30 junho 2014

Lula e a Reforma Política


Reforma Política: só com Lula na rua

A pouco mais de cem dias das eleições a rotatividade na política brasileira é tão intensa que fica difícil acompanhar o sopão das siglas que se misturam.

Por Saul Leblon, na Carta Maior*

A pouco mais de cem dias das eleições de outubro a rotatividade na política brasileira é tão intensa que fica difícil acompanhar o sopão das siglas se misturam pela manhã para se dissociarem à noite.

O ziguezague forma um caldeirão desprovido de qualquer  coerência retrospectiva ou prospectiva, para não falar de referencias de somenos importância, como história, ideologia, programas ou projetos de nação.

O cenário político estilhaçado é um dos gargalos à continuidade do desenvolvimento brasileiro, que requer o lastro de amplas maiorias para seguir em frente.

Hoje, é essa lava de interesses incandescentes que modela a composição e a lógica do Congresso brasileiro.

Vinte siglas se digladiam ali num jorro desordenado a equiparar a coerência programática de qualquer governante ao desafio de conduzir um trem longe dos trilhos.

Todos os governantes e todos os partidos são reféns dessa montanha russa desengonçada que compõe o sistema político brasileiro.

O sobe e desce abrupto nos dias que correm tem provocado  sugestivas manifestações de enjoo e indigestão.

O Prefeito do Rio, Eduardo Paes, por exemplo.

Ex-demo, ele  classificou de ‘bacanal’ a possível junção entre PMDB, seu atual partido, e o PSDB,  na disputa pelo governo do Estado.

Dias antes, fora a vez de a palavra ‘suruba’ dar o ar da graça no noticiário, para classificar o apoio do PSB ao PT na mesma disputa fluminense. O desabafo veio então do deputado federal pelo PSB, ex-verde, Alfredo Sirkis.

Beirando o despudor em relação ao eleitorado, ao contribuinte e à democracia, o  presidenciável Aécio Neves esponjou-se nesse ambiente carregado de cenas explícitas de promiscuidade.

O tucano exortou os convivas a um comportamento que ilustra o seu conceito de retidão republicana e respeito ao país e ao povo: ‘Suguem mais um pouquinho e depois venham para o nosso lado’, disse esse que se anuncia um cruzado mudancista na vida política nacional.

A sucção tem funcionado bem no seu nariz, mais precisamente em São Paulo, onde Alckmin apunhala Serra e ‘aspira’ Kassab, do PDS --que apoia Dilma--  para candidato a senador, na vaga do PSDB.

Foi no âmbito desse corso financiado pelo dinheiro privado  –com todos os complementos daí decorrentes--  que a discussão sobre a ‘corrupção petista’, catalisada pelo julgamento da AP 470, assumiu contornos de um imenso biombo.

Savonarolas de biografias inflamáveis e togas coléricas cerraram fileiras para fazer desse episódio  uma nuvem de fumaça capaz de desviar a atenção daquilo que o circunstanciava e decifrava: a urgência de uma reforma política para  libertar a democracia da subordinação a interesses que se impõem à revelia das urnas.

Alertas como os feitos atualmente por dirigentes do PT e membros do governo  --que advertem para a disseminação do estigma conservador, que colou no PT  o carimbo de corrupção --   são benvindos.

Mas correm o risco de perder a força renovadora que carregam, sempre que cederem lugar ao lamento reiterativo, em detrimento da mobilização por uma Constituinte destinada a promover uma mudança efetiva na política do país.

Lula, em vídeo recente em defesa dessa bandeira  , foi eloquente em evocar a sua importância como um divisor na história brasileira.

“Para o Brasil continuar mudando, é preciso garantir a legitimidade das instituições e acabar com a interferência do poder econômico nas eleições”, afirmou reiterando que ela é ‘cada vez mais necessária e urgente; um clamor, que nasce das ruas, que vem da sociedade’.

O ex-presidente que deixou o governo com 80% de apoio popular pede adesão a um manifesto que pretende reunir 1,5 milhão de assinaturas para propor ao Congresso Nacional a convocação de uma Constituinte, exclusiva e soberana, com essa finalidade.

A manifestação é convincente e ilustrativa da centralidade que a radicalização da democracia passou a ocupar na visão petista do que é prioritário – indispensável-- para destravar o passo seguinte desenvolvimento brasileiro.

Mas carece, ainda, de um lastro mobilizador efetivo.

A ausência desse requisito reflete certa prostração do campo progressista, que hesita em transformar o  aggiornamento histórico de suas reflexões em mobilizações de massa, necessárias para alterar, de fato, a correlação de forças que está na origem dos impasses brasileiros.

Intervenções como a de Lula terão a força requerida pelo objetivo a que se propõem, quando forem parte de um engajamento prático.

