecimento é uma questão chave para o futuro dos nossos países.
Na pesquisa e inovação, os Estados Unidos alcançaram as mais extraordinárias conquistas nas últimas décadas, favorecendo a produtividade em diferentes setores econômicos. O Brasil, senhor presidente Obama, está na fronteira tecnológica em algumas importantes áreas, como a genética, a biotecnologia, as fontes renováveis de energia e a exploração do petróleo em águas profundas.
Combinar as nossas mais avançadas capacidades no campo da pesquisa e da inovação certamente trará os melhores frutos para as nossas sociedades. Tomo como exemplo o pré-sal, a mais recente fronteira alcançada pela tecnologia brasileira. Acreditamos que os enormes desafios de cada etapa da exploração dessas riquezas poderão reunir uma inédita conjunção do conhecimento acumulado pelos nossos melhores centros de pesquisa. Mas, senhor Presidente, se queremos construir uma relação de maior profundidade é preciso também, com a mesma franqueza, tratar de nossas contradições.
Preocupam-me em especial os efeitos agudos decorrentes dos desequilíbrios econômicos gerados pela crise recente. Compreendemos o contexto do esforço empreendido por seu governo para a retomada da economia americana, algo tão importante para o mundo. Porém, todos sabem que medidas de grande vulto provocam mudanças importantes nas relações entre as moedas de todo o mundo. Este processo desgasta as boas práticas econômicas e empurra países para ações protecionistas e defensivas de toda natureza.
Somos um país que se esforça por sair de anos de baixo desenvolvimento, por isso buscamos relações comerciais mais justas e equilibradas. Para nós é fundamental que sejam rompidas as barreiras que se erguem contra nossos produtos – etanol, carne bovina, algodão, suco de laranja, aço, por exemplo. Para nós é fundamental que se alarguem as parcerias tecnológicas e educacionais, portadoras de futuro.
Preocupa-me igualmente a lentidão das reformas nas instituições multilaterais que ainda refletem um mundo antigo. Trabalhamos incansavelmente pela reforma na governança do Banco Mundial e do FMI.
Isso foi feito pelos Estados Unidos e pelo Brasil, em conjunto com outros países. E saudamos o início das mudanças empreendidas nestas instituições, embora ainda que limitadas e tardias, quando olhada a crise econômica. Temos propugnado por uma reforma fundamental no desenho da governança global: a ampliação do Conselho de Segurança da ONU.
Aqui, senhor Presidente, não nos move o interesse menor da ocupação burocrática de espaços de representação. O que nos mobiliza é a certeza que um mundo mais multilateral produzirá benefícios para a paz e a harmonia entre os povos.
Mais ainda, senhor Presidente, nos interessa aprender com os nossos próprios erros. Foi preciso uma gravíssima crise econômica para mover o conservadorismo que bloqueava a reforma das instituições financeiras. No caso da reforma da ONU, temos a oportunidade de nos antecipar.
Este país, o Brasil, tem compromisso com a paz, com a democracia, com o consenso. Esse compromisso não é algo conjuntural, mas é integrante dos nossos valores: tolerância, diálogo, flexibilidade. É princípio inscrito na nossa Constituição, na nossa história, na própria natureza do povo brasileiro. Temos orgulho de viver em paz com os nossos dez vizinhos há mais de um século, agora.
Há uma semana, senhor presidente, entrou em vigor o Tratado Constitutivo da Unasul, que deverá reforçar ainda mais a unidade no nosso continente. O Brasil está empenhado na consolidação de um entorno de paz, segurança, democracia, cooperação e crescimento com justiça social. Neste ambiente é que devem frutificar as relações entre o Brasil e os Estados Unidos.
Senhor Presidente, quero dizer-lhe que vejo com muito otimismo nosso futuro comum. No passado, esse relacionamento esteve muitas vezes encoberto por uma retórica vazia, que eludia o que estava verdadeiramente em jogo entre nós, entre Estados Unidos e Brasil.
Uma aliança entre os nossos dois países – sobretudo se ela se pretende estratégica – é uma construção. Uma construção comum, aliás, como o senhor mesmo disse no seu pronunciamento sobre o Estado da Nação. Mas ela tem de ser uma construção entre iguais, por mais distintos que sejam esses países em território, população, capacidade produtiva ou poderio militar.
Somos países de dimensões continentais, que trilham o caminho da democracia. Somos multiétnicos e em nossos territórios convivem distintas e ricas culturas. Cada um, à sua maneira, temos o que um poeta brasileiro chamou de “sentimento do mundo”.
Sua presença no Brasil, senhor presidente, será de enorme valia nessa construção que queremos juntos realizar.
Uma vez mais, presidente Obama, bem-vindo ao Brasil”.

