31 julho 2012

Entrada da Venezuela no Mercosul tem significado histórico, afirma presidenta Dilma




Brasília/DF - A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (31), no Palácio do Planalto, após a Cúpula Extraordinária do Mercosul, que o ingresso da Venezuela no bloco, oficializado nesta quinta-feira, tem significado histórico. Segundo a presidenta, a Venezuela vai fortalecer o bloco, que consolida-se como potência energética.

“Foi uma honra e uma satisfação presidir esta reunião do Mercosul, que tem significado histórico. A Venezuela torna-se o 5º Estado Parte do Bloco. Esta é a primeira ampliação de nosso bloco, desde a sua criação, em 1991. Na qualidade de presidenta Pro Tempore do Mercosul, damos as boas-vindas ao povo venezuelano, por intermédio do presidente Hugo Chávez. Há tempos desejamos um Mercosul ampliado em suas fronteiras e com capacidades acrescidas”, disse.

Segundo Dilma, o Mercosul inicia uma nova etapa com o ingresso da Venezuela, passando a contar com uma população de 270 milhões de habitantes e um PIB em torno de US$ 3 trilhões, o que representa cerca de 83% do PIB sul-americano e 70% da população da América do Sul. A presidenta disse ainda que Mercosul torna-se um dos principais produtores mundiais de alimentos e de minérios.

Dilma também comentou a situação do Paraguai, suspenso provisoriamente do Mercosul por causa do processo político que levou, em junho deste ano, ao processo de impeachment do então presidente paraguaio Fernando Lugo. A suspensão vigora até abril de 2013, quando ocorrem as eleições presidenciais naquele país. Dilma disse esperar que o Paraguai normalize sua situação.

“O governo brasileiro, assim como os demais países que integram o Mercosul, apresentamos com toda a clareza nossa visão no que se refere à situação no Paraguai. O que moveu a totalidade da América do Sul foi compromisso inequívoco com a democracia. Os países do Mercosul, assim como os da Unasul, têm agido de forma coordenada nessa questão com o sentido único de preservar e fortalecer a democracia em nossa região (…) Nossa perspectiva é que o Paraguai normalize sua situação institucional interna para que possa reaver seus direitos plenos no Mercosul”, afirmou. (via Blog do Planalto)

30 julho 2012

Policarpo (da Veja) era arma de Cachoeira contra juiz, diz G1




Carta Capital - Andressa Mendonça, mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira, foi interrogada nesta segunda-feira 30 sobre uma suposta tentativa de chantagem contra o juiz federal Alderico Rocha Santos. O magistrado, responsável pelo processo da Operação Monte Carlo da Polícia Federal, afirmou em entrevista ao portal G1 que Mendonça o ameaçou com um dossiê e pediu que ele concedesse um alvará de soltura ao contraventor para não publicá-lo.
Santos declarou ao G1 que Andressa contou a ele que o bicheiro mandou compilar o dossiê a pedido do jornalista Policarpo Júnior, repórter da sucursal da revista Veja em Brasília. A revista disse ao portal que estuda processar o “responsável por esta calúnia”.
Segundo a PF em Goiânia, Mendonça precisa pagar 100 mil reais em fiança e não pode visitar o bicheiro. Caso descumpra a ordem, ficará presa na PF. Durante o depoimento, ela ficou calada.
Santos afirmou também ter encaminhado ao Ministério Público um papel com nomes escritos por Andressa com quem ele teria sido fotografado – o ex-governador do Tocantins Marcelo Miranda (PMDB), cassado em 2009 por suspeita de abuso de poder político nas eleições de 2006, um fazendeiro do Tocantins e Pará conhecido como Maranhense e um amigo de infância do juiz conhecido como Luiz, que responderia a processo por trabalho escravo. Ele disse também ter as imagens da entrada e saída da mulher do bicheiro do prédio da Justiça Federal.
Segundo o magistrado, Mendonça foi recebida em uma sala com uma assistente dele. A mulher de Cachoeira insistiu para que a mulher deixasse a sala porque queria falar de questões pessoais. Quando já estavam a sós, ela teria contado ao juiz sobre o dossiê.
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29 julho 2012

A gente vai levando...




* Vai Levando  - Chico e Caetano - 1978


Mesmo com toda a fama, com toda a brahma
Com toda a cama, com toda a lama
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa chama
Mesmo com todo o emblema, todo o problema
Todo o sistema, toda Ipanema
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa gema
Mesmo com o nada feito, com a sala escura
Com um nó no peito, com a cara dura
Não tem mais jeito, a gente não tem cura
Mesmo com o todavia, com todo dia
Com todo ia, todo não ia
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa guia
Mesmo com todo rock, com todo pop
Com todo estoque, com todo Ibope
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando esse toque
Mesmo com toda sanha, toda façanha
Toda picanha, toda campanha
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa manha
Mesmo com toda estima, com toda esgrima
Com todo clima, com tudo em cima
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa rima
Mesmo com toda cédula, com toda célula
Com toda súmula, com toda sílaba
A gente vai levando, a gente vai tocando, a gente vai tomando, a gente vai dourando essa pílula!


