05 janeiro 2010

Mídia Livre



















PT de Porto Alegre quer o aquecimento blogal (II)

A reunião (com petistas e simpatizantes) será realizada nesta quarta-feira, 06/01, às 19 h, no 3º andar da Câmara de Vereadores de Porto Alegre

Jean Sharlau escreve:

Atenção, cidadãos do mundo virtual da capital do Fórum Social Mundial, cidadãs de um Porto Alegre para a rede mundial de computadores.

O recém eleito presidente do mais importante partido político desta cidade nas últimas décadas, Vereador Adeli Sell, em atitude pioneira, convida outros blogueiros e navegadores contumazes que tenham simpatia pela maioria das causas defendidas pelo partido a reunirem-se com ele - blogueiro, zineiro, livreiro e presidente municipal eleito do Partido dos Trabalhadores - em data a ser combinada*, com o objetivo de conhecermo-nos, aproximarmo-nos e palestrarmos, para conseguir melhorias na comunicação interna e externa do partido, através da Internet e outros meios.

Para solicitar presença na lista de convidados, é favor enviar e-mail para jean.sc@ig.com.br e adelisell@camarapoa.rs.gov.br informando qual é o seu blog, saite, ou, na ausência desses, os blogues que lê e onde faz comentários assíduos.

*(Atualização em 15/12) - Data e local confirmados. A reunião deverá iniciar no dia 6 de janeiro de 2010, dia dos Reis Magos, às 19:00 h, na Câmara municipal de vereadores, sala da bancada do PT, no 3º andar do prédio. E estender-se por todo o tempo do mandato na presidência, com pausas diárias e semanais para cafezinhos e outros misteres.

Fonte: http://jeanscharlau.blogspot.com/

(Edição e grifos deste blog)

04 janeiro 2010

'O mais baixo...'



















*Charge do Latuff

(Clique na charge para ampliar)

'Paratodos'







Retornando

Após um pequeno 'recesso' de final de ano, estamos retornando às nossas atividades blogueiras.

Aos nossos prezados leitores, nossos cumprimentos e o desejo de que continuemos juntos neste 2010. Ano que promete ser politicamente bastante fecundo e agitado, sobretudo devido às decisivas eleições que serão travadas em outubro, onde o povo decidirá se dará continuidade ao projeto dirigido pelo PT e aliados, sob o comando do presidente Lula (que será representado pela candidatura da ministra Dilma Rousseff); ou se optará pelo retorno ao neoliberalismo vivenciado no nada saudoso período de FHC (principalmente), com a provável candidatura do tucano José Serra.

Não será diferente o cenário do embate que ocorrerá no Rio Grande do Sul, onde o povo gaúcho decidirá se o PT e aliados, com a candidatura do ministro Tarso Genro, poderá reiniciar o resgate do Estado para a Cidadania (interrompido após o governo Olívio Dutra, da Frente Popular), ou se continuará sendo governado pelas elites, com as costas voltadas ao povo, tendo suas demandas cada vez mais reprimidas (inclusive fisicamente), seja através da tucana Yeda Crusius ou do peemebista José Fogaça.

Esperamos sinceramente - para que o nosso projeto de Estado e de Nação efetivamente tenham possibilidades de êxito - que o povo gaúcho e brasileiro opte pelas primeiras alternativas.

E, aos leitores que chegaram agora, nossos cordiais votos de boas vindas! Neste blog você encontrará notícias, informações, comentários, artigos, poemas, críticas..., sobre - principalmente - política, economia, música, arte e cultura em geral. O objetivo é proporcionar alternativas para quem busca interagir sobre esses temas ou mesmo informações que fujam ao 'lugar comum' da chamada 'grande mídia', com suas contumazes distorções, hipocrisias, limitações e parcialidades. Um espaço alternativo, libertário, propositivo e de esquerda, aberto à todos os que tiverem interesse dele participar.

Um cordial abraço, boa leitura e um bom 2010 PARA TODOS!

Júlio Garcia

30 dezembro 2009

América Latina (II)








2009: A direita em desespero

Wladimir Pomar escreve:

Não há nada de estranho acontecendo na América Latina e no Brasil. Apenas ocorreu que, depois de anos de desorganização econômica e domínio das políticas neoliberais, as forças populares, em aliança ou não com setores da pequena burguesia e da burguesia, chegaram ao governo em diferentes países da região, desde o início do século XXI.

A rigor, não houve qualquer revolução social. É evidente que se podem considerar as vitórias eleitorais do metalúrgico Lula e do indígena Evo como revoluções culturais. Dentro das regras de perpetuação no poder das antigas classes dominantes, elas colocaram no governo personalidades oriundas de classes sociais cuja ascensão política era impensável, não só para os dominadores de sempre, mas também para muitos que se proclamavam, e ainda se proclamam, revolucionários.

Em nenhum caso houve a conquista do poder de Estado, nem a bancarrota do antigo sistema de dominação econômica e social. Em todos os países em que as forças populares chegaram ao governo, não ocorreram mudanças nos demais poderes do Estado ou, quando se deram, foram tópicas. E o capitalismo permaneceu sendo o modo de produção dominante, mesmo na Venezuela, cujo governo pretende avançar na construção socialista.

Nas condições em que ocorreram as vitórias eleitorais das forças populares, dificilmente poderia ser diferente. As massas populares deram a seus representantes o mandato de consertar, dentro das regras pseudo-democráticas existentes, as mazelas mais evidentes de seus países, a exemplo da miséria, fome, falta de forças produtivas industriais desenvolvidas, criminalização dos movimentos populares, extrema concentração da riqueza e ausência de soberania nacional.

