31 outubro 2014

Constituinte, Plebiscito, Reforma Política e Mobilização para fazer as mudanças, derrotar a direita e sua mídia golpista




*Constituinte, Plebiscito, Reforma Política e Mobilização para fazer as mudanças, derrotar a direita e sua mídia golpista: importantes considerações do companheiro  Ricardo Gebrim, postadas originalmente no site Plebiscito Constituinte, que a seguir socializamos com @s prezad@s leitor@s: 

"Num gesto de extrema coerência com seus compromissos de campanha a Presidenta Dilma, em sua primeira fala após o resultado das eleições, prioriza a Reforma Política, defende o Plebiscito e conclama para a mobilização popular. Sem mudar o sistema político estaremos aprisionados nas possibilidades de realizar as mudanças necessárias e com isso, a direita seguirá se fortalecendo.

Com a nova composição do Congresso Nacional, a mais conservadora desde a ditadura, uma mera reforma da legislação eleitoral corre o risco de aprovar medidas ainda mais reacionárias, como o voto distrital e a consolidação do financiamento empresarial.

A Reforma Política que precisamos é a que muda o Sistema Político. A luta tem quer ser por uma Constituinte Exclusiva e Soberana, como proposto pela Presidenta Dilma em junho de 2013.

Isso exige muita luta. Não conquistaremos um Plebiscito Oficial que consulte o povo sobre a convocação da Constituinte sem muita mobilização. A grande mídia já começou a atacar a proposta da Presidenta Dilma. (... )

CLIQUE AQUI para continuar lendo (Coluna Crítica & Autocrítica, via Blog 'O Boqueirão Online')

29 outubro 2014

Veja: empresa de comunicação serve de fachada para o crime




"O Brasil, para continuar se modernizando com as políticas de igualdade e justiça social, necessita com urgência da reforma política através de uma Assembléia Constituinte e da adoção das propostas de Dilma para endurecer o combate à corrupção. Com a mesma ordem de prioridade, entretanto, o Brasil precisa avançar urgentemente na democratização, regulação e pluralidade dos meios de comunicação."

Por Jeferson Miola*

Delinquência não pode ser confundida com liberdade de imprensa. A Revista Veja usa o status de empresa de comunicação como fachada para acobertar conduta criminosa.
Veja se escora na liberdade de imprensa para obter imunidade e praticar crimes impunemente. Como sempre faz em toda eleição, Vejamanipula reportagens, inventa fatos e ataca levianamente Dilma, Lula e o PT para tentar salvar o PSDB da derrota nas urnas.
Na eleição desse ano, no desespero ante a perspectiva de vitória da Dilma, Veja antecipou em dois dias a edição semanal para promover contra Dilma e Lula o mais criminoso ataque que talvez nenhum outro político tenha sofrido na história do Brasil.
Não se deve esquecer que o conteúdo da reportagem da Veja foi calculadamente enxertado na eleição a partir do vazamento seletivo dos depoimentos de delação premiada de dois corruptos que barganham redução de pena junto à Justiça Federal.
A operação da Veja é parte de um balé bem ensaiado. A reportagem delirante com acusações absurdas contra Lula e Dilma, apesar de desmentida pelo próprio advogado do criminoso, foi replicada pela Folha de São Paulo, Globo, Estadão, internet e todos veículos do conglomerado da mídia oposicionista.
A calúnia fantasiosa da Veja então virou “fato real” noticiado maciçamente a três dias da eleição. Estaria faltando o golpe de misericórdia da Rede Globo no temido Jornal Nacional da noite de sábado, a menos de 12 horas da abertura das urnas. Mas não foi o que aconteceu.
Por que dessa vez a Rede Globo se comportou diferente? É possível especular-se algumas razões. O pronunciamento da Presidenta Dilma na propaganda eleitoral de sexta-feira ao meio dia, anunciando a responsabilização criminal da canalhice na Justiça, é um recado claro à Veja e a seus “cúmplices ocultos” – e decerto deve ter sido levado em conta pela Globo.
A Rede Globo deve ter calculado, além disso, que a derrota de Aécio é de tal certeza que não vale uma guerra derradeira contra o PT e Dilma usando como arsenal a imundície da Veja – o preço a pagar seria muito elevado.
A liberdade de imprensa deve ser protegida de grupos que são verdadeiros partidos políticos que usam empresas de comunicação como fachada para a prática criminal. A Lei e o Estado de Direito devem ser invocados contra esses grupos que atuam na marginalidade e na delinquência.
Essa eleição agendou as prioridades do próximo período. O Brasil, para continuar se modernizando com as políticas de igualdade e justiça social, necessita com urgência da reforma política através de uma Assembléia Constituinte e da adoção das propostas de Dilma para endurecer o combate à corrupção.
Com a mesma ordem de prioridade, entretanto, o Brasil precisa avançar urgentemente na democratização, regulação e pluralidade dos meios de comunicação. Um país de 203 milhões de habitantes não pode ser sequestrado por um punhado de famílias que, com seus monopólios midiáticos, fazem da desinformação e da notícia manipulada um instrumento de manutenção do poder e de difusão do ódio contra os pobres.