-Letra e música: Chico Buarque de Holanda

28 julho 2012

Leaves of Grass




Vida

Sempre a desencorajada alma do homem
resoluta indo à luta.
(Os contingentes anteriores falharam?
Pois mandaremos novos contingentes
e outros mais novos.)

Sempre o cerrado mistério
de todas as idades deste mundo
antigas ou recentes;
sempre os ávidos olhos, hurras, palmas
de boas-vindas, o ruidoso aplauso;
sempre a alma insatisfeita,
curiosa e por fim não convencida,
lutando hoje como sempre,
batalhando como sempre.
...

Canção de mim mesmo

"Walt Whitman, americano, um bronco, um kosmos,
Agitado corpulento e sensual....comendo e bebendo e procriando,
Nada sentimental....alguém que não se põe acima dos outros homens e mulheres
Nem deles se afasta....nem modesto nem imodesto.
Arranquem os trincos das portas!
Arranquem as próprias portas dos batentes!
Quem degrada uma pessoa me degrada....e tudo que se diz ou se faz no fim volta pra mim,
E o que eu faça ou diga volta pra mim,
A inspiração surgindo e surgindo de mim....por mim a corrente e o índice.
Pronuncio a senha primeva....dou o sinal da democracia;
Por Deus! Não aceito nada que não possa devolver aos demais nos mesmos termos.
Por mim passam muitas vozes mudas há tanto tempo,
Vozes das intermináveis gerações de escravos,
Vozes das prostitutas e pessoas deformadas,
Vozes dos doentes e desesperados e dos ladrões e anões, (...)
Por mim passam vozes proibidas,
Vozes dos sexos e luxúrias....vozes veladas, e eu removo o véu,
Vozes indecentes, esclarecidas e transformadas por mim.
Não cruzo os dedos sobre a boca,
Cuido bem dos meus intestinos tanto quanto da cabeça ou do coração,
A cópula não é mais indecente do que a morte.
Acredito na carne e nos apetites,
Ver e ouvir e sentir são milagres, como é milagre cada parte e migalha de mim."

                                  Walt Whitman, in "Leaves of Grass" ('Folhas de Relva')

27 julho 2012

'Caiu a casa' de Gilmar Mendes & Cia





CartaCapital publica na edição que chega às bancas em São Paulo nesta sexta-feira 27 uma lista inédita de beneficiários do caixa 2 da campanha à reeleição do então governador Eduardo Azeredo (PSDB)  em 1998. O esquema foi operado pelo publicitário Marcos Valério de Souza, que assina a lista, registrada em cartório. O agora ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes aparece entre os beneficiários. Mendes teria recebido 185 mil reais.
Há ainda governadores, deputados e senadores na lista. Entre os doadores, empresas públicas e prefeituras proibidas de fazer doações de campanha. O banqueiro Daniel Dantas também aparece como repassador de dinheiro ao caixa 2.
A documentação foi entregue à Polícia Federal pelo advogado Dino Miraglia Filho, de Belo Horizonte. Ele defende a família da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, assassinada em 2000. Segundo Miraglia, a morte foi “queima de arquivo”, pois a modelo participava do esquema e era escalada para transportar malas de dinheiro. Na lista, Cristiana aparece como destinatária de 1,8 milhão de reais.
Fonte: http://www.cartacapital.com.br  - Grifos deste blog

26 julho 2012

RS: os pedágios e a criação da EGR

Secretário aborda pedágios e criação da EGR no programa RS Sem Fronteiras
Foto destaque


Porto Alegre/RS - A criação da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), a Comissão Estadual da Verdade e o Sistema de Participação Popular são os assuntos abordados esta semana no programa RS Sem Fronteiras, da Rádio Piratini. O entrevistado foi o titular da Secretaria da Coordenação de Assessoramento Superior, João Victor Domingues (foto), que realiza assessoria política e técnica do governador em assuntos relativos às iniciativas estratégicas, assim como na elaboração de projetos, programas e ações do Executivo. 

Empresa Gaúcha de Rodovias - Questionado no primeiro bloco sobre a criação da EGR, o secretário disse que "a ideia é ter uma ferramenta, um instrumento de gestão pública, para assumir as praças de pedágio ao término das atuais concessões no ano que vem independentemente do modelo que vá se adotar, se comunitário ou por meio de novas concessões". As três praças de pedágio comunitárias existentes no Estado, localizadas nas cidades de Portão, Coxilha e Campo Bom, deverão ser administradas pela EGR, cuja estratégia é elaborar um novo modelo de administração das rodovias gaúchas. Na segunda parte do programa, o secretário destacou também a devolução das rodovias federais para a União. 


Comissão da Verdade - Ainda no segundo bloco, outro tema abordado foi a criação da Comissão Estadual da Verdade, que tem como objetivo investigar violações de direitos humanos ocorridas no Brasil durante a ditadura militar. No terceiro segmento do RS Sem Fronteiras, João Victor ressaltou que a Comissão Estadual da Verdade foi criada para apoiar a comissão instalada em âmbito nacional. "É reconstituir fatos buscando esclarecer e encontrar corpos desaparecidos, dando respostas às famílias e, principalmente, a todos os brasileiros", afirmou. O secretário enfatizou que, ao final dessas investigações, será elaborado um relatório final. 
...
Texto e edição: Redação Secom (51) 3210-4305

Foto: Alina Souza/ Especial Palácio Piratini-  
http://www.estado.rs.gov.br/


24 julho 2012

“Estado de Exceção no Brasil?”



