27 setembro 2014

“Comício da Vitória” do PT reúne milhares no bairro Rubem Berta, em Porto Alegre



O último grande comício do PT antes do primeiro turno das eleições – que acontece no próximo domingo (5/10) — reuniu 20 mil militantes, segundo a organização do evento, na Praça México, bairro Rubem Berta, em Porto Alegre. Antes do ato, centenas de carros participaram de uma carreata que saiu do Largo Zumbi dos Palmares, no centro da cidade, e se dirigiu até as imediações da praça.
Lotada de bandeiras do PT e dos partidos da coligação Unidade Popular pelo Rio Grande (PT/ PTC/ PCdo B/ PROS/ PPL/ PTB/ PR), a Praça México se transformou em palco do que foi classificado pelos políticos como o maior comício do estado na corrida eleitoral de 2014. Eram cerca de 16h quando o governador e candidato à reeleição Tarso Genro (PT) subiu ao palco, acompanhado da vice Abgail Pereira (PCdoB), após as falas de diversos candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara de Deputados. (...)

-Continue lendo clicando AQUI (com o Sul 21 e face do PT/PoA)

26 setembro 2014

'Precisamos de uma verdadeira Democracia!




*'Constituinte! Reforma Política! Avançar nas Mudanças!' (Gravação para o programa eleitoral do PT/RS). 

-CLIQUE AQUI para ver (e ouvir!).

25 setembro 2014

Agora é 'Reta Final'!


Domingo, 10 h, no Brique - Porto Alegre


Sábado,  27/09, às 15 horas, em Porto Alegre/RS

Sexta-feira, 26/09, às 19 h, em Canoas/RS

O advogado Júlio Garciacandidato a Deputado Estadual sob o nº 13323 pelo PT/RS, intensifica sua agenda nesta Reta Final da atual campanha eleitoral.  Além de reuniões e visitas em várias regiões do Estado onde tem uma campanha mais intensa (como Porto Alegre,  Pelotas, Rio Grande, Portão e Vale dos Sinos) Júlio Garcia intensifica suas atividades em Canoas, Porto Alegre  e Santiago (onde tem comitês eleitorais em dobrada com o Deputado Federal Paulo Ferreira, nº 1351, vide foto abaixo). Já no Vale dos Sinos, Litoral e Serra a dobrada do candidato santiaguense Júlio Garcia  é com a Deputada Federal Maria do Rosário, nº 1370.

Nesta sexta, 26, Júlio Garcia participa da Plenária da Reta final da campanha em Canoas,  às 18,30 h, no comitê localizado na Rua Caramurú esquina Caetés, centro da cidade. No sábado, participa em Porto Alegre  do grande comício de encerramento da campanha com a Presidenta Dilma, governador Tarso e Olívio Dutra, candidato ao senado. No domingo,  juntamente com Paulo Ferreira e a Ministra Tereza Campello, Júlio Garcia participará de caminhada (onde serão enfatizados os avanços sociais promovidos nos governos Lula e Dilma e a necessidade de sua continuidade) no Brique da Redenção, em Porto Alegre, deslocando-se após para Santiago, onde terá  importantes agendas (no município e região).



Na quinta, dia 02/10, Júlio Garcia participa do grande comício da Unidade Popular pelo Rio Grande em Canoas/RS. (por Assessoria de Imprensa do candidato Júlio Garcia)

*Tod@s Junt@s!!! Vencer ou Vencer!!! Vamos q vamos!!!

24 setembro 2014

7.754.436 MILHÕES DE PESSOAS VOTARAM NO PLEBISCITO!




O Resultado Oficial da Votação do Plebiscito Constituinte pela Reforma Política foi anunciado #aovivo em Coletiva de Imprensa em São Paulo. 

Um dos próximos passos será o acampamento nacional em Brasília que se será montado no mês de outubro, quando milhares de pessoas entregarão o resultado do plebiscito aos três poderes e à presidenta Dilma Rousseff.

#ALutaSóComeçou

(via face)

Ibope (e companhia) versus Vox Populi: alguém está mentindo



Graças à divulgação da pesquisa Vox Populi na rodada de pesquisas eleitorais desta semana, foi possível chegar a uma conclusão inevitável: alguém está mentindo sobre os números de Marina Silva e Dilma Rousseff recém-divulgados por esse e outros institutos.
Na terça-feira (23), foram divulgadas as pesquisas CNT/MDA, Vox Populi e Ibope. Os dois primeiros institutos foram a campo no sábado (20) e no domingo (21) e o terceiro, com maior amostragem de eleitores, também no dia 22.
O instituto MDA ouviu 2002 eleitores, o Vox Populi 2000 eleitores e o Ibope, 3010 eleitores.
MDA e Ibope apuraram números muito parecidos tanto no primeiro quanto no segundo turnos, mas o Vox Populi apurou percentuais fora das margens de erro desses institutos. (...)
CLIQUE AQUI  para ler na íntegra (via Blog da Cidadania)

23 setembro 2014

"Júlio Garcia é um excelente candidato. Tem meu apoio"




"Excelente candidato. Tem meu apoio"

"Júlio Garcia, te conheço desde antes da fundação do PT. Tua militância nos movimentos sociais e na fundação do PT te credenciam a continuar esta luta no Parlamento. Não basta acabar com a ditadura, é preciso fortalecer a Democracia através de uma legislação que compatibilize crescimento econômico com distribuição de renda. Para isto, a REFORMA POLÍTICA É FUNDAMENTAL PARA GARANTIA DOS DIREITOS HUMANOS. Sucesso, companheiro."