(Atualizada às 12,53 h)

18 março 2011

Mil perdões...



*Mil Perdões  - Chico Buarque

A ONU e a Líbia


Teatro das potências encobre intervenção na Líbia

José Dirceu*  escreve:

Como esperado - e, infelizmente, numa repetição da história - tivemos a decisão da Organização das Nações Unidas (ONU), de intervir na Líbia, declarando a zona de exclusão aérea no país. A mesma ONU silencia ante a invasão do Bahrein por tropas da Arábia Saudita, Estados UNidos e Qatar.

Sim, porque ninguém tem dúvidas de que esta invasão se fez, na verdade, com autorização e direção de Washington, ainda que, cinicamente, o Departamento de Estado diga que não sabia previamente, não a coordenou e nem a aconselhou.

Balela, a entrada dos tanques, tropas e de todo o aparato militar que ocupou o Bahrein é uma forma disfarçada - que não engana ninguém - de intervenção norte-americana.

Não se está aqui defendendo o regime do presidente Muamar Kaddhafi, ou esta ou aquela decisão que provocou a guerra civil que se alastrou na Líbia. Mas, o fato é que este grave conflito eclodiu com o apoio aberto e direto, em armas e assessores, das potências ocidentais aos rebeldes.

Ajudam oposição líbia e abandonam a do Bahrein

As mesmas que, ao mesmo tempo, abandonam à própria sorte, a seu próprio destino, a oposição às ditaduras nos outros países árabes e do Oriente Médio.

No Bahrein, a repressão do regime monárquico sunita - etnia que constitui apenas 30% da população do emirado, enquanto os outros 70% são da etnia xiita - contra a população rebelada, ampliada por esta invasão da Arábia Saudita, EUA e Qatar é, proporcionalmente, tão ou mais violenta do que a desencadeada pela ditadura Kaddhafi na Líbia.

Mas, no Bahrein, a oposição que ocupou ruas e praças só tem um muro de silêncio. Não recebe nem apoio nem declarações formais da ONU ou das potências ocidentais contra a dinastia sunita absolutista que governa o emirado há dois séculos. (...)
Clique Aqui para ler o artigo, na íntegra.

*Fonte: Blog do Zé Dirceu

17 março 2011

PT - Porto Alegre/RS


DM promove Jantar/Baile em homenagem aos 31 anos do PT

O Diretório Municipal do PT não poderia deixar de comemorar os 31 anos do Partido dos Trabalhadores. Para tanto, está organizando um Jantar/Baile, que será realizado no próximo dia 18 de março (sexta-feira), no Clube Farrapos.

“Queremos com esta festa fazer a nossa homenagem ao partido junto com os militantes porto-alegrenses”, frisou Adeli Sell, presidente da sigla na Capital. A atividade será realizada na semana em que Porto Alegre festeja seu aniversário – comemorado no dia 26 de março.

Os convites para o evento podem ser adquiridos na sede municipal e nos gabinetes dos vereadores, na Câmara Municipal. Há convites para o Jantar/Baile no valor de R$ 20,00 e de R$ 50,00. Para aqueles que optarem apenas pelo baile, serão vendidas entradas a R$ 5,00.

Serviço

O que: Jantar/Baile 31 anos do PT

Quando: 18 de março

Onde: Clube Farrapos, Av. Professor Cristiano Fischer, 1331

Hora: 20:00

Convites: sede municipal

Informações: com Fátima Hasan pelo fone 3211-4888

Asscom PT-POA

Colheita do Arroz Agroecológico



Tarso participa da abertura de colheita de arroz agroecológico

A produção de arroz agroecológico em 16 assentamentos de 11 municípios da região Metropolitana, em uma área total de 3,8 mil hectares, deve aproximar-se das 400 mil sacas, com uma produtividade superior a 90 sacas por hectare. Para conhecer de perto esta realidade e exemplo bem sucedido de Reforma Agrária, além de participar da cerimônia de abertura da VIII colheita do Arroz Agroecológico, o governador Tarso Genro esteve Eldorado do Sul, na manhã desta quinta-feira (17). Além do cumprimento dos atos oficiais, o chefe do Executivo gaúcho ainda dirigiu uma colheitadeira.