Uma determinação feita de agendas, comícios e caminhadas, claramente traduzidos em locais e datas que ofereçam alternativas à participação organizada de amplas esferas da sociedade, para além da franja dos iniciados.

Não apenas isso.

É indispensável  explicitar o vínculo entre democracia e superação da encruzilhada do desenvolvimento do país.

Portanto, entre reforma política e retomada do crescimento brasileiro.

Trata-se de rejeitar a mística conservadora de uma estabilidade em si da economia, fruto da terceirização dos destinos da sociedade aos impulsos dos ‘livres’ mercados.

Em primeiro lugar, a ideia de um capitalismo em equilíbrio é uma contradição nos seus próprios termos.

No capitalismo, a estabilidade reivindicada pela ortodoxia equivale, na verdade, à paz salazarista dos cemitérios, na qual o povo faz o papel de defunto e o dinheiro grosso, o de coveiro.

A retomada do crescimento por aí tem outro nome: concentração de renda; expropriação de direitos trabalhistas; regressão social e alienação do patrimônio público.

É o oposto do compromisso com a melhoria efetiva da qualidade de vida das amplas massas brasileiras.

Só há uma receita econômica compatível com esse pacto: aquela que entende o desenvolvimento como um processo histórico de transformação da sociedade, o que implica superar estruturas existentes e criar outras novas.

Isso não se faz a frio.

Ao contrário do que sugerem os dogmas neoliberais apregoados pelo jornalismo isento, quem determina a coerência macroeconômica nesse processo é a correlação de forças de cada época.

Dito de forma muito clara: para romper os torniquetes do dinheiro grosso é necessário poder; e poder hoje no Brasil implica subtrair espaços do mercado em favor da democracia.

Quem pode propiciar isso  é uma reforma política que amplie os canais de participação popular e assegure maior legitimidade à representação da sociedade.

Lula disse em recente encontro de blogueiros, em maio, que ela virá das ruas.

E ela só virá das ruas se Lula estiver nas ruas.


*via http://www.cartamaior.com.br/

29 junho 2014

PT/RS realiza Convenção e faz lançamento oficial de suas candidaturas

Tarso Genro também alfinetou Ana Amélia Lemos, sem citar seu nome: “Agora tem uma candidata que está processando seu próprio partido” | Foto: Juliano Antunes/Sul21

“Se fosse pela mídia, não existia Bolsa Família e ProUni”, diz Tarso em convenção que oficializou sua candidatura