-A manifestação acima, em apoio a nossa candidatura a Deputado Estadual, foi feita pelo bravo companheiro Paulo de Tarso Carneiro, militante que resistiu à ditadura militar e que, por isso, foi preso e torturado; que, após ser libertado durante a 'abertura política' (arrancada a fórceps da ditadura pelo povo mobilizado), foi um dos fundadores do PT; que integrou - assim como eu - os Governos Olívio e Lula; que é Advogado, hoje aposentado, mas sempre presente nas lutas do povo.

-Fico muito honrado e agradecido pelo importantíssimo apoio, caro companheiro Paulo!!! A luta segue! Vamos q vamos! (Júlio Garcia)


22 setembro 2014

"Tu fazes como todo candidato do PT deveria fazer" (Julio Quadros, ex-Presidente do PT/RS)





MENSAGEM DO COMPANHEIRO JÚLIO QUADROS 


"Camarada Júlio Garcia, companheiro de muitas caminhadas:

A tua candidatura tem uma marca singular, a de propor o debate sobre a necessidade da Reforma Política e a Constituinte Exclusiva.

Tu fazes como todo candidato do PT deveria fazer. Alia disputa eleitoral com disputa de projetos. Siga em frente, este é o teu principal instrumento... fazer campanha como aprendemos a fazer no PT." (Palavras do companheiro Julio Quadros - foto acima, ex-presidente do PT gaúcho, ex-Diretor Presidente da CGTEE/Eletrobrás e, atualmente, Diretor Comercial da CORSAN)
...

Nota do Editor: Caro companheiro Julio Quadros, tuas gentis e elogiosas palavras nos estimulam a seguir esta caminhada (difícil - no quadro de um disputa desigual onde o poder econômico leva enorme vantagem - mas necessária de ser travada). 

Procuramos, no decorrer desta campanha, ajudar na defesa e no aprimoramento do nosso projeto e dos nossos governos, fazer Política com 'P' maiúsculo, assim como promover 'o bom debate' propondo a reflexão do povo (em particular dos trabalhadores e da juventude ... e dos nossos dirigentes!) sobre a necessidade da Constituinte para fazer a Reforma Política para #Avançar nas Mudanças e, sobretudo, buscando 'Agir como o PT Agia'. 

-Obrigado pela força, Grande abraço e - como diz o comp. Olívio: 'boa luta'!!!!

21 setembro 2014

Plebiscito Popular pela Constituinte é um marco na situação política


plebisicito-apuração
Os milhões que votaram SIM mostram o caminho para as mudanças necessárias


Por Júlio Turra*
A semana de 1 a 7 de setembro de 2014, pode-se afirmar, já é um marco histórico na luta do povo trabalhador e da juventude brasileira. Sim, pois contra obstáculos de todo o tipo, desde a proibição do governador Alckmin de fazer a votação em escolas estaduais de São Paulo, passando pelo boicote da grande mídia, até a posição contrária ao Plebiscito Popular de certas forças de esquerda (como PSTU e PCO), dezenas de milhares de militantes e ativistas organizaram as urnas e colheram o voto de milhões em todo o país.
Em 10 de setembro uma Carta de O Trabalho se congratulava os jovens e trabalhadores que fizeram o Plebiscito. Nela podia-se ler: “Em meio às eleições de 2014, os milhões do Plebiscito reatam com as manifestações de rua de junho de 2013, inclusive com a participação de jovens, expressam um passo amadurecido na busca revolucionária de uma saída para as massas populares, através do estabelecimento da soberania popular sobre as apodrecidas instituições do Estado brasileiro. (…) Os milhões esperam, agora, sobretudo de Dilma – que disse ‘não se pronunciar como presidente, mas como cidadã apoia o Plebiscito Popular’ – que assuma plenamente sua responsabilidade como candidata do PT: Dilma, não hesite, assuma o resultado do Plebiscito Popular, encabece a luta pela Constituinte!”.
A pressão que veio de baixo
Dilma apoiou o Plebiscito, mesmo sem ter votado, mas lideranças e candidatos do PT a governos estaduais, como Lula, Olívio, Tarso Genro (RS), Lindbergh (RJ), Agnelo (DF), Lúdio (MT) e muitos outros votaram e deram declarações públicas de apoio à Constituinte para a reforma política. Isso sem falar em candidatos a deputados pelo PT em todo o país.
Houve também votos, como o de Marina Silva, que não foram acompanhados de qualquer declaração ou posicionamento. Teria ela votada Sim, Não, branco ou nulo? Nunca se saberá!
Mas, o mais importante foram os milhões de votos recolhidos por sindicatos, organizações populares, entidades estudantis – apesar da total falta de empenho da atual direção da UNE, controlada pela União da Juventude Socialista (UJS) – pastorais da Igreja. Tudo isso foi fruto de um intenso trabalho de agitação e diálogo com a população.
O fato é que essa pressão que veio de baixo obrigou muitos figurões e figuronas a participar do Plebiscito Popular. Só a grande mídia, controlada por meia dúzia de potentados, não viu o Plebiscito passar. Ergueram um interessado muro de silêncio ao seu redor.
E será essa mesma pressão que poderá arrancar um plebiscito oficial com o mesmo formato e deixar que o povo decida por uma Constituinte para  fazer a reforma política com representantes eleitos sem financiamento de empresas, com proporcionalidade real para uma assembleia unicameral, exclusiva e soberana!
É hora de preparar a entrega em Brasília
Enquanto prossegue a apuração dos votos, a Secretaria operativa nacional do Plebiscito Popular Constituinte já está orientando a organização de delegações dos estados para ir a Brasília entre 13 e 15 de outubro, portanto entre o 1o e 2º turnos das eleições presidenciais.
Nesse período está prevista a realização da 5a Plenária nacional da campanha do Plebiscito pela Constituinte que vai discutir os próximos passos da luta, Prevista também a entrega dos resultados finais do Plebiscito à presidente Dilma Roussef, ao presidente do Congresso nacional e do Supremo Tribunal Federal. Audiências com esse objetivo estão sendo solicitadas para o dia 14 de outubro.
Vamos fazer valer a vontade de milhões de brasileiros e de brasileiras para que se convoque uma Constituinte para fazer a reforma política!
A hora é agora!
*Júlio Turra é membro da Direção Nacional da CUT e dirigente da corrente 'O Trabalho' do PT  -  via http://otrabalho.org.br/