*Postado originalmente no sítio da Carta Maior

(Edição final deste Blog)

"Derrota não nos abate", diz ministro sobre rejeição do PNPS

O ministro das Cidades, Gilberto Occhi e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, durante a abertura da 42ª Reunião do Conselho Nacional das Cidades(Elza Fiuza/Agência Brasil)Elza Fiúza/Agência Brasil

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse hoje (29) que a derrubada, ontem (28), pela Câmara dos Deputados, do decreto presidencial que criou a Política Nacional de Participação Social demonstrou a vontade de se impor uma derrota política à presidenta Dilma Rousseff. Segundo Carvalho, o governo não desistirá de tornar constitucional e estável o processo de participação social.

“Na prática esse decreto mexia tão pouco com as estruturas. É uma vitória de Pirro, uma vitória que não significa nada a não ser a vontade conservadora de impor uma derrota política à presidenta. Mas é uma derrota que não nos abate”, disse se referindo à expressão vitória de Pirro usada para expressar uma vitória com ares de derrota.

“Nunca falamos em inventar conselhos, falamos simplesmente em organizar e aprofundar a participação social. Eles não entenderam isso, mas não desistiremos dessa luta para tornar estável o processo de que a participação social seja um método de governo no nosso país”, acrescentou.

Para Carvalho, ao não aceitar o decreto, os parlamentares agiram contra o desejo de participação do povo brasileiro. “A meu juízo, nada mais anacrônico, mais contra os ventos da história, nada mais do que uma tentativa triste de se colocar contra uma vontade irreversível do povo brasileiro que é a vontade da participação. O povo brasileiro não aceita mais uma postura de mero espectador”, acrescentou ao discursar na abertura da 42ª Reunião Nacional do Conselho das Cidades.

Na avaliação do ministro, a derrota de ontem mostra que a presidenta Dilma Rousseff tem razão ao considerar que a reforma política só ocorrerá com uma forte mobilização social e popular.

Ao ser perguntado por jornalistas sobre o apoio de integrantes do PMDB, partido da base aliada, na derrubada do decreto, o ministro respondeu que havia setores do partido que tinham tomado a decisão de derrotar a proposta do governo e que não se deve confundir essa atitude com o conjunto do partido. “Prefiro considerar esse um episódio isolado que não afeta nossa aliança com o PMDB”.

A rejeição do decreto pelos deputados se deu com a aprovação do Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 1.491/14, apresentado pela oposição, anulando o decreto presidencial. O PDC tem agora que ser apreciado pelo Senado Federal. O decreto presidencial foi publicado em maio deste ano e, desde então, os partidos de oposição tentam anular o decreto com o argumento, entre outros, de que ele invade as prerrogativas do Legislativo.

O ministro também comentou o resultado das eleições presidenciais e disse que a reeleição da presidenta Dilma Rousseff aumentou a responsabilidade do governo em apressar os processos, superar limites e corrigir erros.

Para Carvalho, o Brasil não ficou dividido após a eleição. “O fato de um ter votado na Dilma e o outro no Aécio, não nos separa. Nos separa os que tentaram plantar o ódio, mesmo a esses temos que lançar o apelo de que esse não é o caminho”, disse.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/

DILMA REELEITA PELA FORÇA E A ALMA DA MILITÂNCIA!



Só uma Constituinte convocada por Plebiscito pode fazer uma verdadeira Reforma Política
A reeleição da Presidenta Dilma no 2º turno, garantida pela mobilização popular em todo o país, é uma derrota da reação pró-imperialista alinhada com Aécio do PSDB, que desencadeou uma ofensiva brutal, utilizou todos os meios – inclusive o golpe de mídia da revista Veja às vésperas do pleito – mas não foi capaz de impor o seu candidato!
A reeleição de Dilma se encadeia com a vitória de Evo Morales na Bolívia e o resultado do 1º turno no Uruguai, com Tabaré na liderança, apoiados em setores organizados do povo trabalhador. Aqui, foi uma renhida e difícil vitória da militância do PT e dos setores populares, apesar da “política de alianças” com gente como o PMDB, que se dividiu ao meio para apoiar Aécio, como confessou Eduardo Cunha (PMDB- RJ), candidato a presidente da Câmara, logo após a vitória de Dilma.
Uma vitória eleitoral arrancada nas ruas com grande participação da juventude, mas não apaga o fato de que o Congresso eleito em cinco de outubro é o mais reacionário desde o fim da ditadura militar, como tampouco, apaga o fato de que a bancada federal e as estaduais do PT reduziram-se, com derrotas em bastiões tradicionais (ABC), o que é um duro golpe no partido que deve agora reorientar-se para reatar com a sua base militante e abrir um caminho para as mudanças de fundo que a nação exige e que seguem pendentes!
Justamente por isso, foi importante que Dilma no seu discurso de vitória, ontem, tenha afirmado que a “primeira reforma a ser feita é a reforma política”, propondo “consulta popular através de plebiscito”.
Sim, é por aí que se pode avançar, pois com “esse Congresso não dá” e tampouco deve ser o Supremo Tribunal Federal quem vai “ditar” uma reforma política para a nação.
O impacto dos quase oito milhões de votos no Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana sobre o Sistema Político, resultado recebido por Dilma em 13 de outubro num ato político em Brasília, faltando duas semanas para o 2º turno, com o qual a candidata dialogou, não pode ser menosprezado.
Que “entendimento” é possível com os golpistas do PSDB que, em conluio com a revista Veja e a Globo, pediam em nota às vésperas do 2º turno “a extinção do PT”? Quando esses cínicos falam em “união” é para paralisar e envolver o PT com exigências de mais desonerações fiscais para grandes empresas, mais juros e superávit primário, enquanto preparam o bote, pois não vão entregar seus privilégios.
A vitória eleitoral arrancada com muito esforço e garra não deve encobrir que a situação não é fácil. Num mundo afundado na crise do capitalismo, em que o desemprego atinge mais de 200 milhões e a previsão da OIT é que aumente, no Brasil nada está decidido. Sim, pois apesar das conquistas obtidas com luta nos governos Lula e Dilma a indústria demitiu 240 mil operários até setembro, a desigualdade social ainda é enorme e os bilhões dados aos especuladores pelo superávit primário faltam nos serviços públicos.
Aqueles trabalhadores e jovens que garantiram a reeleição da candidata do PT, superando todo o tipo de obstáculos, inclusive daqueles que se recusaram a entrar na trincheira de classe e defenderam equivocadamente a “neutralidade” do voto nulo, branco ou abstenção, devem seguir mobilizados em todo o país.
Mobilizados para assegurar o respeito à vontade da maioria expressa nas urnas. Mobilizados para cobrar, com toda a autoridade, as reivindicações da maioria explorada e oprimida de nosso povo. Mobilizados para que se torne realidade um Plebiscito oficial pela Constituinte para a reforma política com uma assembleia unicameral (sem senado), proporcional (um eleitor = um voto), sem financiamento de empresas e com voto em lista, o que sabemos depende de pressão popular sobre o Congresso.
Este é o único meio de avançar e destravar as reformas de fundo, como a desmilitarização das polícias, a reforma agrária, a reestatização das empresas privatizadas, o fim do superávit fiscal primário, entre outras. (27/10/2014)
*Corrente O Trabalho do PT - http://otrabalho.org.br/ 
(Edição e grifos deste blog)