Por Débora Fogliatto, no Sul21*
Dezenas de militantes e políticos se reuniram neste sábado (28), apesar da chuva e da data que coincide com o jogo do Brasil na Copa do Mundo, para o lançamento oficial das candidaturas da Unidade Popular pelo Rio Grande. A coligação que defende as candidaturas do atual governador Tarso Genro (PT), com Abigail Pereira (PCdoB) como vice e Olívio Dutra (PT)  para o senado une os petistas a PCdoB, PTB, PTC, PPL, PR e PROS.
A sede do PT, na Avenida João Pessoa, em Porto Alegre, ficou pequena para abrigar todas as pessoas que tentavam ouvir os discursos dos candidatos. Na convenção, o partido defendeu o projeto de governo feito por Tarso enquanto governador e por Lula e Dilma no Brasil. Olívio Dutra, um dos nomes mais conhecidos e queridos dentre os petistas, resumiu o projeto da coligação ao afirmar que quer “um estado, cidade e país para todos, e não para poucos”.
A oficialização do nome de Olívio como candidato ao Senado confirmou a empolgação que sua candidatura trouxe à Unidade Popular. A última vez que ele havia tentado um cargo público foi na disputa pelo Palácio Piratini em 2006, quando foi derrotado por Yeda Crusius (PSDB) e depois disso optou por ficar presidindo o diretório gaúcho do PT. Agora, seu nome surge como uma alternativa da Unidade Popular para fazer frente à candidatura do ex-jornalista da RBS Lasier Martins (PDT).
“Nós queremos um estado que não seja privatizado, que seja público. Queremos reforma agrária, urbana, tributária e política”, afirmou Olívio durante sua fala. Ele foi ovacionado pelos presentes, que cantavam “Olívio de novo, senador do povo!”. Em entrevista à imprensa, Tarso classificou como “extraordinária” a entrada de Olívio à campanha.
Sua fala foi seguida pela do governador Tarso Genro, que no inicio da convenção vestia uma gravata lilás. Ele contou que muitos companheiros de partido o questionaram sobre o porque dele estar utilizando a peça, que não costuma integrar o vestuário dos políticos do PT, que preferem adotar visuais mais casuais.
“Em primeiro lugar, estou vestindo lilás para homenagear as mulheres. Mas também, porque quero tirar a gravata aqui. Tiro a gravata para simbolizar o serviço, trabalho e unidade aqui presentes”, explicou, destacando que “todo mundo aqui está sem gravata” ao tirar a peça.
Militantes, lideranças e políticos lotaram o auditório da sede do PT de Porto Alegre na manhã deste sábado (28) | Foto: Juliano Antunes/Sul21
Críticas à mídia e adversários
Como é de costume em seus discursos, Tarso fez algumas críticas à grande mídia, dizendo não ser “como aqueles que fizeram sua vida atacando a política e os partidos, como faz a grande mídia no país”. Em entrevista à imprensa após a convenção, ele destacou que o monopólio da mídia, no entanto, não é mais tão grande quanto há dez anos, devido ao surgimento das redes sociais e de “novos órgãos de imprensa locais e regionais que fazem um contraponto”.
O governador ressaltou ser contra qualquer tipo de censura ou controle de conteúdo, mas lembrou que “se fosse pela mídia, o Lula jamais teria sido eleito. Se fosse pela mídia, não existia Bolsa Família, ProUni, política para agricultura familiar”. Ele afirmou que quer ser reeleito para que “o Rio Grande não volte para o atraso, repressão a movimentos sociais e autoritarismo”.
O governador destacou as “grandes lutas e transformações” feitas pelo povo gaúcho ao longo da história, destacando a participação do PT no combate à ditadura e na campanha da legalidade, aproveitando para criticar as escolhas recentes do PDT: “Leonel Brizola deve estar se revirando na tumba pelos acordos feitos por seu partido”, brincou, referindo-se às alianças do partido na chapa composta por PEN, DEM, PSC e PV.
Tarso destacou a necessidade da união e do “discurso transformador”. Ele também alfinetou a candidata de oposição Ana Amélia Lemos (PP), sem citar seu nome, mencionando que “agora tem uma candidata que está processando seu próprio partido”. Ele se refere ao processo protocolado pela candidata e outras lideranças de diretórios do PP do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais, de Santa Catarina e do Rio de Janeiro para anular a decisão da executiva nacional do partido de apoiar a presidenta Dilma Rousseff (PT), que foi negada em caráter liminar na sexta-feira (27) pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Copa do Mundo e dívida externa
Para finalizar seu discurso, Tarso falou da Copa do Mundo, lembrando que os adversários políticos “apostaram tudo em ligar o fracasso da Copa ao fracasso do governo”, o que não se concretizou. “Agora todo mundo está dizendo que essa é a melhor Copa”, afirmou, atribuindo isso a governo “com princípios e boa administração”.
Para ele, apesar de a conquista do título mundial ser importante, o sucesso da Copa já está concretizando com os elogios internacionais e tranquilidade com que o evento está ocorrendo. “O Brasil já é vitorioso, a presidenta Dilma já é vitoriosa”, reiterou.
Questionado sobre as críticas dos adversários quanto à dívida externa, Tarso se mostrou tranquilo em responder que as opiniões são coerentes com a visão que seus oponentes tem. “O que eles queriam é aumentar o arrocho salarial e diminuir o serviço público. Esse é o dogma que está sendo aplicado na Espanha, sendo defendido pelo Aécio Neves (PSDB, candidato à presidência) e que identifica o projeto neoliberal em todo o mundo”, esclareceu.
Ele disse que o PT tem uma visão diferente, de apostar no serviço público. “Tem que sair da crise crescendo, mas não colocando nas costas dos mais pobres, como querem fazer nossos adversários. Cada um tem a sua escola de pensamento econômico”, resumiu.
*Via http://www.sul21.com.br/
**Nota deste Blog: Dentre os candidatos do partido ontem confirmados na Convenção, está este Editor, que concorrerá a deputado estadual pelo PT/RS. (Júlio Garcia)

26 junho 2014

STF revê tratamento desigual a condenados e corrige retrocesso em sistema prisional



Tribunal autoriza trabalho de Dirceu. E nega ida de Genoino para casa. Barroso defende equilíbrio em relação a presos em situação similar, e lembra que ex-deputado terá direito a regime aberto, em agosto.

Brasília – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, não saiu ainda do cargo – o que acontece só nos próximos dias –, mas a opinião geral de advogados, magistrados e políticos que acompanharam a sessão desta quarta-feira (25) é de que o tribunal já mudou. Na sessão, que julgou os recursos apresentados pelo ex-deputado José Genoino e pelo ex-ministro José Dirceu, o colegiado, sem embates nem manifestações acaloradas, acatou os votos do relator, ministro Luiz Barroso, numa decisão que, em relação a Genoino surpreendeu muita gente, mas ao mesmo tempo não deixou de satisfazer a defesa dos dois réus.
No caso de Genoino, o relator negou o pedido para reversão do seu regime prisional de semiaberto para domiciliar. Indo na contramão do que muitos esperavam, o ministro disse que outros presos com quadro de saúde semelhante ao do ex-deputado passam por esse tipo de situação. Motivo pelo qual, segundo ele, acatar o agravo de instrumento interposto pela defesa do réu poderia reforçar o que se costuma afirmar popularmente: que a lei é desigual.(...)
-CLIQUE AQUI  para ler na íntegra (via Rede Brasil Atual).