Samba da Bênção




Samba da Bênção - com Maria Bethânia  (de Vinicius de Moraes e Baden Powell) 

20 setembro 2014

Como entender Marina?

Marina e sua coordenadora Neca Setúbal, herdeira do Itaú/Unibanco

A candidata do PSB, sem ser socialista, é um poço de confusão e contradições

"O texto do La Repubblica confirma as nossas previsões, feitas nesta página no momento em que ficou assentada a substituição de Eduardo Campos por Marina Silva. Ou seja: ela seria tragada pelo apoio da mídia nativa, autêntico partido de oposição, porta-voz da casa-grande, e por esta arrastada inexoravelmente para a direita mais retrógrada." (...)
"Diz o diário que Marina Silva tem um passado honroso e nem por isso as qualidades necessárias ao exercício da Presidência de um país do tamanho e da importância do Brasil. Sua formação política é precária e suas ideias, quando manifestadas com um mínimo de clareza semântica, são confusas e contraditórias, de sorte a ressaltar a dramática incógnita que a candidata representaria se eleita." (Mino Carta)

CLIQUE AQUI para ler na íntegra (via Carta Capital)

Mapa




*Charge do Kayser

19 setembro 2014

Pesquisa Datafolha: eleitor abandona Marina quando a conhece


O Datafolha divulgado nesta 6ª feira confirma a consolidação da presidenta Dilma Rousseff em 1º lugar, com 7 pontos na frente da 2ª colocada na disputa presidencial, a candidata do PSB ao Planalto, ex-senadora Marina Silva. Confirma, também, Marina em queda contínua e que o concorrente tucano, senador Aécio Neves (coligação PSDB-DEM) subiu 3 pontos.
Neste Datafolha, a presidenta Dilma lidera com 37% das intenções de voto, seguida por Marina, com 30% e Aécio com 17%.
A pesquisa mostra que Marina, depois de perder pontos entre os segmentos mais ricos do eleitorado perde, também, no Sul e Sudeste do país e na maioria do eleitorado com renda de até 5 salários mínimos.
Registra-se, assim, uma mudança significativa provocada, tudo indica, pelas posições que a candidata Marina defendeu e pela sua maior exposição. Em outras palavras, o que a pesquisa diz é que o eleitor ao conhecer as posições de Marina e a própria candidata muda de voto.
Eleitor toma consciência e muda o voto
Dessa forma, apesar da mídia apresentar as criticas às posições da candidata como ataques dos adversários, e de Marina se fazer de vítima, o que estamos assistindo é mais a tomada de consciência pelo eleitor, via debate e embate entre as candidaturas, das posições de cada um.
A isso soma-se um maior conhecimento do governo e da presidenta Dilma e sua exposição na campanha, o que também tem levado a uma melhora da avaliação de seu governo e a uma queda de sua rejeição.
Note-se aí, também, que dobrou a rejeição a Marina. Explicação para isso? A única plausível é que a candidata ao se mover para a centro-direita também no campo econômico e social perde voto nos dois lados e nos dois extremos do espectro ideológico.
Guinada para a centro-direita e direita assustou
Sua ida para a centro-direita também no campo econômico-social é assustadora Os exemplos são inúmeros: sua aceitação da precarização das relações de trabalho, com a defesa que faz da terceirização; a decisão de não priorizar o pré-sal, de mudar seu conteúdo nacional entregando-o ao capital estrangeiro; sua admissão de que pode mexer com a CLT e a de seu programa, de que podem acabar com a justiça do trabalho; e por aí vai…
Sem contar seus recuos e conservadorismo em questões de gênero, na esfera política, e até para além do comportamental, onde ela é de um conservadorismo exacerbado, de assustar qualquer jovem, e até mesmo político veterano.
Marina perde, assim, votos nos dois extremos do eleitorado. Sem desconsiderar, pelo contrário, a ação e o crescimento da campanha da presidenta Dilma e a participação cada vez maior do ex-presidente Lula no processo.
*Via http://www.zedirceu.com.br/