28 outubro 2014

Não esqueçam o que eles escreveram


Por Luciano Martins Costa*
A imprensa brasileira escavou o poço da dignidade no último fim de semana, em sua derradeira e desesperada tentativa de reverter a direção dos votos para a Presidência da República. Como na tradição recente, coube à revista Veja dar partida ao factoide que deveria interromper a tendência dos indecisos em favor da candidatura do Partido dos Trabalhadores. Não foi suficiente. Ainda que por margem estreita, Dilma Rousseff se reelegeu.
Na segunda-feira (27/10), em processo de digestão do resultado indesejado, os principais jornais de circulação nacional assumem o discurso da conciliação proposto pela candidata vitoriosa e por seu oponente. A mais disputada eleição presidencial do presente século se encerra sob o signo da reforma política, tema que dominou a manifestação de Dilma Rousseff e que ganha algumas manchetes. Mas a proposta vem acompanhada de uma dúvida razoável: o Congresso Nacional abriria mão de decidir as novas regras em favor de um plebiscito, como propõe a presidente?
A profusão de análises que a imprensa oferece desde o começo da noite de domingo (26) dá ao leitor a sensação de que havia uma enorme riqueza de reflexões escondida por baixo do noticiário e das opiniões publicadas ao longo da campanha eleitoral.
O respeitoso perfil da presidente da República (ver aqui), apresentado na edição do Globode segunda-feira, por exemplo, teria sido mais útil aos eleitores antes da votação. A reportagem, intitulada “Dilma Rousseff: a extraordinária história da clandestinidade à reeleição à Presidência”, teria estabelecido parâmetros mais claros para a comparação entre as duas candidaturas.
Essa e outras surpresas da segunda-feira, como as apreciações mais equilibradas sobre a situação econômica do país, mostram como a mídia desenhava uma visão catastrofista durante a campanha e agora oferece um cenário diferente, diante do fato consumado da vitória petista.
O rescaldo desse jornalismo oportunista e manipulador é a safra de ódio e preconceito que a sociedade colhe nas redes sociais, onde se manifestam os baixos instintos das classes médias tradicionais contra os que ascendem socialmente com a redução da pobreza, o preconceito do Sul contra o Norte e o Nordeste.
Sessão de descarrego
A imprensa que se apresentou no fim de semana, dando curso ao factoide fabricado pela revista Veja e estendendo a repercussão de boatos sobre o suposto envenenamento do doleiro que alimenta o escândalo da Petrobras, é muito diferente daquela que tenta interpretar sua própria derrota nas urnas. Ou alguém ainda duvida de que o resultado da votação contraria os desejos da mídia hegemônica?
Ao alimentar especulações, na fase final da disputa, a mídia ofereceu meios de racionalização para os insensatos que acreditam em qualquer coisa que venha a confirmar suas alucinações.
Não são poucos os cidadãos de alta renda e alta escolaridade que creem piamente que o avião em que morreu o ex-governador Eduardo Campos no dia 13 de agosto foi sabotado por petistas, que aceitam como fato qualquer declaração de um criminoso reincidente premido pela iminência de uma nova condenação, ou que acreditam que ele pode ter sido envenenado por ordem do governo federal, ou que as urnas eletrônicas são controladas por agentes comunistas por meio de telefones celulares.
A opção da imprensa por estimular o radicalismo, ao mesmo tempo em que seus editoriais condenavam hipocritamente as trocas de farpas entre os candidatos, é o fermento da insensatez que define muitos votos, que afeta o discernimento em ambos os lados do espectro ideológico em que se divide o país e estimula atitudes radicais como a dos militantes que picharam a sede da Editora Abril.
A origem desse estado de espírito avesso à convivência democrática é a linguagem virulenta dos pitbulls que foram alistados nas redações para substituir a narrativa jornalística pelo discurso da intolerância.
Os jornais amanhecem na segunda-feira (27) plenos de reflexões ponderadas, como se tivessem passado por uma dessas sessões de “descarrego” exibidos em programas religiosos na televisão. Como aquele sociólogo que virou presidente, é como se as redações estivessem pedindo: “Esqueçam o que nós escrevemos”. Mas a natureza da imprensa brasileira é aquela que dominou as 48 horas anteriores à abertura das urnas: é o vício da manipulação.
*Jornalista do Observatório da Imprensa
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/