23 junho 2014

'É preciso dar Voz ao Povo!'


Senador Paulo Paim (PT/RS) e Júlio Garcia

ENTREVISTA AO JORNAL 'O TIMONEIRO'

(Constituinte para fazer a Reforma Política, Conjuntura, Eleições ...)


“Sobre a Reforma Política, está cada vez claro sua necessidade imperiosa. Com a atual representação política arcaica e conservadora que se constitui no país, inclusive nos poderes Executivo e Judiciário, e não apenas no parlamento, as reformas que alterem a distribuição de poder, que desconcentrem renda e ataquem as injustiças sociais existentes simplesmente não são aprovadas. Este é o caso de reivindicações e reformas pendentes há décadas, algumas já citadas por mim nesta entrevista. E como o Congresso Nacional atual é composto majoritariamente por representantes de banqueiros, empresários, grandes proprietários de terras e donos de meios de comunicação, que detém 70% das bancadas, a Reforma Política, que poderia alterar essa estrutura e abrir caminho para a aprovação das demais reformas, também não vai sair. Vem daí a constatação de que ‘com esse Congresso, não dá”, e a necessidade de ser convocada uma Assembleia Constituinte Exclusiva para fazê-la e 'dar voz ao povo'. (...)  

Entendo que nossa pré-candidatura a deputado estadual pelo PT, uma vez confirmada (a Convenção será realizada dia 28/06), além da  modesta mas entusiástica contribuição que daremos para reeleger nosso Projeto no Estado e no País (representados pelos governos liderados pelo  governador Tarso Genro e pela Presidenta Dilma, e eleger o companheiro Olívio Senador),   contribuirá para potencializar e politizar o debate -  tanto a nível estadual quanto municipal -, ajudando no esclarecimento do povo, participando de suas lutas  e pressionando desde já pelo atendimento dessas  importantes demandas."

-CLIQUE AQUI  para ler a íntegra da minha entrevista ao Jornal 'O Timoneiro' (de Canoas/RS), edição digital.

19 junho 2014

“Precisamos avançar nas reformas estruturantes para consolidar a participação popular”



Em reunião com o ministro Gilberto Carvalho, secretário de Juventude da CUT enaltece a Política Nacional de Participação Social, mas aponta a reforma política como indutora das mudanças


Escrito por: William Pedreira*


“Precisamos avançar nas reformas estruturantes para consolidar a participação popular”, enfatizou Alfredo Santos Jr., secretário nacional de Juventude da CUT, durante a reunião de movimentos da juventude com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, nesta quarta-feira (18), para debater a Política Nacional de Participação Social (PNPS).
 
Alfredo enalteceu a iniciativa do governo que responde em parte as insatisfações e críticas expressadas nas manifestações de junho, mas acredita que a reforma política é a grande indutora das mudanças. "Os movimentos sociais se organizaram para dar uma resposta a partir de um Plebiscito Popular para pautarmos a necessidade de uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político", disse.
 
O Plebiscito está marcado para ocorrer entre os dias 1º e 7 de setembro. Já são mais de 400 comitês organizadores espalhados por todo o Brasil, sendo que o principal deles, chamado de Secretaria Operativa Nacional, funciona na sede da CUT em São Paulo. "2015 será o ano da reforma política, da democratização dos meios de comunicação, da reforma agrária, das reformas de base, porque o país precisa dar continuidade no processo de fortalecimento das políticas públicas com participação popular."
 
O decreto presidencial que estabelece a participação social como método de governo e amplia a possibilidade da sociedade civil participar, debater e contribuir com propostas foi e tem sido alvo de ataques de uma elite e de uma direita conservadora que possui repulsa a qualquer expressão que vise aprofundar a participação popular.
 
Para o ministro Gilberto Carvalho, espanta o fato de um decreto aparentemente tranquilo e que não traz grandes novidades em relação ao quadro vigente, seja alvo de tanta polêmica, sobretudo, nos editoriais dos jornais. “Se é verdade que o debate atual gerou uma série de incompreensões, interpretações forçadas e ideológicas, por outro lado trouxe a tona um tema que em geral não se debate na sociedade: a insuficiência da participação social”, ressaltou.(...)

CLIQUE AQUI  para ler mais (via sítio da CUT Nacional). Grifos deste Blog.