A previsão é de que a comercialização da safra 2010/11 da região atinja os R$ 6 milhões, sendo que os assentados participam de todo o ciclo da produção, com o desenvolvimento da semente, plantio, secagem, armazenamento, beneficiamento e comercialização, através da marca própria: Terra Livre, com registro no Ministério da Agricultura e selo que indica ser produto de assentamento. "Os resultados obtidos neste assentamento provam a importância da Reforma Agrária", destacou Tarso.

"Já temos um grupo trabalhando para transformar todos os assentamentos gaúchos em exemplo de produção, de organização e de qualidade, e pretendemos que o nosso exemplo se irradie para todo o país", acrescentou Tarso Genro. Para o governador gaúcho, a reforma agrária é muito mais do que jogar as pessoas na terra. Ela, diz, tem de ser acompanhada por um conjunto de ações, além das condições de infraestrutura.

Estratégia eficiente

Sobre o arroz agroecológico, o governador diz ser uma estratégia eficiente e que garante uma fatia do mercado. "Se tivermos um arroz orgânico, temos um produto sadio diferenciado e que atende a uma fatia da população. Com isso, temos uma garantia de preço e um valor até melhor", sustentou Tarso Genro. O governador usou este exemplo para destacar que o mercado não pode ser absoluto na vida das pessoas. "Nós temos de colocar o mercado dentro de um projeto social para que ele funcione em favor das pessoas e não para esmagá-las, como está ocorrendo hoje com a super produção de arroz aqui no Estado, e que estão ocasionando esta crise do setor orizícola", disse, lembrando que a farta oferta fez com que o preço caia. "Estamos pagando pela nossa eficiência".

O arroz ecológico, de acordo com o coordenador dos assentamentos da região Metropolitana, Emerson José Jacomelli, é produzido por meio de técnicas agrícolas que garantem a conservação do meio ambiente, preservam a biodiversidade e não utilizam agrotóxicos ou adubos químicos. "Trabalhamos com muita organização e amor. Isto para nós é a vida das famílias e sua principal atividade econômica", disse. Jacomelli enfatizou que os assentados e seus familiares têm uma relação muito forte com o meio ambiente. Ele lembrou que a terra utilizada para o assentamento Apolônio de Carvalho, onde ocorreu a solenidade, e que acomoda 72 famílias, era um latifúndio improdutivo e utilizado para operações de tráfico.

Merenda escolar

A maioria das 430 famílias assentadas na Região Metropolitana ou mais de 1,2 mil pessoas, de acordo com Emerson Jacomelli, veio da região Norte, de Sarandi, Ronda Alta e Missões. Além da produção de arroz, são plantados hortifrutigranjeiros. O arroz Terra Livre é comercializado para supermercados, Conab, e faz parte da merenda escolar em diversos municípios. Cada agricultor recebe R$ 30 por saca.

"É possível construir um desenvolvimento casado com cooperação agrícola, com desenvolvimento de renda e junto construir esta reforma agrária que todos nós queremos", destacou o diretor do MST, Cedenir de Oliveira. Para o superintendente federal do Ministério da Agricultura no RS, Francisco Signor, os governos federal e estadual estão alinhados em uma política que traga desenvolvimento econômico e social. "Nós, no ministério, estamos atentos a tudo o que acontece no Rio Grande do Sul e somos parceiros para o que der e vier", enfatizou.

Lavoura orgânica

"Estamos, neste momento, travando um debate riquíssimo sobre o arroz. Nós temos uma grande produção e temos problemas. Não sabemos como vamos fazer para melhorar o preço, porque tem muito arroz e pouco consumo. Precisamos encontrar alternativas e, uma delas, nós temos aqui, com esta lavoura orgânica", salientou o secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi. (Do Portal do Governo do RS)

Foto: Caco Argemi    -   Edição deste blog

16 março 2011

Código Florestal



* As 'Mudanças' no Código Florestal Brasileiro - As propostas do latifúndio (ou 'agronegócio', mais palatável), segundo o chargista Moa.

15 março 2011

'Roda Viva'


Roda histérica

   Eduardo Guimarães*  escreve:

Ao fim da edição desta semana do programa Roda Viva, da TV Cultura, fiquei sem saber quem me provocou o maior sentimento de que joguei fora mais de uma hora da minha vida, se a roda de jornalistas emocionalmente descontrolados ou o entrevistado pelo programa, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, do PT gaúcho, que, à diferença do show que deu José Dirceu no mesmo programa no mês passado, poderia ter se poupado, e ao público, daquela perda de tempo.