27 outubro 2014

A eleição acabou, mas a luta da militância e da juventude continua




A vitória da presidenta Dilma é a vitória dos movimentos social e sindical, da militância e da juventude organizada e mobilizada

Por Vagner Freitas*
A CUT cumpriu seu papel. Como agente político importante, participou ativamente do processo eleitoral que define a vida dos trabalhadores e das trabalhadoras, defendeu o projeto de desenvolvimento com inclusão e justiça social que garante os direitos da classe trabalhadora e amplia conquistas, representado pela presidenta Dilma Rousseff. 
O povo brasileiro escolheu Dilma Rousseff presidenta! Venceu Dilma, venceu o Brasil, venceram os brasileiros e as brasileiras. Venceu a democracia que, apesar da disputa tensa, acirrada e agressiva - com boatos, denúncias de fraude nas urnas e tentativa de golpe -, saiu fortalecida e não sofreu qualquer abalo em seus alicerces. A vitória de Dilma é a vitória dos progressistas, é um sonoro “não” ao retrocesso.
O diferencial desta campanha, que garantiu a permanência do projeto democrático e popular, foi o povo nas ruas, capitaneado pela CUT no Distrito Federal e nos 26 Estados do Brasil. Aécio tinha parte importante dos jornais do seu lado, Dilma tinha o povo com suas bandeiras e camisetas vermelhas defendendo a continuidade do processo de transformação social do País.
A vitória de Dilma é a vitória dos movimentos social e sindical, da militância e da juventude organizada e mobilizada que, apesar da campanha feita pela mídia para desestimular a participação deles na política, foi às ruas defender suas posições, dizer que tem lado. E o lado dessa juventude é o nosso lado, é o lado do povo, da classe trabalhadora, de toda a sociedade.
A eleição acabou, mas a luta da militância e da juventude continua. É verdade que Dilma venceu, mas o governo continua em disputa. A coalização que venceu as eleições, capitaneada por Dilma, tem também representantes de setores conservadores e teremos, em 2015, uma das bancadas mais resistentes a mudanças da história no Congresso Nacional. E como sempre ressaltamos a maior parte da pauta dos/as trabalhadores/as não está diretamente subordinada à presidência da República e, sim, ao Congresso.
O papel da CUT é construir um movimento organizado, de massa, que ocupe as ruas, mobilize sindicatos, movimentos sindical e social, que pressione o Congresso a fazer as mudanças que reivindicamos, a aprovar a pauta da classe trabalhadora. A presidente é progressista e quer mudanças. Em seu primeiro discurso falou que vai dialogar muito mais neste segundo mandato. Cabe a nós dar a sustentação, a base popular para que Dilma possa garantir os avanços que os/as trabalhadores/as reivindicam.
Para isso, é essencial avançar na democracia participativa e, neste sentido, ouvir os trabalhadores e a sociedade civil organizada tem de ser prioridade. Queremos participar mais ativamente da construção das políticas públicas. Queremos avanços nos mecanismos de controle social e formação de propostas e políticas. Queremos a reforma política. E a presidenta se comprometeu com esta reivindicação quando fomos a Brasília entregar o resultado do plebiscito popular que colheu mais de 8 milhões de assinaturas. Na ocasião, Dilma disse: “Meu compromisso é deflagrar essa reforma que é responsabilidade institucional do Congresso e que deve mobilizar a sociedade em um plebiscito por meio de uma consulta popular”. A presidenta disse que a consulta popular dará a força e a legitimidade exigida pelo processo de transformação para levará à frente a reforma política.
Nosso papel é dar condições para que a presidenta faça um governo progressista e de esquerda. Isso significa que a mesma dedicação que  tivemos no apoio irrestrito à campanha de reeleição de Dilma, teremos de ter na cobrança, na mobilização e na pressão para que a pauta dos trabalhadores e da sociedade e as mudanças no Estado avancem cada vez mais.
O Estado tem de cumprir o seu papel e garantir mais segurança, educação e saúde de qualidade, moradia, mobilidade urbana. Essas políticas públicas que continuamos necessitando e que devem ser muito mais consolidadas no segundo mandato de Dilma.  
*Presidente Nacional da CUT
-Via http://cut.org.br/

26 outubro 2014

DILMA CORAÇÃO VALENTE!




*Vitória! Vitória! Vitória! 