Por Tarso Genro*

Leio um texto de Bia Barbosa na “Carta Maior”, cujo título é “Brasil forjado na ditadura representa estado de exceção permanente”. Ele cobre um Seminário realizado em São Paulo, com a participação de importantes personalidades da esquerda intelectual do país e ativistas dos direitos humanos. A matéria informa que ali foi consagrado que o Brasil vive um “estado de exceção permanente”, condição ensejada pela própria Constituição de 88 ; que a “elite brasileira branca” permitiu-se molhar a mão de sangue e freqüentar e financiar câmaras de tortura; que a ditadura se retirou, não porque foi derrotada, mas porque cumpriu os seus objetivos; e que paira no Brasil, sobre os mortos e desaparecidos, um grande acordo do “não esclarecimento”.

O que parece (pelo menos pela matéria que foi publicada na Carta Maior), é que o radicalismo das visões ali expostas, joga para outro lado da cerca -para a cumplicidade com a transição conciliada - todos os que defendem que não há um “estado de exceção permanente” no Brasil, logo, quem não concorda com a estratégia política que parte desta constatação original (oposição extrema aos governos Lula e Dilma) é um cúmplice da legitimação do tal “estado de exceção permanente” em nossa democracia.

O suposto radicalismo desta análise levou - pelo menos alguns dos seus destacados representantes - a jogarem água no moinho da direita autoritária e neoliberal durante a chamada “crise do mensalão”, cujo objetivo, como se vê pelo destino de um dos seus mais destacados jacobinos da moral (o Senador Demóstenes), não era combater a corrupção, mas inviabilizar o governo democrático reformista do Presidente Lula. Certamente os que participaram daquele movimento fizeram-no pela concepção, ora esclarecida, de que vivemos numa “exceção permanente” e, assim, Lula encarnaria (como Líder no sentido schmittiano), a plena soberania estatal. Por isso poderia ditar reformas e mudanças profundas, inclusive expressamente de natureza anticapitalista, usando as prerrogativas da “exceção” para realizá-las.

Felizmente, a cobertura que a mídia lhes deu naquele momento, não somou a ponto de potencializar a derrota do Presidente. O resultado é que quase 40 milhões de brasileiros saíram da pobreza, começaram a comer e a estudar, o que aparentemente não sensibiliza os nossos teóricos da exceção. (...)

CLIQUE AQUI para ler a íntegra do artigo (postado originalmente no sítio da Ag. Carta Maior).

*Tarso Fernando Herz Genro (foto): Advogado; ex-prefeito de Porto Alegre/RS;  ex-deputado federal; ex-ministro do Governo Lula;  atual Governador do Estado do Rio Grande do Sul.

Ai, fone - 2


*Charge do Kayser

23 julho 2012

STF: imprensa prepara espetáculo da carta jogada



O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, e o jornalista "imortal" Merval Pereira tocam instrumentos diferentes, mas nada impede que atuem na mesma fanfarra quando o assunto é a proximidade do julgamento do chamado "mensalão".

O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, e o jornalista Merval Pereira tocam instrumentos diferentes, mas nada impede que atuem na mesma fanfarra quando o assunto é a proximidade do julgamento do chamado "mensalão". Anos a fio, cada qual no seu campo específico, foram companheiros da banda de música do consórcio demotucano. Não surpreende, assim, a total semelhança entre o artigo do colunista, publicado no jornal O Globo, em 12 de junho, e a declaração de Guerra sobre uma suposta ofensiva do PT e do ex-presidente Lula contra o Supremo Tribunal Federal (STF), que representaria uma ameaça ao regime democrático. 

“Vivemos um momento grave. Uma crise institucional. A democracia no Brasil está ameaçada. O Lula e o PT ameaçam o STF e o Procurador-Geral da República. Isso nunca aconteceu na história do país" (Sérgio Guerra, no encontro de pré-candidatos da legenda). 

"Alegando que o “monopólio da mídia” quer condená-lo a qualquer custo, Dirceu exige um “julgamento técnico”, mas, no discurso, diz que “este julgamento é uma batalha política” que “deve ser travada nas ruas também”, marcando não apenas a contradição entre suas palavras e atos, mas, sobretudo, uma ameaça de pressão ilegítima de forças do aparelho partidário sobre o Supremo Tribunal Federal nunca vista antes"(Merval Pereira, em sua coluna de 12/06, no diário da família Marinho).

O jornalista, um imortal sob encomenda, toca violino e o deputado arrisca no bumbo. O jornalista tenta lidar com o vernáculo simulando fluência e elegância, esgrimindo sua cantilena com graciosa malignidade. Já o estilo do deputado está mais para manifesto udenista às vésperas de golpe. Mas o colunista e o parlamentar estacionam na mesma calçada da crítica veemente aos que insistem em denunciar o enredo midiático do "escândalo" e seus melancólicos intérpretes. 