Plenária de Reta final!!! (Convite)



*Dia 26/09 - sexta-feira - 18,30 h - 'Plenária da Reta Final' de nossa candidatura no Comitê Júlio Garcia/Paulo Ferreira - em Canoas/RS (Rua Caramurú esquina c/Caetés) e, após, jantar de confraternização (vide convite acima). Vamos q vamos!!! (via face)

18 setembro 2014

Lula defende Constituinte Exclusiva para fazer a Reforma Política e o fim do financiamento privado das campanhas eleitorais


“Precisamos da reforma política para ter mais partidos comprometidos com isso (as transformações da sociedade). Gente, não é possível mais a gente não compreender que é preciso acabar com o financiamento privado de campanha eleitoral. Por isso, é que nós precisamos de um plebiscito para aprovar uma Constituinte exclusiva para que os deputados que façam a reforma política não possam ser candidatos nas próximas eleições. E a gente tentar moralizar definitivamente. E eu vou dizer mais: eu acho que deve ser transformado em crime inafiançável o financiamento privado.  Se é pra radicalizar, nós temos que radicalizar para moralizar a política neste país”. (Lula, in 'O Escrevinhador')

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'Irmãos de Leite'




*Charge do Edgar Vasques

17 setembro 2014

#CHAMAMENTO AOS AMIG@S E COMPANHEIR@S!!!



#PARA LEVAR (E BEM) A NOSSA CAMPANHA ATÉ O DIA 5 de OUTUBRO!!!

Prezad@s amig@s e companheir@s: nesta 'reta final' da campanha, além do apoio político, da construção/fortalecimento de mais e mais Comitês e 'Grupos de Apoio' (tirado em nossa plenária estadual de sábado) na busca dos necessários votos para nos elegermos e bem representarmos aqueles que estão em nós apostando e depositando sua confiança, precisamos arrecadar contribuições para que nossa campanha (modesta, mas aguerrida, determinada e propositiva!) continue firme e sem interrupções até as 17 horas do dia 5 de outubro!

-Dito isso, e sabedores tod@s que estamos disputando nos marcos de uma campanha desigual, onde o financiamento empresarial e o consequente abuso do poder econômico pelos candidatos das 'elites'desequilibra o jogo a favor 'dos seus', não esmorecemos e estamos fazendo um chamamento à tod@s @s apoiadores (mesmo aos que já colaboraram, para que contribuam novamente, dentro de suas possibilidades, e inclusive aqueles(as) que residem em outros estados ou fora do país) e que queiram nos ajudar financeiramente nesta etapa decisiva da campanha, para que depositem R$ (qualquer valor!) na nossa conta de campanha (depósito identificado, conforme determina a legislação eleitoral). 

#Para que possamos dar - cada vez mais - nossa contribuição militante na luta pela Democracia, pela Constituinte para fazer a Reforma Política e Avançar nas Mudanças, pela reeleição e aprimoramento de nossos projetos (no RS e no Brasil)!

-Agora, é Vencer ou Vencer!!!

-Nosso agradecimento antecipado à todos e à todas!!! Vamos q vamos!!! (Júlio Garcia Dep. Estadual 13323 - PT/RS)

--Abaixo, os dados da nossa conta no Banrisul p/depósito:

*Agência 0100 - conta corrente 06.356932.0-7 - Eleição Júlio César Schmitt Garcia Deputado Estadual - Banco do Estado do Rio Grande do Sul
CNPJ 20561071/0001-70


*via 'O Boqueirão Online'

Uma ova, Luciana Genro! O PT não faz o que o PSDB fazia



Vejo pessoas respeitáveis comemorando resposta que a candidata do PSOL à Presidência, Luciana Genro, deu ao tucano Aécio Neves quando por ele foi perguntada sobre “educação” no debate da CNBB, na última terça-feira. Ela aproveitou a pergunta para lembrar quem é o PSDB e o próprio Aécio.
O tucano e o “pastor” Everaldo – que só não quer privatizar o dízimo que “igrejas” como a dele recebem do Estado via subvenções e renúncias fiscais de toda sorte – tinham acabado de fazer uma tabelinha para acusar o PT de corrupção. Eis que Luciana ignora a pergunta e manifesta indignação com a cara-de-pau de justamente um tucano fazer acusações de “corrupção”.
Luciana é uma grande oradora. Inteligente, simpática e a sua indignação com tanta coisa errada que há no Brasil, soa legítima. Contudo, ela parece ser vítima de um radicalismo e de uma visão curta e superficial dos fatos que, amiúde, esbarra na mais clara injustiça.
A candidata do PSOL lembrou bem que operadores de caixa 2 como Marcos Valério – quem viabilizou o caixa 2 petista, o qual inventaram ser “pagamento de deputados para votar com o governo” – começaram a atuar no dito “mensalão tucano”. E até o caso do “aécioporto”, que envolve o próprio candidato do PSDB.
Contudo, para desmascarar Aécio, Luciana fez uma acusação injusta ao dizer que o partido “continuou o que o PSDB fazia”. Nesse ponto, aproprio-me da expressão apropriada que ela usou para rebater acusação do tucano de que estaria atuando como “linha auxiliar” do PT, apesar de o estar acusando:
Uma ova, Luciana Genro! O PT não faz o que o PSDB fazia. (...)
CLIQUE AQUI  para continuar lendo (via Blog da Cidadania)