*Agora,  lutar pela Constituinte da Reforma Política - para #Avançar nas Mudanças!!

Dilma 'Coração Valente' reeleita! Viva o Povo Brasileiro!


Com vitória esmagadora no Nordeste, Dilma Rousseff (PT) é reeleita presidenta do Brasil; Aécio perde onde é mais conhecido, em Minas. A vitória de Dilma contra Aécio Neves (PSDB) contabilizou uma diferença de mais de 3 milhões de votos. 


CLIQUE AQUI para ler mais (via Viomundo)

RS: José Ivo Sartori, do PMDB, é eleito governador do Estado


Após 12 anos, o PMDB voltará a comandar o Estado do RS a partir do ano vindouro. Com 86,79% dos votos apurados, José Ivo Sartori, ex-prefeito de Caxias do Sul tem 61,23% dos votos válidos e não pode ser mais alcançado pelo atual governador e candidato à reeleição Tarso Genro (PT), que somou até agora 38,77%.

O governador Tarso Genro ligou para o governador eleito José Ivo Sartori às 18h45min deste domingo reconhecendo a derrota e afirmando que a vitória do peemedebista foi legítima. Na rápida conversa, Tarso informou que a partir do momento que Sartori desejar estará à sua disposição uma equipe responsável pela transição de governos, coordenada pela Casa Civil.

Tarso Genro, que estava no Palácio Piratini, só deve se manifestar à imprensa após a apuração da eleição presidencial, prevista para ocorrer a partir das 20h. Após a definição do resultado em nível estadual, ele se encaminhou ao comitê da campanha. Ele prometeu pronunciar-se apenas depois do resultado do pleito nacional. (informações com o site do jornal Correio do Povo)

25 outubro 2014

Dilma amplia vantagem sobre Aécio para 7 pontos, segundo Vox Populi



R7- A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) continua à frente do senador Aécio Neves (PSDB) na disputa pela Presidência da República, segundo pesquisa Vox Populi, encomendada pela TV Record, Record News e R7, divulgada neste sábado (25). A petista aparece com 48% dos votos totais, contra 41% do tucano.
A vantagem de Dilma sobre Aécio passou de três para sete pontos percentuais, já que no último levantamento, de 20 de outubro, a petista tinha 46% e o tucano, 43% dos votos totais. A pesquisa de hoje, portanto, é a primeira do instituto em que Dilma aparece na liderança fora da margem de erro.
Votos brancos e nulos somam 5%, enquanto outros 5% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
Considerando apenas os votos válidos — que exclui brancos, nulos e eleitores indecisos —, Dilma passou de 52% para 54% na pesquisa atual, enquanto Aécio caiu de 48% para 46%.
A pesquisa foi realizada neste sábado com 2.000 eleitores de 147 municípios do País. O levantamento está registrado no TSE com o número BR-01185/2014.
Regiões
Dilma Rousseff continua com desempenho melhor entre eleitores do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, enquanto Aécio Neves vai melhor no Sul e no Sudeste.
No Norte/Centro-Oeste, Dilma tem 48% das intenções de voto contra 44% de Aécio — brancos e nulos são 3%, e indecisos somam 5%. No Nordeste, o placar é ainda mais elástico em favor de Dilma: 67% contra 26% de Aécio. Brancos e nulos são 3%, e indecisos totalizam 4%. 
No Sudeste, porém, Aécio vai melhor que Dilma nas intenções de voto: 47% a 40%. Neste caso, 7% correspondem a votos brancos e nulos, 5% são eleitores indecisos e 1% não vai votar. Por fim, no Sul, Aécio Neves tem 49% da preferência e Dilma Rousseff, 39% — brancos e nulos totalizam 5%, e indecisos atingem 7%.
http://noticias.r7.com/

El pueblo, unido...




*El Pueblo, unido, jamás será vencido! (Quilapayún, sempre atual!)

VENCEREMOS!




*Venceremos! (Quilapayún, sempre atual!)

Alerta procedente: 'Como se montam as fraudes eleitorais!'




Nas eleições para presidente dos Estados Unidos, em 1877, William Smith, um dos principais acionistas da Western Telegraph - dona da primeira agência de notícias do país, a Associated Press - juntou-se com o The New York Times para eleger o candidato republicano Rutherford Hayes.
No final da campanha, os institutos de pesquisa davam vitória ao democrata Samuel Tiden por 200 mil votos. Com o controle que detinha sobre as informações e com acesso às pesquisas, o editor do NY Times identificou dúvidas dos democratas em relação aos votos de uma parte do sul do país.
Montou-se um gigantesco esquema de fraude que garantiu a vitória a Hayes.
Em 1982, a Globo montou um sistema nacional de apuração usando como software a Proconsult. O sistema tinha um algoritmo que subtraia votos do MDB e repassava para a Arena. A intenção era desmobilizar a fiscalização do MDB para permitir a fraude na hora da apuração. (...)
-CLIQUE AQUI  para ler na íntegra (por Luis Nassif, via GGN)

#Agora é Tarso! É Dilma! É 13!




*Neste domingo vote Tarso&Dilma13! Pela Constituinte, para fazer a Reforma Política e #Avançar nas Mudanças!