Para entrevistar Maia, a tevê estatal tucana escalou jornalistas que continuam em campanha eleitoral, acorrentados ao discurso anti-Lula de José Serra e Fernando Henrique Cardoso. Quem adivinhar do que trataram Augusto Nunes (Veja), Eliane Cantanhêde (Folha de São Paulo), Marília Gabriela (Globo News e TV Cultura), Paulo Moreira Leite (Época) e Delmo Moreira (IstoÉ), ganha um fim de semana inteirinho ao lado dos dois tucanos que fazem a cabeça desse grupelho pseudojornalístico.

Se você disser que, basicamente, se limitaram a abordar o “mensalão” e as picuinhas com o Irã, acertará em cheio. Por incrível que pareça.

No início do programa, a “mediadora”, Marília Gabriela, anunciou que o presidente da Câmara estava lá “para falar de política, de seus planos, dos compromissos assumidos, de corporativismo e de governabilidade”. Não foi o que se viu. Maia foi levado até lá apenas para servir de saco de pancadas, para ouvir insultos ao governo Lula e a si mesmo e para atuar como coadjuvante das cenas de verdadeira histeria de Nunes, Cantanhêde e Gabriela, que disputavam entre si o troféu descontrole emocional.

Alguns que possam ter assistido ao programa ou que clicarem neste link e tiverem paciência de assisti-lo dirão que Maia se comportou da única forma que lhe cabia diante de cinco entrevistadores que nada mais faziam além de insultar o partido do entrevistado, ele próprio e, sobretudo, o ex-presidente Lula, e que, quando lhe era concedida a palavra, era impedido de falar, aos berros, pelo grupo de “entrevistadores”.

O presidente da Câmara passou os quatro blocos do programa fugindo do confronto, até que, a certa altura, refugiou-se em um mantra de que os jornalistas deveriam olhar também para o “lado positivo” do que acontece no Brasil, recitando os exemplos de tudo que melhorou. Como a cada vez que respondia assim os entrevistadores ficavam mais belicosos, o mantra foi se tornando robotizado, o que deve ter produzido no telespectador a sensação de estar assistindo a um teatro do absurdo. (...)
Clique Aqui para ler a postagem, na íntegra.
 
*Editor do Blog da Cidadania

Boas notícias!


Geração de empregos formais no país em fevereiro é recorde

Brasília/DF - Agência Brasil -  - O Brasil gerou 280.799 empregos formais em fevereiro deste ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados hoje (15) pelo Ministério do Trabalho. Esse saldo representa um recorde para o mês de fevereiro.
No período, o número de pessoas demitidas (1,51 milhão) e o de contratadas (1,79 milhão) também foi recorde. Em janeiro, as admissões somaram 1,65 milhão e as demissões, 1,49 milhão.
O ministério revisou de 152.091 para 167.943 o número de empregos gerados em janeiro, em função das vagas declaradas pelas empresas fora do prazo. No ano, o saldo é de 448.742, já com os ajustes.
Os setores que mais contribuíram para o saldo positivo em fevereiro foram os de serviços (134.342), da indústria de transformação (60.098) e da construção civil (30.701). "A construção civil passou muito tempo estacionada e começou a dar os primeiros passos em janeiro", disse o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.
Ele destacou também a criação de empregos na indústria de transformação, "que cresceu acima da média”. Segundo ele, além desses setores, os de produtos alimentícios e educação devem ter destaque em março.
A Região Sudeste foi a que gerou o maior número de postos de trabalho, 165.523; seguida pelo Sul (59.095) e Centro-Oeste (32.255).
Os estados que tiveram os maiores saldos de emprego foram São Paulo (105.803), Minas Gerais (36.053) e o Rio Grande do Sul (20.380).
A meta para 2011 é de geração de 3 milhões de empregos formais.

14 março 2011

'O Boqueirão'



Blog 'O Boqueirão' - O Retorno!

(Do Blog 'O Boqueirão'-Santiago-RS) - Atendendo vários pedidos e sugestões de leitores, amigos e conterrâneos de Santiago e Região, estamos voltando a postar regularmente em 'O Boqueirão' que, desde o final do ano passado, estava 'congelado', tendo ficado nesse período 'linkado' ao 'Blog do Júlio Garcia'.

Como o Blog do Júlio Garcia (com quem manteremos nossa exitosa e gratificante parceria) trata, na maioria das vezes, de questões e temas mais gerais, cujas abordagens priorizam acontecimentos e informações políticas/culturais/econômicas que ocorrem mais no universo estadual, nacional e internacional, é de entendimento dos editores deste blog a necessidade da reativação de 'O Boqueirão', que visa fundamentalmente dar espaço e voz aos santiaguenses e vizinhos regionais que continuam carentes de um espaço na blogosfera terrunha que seja mais crítico, propositivo, informativo e progressista (no antigo sentido do termo!) - com lado, portanto, como sempre tivemos desde o surgimento deste blog.