Ana Amélia: o discurso da “nova política”, o falso moralismo e a prática política do passado

Ana e seu finado marido e ex-patrão Octávio,  então senador biônico

Por Benedito Tadeu César, no Sul21*
Sul21 publicou na sexta-feira (12) matéria revelando que Ana Amélia Lemos (PP), candidata ao governo do RS, foi funcionária com cargo de confiança (CC) do senador biônico Octávio Omar Cardoso, com quem era casada na época e de quem é viúva hoje, durante o período de 11 meses nos anos de 1986 e 1987, ao mesmo tempo em que exercia o cargo de diretora da sucursal da RBS em Brasília.
A senadora, que mesmo procurada pelo Sul21 esquivou-se de conversar com a reportagem do jornal, emitiu nota oficial explicando seu ato: o centro de sua nota é a afirmação de que o “nepotismo”, admitido pela atual senadora, não era ilegal naquela época e de que seu trabalho no gabinete não era incompatível com sua função na RBS. Na nota oficial emitida, Ana Amélia Lemos, convencida de que a melhor defesa é o ataque, mais ataca do que se defende. Das 15 linhas da nota, oito são de acusações.
A tentativa de fugir do centro da questão fica evidente. Mais importante do que o ato de nepotismo que, de fato, não era ilegal à época em que foi praticado pela atual senadora e por seu marido, é a incompatibilidade ética de receber um salário por uma função que claramente entrava (naquela época e entra ainda hoje) em contradição com a função de jornalista então exercida pela senadora Ana Amélia Lemos.
Como diretora de sucursal de uma empresa jornalística que se afirmava e se afirma ainda hoje isenta, crítica e equidistante de posições ideológicas e partidárias, a atual senadora deveria estar, hoje ou ontem, eticamente impedida de exercer função no gabinete de um senador que, como todo ocupante de cargo público, deve(ria) ser mantido sob a vigilância crítica de toda imprensa que se pretenda neutra.
A informação de que outros jornalistas mantinham, à época, igual procedimento, apresentada por uma jornalista do jornal Zero Hora em sua coluna no sábado (13), não isenta a ex-jornalista da mesma empresa e atual senadora de ter cometido ato eticamente condenável. Admitir tal explicação, seria o mesmo que admitir que “se todos se locupletam, então eu também posso me locupletar”.
Além disso, a ex-jornalista e atual senadora Ana Amélia Lemos não era uma simples jornalista, como ela (e também o(a)s porta-vozes de sua antiga empresa) tenta(m) fazer parecer. Ela era uma das diretoras daquela que acabara de tornar-se a maior empresa jornalística do Rio Grande do Sul. Neste cargo, deveria preocupar-se em manter a isenção no desempenho de suas funções e não deveria confundi-las. Jornalismo e assessoria de imprensa, principalmente a políticos, são funções distintas. São hoje e eram ainda mais no passado, quando jornalistas e assessores de imprensa evitavam-se mutuamente.
Ainda mais grave do que os fatos revelados pelo Sul21 é a tentativa da atual senadora de omiti-los e, depois que eles foram trazidos à tona, justificá-los por meios dúbios. De acordo com as explicações dadas pela atual senadora para outros órgãos de imprensa, o cargo em comissão (CC) que ela ocupava no gabinete de seu marido, que previa uma carga horária de trabalho de 40 horas semanais, não exigia sua presença no Senado, possibilitando que ela desenvolvesse suas atividades em casa, logo que acordava.
Essa mesma explicação talvez pudesse ter sido alegada pela assessora parlamentar da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul que foi denunciada pela RBS, por meio de todos os seus veículos de comunicação, por não comparecer ao gabinete do deputado que a contratava como CC e ter sido flagrada passeando com seu cachorrinho pela Praça da Matriz. Lembram-se?
Afirma a atual senadora que os proventos que recebia pelo CC no gabinete de seu marido era um “salariozinho” para complementar seus ganhos. Esquece-se de que o “salariozinho” que ela recebia naquela época equivale hoje, em valores atualizados, a R$ 8.115,00 ou a 11,16 salários mínimos nacionais. Ainda que tenha havido um forte movimento de ascensão social nos últimos anos, o valor atualizado do salário recebido pela atual senadora quando foi CC de seu marido seria hoje superior à renda de 91% das famílias brasileiras, segundo dados do Instituto Datafolha de 2013.
De acordo com afirmações emitidas pela atual senadora para alguns órgãos de imprensa, um erro do passado não pode ser usado para tentar destruir sua reputação. Uma explicação que se assemelha àquela dada pela atual senadora quando lhe perguntam por que é filiada e candidata pelo PP, um partido que é filho da ditadura civil-militar de 1964, já que ela prega “a nova política”. Disse ela: eu era criança, em Lagoa Vermelha, e não sabia… omitindo, desde logo, que na data do golpe acabara de completar 19 anos.
A atual senadora casou-se, no entanto, depois de adulta e já frequentando Brasília, com um senador biônico, uma figura instituída nos estertores da ditadura para impedir que o partido de oposição (MDB) conquistasse, pelo voto popular, mais senadores do que a Arena (partido que mudou seu nome para PDS e depois para PP) – os senadores biônicos eram indicados pelo ditador-presidente. Foi no gabinete de um senador biônico, seu marido, que Ana Amélia Lemos exerceu, durante 11 meses e concomitantemente ao cargo de diretora da RBS, o mesmo CC que hoje combate e identifica como um dos grandes males da administração pública do Rio Grande do Sul.
O que pensar da sinceridade de quem, na tentativa de se eleger, omite o que fez, as posições que assumiu, as relações políticas que manteve? O que pensar da sinceridade de quem justifica um ato antiético escudando-se na alegação de que ele não era ilegal, ainda que sua moralidade fosse dúbia, mesmo na época em que foi cometido?
A bandeira de uma “nova política”, empunhada pela atual senadora e candidata ao Governo do Estado, soa como mero discurso de campanha, quando é agitada por alguém que manteve relações tão estreitas com a ditadura e que adota, ainda hoje, as mesmas práticas que foram consagradas pelos “velhos políticos” que ela diz combater.
* via http://www.sul21.com.br/