-Foto 1: Presidenta Dilma discursando após receber as lideranças do Plebiscito Popular pela Constituinte da Reforma Política; Foto 2 - Este Editor (então candidato a Dep. Estadual pelo PT/RS) discursando em Canoas/RS no grande comício de encerramento da campanha da Unidade Popular pelo Rio Grande (juntamente com o Governador Tarso Genro, o prefeito Jairo Jorge e outras lideranças  da UP).

24 outubro 2014

Dilma Rousseff: 'Revista Veja e seus cúmplices terão respostas nas urnas e na Justiça'




Presidenta usa parte de seu último programa de TV para condenar matéria 'criminosa' de revista, que antecipou edição semanal para atacar Lula e Dilma com objetivo de interferir na eleição

São Paulo – RBA - A presidenta Dilma Rousseff fez hoje (24) um depoimento contundente ao que chama de ação criminosa da revista Veja. A publicação da Editora Abril começou a divulgar ontem sua edição antecipada, trazendo supostas denúncias do doleiro Alberto Youssef, que teria dito ao delegado que investiga irregularidades na Petrobras que Lula e Dilma sabiam de tudo.
Dilma afirma que a atitude envergonha a imprensa e a tradição democrática, que não é a primeira vez que a revista tenta interferir no processo eleitoral e tampouco que atenta contra a sua imagem e a do ex-presidente.
O advogado Antonio Figueiredo Basto, que defende o doleiro, disse desconhecer o depoimento de seu cliente: "Eu nunca ouvi nada que confirmasse isso. Não conheço esse depoimento, não conheço o teor dele. Estou surpreso", afirmou. "Estamos perplexos e desconhecemos o que está acontecendo."
A candidata à reeleição lembra que o gesto da revista se dá num momento em que todas as pesquisas exibem ampliação de sua liderança nas intenções de voto sobre seu adversário, mas avisa que desta vez a publicação não ficará impune.
"Sou defensora intransigente da liberdade de imprensa. Mas a consciência livre da Nação não pode aceitar que mais uma vez se divulguem falsas denúncias no meio de um processo eleitoral em que o que está em jogo é o futuro do Brasil. Os brasileiros darão sua resposta a Veja e seus cúmplices nas urnas. E eu darei a minha resposta a eles na Justiça", afirmou Dilma. 
-Leia mais clicando AQUI 

ADVOGADO DE DOLEIRO: VEJA MENTIU SOBRE LULA E DILMA!



Brasil 247 - O advogado Antonio Figueiredo Basto, que comanda a defesa do doleiro Alberto Youssef, afirma que desconhece o depoimento de seu cliente que ancora a capa de Veja, publicada ontem, em edição extra; “Eu nunca ouvi nada que confirmasse isso (que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobras). Não conheço esse depoimento, não conheço o teor dele. Estou surpreso”, afirmou; "Estamos perplexos e desconhecemos o que está acontecendo"; tentativa de golpe contra a democracia é manobra da revista conduzida pelo jornalista Eurípedes Alcântara e pelo executivo Fábio Barbosa, que comanda a Abril, no lugar dos Civita; jornalismo brasileiro atinge seu momento mais torpe. (...)

CLIQUE AQUI para ler mais (via Brasil 247)

23 outubro 2014

A esquerda e o segundo turno das eleições no Brasil


"No plano internacional o trunfo dos tucanos teria gravíssimas consequências porque colocaria no Planalto a uma força política submetida por completo aos ditames da Casa Branca; sabotaria os processos de integração supranacional em andamento como o Mercosul, a UNASUL e a CELAC; serviria como ponta de lança para atacar a Revolução Bolivariana e os governos de esquerda e progressistas da região; para isolar a Revolução Cubana e para oferecer apoio material e humano do Brasil para as infinitas guerras do império. Este não se engana, e não por nada tem lançado, junto aos seus aliados locais, uma fortíssima campanha para que seu candidato, Aécio, triunfe no próximo domingo.
Ninguém na esquerda pode ignorar que, se tal coisa chegasse a acontecer, uma longa noite cairia sobre a América Latina e o Caribe, abrindo um funesto parêntese que sabe lá quanto tempo demoraríamos em fechar." (Atilio Boron)
CLIQUE AQUI para ler na íntegra (via Rede Democrática).