Fica a impressão de que ambos se apressam a dizer o que os outros querem ouvir com sofreguidão de primeiro da classe na hora da prova da chamada oral. Mas esta lição aprende-se depressa, como veremos abaixo. O jornalismo, como já definiu Bernardo Kucinski (2000:173), "é intervenção, é conhecimento em ação: implica escolhas, opções, direções a seguir, com diferentes consequências" [1]. E bem conhecemos as escolhas da nossa imprensa partidarizada e seus métodos. 

Bem mais que os 300 volumes da Ação Penal 470, estão novamente em questão a imprensa e seu poder de agenda. As regras do xadrez determinam que o rei não pode ficar em xeque e, para escapar à ameaça do mate, a mídia corporativa terá de se movimentar com intensidade no tabuleiro político. 

Voltam à ribalta os arrazoados de seus Torquemadas, repletos de incongruências, adjetivações fáceis e contorcionismos de estilo. Ressurge uma sucessão de relatos que nunca comportaram o princípio do contraditório. Em suma, o que os ministros da mais alta Corte do país têm que superar é, acima de tudo, produto de um jornalismo de ilações e invenções, obra de manipulação contextual e de acusação sem apuração.

Uma farsa que, como já tive oportunidade de escrever aqui mesmo, espera averbação judicial que legitime sua narrativa. Ou melhor, uma força que pretende legislar, submetendo o Judiciário aos mesmos constrangimentos impostos ao Executivo e ao Legislativo.

Querer não é necessariamente poder. E é justamente na distância entre esses dois verbos que repousam, agora, as preocupações do baronato midiático. Dela darão conta, além de Merval Pereira e outros articulistas, cientistas políticos e juristas de viés ideológico conhecido. O que teremos em telas e páginas? A intensificação de processos conhecidos. Métodos de desinformação que decorrem de uma escolha ético-política. 

Teremos a multiplicação dos títulos inexatos ou tendenciosos para uma notícia fielmente escrita; uso tendencioso de aspas e adjetivos; editorialização do noticiário; distorção de fatos, mantendo uma parte da verdade, de modo que a inexatidão proposta pelo resto da notícia pareça verossímil; simulação de objetividade e desequilíbrio de informações. 

A grande imprensa não só exerce a desinformação como também a utiliza como um código, uma gramática normativa dessa prestidigitação diária. Os nossos bravos "cães de guarda" sabem que devem se ater a esse conjunto de normas que sofre permanentes reajustes e atualizações. Disso depende o prestígio no campo jornalístico e a própria manutenção do emprego. Sabem que o verdadeiro diploma que o patronato quer é um atestado diário de fidelidade à ideologia das corporações. 

Merval Pereira, o nosso "imortal" de coletânea, teria, como seus pares, condições para ser cidadão da modernidade. No entanto, como fiéis súditos de Macunaíma preferem alimentar o discurso primitivo de um Sérgio Guerra qualquer. No fundo, todos se merecem. Conluiados no propósito de desestabilizar o governo, nos próximos dias estarão empenhados em sair do ridículo e reinventar a roda. Um exercício inútil.

NOTA
[1] Kucinski, Bernardo. Jornalismo Econômico.São Paulo, Edusp, 2000.


Gilson Caroni Filho (foto)  é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

Fonte: Carta Maior http://www.cartamaior.com.br

20 julho 2012

Belo Monte: faltam os esclarecimentos necessários



BELO MONTE

Por Wladimir Pomar*

Durante a Cúpula dos Povos, na Rio + 20, a construção da hidrelétrica de Belo Monte foi transformada num dos crimes ambientais mais graves a ser derrotado pelos guerreiros ambientalistas, de quase todas as correntes. Convenhamos que alguns dos argumentos que eles apresentam são procedentes. O histórico de agressões sociais e ambientais praticadas no processo de construção de hidrelétricas no Brasil pode constituir uma folha corrida policial relativamente extensa.

A construção de alternativas de vida às populações que habitavam nas áreas alagadas pelas barragens foi, em geral, negativa, seja em termos de produção agrícola, seja em termos de pesca, os principais meios de vida dessas populações. Governos e engenheiros simplesmente não se preocuparam em construir escadas apropriadas para os peixes realizarem a piracema e desovarem a montante da região das barragens. Com essa falta, introduziram uma mudança drástica na reprodução das espécies desses animais.

O mesmo ocorreu com a navegação fluvial, pelo simples fato dos projetos não incluírem comportas que permitissem elevar e baixar as embarcações à montante e à jusante. Isso, para não falar dos grandes desastres ambientais e financeiros promovidos pelas construções das represas de Balbina e Tucuruí, que inundaram extensas massas de florestas, causando a emissão de gases e a mortandade de parte considerável da fauna das regiões onde se localizaram.