Entrevista exclusiva...




Eleições 2014

- Já está circulando em Canoas e Região Metropolitana de Porto Alegre a edição nº 2605 do jornal 'O Timoneiro', que traz a entrevista que concedi ao jornal, no início desta semana, sobre minha pré-candidatura a deputado estadual pelo PT/RS. 'O Timoneiro', tradicional semanário de Canoas,  está realizando - democraticamente - entrevistas com tod@s @s pré-candidat@s a deputado que têm vínculo político com o município de Canoas e região. A manchete da entrevista comigo: "Júlio Garcia luta pela Reforma Política".

- A entrevista é ilustrada com uma foto minha, juntamente com o Senador Paulo Paim (PT/RS), acima reproduzida. Nela, falo da minha origem, da cidade de Santiago, onde nasci e comecei minha militância política, do meu vínculo político/afetivo/profissional com ela, da minha vinda para Porto Alegre, da minha trajetória política e das propostas que defendo (e defenderei, caso venha a conquistar uma cadeira na AL/RS nestas eleições).

- Em breve, estará disponibilizada para leitura a entrevista (na íntegra) na edição digital do jornal, que aqui divulgarei. (por Júlio Garcia, via face e 'O Boqueirão Online').

Idílica
















Idílica Estudantil


Nossa geração teve pouco tempo

começou pelo fim

mas foi bela a nossa procura

ah! moça, como foi bela a nossa procura

mesmo com tanta ilusão perdida

quebrada,

mesmo com tanto caco de sonho

onde até hoje

a gente se corta.


           (Alex Polari de Alverga)

18 junho 2014

Plenária com Tarso e Olívio - hoje, em Canoas/RS




*A direção municipal do PT de Canoas/RS está convidando os companheiros e simpatizantes para a grande Plenária que realizará hoje, 18/06,  à partir das 18 h, com as presenças - confirmadas - do Governador Tarso Genro e do ex-governador e pré-candidato ao Senado, companheiro Olívio Dutra

*A reunião será realizada no Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas,  Rua Caramurú,  330 (centro). Tod@s lá!

17 junho 2014

A desmoralização dos pitbulls da grande mídia




Por Alberto Cantalice*

Três vezes derrotados nos pleitos presidenciais, por Lula e Dilma e o PT, os setores elitistas albergados na grande mídia ao se verem na iminência do quarto revés eleitoral foram ao desespero.

Diuturnamente lançam vitupérios, achincalhes e deboches contra os avanços do país visando desgastar o governo federal e a imagem do Brasil no exterior. Inimigos que são das políticas sociais, políticas essas que visam efetivamente uma maior integração entre todos os brasileiros pregam seu fim.

Profetas do apocalipse político eles são contra as cotas sociais e raciais; as reservas de vagas para negros nos serviços públicos; as demarcações de terras indígenas; o Bolsa Família, o Prouni e tudo o mais.

Divulgadores de uma democracia sem povo apontaram suas armas agora contra o decreto da presidência da república que amplia a interlocução e a participação da população nos conselhos para melhor direcionamento das políticas públicas.

Personificados em Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor, Demétrio Magnoli, Guilherme Fiúza, Augusto Nunes, Diogo Mainardi, Lobão, Gentili, Marcelo Madureira entre outros menos votados, suas pregações nas páginas dos veículos conservadores estimulam setores  reacionários e exclusivistas da sociedade brasileira a maldizer os pobres e sua presença cada vez maior nos aeroportos, nos shoppings e nos restaurantes. Seus paroxismos odientos revelaram-se com maior clarividência na Copa do Mundo.

Os arautos do caos, prevendo e militando insistentemente pelo fracasso do mundial – tendo inclusive como ponta de lança a revista Veja, previsto que os estádios só ficariam prontos depois de 2022, assistem hoje desolados e bufando a extraordinária mobilização popular e o entusiasmo do povo brasileiro pela realização da denominada acertadamente de a Copa das Copas.

O subproduto dos pitbulls do conservadorismo teve seu ápice nos xingamentos torpes e vergonhosos à presidenta Dilma na abertura da copa, na Arena Corinthians. Verdadeiro gol contra, o repúdio imediato de amplas parcelas dos brasileiros e brasileiras ao deprimente espetáculo dos vips demonstra que a imensa maioria da população abominam essa prática.

Desnudam-se os propagadores do ódio. A hora é de renovar as esperanças e acreditar no Brasil!


*Alberto Cantalice (foto) é vice-presidente nacional do PT e coordenador das Redes Sociais do partido.

-Via http://www.pt.org.br/

14 junho 2014

A elite reserva ao país o mesmo lugar exortado à Presidenta


Por Saul Leblon*

Quando a elite de uma sociedade se reúne em um estádio de futebol e a sua manifestação mais singular é um coro de ofensas de baixo calão, quem é o principal atingido: o alvo ou o emissor?