16 setembro 2014

#Declaração de Voto!



"Apoio Júlio Garcia pois é um candidato que luta pela Reforma Política no Brasil e defende que haja uma Constituinte Soberana e Exclusiva. A reforma do atual sistema político brasileiro com leis que possibilitem o financiamento público das campanhas nas eleições para que todos os cidadão possam efetivamente participardemocraticamente do processo que elege nossos governantes, ou seja aqueles que nos representam no Congresso Nacional e nos poderes executivo e legislativo nos estados e municípios. Além da obrigatoriedade dos Partidos de apresentarem uma declaração sobre sua visão sobre a Pauta Nacional Prioritária e seu posição mediante estes temas. 

Ou seja, pelo fim do toma-lá da cá, da chantagem em troca de cargos políticos e da pressão das corporações e empresas que patrocinam as campanhas milionárias para posteriormente tirarem vantagens".
...
*A declaração de voto acima (via face) é da brava companheira Carla Beatriz Menegaz, estudante de museologia da UFRGS, esposa do cda Jairo Menegaz, mãe da Victória, da Giúlia e da Giovana, militante lúcida, abnegada e destacada da nossa campanha a Deputado Estadual nestas eleições.

-Fico, deveras, muito honrado pelo apoio e pelas palavras. Valeu, companheira Carla!! Vamos q vamos!!! (Júlio Garcia) 

- via Blog 'O Boqueirão Online'

15 setembro 2014

VOX POPULI: DILMA TEM 36%, MARINA 27% E AÉCIO 15%



Vantagem da presidenta Dilma Rousseff no primeiro turno é de nove pontos, segundo a pesquisa Vox Populi; ela tem 36%, contra 27% de Marina Silva; na terceira posição, Aécio Neves permaneceu com 15%; no segundo turno, a situação é de empate técnico, com Marina aparecendo com 42% e Dilma com 41%; na pesquisa mais recente, divulgada no último dia 10, Dilma tinha 36%, contra 28% de Marina e 15% de Aécio; ou seja, a alteração foi mínima na última semana.

CLIQUE AQUI para ler mais (via Brasil 247).

Reta Final: Ampliar os Comitês e multiplicar os Grupos de Apoio!


 

*A foto acima registra o momento final da reunião ampliada da Coordenação da nossa candidatura a Deputado Estadual realizada neste sábado, 13, na sede Municipal do PT de Porto Alegre. Estiveram  presentes representações de várias regiões do Estado.

*Além de uma profunda avaliação da conjuntura política/eleitoral, do resultado extremamente positivo do Plebiscito Constituinte p/Reforma Política (no qual nos integramos plenamente!), da necessidade da intensificação da campanha em todos os níveis, os comp. presentes decidiram reforçar os Comitês onde já estamos organizados e multiplicá-los, nesta 'reta final', através da criação de novos Grupos de Apoio nossa candidatura a Deputado Estadual.

*Esse é o caminho da Vitória. Vamos q vamos! (Júlio Garcia)


-Via Blog 'O Boqueirão Online'

13 setembro 2014

Por que Marina não pode dizer a verdade?





*Por Juarez Guimarães na Carta Maior

O primeiro alerta partiu do deputado federal Jean Wyllys, do PSOL, em carta aberta dirigida à Marina Silva no dia 30 de agosto: “Bastaram quatro tuites do pastor Malafaia para que, em apenas 24 horas, a candidata se esquecesse dos compromissos de ontem anunciados em um ato público transmitido por televisão e desmentisse seu próprio programa de governo, impresso em cores e divulgado pelas redes. É com essa autoridade de quem agiu de boa fé, que agora digo: Marina, você não merece a confiança do povo brasileiro. Você mentiu a todos nós e brincou com a esperança de milhões de pessoas”. A explicação dada pela campanha de Marina foi totalmente inconvincente: teria sido um erro de edição, de quem formatou o programa!

Agora, vem o juízo do respeitado colunista Jânio de Freitas, documentando inverdades ditas várias vezes por Marina sobre três questões importantes: o pré-sal, os transgênicos e a relação entre suas opiniões políticas e religiosas. “Há uma lenda de que sou contra os transgênicos. Mas isto não é verdade”, disse Marina em entrevista a William Bonner e Patrícia Poeta. Jânio de Freitas registra que apenas uma pesquisa entre os anos 1998 e 2002 revelou que Marina não só fez seis discursos contra os transgênicos como apresentou um projeto de lei proibindo-os inicialmente por cinco anos. Argumentava com base “em cinco referências bíblicas”, “tendo em vista o lado espiritual”.