Todas essas populações, que em geral chamam a si mesmas de barrageiras, contam histórias que se assemelham a tragédias. Indenizações que não foram pagas, ou foram insuficientes para a retomada da vida, já em condições diferentes das que viviam antes. Ausência de serviços públicos nas vilas em que foram instaladas, assim como uma série de outros problemas que as deixam saudosas da vida anterior, embora tal vida também fosse de pobreza e dificuldades, oudificulidades, como costumam frisar. A rigor, nenhuma nova oportunidade de trabalho e desenvolvimento social lhes foi apresentada.

Talvez diante disso e da crescente mobilização social contra Belo Monte, a Norte Energia, o consórcio estatal-privado responsável pela construção da hidrelétrica de Belo Monte, tenha decidido trazer a público um anúncio sobre a obra. Esperava-se que tal anúncio não só detalhasse o fato de que a represa de Belo Monte terá um baixo impacto ambiental, em parte devido à alagação mínima, por empregar turbinas de geração de fio d’água, em parte por ter planos para permitir a piracema e a navegação fluvial. E que comprovasse que o impacto social previsto deverá ser mais positivo do que negativo, por incluir medidas de promoção do desenvolvimento econômico e social das populações indígenas e não-indígenas atingidas pela obra, além daquelas necessárias para evitar o colapso dos serviços públicos de saúde, educação e outros, em virtude do aumento populacional da região durante as obras.

No entanto, o que se viu foi um anúncio institucional tradicional sobre a grandeza da obra. O que nos leva a considerar quatro possibilidades. Primeira, os dirigentes desse empreendimento não estão cientes das forças econômicas e políticas interessadas em impedir o processo de desenvolvimento econômico e social do Brasil, do qual a hidrelétrica de Belo Monte é peça estratégica. Segunda, eles sabem disso, mas desprezam a crescente mobilização social que pode emparedar o governo. Terceira, consideram que não precisam levar em conta os argumentos levantados por essa mobilização, por avaliarem que tais argumentos se baseiam no histórico passado de construção hidrelétrica, não nos detalhes do projeto de Belo Monte. Quarta, o que seria pior, ignoram todas as possibilidades acima e acham que basta fazer a publicidade institucional.

Porém, independentemente das possibilidades acima serem verdadeiras ou não, chegou a hora dos responsáveis por essa obra estratégica considerarem seriamente que há uma profunda disputa internacional e nacional para impedir essa obra, disputa que não está restrita a governos e empresários, mas está desbordando para uma mobilização social e política. E que isso está ocorrendo, em grande parte, em virtude da falta de ações ofensivas de informação e de debate técnico, social e político por parte dos que consideram a obra estratégica para o desenvolvimento brasileiro.

Em outras palavras, chegou a hora dos responsáveis pela execução do projeto, que possuem todas as informações necessárias, entrarem na batalha social e política, explicando em detalhes tudo o que está planejado para evitar os erros do passado e atender às demandas de mitigação ambiental e desenvolvimento social, transformando a mobilização contra a represa de Belo Monte em mobilização a favor. Mesmo porque já há experiências concretas de correção dos erros do passado, a exemplo da escada para a piracema da barragem de Itaipu e das comportas de Tucuruí.

A missão de travar essa batalha não pode ficar restrita à militância política que compreende a importância do projeto, pelo simples fato de que a voz dessa militância não tem o peso dos que são diretamente encarregados de dirigi-lo. Portanto, é uma missão a ser realizada principalmente por estes e pelos setores do governo envolvidos no problema. A não ser que aquelas possibilidades sejam reais.

*Wladimir Pomar é escritor e analista político. (Via Correio da Cidadania)

18 julho 2012

Economia

  O recuo do PIB e a retomada

     
    Por João Motta*

Em 2011, há pouco mais de seis meses, o Rio Grande do Sul comemorava o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 5,7%, equivalente a quase o dobro da média nacional. O bom momento da agropecuária, junto à expansão dos serviços e da indústria, garantiu um ano excelente para a economia gaúcha, apesar do cenário de crise internacional. Entretanto, já naquele momento identificávamos as dificuldades que o Estado teria devido ao período de estiagem, que, somado ao recrudescimento da crise na Europa - ainda sem solução à vista - e com reflexos para os países "emergentes", que antes sustentavam a demanda mundial, indicam claros sinais de forte desaceleração.

Em nível nacional, a produção industrial encontra-se estagnada, e as exportações apresentam queda. No Rio Grande do Sul, os efeitos da forte estiagem deste ano vem somar-se a esse contexto. A história recente da economia gaúcha mostra que, quando a agricultura tem uma quebra de safra, o PIB do Estado cresce abaixo da média nacional. Foi assim nos anos de 2004, 2005 e 2008. Em 2012, a redução de 27,0% na produção da agropecuária fez com que o PIB total do Estado caísse 1,8% no primeiro trimestre do ano, enquanto, no mesmo período, a economia brasileira cresceu 0,8%.