Vaias e palavrões são inerentes às disputas futebolísticas. Fazem parte do espetáculo, assim  como o frango e o gol de placa. A passagem de autoridades por estádios nunca foi impune.

O que se assistiu no Itaquerão, porém, no jogo inaugural da Copa, entre Brasil e Croácia, não teve nada a ver com o futebol ou deboche, mas com a disputa virulenta em curso  pelo comando da história brasileira.

Sem fazer parte da coreografia oficial o que aflorou ali foi a mais autêntica expressão cultural de um lado desse conflito, nunca antes assumido assim de forma tão desinibida  e ilustrativa.

Encorajado pelo anonimato, o gado OP (puro de origem) mostrou o pé duro dos seus valores.

Dos camarotes vips um jogral raivoso e descontextualizado despejou sua bagagem de refinamento e boas maneiras  sobre uma Presidenta da República em missão oficial.

Por quatro vezes, os sentimentos de uma elite ressentida contra aqueles que afrontam a afável, convergente e impoluta lógica de sociedade que vem construindo aqui há mais de cinco séculos, afloraram durante o jogo.

Foi assim que essa gente viajada, de hábitos cosmopolitas, que se envergonha de um Brasil no qual recusa a enxergar o próprio espelho, ofereceu a um bilhão de pessoas conectadas à Copa em 200 países uma síntese dos termos elevados com os quais tem pautado a disputa política  no país.

Que Aécio & Eduardo tenham se esponjado nessa manifestação dá o peso e a medida do espaço que desejam ocupar no espectro da sociedade brasileira.

Dias antes, o  ex-Presidente Lula havia comentado que nem a burguesia venezuelana atingira contra Chávez o grau de desrespeito e preconceito observado aqui contra a Presidenta Dilma.

Houve quem enxergasse nessas palavras uma carga de retórica eleitoral.

A cerimônia da 5ª feira cuidou de devolver pertinência  à observação.

A formação virtuosa da infância,  o compromisso com a civilização, a sorte do desenvolvimento  e  os destinos da sociedade há muito deixaram de interessar à elite brasileira.

A novidade do coro contra  Dilma é refletir  o desejo  cada vez mais explícito  de mandar o país ao mesmo lugar exortado  à Presidenta.

Ou não será esse o propósito estratégico do camarote  vip ao apregoar o descolamento da sociedade brasileira de uma vez por todas, acoplando-a à grande cloaca mundial de um capitalismo sem peias, onde  se processa  a restauração neoliberal pós-2008?

Nesse imenso biodigestor de direitos e desmanche do Estado acumula-se o adubo  no qual floresce  a alta finança desregulada, que tem nos endinheirados brasileiros  os detentores da 4ª maior fortuna do planeta evadida em paraísos fiscais.

Estudos da  The Price of Offshore Revisited,  coordenados pelo ex-economista-chefe da McKinsey, James Henry, revelam que os brasileiros muito ricos – que se envergonham de um governo corrupto--  possuíam, até 2010, cerca de US$ 520 bilhões  em paraísos fiscais. (...)


-CLIQUE AQUI* para continuar lendo o Editorial da Carta Maior.

12 junho 2014

'Eu, ao ver o vídeo, tive que escolher entre dois sentimentos: o do ódio pelo opressor, e o da admiração pelo defensor. Claro que escolhi o segundo."





CARTA  PARA O PACHECO


Querido Pacheco,

Te escrevo essa carta hoje, um dia tão forte para você e consequentemente para nós também, porque ando com a cabeça muito fora do eixo, dando umas bolas foras com as palavras orais e sentindo mais firmeza nas palavras escritas. Talvez, se eu te telefonasse, não conseguiria expressar tudo o que gostaria, tanto quanto acho que poderei colocar aqui.

Sabe Pacheco, apesar de minha profissão de educadora estar de alguma forma bem distante da sua, o direito sempre esteve meio próximo de mim, de jeitos muito significativos, e marcantes também. Meu pai esteve em uma faculdade de direito e apenas pela ditadura não terminou seu curso, e depois, duas grandes, grandes amigas minhas entraram no direito. Uma delas, uma amiga de infância, acabou me juntando em muitos momentos com os seus colegas de faculdade e por isso enquanto me constituía enquanto pedagoga, acabei acompanhando pessoas queridas se formando no direito.

Isso tudo para dizer que sim, para mim esse mundo jurídico de vocês é muito estranho e cheio de leis, decisões, decretos, e muito diferente do meu mundo, cheio de crianças, de espontaneidade, de "combinados", mas é um mundo que respeito profundamente, que admiro e que é cheio de gente muito, muito especial para mim.