Da mesma forma, Jânio documentou várias declarações públicas recentíssimas da candidata contra o pré-sal. E, ao final de seu breve juízo, afirmava que Marina parece confirmar a fórmula de que se “deveria esquecer tudo o que antes havia dito”.

Agora, no dia 11 de setembro, vem a repórter Letícia Fernandes, de O Globo, documentar que Marina mentiu na sabatina feita pelo jornal. Marina afirmou que havia dado, quando era senadora, um parecer contrário ao projeto do deputado Filipe Pereira (PSC-RJ) que exigia “a obrigatoriedade da manutenção de exemplares da Bíblia Sagrada nos acervos das bibliotecas públicas “. “Me deram um relatório de um projeto que obrigava a colocar bíblias em todas as bibliotecas. Eu dei parecer contrário”, afirmou a O Globo. A pesquisa da repórter comprovou que Marina não deu o parecer contrário.

Não é razoável também pedir a alguém que acredite, como Marina repetiu várias vezes, que a sua relação com uma das principais herdeiras do Banco Itau, que coordenou o seu programa de governo e que a teria convencido da necessidade de defender a autonomia do Banco Central, seja por afinidades eletivas apenas como educadoras. Essa relação desinteressada tornou-se completamente inverossímil depois que se revelou que a amiga bancou 83 % das verbas, um milhão de reais, em 2013 do Instituto que Marina dirige e que lhe garante a sobrevivência.

Aliás, Marina não parece ter dito a verdade quando respondeu aos repórteres que não podia revelar os clientes nem quanto lhe pagaram por proferir palestras nos últimos anos porque estes clientes lhe exigiam cláusulas de confidencialidade. Uma pesquisa feita pelo jornal O Estado de São Paulo revelou quem eram estes clientes: grandes bancos, empresas e seguradoras como o Santander, o Banco Crédit Suisse, a multinacional Unilever, a Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização, faculdades neoliberais. E, ao contrário do que Marina afirmou, confidenciou ao repórter um banqueiro: quem pedia cláusula de confidencialidade era a própria Marina !

O antigo tesoureiro da campanha do PSB, Márcio França, candidato a vice-governador na chapa de Alckmin, não parece ser também um representante da “nova política”. Ele certamente não disse a verdade quando declarou à imprensa que os documentos do avião em que viajava Eduardo Campos e seus companheiros não podiam ser apresentados porque estavam dentro dele e teriam sido provavelmente destruídos na queda. Como se documentou fartamente depois, na verdade, o avião havia sido comprado com notas frias e laranjas por empresas fraudulentas.

E muito menos o novo tesoureiro da campanha de Marina, agora diretamente indicado por ela, Álvaro de Souza, parece indicar novos rumos na política. Ele é ex-presidente do...City Bank no Brasil! Haja “nova política”!

Marina parece querer ocultar a verdade de seus eleitores quando declarou que não subirá aos palanques nem de Alckmin em São Paulo nem de Lindhenberg no Rio. É uma forma de não querer misturar sua imagem à “velha política” e mostrar eqüidistância em relação ao PT e ao PSDB. Mas ela combinou, então, com o deputado Beto Albuquerque, seu vice, para ir ao primeiro programa de TV Alckmin no horário eleitoral gratuito manifestar o seu apoio ao governador do PSDB? Ou ele agiu contra a sua opinião no principal colégio eleitoral do país? Aliás, Marina sabe, já que foi inclusive noticiado na imprensa, que este deputado federal pelo PSB do Rio Grande do Sul teve a sua candidatura financiada pela empresa Monsanto, principal interessada na aprovação dos transgênicos, e até por fabricantes de armas! É ele, então, um representante da “nova política”?

Marina não diz a verdade nem quando acusa o PT, partido no qual se formou e militou durante 27 anos: Paulo Roberto teria sido indicado pelo PT “para assaltar os cofres da Petrobrás’. Ora, este indivíduo ocupou cargo de direção na Petrobrás desde 1995, durante o primeiro governo FHC, e foi demitido no dia 19 de abril de 2012 por Graça Foster, indicado por Dilma para a presidência da Petrobrás.

O que não pode mais ser escondido

Ricardo Noblat, certamente um dos jornalistas com informações mais confiáveis sobre o que se passa na cúpula do PSDB, noticiou que a firme opinião de Fernando Henrique Cardoso era de que Aécio não deveria criticar Marina, deveria, ao contrário, renunciar à sua candidatura à presidência e apoiar já Marina no primeiro turno. Aécio resistiria a esta decisão por ter esperanças de ainda poder salvar de uma derrota arrasadora o candidato do PSDB ao governo Ora, como se documentou fartamente em artigo publicado em Carta Maior, “A “nova’ Marina é criatura de FHC”, o paradigma de programa, os economistas mandatados, a nova direção política de sua campanha, os financiadores e tesoureiros, seus argumentos e sua linguagem estão diretamente inseridas no campo político e intelectual organizado por FHC. Mas Marina não pode reconhecer esta ligação tão orgânica porque viria abaixo a sua identidade de ser a protagonista de uma “nova política” que visa superar a polarização PSDB e PT. Daí que esta relação íntima tenha de ser permanentemente escondida ou negada aos eleitores.