É importante destacar, entretanto, que, em 2012, ao contrário da grande estiagem ocorrida em 2005, as perdas econômicas com origem na agricultura gaúcha estão restritas a esse setor. Os preços agrícolas em alta e a boa capitalização do produtor, que resulta de três boas safras consecutivas, estão servindo de freio à queda da renda agrícola. Isso é muito importante, pois atenua os efeitos indiretos sobre os outros setores econômicos do Estado, como a produção de bens de capital ligados à agricultura e às vendas do comércio. Os setores da indústria (+0,9%) e serviços (+2,4%) apresentaram resultados positivos, que, mesmo modestos, mostram crescimento superior à média brasileira.

O Estado do Rio Grande do Sul, assim como o governo federal, entende que a estratégia para enfrentar os efeitos da crise é investir. Os dados já revelam que, a despeito das adversidades, a economia gaúcha se mostra resistente. Isso se deve, em grande medida, à continuidade dos investimentos públicos e aos fortes investimentos privados em nosso Estado, tanto para a ampliação da capacidade produtiva, quanto em infraestrutura. Na iniciativa privada, com a expansão da GM, Marco Polo, do Polo Naval e Hyundai, temos R$ 6 bilhões no Estado. O governo federal adota medidas anticíclicas para sustentar o nível de emprego e renda. A estratégia do governo do Estado, buscando investimentos externos que já somam R$ 3,7 bilhões, entre financiamentos do Bird, BID e BNDES, e programas federais, como PAC1 e 2, foi antecipada, resultando em um momento em que o Estado tem recursos para investir na retomada do desenvolvimento. Temos a confiança de que a afirmação da função do Estado na indução da economia indicará taxas de crescimento mais expressivas tanto para a economia nacional, quanto para o Rio Grande do Sul.

*João Constantino Pavani Motta é secretário de Planejamento, Gestão e Participação Cidadã do Rio Grande do Sul  

Fonte: http://www.pauloferreira.net.br

17 julho 2012

#2BlogProgRS



O 2º Encontro de Blogueir@s do RS vai ser nos dias 3 e 4 de agosto em Porto Alegre. As inscrições já estão abertas. Veja mais clicando  AQUI

16 julho 2012

Declaração do Foro de São Paulo sobre comunicação



DEMOCRATIZAR A COMUNICAÇÃO: DESAFIO DOS GOVERNOS DE ESQUERDA 


De Caracas (Venezuela) – A necessidade de democratização dos meios de comunicação foi um dos 41 pontos que compõem a Declaração de Caracas, lida no encerramento do XVIII Encontro do Foro de São Paulo, realizado nos dias 4, 5 e 6 de julho na capital venezuelana. Segundo os organizadores, participaram 800 delegados e delegadas de 100 partidos e organizações de esquerda de 50 países dos cinco continentes, a maioria da América Latina e Caribe.
Eis na íntegra o ponto 6, o das comunicações e, em seguida, alguns destaques:
“A direita vem desencadeando uma ampla campanha midiática orquestrada pelo poderoso consórcio internacional de comunicações. A atitude dos grandes meios de comunicação e da direita é um tema recorrente na agenda política regional. As grandes corporações desenvolvem planos para desestabilizar governos, comportando-se como um poder capaz de se colocar acima de autoridades públicas emanadas do sufrágio universal. Grandes empresas midiáticas desafiam dia a dia a democracia e suas instituições. Este é talvez um dos maiores desafios que têm pela frente os governos de esquerda: a democratização da comunicação”. (...)
CLIQUE AQUI para ler na íntegra (via Blog Fazendo Media).

200.000 acessos!!!


Mídia Livre -  Por óbvio,  não nos move o interesse de competir - nem  de comparar -  nossa 'performance' com blogs e sites que já andam  na 'casa dos milhões'...  Mas,  não poderíamos deixar de fazer - muito honrados! - o presente registro, ainda mais que este pode até ser  um número singelo, mas  é real, verdadeiro, sem truques e 'otras cositas (tecnológicas) mas': o Blog, hoje, atingiu - e superou - 200 mil acessos!!!

Obrigado a tod@s pelas visitas, contribuições e comentários. Continuem nos visitando!


'É pra frente que se anda!'  A luta segue!

O Editor 

15 julho 2012

Comissão da Verdade no RS


Tarso Genro cria Comissão Estadual da Verdade no Rio Grande do Sul

Porto Alegre/RS -  Agência Carta Maior - O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, assina terça-feira (17) o decreto que cria a Comissão Estadual da Verdade, destinada a facilitar o acesso da sociedade a documentos oficiais da ditadura civil-militar (1964 - 1985). A comissão terá como objetivo resgatar a memória política e histórica do Estado e subsidiar os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade, criada no final de 2011 pela presidenta Dilma Rousseff através da lei 12.528/2011.

A solenidade de criação da Comissão Estadual da Verdade ocorrerá durante a conferência Direitos Humanos, Desenvolvimento e Criminalidade Global, que será apresentada pelo juiz espanhol Baltasar Garzón, a partir das 18h, no auditório do Ministério Público do Estado (Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80). Garzón vem ao Brasil a convite do governador Tarso Genro, que o homenageará com a Comenda da Ordem do Ponche Verde. 

A conferência também terá a presença do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e atual coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Gilson Dipp, da ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, do ministro de Defesa do Uruguai, Eleutério Huidobro, além do procurador aposentado do Estado, Jacques Alfonsin.