Desde que meu pai foi colocado de forma tão injusta nesse processo, tivemos todos nós que ir adentrando nesse mundo jurídico e assim, ir estabelecendo uma relação com você, advogado dele. No começo, não era nosso foco de atenção, afinal, era algo entre meu pai e você e nós ficávamos apenas sabendo das coisas, acompanhando... Porém, desde o dia 15 de novembro tudo mudou porque meu pai perdeu a liberdade, a voz e fomos precisando estabelecer uma relação, nós, a família, e você, o advogado dele.

Nem sempre foi fácil porque estamos desesperados, queremos respostas, desejamos ações e você ia sempre precisando ir trazendo o dado de realidade, as leis, as possibilidades, as ações jurídicas, os pedidos dentro desta ou aquela lei. Todo esse processo foi para nós uma eterna luta e embate com esse muro da (in)justiça, dos trâmites e das burocracias, com sentenças, decretos e pareceres e para quem está de fora deste mundo e pior, para quem tem seu familiar assim nessa situação, isso tudo vai sendo uma prisão para nós.

É por isso que te escrevo para dizer que você hoje lavou a nossa alma. Você colocou no plenário o sangue, a força, a energia, a convicção que tantas vezes nós, de fora, ansiávamos de todas as formas por nossa condição de angústia e desespero. Você hoje, Pacheco, falou com clareza e com certeza porque se apóia na verdade e sabe que quem está do outro lado não só está indo contra o direito, como ele próprio sabe que o que está fazendo é ilegal e pior de tudo, desumano.

Eu, ao ver o vídeo, tive que escolher entre dois sentimentos: o do ódio pelo opressor, e o da admiração pelo defensor. Claro que escolhi o segundo. Claro e óbvio porque isso que aconteceu hoje só deve ser visto dessa forma, pela sua atitude digna e corajosa de decidir mostrar veementemente que a situação do meu pai não pode continuar como está, que não se pode seguir assim, protelando e atrasando, descaradamente sem entender que uma vida humana está em jogo.

Eu sei, Pacheco, que ao longo desse processo vocês advogados amigos, sofreram muito, porque tudo que foi acontecendo ia contra todos os precedentes, leis, decisões e a angústia deve ter sido tremenda. Mas considero que hoje você mostrou que o direito não precisa ser lei e sentença, ele pode ser vida e luta também, ele pode ser força, decisão e determinação. O direito pode ser coragem, pura coragem.

Agora, tentarão manchar sua imagem, dizer baboseiras, inventar e caluniar, mas é tarde demais. O vídeo é claro, as atitudes são explícitas e não há nada que possa ser dito que conseguirá mudar o fato de que hoje uma atrocidade foi cometida contra você, simplesmente por ser o advogado de José Genoino. Mas tudo tem seu preço, e todo mundo, cedo ou tarde, precisará arcar com as suas escolhas. Fico feliz em saber que a sua escolha foi a da convicção e dos valores, porque a sedução do poder já levou muita gente a escolher a perseguição, a difamação e a tortura em todos os sentidos.

Estamos juntos e lutaremos juntos até o fim.

Hoje você lavou nossa alma e estou certa de que meu pai, quando ficar sabendo, sentirá enorme orgulho de ter você como advogado.

Um abraço,


Miruna 

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*Via Blog http://familiagenoino.blogspot.com.br/

-Nota do Editor deste Blog: Para ver o que realmente ocorreu ontem no STF, o correto pedido do advogado de  José Genoíno e a truculência do 'Torquemada JB', clique AQUI

Duas torcidas...



*Charge do Kayser - 'Torcedores'

11 junho 2014

OAB emite nota de repúdio a presidente do STF, que expulsou advogado


"O presidente do STF, que jurou cumprir a Carta Federal, traiu seu compromisso ao desrespeitar o advogado na tribuna da Suprema Corte. Sequer a ditadura militar chegou tão longe no que se refere ao exercício da advocacia. "

Brasília/DF – Leia abaixo nota de repúdio do Conselho Federal da OAB contra o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, que nesta quarta-feira (11) expulsou do plenário da Suprema Corte, com uso de segurança, o advogado Luiz Fernando Pacheco. Defensor do apenado José Genoíno, Pacheco usou a tribuna para requerer que entrasse na pauta da Casa julgamento sobre pedido de prisão domiciliar de seu cliente.
NOTA DE REPÚDIO
A diretoria do Conselho Federal da OAB repudia de forma veemente a atitude do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, que expulsou da tribuna do tribunal e pôs para fora da sessão mediante coação por segurança o advogado Luiz Fernando Pacheco, que apresentava uma questão de ordem, no limite da sua atuação profissional, nos termos da Lei 8.906. O advogado é inviolável no exercício da profissão.  O presidente do STF, que jurou cumprir a Carta Federal, traiu seu compromisso ao desrespeitar o advogado na tribuna da Suprema Corte. Sequer a ditadura militar chegou tão longe no que se refere ao exercício da advocacia. A OAB Nacional estudará as diversas formas de obter a reparação por essa agressão ao Estado de Direito e ao livre exercício profissional. O presidente do STF não é intocável e deve dar as devidas explicações à advocacia brasileira.
Diretoria do Conselho Federal da OAB
Brasília, 11 de junho de 2014
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*Via http://www.oab.org.br/  -  Grifos deste Blog