21 outubro 2014

A força simbólica no ato com Dilma e Lula na PUC de São Paulo



por Rodrigo Vianna*
Desde a campanha de 89 que não se via um ato político com tamanha carga de emoção em São Paulo. Os paulistas que votam no PT (e também aqueles que, apesar de não gostarem tanto do PT, resolveram reagir à onda de ódio e conservadorismo que tomou conta das ruas) foram nesta segunda-feira/20 de outubro para o TUCA – histórico teatro da PUC-SP, no bairro de Perdizes.
O TUCA tem um caráter simbólico. E o PT, há tempos, se descuidara das batalhas simbólicas. O TUCA foi palco de manifestações contra a ditadura, foi palco de atos em defesa dos Direitos Humanos. Portanto, se há um lugar onde os paulistas podem se reunir pra dizer “Basta” à onda conservadora, este lugar é o teatro da PUC.
O PT previa um ato pra 500 ou 800 pessoas, em que Dilma receberia apoio de intelectuais e artistas. Aconteceu algo incrível: apareceu tanta gente, que o auditório ficou lotado e se improvisou um comício do lado de fora – que fechou a rua Monte Alegre.
Em frente ao belo prédio, com suas arcadas históricas, misturavam-se duas ou três gerações: antigos militantes com bandeiras vermelhas,  jovens indignados com o tom autoritário e cheio de ódio da campanha tucana, e também o pessoal de 40 ou 50 anos – que lembra bem o que foi a campanha de 89.
No telão, a turma que estava do lado de fora conseguiu acompanhar o ato que rolava lá dentro. Um ato amplo, com gente do PT, do PSOL, PCdoB, PSB, além de intelectuais e artistas que estão acima de filiações partidárias (como o escritor Raduan Nassar), e até ex-tucanos (Bresser Pereira).
Bresser, aliás, fez um discurso firme, deixando claro que o centro da disputa não é (nunca foi!) corrupção, mas o embate entre ricos e pobres. “Precisou do Bresser, um ex-tucano, pra trazer a luta de classes de volta à campanha petista” – brincou um amigo jornalista.
Gilberto Maringoni, que foi candidato a governador pelo PSOL em São Paulo, mostrou que o partido amadurece e tende a ganhar cada vez mais espaço com uma postura crítica – mas não suicida. Maringoni ironizou o discurso da “alternância de poder” feito pelo PSDB e pela elite conservadora: “Somos favoráveis à alternância de poder. Eles governaram quinhentos anos. Nos próximos quinhentos, portanto, governaremos nós”.
O “nós” a que se refere Maringoni não é o PSOL, nem o PT. Mas o povo – organizado em partidos de esquerda, em sindicatos, e também em novos coletivos que trazem a juventude da periferia para a disputa.
Logo, chegaram Dilma e Lula (que vinham de outro ato emocionante e carregado de apelo simbólico – na periferia da zona leste paulistana). Brinquei com um amigo: “bem que a Dilma agora podia aparecer nesse balcão do TUCA, virado pro lado de fora onde está o povo…”. O amigo respondeu: “seria bonito, ia parecer  Dom Pedro no dia do Fico”. Muita gente pensou a mesma coisa, e começaram os gritos: “Dilma na janela!” (...)
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Lula & Tarso em Porto Alegre




*Nesta quarta-feira em Porto Alegre. Tod@s lá!

20 outubro 2014

CPERS divulga nota em repúdio à manifestação de Sartori (PMDB) ao portal Terra




Leia a íntegra da nota do CPERS SINDICATO sobre chacota de Sartori (PMDB) em relação ao Piso Salarial dos Educadores gaúchos:

“O Cpers-Sindicato manifesta estranheza e preocupação com o modo pelo qual o candidato ao governo do Estado, José Ivo Sartori, tratou o tema do Piso Salarial dos educadores, em entrevista concedida ao portal Terra (20/10/2014). Estivemos mobilizados nos últimos quatro anos para exigir do atual governo o cumprimento da Lei do Piso e seguiremos mobilizados no próximo governo, seja ele qual for.
Acreditamos que esse tema não deve ser objeto de chacota ou brincadeiras por conta de quem tem a responsabilidade de propor alternativas para qualificar a nossa educação e valorizar o trabalho dos professores e de todos os trabalhadores em educação.
Somos educadores e lutamos diariamente para oferecer um ensino de qualidade, mesmo com as adversidades da nossa profissão. Por isso, não admitimos que os trabalhadores em educação sejam tratados com falta de educação e respeito.
O Cpers-Sindicato é uma entidade de todos os educadores e, enquanto tal, não tem preferência partidária. Não podemos, entretanto, aceitar que postulantes ao governo do Estado brinquem com coisas sérias. Conclamamos a sociedade gaúcha a defender, junto conosco, o Piso Nacional dos professores dentro do Plano de Carreira, medida essencial para garantir uma educação pública de qualidade.”
Apoio: CUT, CTB, CNTE, SINPRO, SINTAE, FeteeSul
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*Charge do Latuff - via Sul21