A entrada é gratuita e não depende de inscrições.

Collor, Globo, Veja...



*Discurso do senador Fernando Collor de Mello (PTB)  na CPI do Cachoeira (ou a origem/motivo da reportagem do Fantástico de hoje à noite)...

14 julho 2012

A Globo, Collor e Cia...



A Globo, a Veja* e Fernando Collor, entre beijos e tapas...


Do Viomundo - Vinte anos depois de um dos episódios mais dramáticos da História do Brasil – o impeachment do presidente Fernando Collor de Mello – Rosane Collor, a ex-primeira dama da época, conta em detalhes o que viu e viveu ao lado  do ex-marido. (...)


CLIQUE AQUI para ver mais.

*A (não)Veja - nem leia! - deu também, como a Globo, grande contribuição na eleição de Collor em 1989... 

'Às armas, Cidadãos! Formai vossos batalhões!'




* La Marsellaise -  (Hino Nacional da França) - Autor:  Rouget de Lisle  - 1792 - com Milva (Maria Ilva Biolcati) 
...
(Outra singela homenagem do Blog, na data em que é comemorada a Tomada da Bastilha, episódio central da Revolução Francesa de 1789).

13 julho 2012

Minha Geração!




*The Who - My Generation

(Singelo registro do Blog pela passagem do  'Dia Mundial do Rock'!) 

FHC ouviu o galo cantar; achou que era um tucano



Fernando Henrique Cardoso recebeu um prêmio da Biblioteca do Congresso dos EUA, cuja primeira edição agraciou a tradição dos intelectuais arrependidos da esquerda. O polonês Leszek Kolakowski inaugurou a fila do 'Pluge' em 2003 depois de concluir uma baldeação do marxismo ortodoxo à rejeição radical da obra de Marx, classificada por ele como a 'maior ilusão do século XX". No caso de FHC, o prêmio de U$ 1 milhão brindou os desdobramentos políticos de suas reflexões sobre a dependência. No entender dos curadores, elas teriam demonstrado como os países periféricos 'podem fazer escolhas inteligentes e estratégicas' (leia-se dentro dos marcos dos livres mercados) mesmo estando em desvantagens em relação às nações industrializadas".

O tucano não decepcionou. Na entrevista após embolsar o galardão falou grosso. E acusou Lula de ser responsável pelas agruras atuais da indústria nativa (perda de competitividade e de peso no PIB), ao interromper as reformas liberalizantes. Isso mesmo, aquelas das quais seu governo foi um instrumento e cuja correspondência no plano internacional, como se verifica, legou-nos um mundo de fastígio e virtudes sociais. O diagnóstico do sociólogo, como se sabe, vem ancorado em atilada visão macroeconômica.(...)

-CLIQUE AQUI para ler a íntegra da postagem (via Agência Carta Maior).

12 julho 2012

Na CORAG


* Registro da visita que fiz ao companheiro Homero Paim  (ao centro, na foto acima), Presidente da CORAG (Cia Riograndense de Artes Gráficas),  na companhia do vereador e Presidente do PT de Porto Alegre,  companheiro Adeli Sell.

A CORAG tem por missão 'publicar os atos oficiais, prestar serviços gráficos e de preservação documental, suprindo as necessidades do mercado, com qualidade e tecnologias adequadas, contribuindo para que a sociedade disponha de informações exatas e serviços confiáveis'. Edita, dentre outras publicações,  o Diário Oficial do Estado do RS.  

Foi criada através da lei n.° 6.573 publicada no Diário do Estado de 05.06.1973. Transformada de Departamento de Imprensa Oficial para Sociedade de Economia Mista em 11 de setembro de 1973, atualmente é vinculada à Secretaria da Administração e dos Recursos Humanos.A sede da CORAG está localizada em uma área de 10.600 m² em Porto Alegre. Possui um parque gráfico totalmente informatizado, com capacidade instalada para transformar 100 toneladas de papel por mês em informação. Está localizada  na Av. Aparício Borges, 2199, no Bairro Partenon, em Porto Alegre/RS.

-Na tarde de ontem, 11/07/2012.

(Créditos da foto: Tiago Belinski)

11 julho 2012

Entrevista com o SANTIAGO




'A charge como espaço de combate'


Se nos últimos anos o Brasil no exterior deixou de ser reconhecido apenas por seu futebol e seu samba graças ao crescimento econômico e de influência política, alguns personagens antes disso já furavam as barreiras fronteiriças e carregavam a ideia de “brasileiro” como sinônimo de charges contundentes e de qualidade.
Santiago é um dos chargistas brasileiros que sempre teve grande reconhecimento fora do país. Passou por algumas redações da mídia dominante no país, mas quase sempre foram passagens curtas e tumultuadas, graças à vocação crítica do desenhista e ao rabo preso das empresas.
Na entrevista a seguir, Santiago fala sobre o mundo das charges e o mundo fora delas, ambos tão grandes e complexos.
CLIQUE AQUI para  ler a entrevista concedida por Santiago (Neltair Rebés Abreu) ao Jornalismo B (fonte desta postagem).