Mas uma contradição ainda mais explosiva tem de ser o tempo todo administrada por Marina. De um lado, ela afirma compromissos em aumentar os recursos do governo federal para a educação, para a saúde, para o Minha Casa Minha Vida, para o Bolsa Família, o valor do salário-mínimo , o emprego etc. Do outro, cada vez que falam os economistas mandatados por ela, Eduardo Gianetti e André Lara Resende, dois economistas neoliberais cujo radicalismo cheira à barbárie, é o inverso o que dizem. É como se Marina dissesse ao mesmo tempo: “odeio futebol mas não perco um jogo do Flamengo!”. Ou melhor: meu compromisso é com os pobres .. mas só gosto de andar atualmente com grandes banqueiros!

Marina leu o que disse Eduardo Gianetti na entrevista publicada na capa do jornal Valor Econômico, de 6 de setembro, quando este afirmou com todas as letras “que os compromissos na área social assumidas pela candidata do PSB serão cumpridos à medida que as condições fiscais permitirem ? ” E que “ esses compromissos se distribuem no tempo. É um erro grave imaginar que o que está colocado no programa vá se materializar no primeiro orçamento”?

Marina ouviu a palestra pública proferida por André Lara Resende que uma “boa economia não pode ser feita com bons sentimentos” e que, ao invés de se ajudar os pobres do Nordeste, é preferível investir na educação? Será que ela leu que em seu programa está escrito que a legislação trabalhista que protege os direitos dos trabalhadores brasileiros deve ser superada ou contornada, como estão denunciando os principais representantes da tradição jurídica do Direito do Trabalho no Brasil?

De novo: Marina não pode fugir da contradição porque ela é, a sua própria candidatura, a contradição. Tem que documentar que ela é confiável e, como se diz em linguagem neoliberal, “amiga do mercado financeiro”, mas, ao mesmo tempo, tem de cultivar a adesão dos que querem direitos sociais mais universalistas e de melhor qualidade. Isto é, está impedida de dizer a verdade.

Violência e ilusão

A violência, todo o sentido anti-democrático e anti-popular, da principal proposta de Marina Silva para a economia – a chamada “autonomia” do Banco Central – é revelada quando se documenta que o Brasil já teve um Banco Central autônomo. Este era um sonho antigo dos econômistas liberais ortodoxos brasileiros como Eugênio Gudim, Octávio Gouveia de Bulhões e Roberto Campos desde os anos quarenta do século passado, que travaram desde sempre uma luta de vida ou morte contra Celso Furtado e as tradições desenvolvimentistas brasileiras.

Eles conseguiram realizar este sonho exatamente com o golpe militar de 1964: a reforma bancária logo anunciada pelos golpistas transformava a antiga Superintendência da Moeda e do Crédito ( Sumoc) em Banco Central e concedia autonomia para as autoridades monetárias. A diretoria do Banco central era composta por quatro membros, escolhidos dentre seis membros do Conselho Monetário Nacional, com mandatos fixos de seis anos.

Denio Nogueira, o primeiro presidente do Banco Central, era consultor do Sindicato dos Bancos do Rio de Janeiro e da ALALC ( Associação Latino Americana para Livre Comércio) e desde os primeiros anos da década de sessenta passou a fazer parte do IBAD ( Instituto Brasileiro de Ação Democrática) e do IPES ( Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais). Enquanto o IPES era o órgão que disseminava propaganda para justificar o golpe militar, o IBAD era encarregado de manipular os recursos para financiar e corromper candidatos comprometidos com o golpe na democracia. Depois de cumprido o seu mandato interrompido pelos generais - promoveu uma forte desvalorização cambial, que lhe provocou forte desgaste, tendo sido chamado junto com Roberto Campos e Octávio Gouveia de Bulhões de “trindade maldita” – Denio Nogueira foi representante no Brasil do grupo Rotschild and Sons, indicado por Eugênio Gudin, mostrando que desde o início houve forte intimidade entre diretores do BC e os grandes grupos financeiros internacionais.

É claro, a candidata Marina nada sabe disso. Faz parte do ator político transformista devorar o passado, inclusive o próprio, e inscrever-se em um tempo messiânico que promete o novo. Isto é para ele uma necessidade já que não pode explicar a razão de sua mudança, as rupturas que teve que fazer e os novos compromissos que teve de assumir.

Toda a violência da ação transformista de Marina está inscrita nesta passagem da política de opiniões fundamentalistas sobre temas da moral – por definição, o fundamentalista é aquele que defende verdades para além dos séculos e das circunstâncias - para a política pragmática, que, por definição, é aquela que ajusta a sua política à necessidade de vencer a todo custo.

Uma política carismática deve oferecer ao seu público as provas de sua autenticidade. Se a autenticidade lhe é desmentida, o carisma vem abaixo. Mas a verdade – uma relação clara e nítida com os seus eleitores – é, como procuramos demonstrar, o que Marina não pode mais representar.

Na política, assim como na vida, há momentos em que é preciso defender as pessoas que já amamos e cujo passado admiramos do que elas vieram a ser e fazer contra a dignidade da sua própria memória. Se Marina hoje não nos pode dizer a verdade, é preciso – é absolutamente necessário – que sejamos capazes, democraticamente e de modo sereno, dizer a verdade à Marina.

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