Aécio “arrogante” x Dilma “técnica”: a petista saiu-se melhor na Record



'Num só debate, Aécio atacou o Pronatec, a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o BNDES. Passou a impressão de que o projeto do PSDB é mesmo o desmonte do Estado brasileiro. Isso tira voto no povão'.
por Rodrigo Vianna*
A primeira constatação é óbvia: Dilma e Aécio estavam calminhos na Record, depois da pancadaria no SBT.
Aécio, especialmente, tentou se controlar porque as pesquisas qualitativas devem ter mostrado: a agressividade desmedida contra Dilma pegou mal pra ele. Ficou com a pecha de autoritário, de não conseguir tratar mulher de igual pra igual (aliás, uma das pérolas do tucano foi dizer que “creche é o que de mais importante pode existir para a mulher”; deixou escapar que, pra ele, “mulher” é só a mãe e dona-de-casa; Freud explica).
Apesar de todo treinamento, os marqueteiros não conseguiram tirar de Aécio algo que é quase um vício: o sorriso  sarcástico, de canto de boca, passa a impressão de alguma arrogância, de deboche e desprezo. Isso deve agradar o eleitor que já odeia o PT, e sonha em ver Dilma “esmagada”. Mas é um tiro no pé, afasta os indecisos.
Alguns jornalistas notaram – também – um outro vício do tucano. José Roberto de Toledo, do Estadão, falou pelo twitter: “Alguém podia dizer para o Aécio que dá para ouvir ele fungando o tempo todo. Deve estar resfriado, sei lá, mas incomoda”.
Por que Aécio “fungou” tanto? Foi o esforço para evitar a agressividade? Ou o cansaço?
Dilma, que teve sua melhor performance no primeiro debate (na Band), voltou ao perfil “técnico” na Record. Um pouco cansativo, um jeito lento de falar. Como se sabe, ela não tem grande capacidade de oratória.  Ainda assim, teve um desempenho consistente – pelo efeito de comparação. Dilma mostrou seriedade, consistência, não riu do adversário.
Aécio “sarcástico” x Dilma “técnica”. Esse parece ter sido um dos saldos do debate da Record.
O outro foi a insistência do candidato do PSDB em mostrar-se pessimista. Ele fala que quer comandar “mudança para o futuro”, mas passa pessimismo. Diz que os empregos estão “sumindo no Brasil”, quando o trabalhador sabe que o desemprego nunca esteve tão baixo. Claro, há muito pra melhorar, mas parece-me que Aécio erra um pouco no tom.
Fora isso tudo, há a questão programática. Num só debate, Aécio atacou a Petrobras (e esse foi o ponto alto de Dilma, ao lembrar que os tucanos querem privatizá-la e entregá-la a petroleiras estrangeiras), levantou dúvidas sobre Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Pronatec…
Passa a impressão de que o projeto do PSDB é mesmo o desmonte do Estado brasileiro.
Isso pode agradar as classes médias do Rio, São Paulo e Brasília – que já estão com ele, e aderem ao discurso privatista.
Mas o povão quer mais Estado, porque sabe que sem governo não há chance de se equilibrar um pouco o jogo.
O debate da Record talvez tenha sido aquele em que ficaram mais claros os dois projetos em disputa: um é o projeto do “mercado”, das classes médias que mantem o sorriso de arrogância ao falar de “programas sociais” como se fossem “esmola”; o outro é o programa de valorização do Estado, como indutor do crescimento e da justiça social.
O ruído midiático, e a onda de “caçar PT corrupto” (como se o PSDB não fosse muito pior nesse quesito), escondem essa disputa. Mas no debate os dois projetos parecem ter aflorado. E isso é positivo para o Brasil. Permite uma escolha mais honesta, sem tanto ruído.
Dilma não ganhou a eleição neste domingo na Record. Nem tampouco Aécio.
Mas o saldo, depois dos três debates, é favorável à candidata à reeleição pelo PT.
A uma semana da eleição, os sinais são de que cresce a rejeição a Aécio e de que Dilma avança (ainda que lentamente) entre os eleitores de baixa renda que votaram em Marina no primeiro turno.
Esse quadro vai perdurar até  próximo domingo? Não se sabe…
Até lá, há o JN, a Globo e  o dispositivo midiático devem lançar novos mísseis contra Dilma. Aécio mesmo deu a dica na Record: falou várias vezes de Vacari – o tesoureiro do PT, acusado (sem provas, até aqui) de envolvimento com o escândalo da Petrobrás.
O juiz amigo dos tucanos no Paraná, e a Globo de Ali Kamel devem estar preparando surpresas nessa área… E Aécio sabe que daí pode vir a cavalaria a ajudá-lo na reta final.
Mas o eleitor parece vacinado.  E Dilma colhe – nesse momento – os resultados de uma campanha que bateu na hora certa e voltou à discussão programática na hora em que Aécio tentou bater de volta…
Ainda assim, essa é uma eleição pra ser decidida por diferença muito estreita, menos de 2 milhões de votos. Inicia-se a semana decisiva…
*Via http://www.revistaforum.com.br/

17 outubro 2014

A agressividade de Aécio com as mulheres: firmeza ou covardia?


Aécio, dedo levantado - contra as mulheres


por Rodrigo Vianna*
A agressividade demonstrada por Aécio Neves durante o debate no SBT, nesta quinta-feira, pode ter espantado muitos telespectadores. Ainda mais porque o tucano não é conhecido como um político de confrontos duros na tribuna – quando do outro lado estão homens experientes na vida legislativa.
Por que, então, Aécio estava tão agressivo no embate com Dilma?
Há algumas explicações possíveis. Surpreendido pela adversária no debate anterior, na Band, Aécio quis partir logo para a ofensiva. Como se não pudesse dar tempo para a adversária respirar… Ultrapassou o limite razoável e desconheceu qualquer regra de cortesia.
O perfil pessoal de Aécio Neves pode ajudar a compreender esse comportamento exaltado – no embate direto com uma mulher.
Aécio é um rapaz que só teve facilidades na vida. Filho e neto de políticos, ganhou emprego ainda jovem como assessor parlamentar. Depois, foi nomeado para um banco público. Sempre protegido por papai e vovô. Nunca enfrentou dificuldades pra valer.
Nada parecido com a trajetória de Dilma – que viveu clandestina durante a ditadura, foi presa e torturada.
No debate, era esse o confronto: de um lado uma senhora, com mais vivência, e uma trajetória difícil. De outro, um homem maduro, mas com aparência de garotão, acostumado a ultrapassar todos os obstáculos sem que ninguém ouse confrontá-lo. Um “playboy” – como se costuma dizer. (...)
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