10 julho 2012

Em Porto Alegre/RS...


*Em Porto Alegre, o caminho da mudança - e para recolocar a capital dos gaúchos no ritmo pujante que vive hoje o Rio Grande e o Brasil -  se dará através da eleição da FRENTE POPULAR com o companheiro   #VILLA13 PREFEITO! (na foto acima com o blogueiro), devidamente acompanhado de uma forte bancada de vereador@s do PT e aliados, a começar pelo meu amigo e companheiro vereador ADELI SELL (na foto abaixo com o blogueiro, durante a  festa da vitória no PED do PT/Poa de 2010, quando foi eleito Presidente do PT de Porto Alegre). 


 Adeli Sell está no seu 4º  mandato como vereador e  concorre à reeleição.


-CLIQUE AQUI para ler mais (Blog do Adeli).

09 julho 2012

Em Santiago/RS...


Em Santiago/RS, com BUENO e a UNIDADE POPULAR!
   
   Por Júlio Garcia

Do ‘O Boqueirão’ - Estive visitando Santiago neste final de semana, oportunidade em que revi meu pai, amigos e familiares e participei de atividades da campanha da UNIDADE POPULAR, coligação que é integrada pelo PT/PDT/PPL, com o apoio do PSD. Participei no sábado também de uma importante reunião com os companheiros que integram a Unidade e Luta Democrática (ULD), tendência que integro no PT e que em Santiago apresentou seis candidatos à vereança. O companheiro ANTÔNIO BUENO, candidato a Prefeito pelo PT (ao centro da foto acima, juntamente com este blogueiro e com o companheiro Ruben Finamor, Coordenador Geral da campanha da UP), também integra os quadros da ULD. O companheiro Moacir Nazário, o Ci, candidato a vereador por Unistalda  - igualmente integrante  da ULD do PT - também se fez presente na reunião.

Estive ainda prestigiando (e degustando!), domingo ao meio-dia, o excelente risoto organizado pela Associação Comunitária do Bairro Lulu Genro,  um dos mais importantes e participativos de Santiago. A entusiástica equipe organizadora do  elogiado risoto foi  comandada  pelo amigo Miguel Bianchini, vereador do PPL, nosso companheiro e  aliado,  grande liderança no bairro (e  no município) e também candidato à reeleição à vereança.

O clima de entusiasmo e determinação de todos foi  contagiante e  é prenúncio de que faremos uma  campanha criativa, propositiva, demarcatória e com grandes possibilidades de surpreender positivamente nas eleições de outubro.  Como foi dito mais de uma vez na reunião: "Santiago não pode ficar na contramão do Estado e do País.  Com Tarso, com Dilma, temos que, também, andar pra frente! É a hora da Unidade Popular governar Santiago. Onde o PT Governa, dá certo. Chega dos mesmos!" (...)

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O perigo da partidarização ... da Justiça!

 

Partidarização da justiça ameaça a democracia brasileira

     *Por Eduardo Guimarães

Este ano, uma das principais anomalias da democracia brasileira emergirá com força. A proximidade do julgamento do “mensalão” do PT revela que, dos três pilares da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), um não passou pela depuração da hegemonia conservadora oriunda da ditadura.

A democracia tratou de equilibrar a correlação de forças políticas e ideológicas nos Poderes Executivo e Legislativo. A renovação de quadros que os processos eleitorais impõem a esses Poderes a cada quatro ou oito anos (neste caso, nas eleições para o Senado Federal) permite que acompanhem os anseios da sociedade por pluralidade.

Esse efeito benfazejo da democracia, porém, não atinge a terceira perna do tripé que sustenta a República, o Judiciário.

Ainda que a cúpula desse Poder seja designada pelos poderes Executivo e Legislativo através da indicação dos membros do Supremo Tribunal Federal pelo Executivo, com referendo do Legislativo, o resto do corpo da Justiça brasileira ainda sofre os efeitos de décadas a fio de controle conservador das instituições.

O funcionamento da Justiça brasileira, no varejo, mostra seu viés conservador. Da juíza que mandou massacrar milhares de famílias do bairro de Pinheirinho em São José dos Campos para beneficiar um ricaço corrupto às decisões judiciais nos Estados que atendem aos interesses das famílias midiáticas e de seus prepostos, é claro o viés político-ideológico que distorce a Justiça.

Mesmo no Supremo Tribunal Federal, espanta constatar como o julgamento do “mensalão” do PT, de interesse da direita midiática, ultrapassou, temporalmente, o julgamento de escândalos mais antigos (como o mensalão do PSDB mineiro), que se arrastam simplesmente porque a mídia não se interessa por eles.

Bastou a mídia fazer pressão para o julgamento do mensalão ser marcado, ultrapassando ilegalmente casos mais antigos que se arrastam. Aí se tem a demonstração de que mesmo em um Supremo renovado pela indicação de juízes sem vínculos políticos como os indicados pelos governos anteriores ao de Lula, o poder de chantagem da mídia ainda intimida a Justiça. (...)

-LEIA a íntegra da postagem CLICANDO AQUI

*Editor do Blog da Cidadania, fonte desta postagem.