Nossa proposta, essencialmente, continua a mesma: pretendemos ser um 'blog coletivo', aberto a contribuição de Editores Independentes, que, além de postagens próprias, editem também postagens de blogs cujas matérias entendam ser de interesse e conhecimento dos nossos prezados leitores.

Saudações Democráticas!

Os Editores

*ET: Como todo blog que se preza, o nosso manterá seu espaço para os necessários e bem-vindos 'comentários' dos leitores. Os mesmos serão mediados (mas não serão aceitos comentários anônimos ou que contenham baixarias ou ataques pessoais).
...

**Nota deste blog: 'Vida longa e sucesso ao coirmão 'O Boqueirão'!
-Para acessar o blog 'O Boqueirão' clique: http://oboqueirao.zip.net/

Lobo em pele de cordeiro


Tucanos vendem ilusão e acham que trabalhadores não percebem

*Por José Dirceu

Na terceira década de vida - o PSDB foi fundado dia 25 de junho de 1988 - os tucanos acordaram. Aproximam-se, ou tentam aproximar-se, agora, das centrais sindicais dos trabalhadores, já que das patronais, como a FIESP, FEBRABAN/FENABAN e congêneres no país, sempre estiveram próximos.


Divulgam a tentativa de aproximação e medidas nesse sentido como se fosse algo inédito. Não é. Tentam cativar as centrais sindicais com a história de que o governador tucano de São Paulo, Geraldo Alckmin "deu" a Secretaria Estadual do Trabalho a um sindicalista e, seu colega de Minas, Antônio Anastasia criou um Comitê de Assuntos Sindicais.

Tudo inspirado, ou sob a regência do novo líder nacional da oposição, pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), que tenta ser o interlocutor do partido com o movimento sindical. Outros governadores tucanos paulistas já deram a secretaria do Trabalho, antes, a sindicalistas.


PSDB sem preocupação com os trabalhadores

A novidade nessa história pode ser a criação desse Comitê de Assuntos Sindicais em Minas, já que os tucanos que governam o Estado há mais de uma década (Anastasia-Aécio-Eduardo Azeredo) nunca tiveram preocupação antes em se aproximar dos trabalhadores.

Mas, o grande erro dessa história está no fato dos tucanos venderem esta "aproximação" à opinião pública como inédita. Escondem, assim, que já foram aliados da Força Sindical durante os 8 anos de governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. A Central, inclusive, surgiu impulsionada pelo movimento que levou Fernando Collor a Presidência da República (de cujo ministério os tucanos pretendiam participar) e pelo PSDB.

De qualquer forma, a tentativa do senador Aécio e do governador Alckmin de se aproximarem das centrais marca um movimento que pode significar uma reorientação no tucanato, que durante os dois governos do presidente Lula deu uma guinada para a direita deixando ao PT todo espaço de centro esquerda e no movimento sindical como um todo.


Passado e história sem políticas sociais

Mas não basta se aproximar, e como eu disse, não é a primeira vez que setores sindicais ocupam espaço no governo tucano de São Paulo. No passado a Força Sindical já o fez. Para aproximar-se dos trabalhadores é preciso elaborar políticas sociais e executá-las quando e onde são governo, o que até hoje os tucanos não fizeram, nem na era FHC nem nos governos estaduais que ocuparam e ocupam.

Do contrário, só aproximar-se sem um passado e história de políticas sociais, apenas confirma o que diz o sociologo Rudá Ricci na reportagem que a Folha de S.Paulo publicou neste domingo a respeito: "Os tucanos perceberam que precisam se unir a trabalhadores para não perder a 4ª eleição nacional." Eles tem a ilusão de que a base social não percebe sua manobra. Percebe.
 
*Fonte: Blog do Zé Dirceu - http://www.zedirceu.com.br
 
Foto: O sen. tucano Aécio Neves e o dep. Paulinho 'pelego' Pereira (PDT/SP), da FS. - 
Edição final  deste blog

12 março 2011

Poema





Poética

Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações
[ de apreço ao Sr.diretor
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo
[ de um vocábulo

Abaixo aos puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inúmeráveis

Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo o lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.

De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar com cem
[ modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbados
O lirismo dos clowns de Shakespeare

— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.

                                                                    Manuel Bandeira