Olívio Dutra



*Na foto acima, este Editor,  juntamente com o ex-governador  gaúcho - e  futuro senador -,  companheiro Olívio Dutra (com quem tive o privilégio de trabalhar  durante os quatro anos do saudoso Governo Democrático e Popular do RS), que ontem esteve aniversariando.  - Muita saúde e 'boa luta', bravo companheiro Olívio!  (Júlio Garcia)

10 junho 2014

É fácil um cálice virar cale-se


*Por Ana Helena Tavares, editora do Quem tem medo da democracia? e colunista do Novo Direto da Redação
Será que o mundo político está mesmo tão perdido como alguns supõem? Será que a política é só formada por conchavos entre partidos, é só feita de assinaturas em gabinetes, como aponta o senso comum ? Será que todos os sonhos da primeira Ágora se desfizeram no ar, será que viraram pó?
Há muitos – por sorte – que não vêem as coisas assim, de forma tão limitada. São os que sentem que há uma missão a cumprir. E que sabem que toda missão é política. São os que teimam em fazer do mundo uma utopia. E caminham em busca dela, embora saibam que podem nunca chegar.
E, se não chegarem, o que será feito dos que sonham com uma política maior? Serão contados pela história como vencedores ou perdedores? Basta ler, ler muito, e na leitura estará esta a resposta. A História dá sempre voz a quem teve coragem.
Como passar uma vida sem se doar a um povo? Quem respira política – aquela que “não se faz com o fígado”, como diria Ulysses Guimarães –estes não sabem viver sem se doar. A democracia é uma utopia? Talvez, mas todo real foi sonho antes.
E ele – o sonho – não se transforma em real se não for construído no dia-a-dia das ruas. É lá que estão todas as formas de política. A grande política. Nas esquinas, nas praças, nos bares, na reunião de condomínio do seu prédio, na doação que você faz para sua igreja ou para um centro de caridade, na votação para quem será o árbitro das peladas de domingo, na eleição do representante da turma do seu filho no colégio.
É em tudo isso que se constrói ou se destrói uma democracia. Porque o verdadeiro poder de transformação está dentro de todos os que lutam abnegadamente por um mundo de muitas utopias tornadas reais.
Num domingo à tarde, você vendo um aparentemente ingênuo programa de TV acha que ali não está se fazendo política? E nos jornais e telejornais diários? E naquela música que você escuta sem prestar atenção na letra? Fique atento. É fácil um cálice virar cale-se.
Há muitas formas de sacudir o mundo – pelas artes, pela ciência, pelos esportes. Através de todas elas, é possível fazer política. Quase impossível é não fazê-la.  Porque secá-la é destruir nossa espécie.
Erroneamente entendidos como vencidos, todos os que dedicaram suas vidas à política, entendida da forma ampla como ela é em sua origem, vivem na folha que cai da árvore e voa que voa. Sabe-se lá onde vai parar. Estão presentes em tudo o que o mundo produz de bom para seus povos. E de onde vem isso tudo?! Vem do sonho, do campo, da luta! Sim, vem da política feita com amor.
Uma união explosiva que, a quem nela aposta, pode não dar ouro, mas dará louro. Embora muitas vezes póstumo. Um louro que fica como legado para as gerações vindouras. Um louro de que o Brasil e o mundo muito precisam.
É da sociedade que saem os políticos. Só uma sociedade mais consciente, que entenda as conexões da política cotidiana, poderá elevar ao poder políticos que melhor a representem. Jamais saia para a rua exigindo dos governantes atitudes que você não pratica na vida e tampouco praticaria se estivesse no lugar deles.
*Ana Helena TavaresJornalista, conhecida por seu site de jornalismo político Quem tem medo da democracia?, com artigos publicados no Observatório da Imprensa e na extinta revista eletrônica Médio Paraíba. Foi assessora de imprensa e repórter dos Sindicatos dos Policiais Civis e dos Vigilantes. Universitária, entrevistou numerosas pessoas que resistiram à ditadura e seus relatos (alguns publicados na Carta Capital e Brasil de Fato) serão publicados brevemente num livro. Este texto foi originalmente escrito para o Novo Direto da Redação. http://quemtemmedodademocracia.com/