As massas populares ainda não estão convencidas de que é necessário destruir o antigo sistema estatal e construir um novo, em que os direitos de participação democrática (não apenas eleitoral) possam ser exercidos pela maioria da população. Esta realidade, em que as massas populares conseguiram eleger partidos populares para o governo central, é um problema prático e teórico novo na realidade latino-americana. Como novo é o fato de que esses governos populares terão que desenvolver as forças produtivas com o concurso e também com os problemas e o caos do mercado e da economia capitalista.

Este tem sido o horror dos setores da esquerda que não abandonaram o voluntarismo e acreditam que podem solucionar as questões sem levar em conta a realidade concreta. Não concordam que os governos democráticos e populares, do Brasil e de outros países da América Latina, tenham se tornado, ou estejam se tornando, bons administradores do capitalismo, num contexto histórico muito peculiar. E mal percebem que uma das principais características desse ano que está findando consiste no crescente desespero da direita burguesa contra essa situação ambígua.

As tentativas de desestabilização dos governos de esquerda, através de todos os meios imagináveis (e também inimagináveis), foram a tônica da ação da direita política desses países durante 2009, em Honduras culminando com um golpe de Estado. Para essa direita não importa que o sistema capitalista esteja sendo bem administrado e obtendo lucros.

Ela não aceita que governos dirigidos pela esquerda se diferenciem dos governos das antigas classes dominantes. Abomina como populistas as políticas e medidas de redistribuição menos desigual da renda e de tratamento dos movimentos sociais como movimentos legítimos, sem criminalizá-los. Também não aceita que a antiga subserviência ao Império esteja sendo substituída por políticas externas soberanas. Nem que o Estado, partilhado por estranhos, interfira de forma crescente em seus negócios, inclusive construindo novas empresas estatais.

Ela parece haver se convencido, ao contrário de alguns setores da própria esquerda, de que as políticas acima, combinadas com o apoio à economia familiar e a movimentos produtivos solidários, gerenciados pelos próprios trabalhadores, possam resultar, mais cedo ou mais tarde, no crescimento da mobilização popular e em mudanças indesejáveis para as classes dominantes que, perdurando por mais tempo, podem estimular tendências e consciência socialistas.

As vitórias da esquerda no Equador, Paraguai, Uruguai e Bolívia estão açulando o desespero da direita brasileira e latino-americana. O ataque da Folha de São Paulo, de cunho fascista, na tentativa de desqualificar Lula como principal cabo eleitoral de Dilma Roussef, é apenas a parte visível do iceberg do reacionarismo da direita em relação a seu governo. Aliás, o mesmo reacionarismo que tentou desmembrar a Bolívia, vive inventando motivos para derrubar Chávez, militariza a Colômbia, busca emparedar Lugo e colocou Zelaya na geladeira.

Essa direita brasileira e latino-americana está sendo estimulada pelos fundamentalistas do Partido Republicano dos Estados Unidos, que consideram qualquer mudança à direita, no tabuleiro centro e sul-americano, uma ajuda à sua agressividade contra o governo Obama. Sonham com a reconquista direitista dos governos latino-americanos, para pressionar o governo Obama a ser menos frouxo com os impérios do mal.

Em tais condições, não será surpresa se 2009 for tido como preâmbulo de uma forte contra-ofensiva contra governos que uma parte da esquerda classifica de direitistas ou centristas.

*Wladimir Pomar é escritor e analista político.

Fonte: Correio da Cidadania - http://www.correiocidadania.com.br

Sob investigação













PF abre inquérito para investigar licitações de programa do governo Fogaça

Marco Weissheimer* escreve:

A Polícia Federal abriu inquérito para investigar as licitações do Programa Integrado Sócio-Ambiental da Prefeitura de Porto Alegre. O superintendente da PF no Rio Grande do Sul, delegado Ildo Gasparetto, confirmou hoje, em entrevista à rádio CBN, que o inquérito foi aberto dia 24 de dezembro. A CPI da Corrupção revelou indícios de irregularidades em licitações de obras do programa que envolve recursos da ordem de R$ 586 milhões.

Segundo apontou a presidente da CPI da Corrupção, deputada Stela Farias (PT), licitações teriam sido direcionadas e obras divididas para beneficiar integrantes do esquema. Investigações preliminares teriam descoberto indícios de combinação prévia de valores e empresas vencedoras das licitações. Um grupo de empresários teria tido acesso aos projetos meses antes do lançamento das respectivas licitações. O superfaturamento envolvendo apenas um lote do projeto já seria maior do que a fraude no Detran, chegando a cerca de R$ 61 milhões. Uma conversa gravada revelaria que a pauta de uma reunião entre um secretário do município e empreiteiras seria o “combinado com o lado de lá” e que 1,25% iria para o “PM”.

Outras gravações mostraram articulações entre empresários e o secretário municipal da Fazenda de Porto Alegre, Cristiano Tatsch. Desde janeiro de 2008, um mês antes do primeiro lançamento do edital do Socioambiental, Cristiano Tatsch conversava sobre detalhes do processo licitatório com Marco Antônio Camino, da MAC Engenharia.

*Jornalista, editor do blog RS Urgente - http://rsurgente.opsblog.org/

Foto: prefeito José Fogaça (PMDB) e governadora Yeda Crusius (PSDB)

**Grifos deste blog

28 dezembro 2009

América Latina







A década da América Latina

Emir Sader* escreve:

A década de 1990 foi das piores que a América Latina já viveu. A crise da dívida – com suas conseqüências: FMI, cartas de intenção, ajustes fiscais, etc. – e as ditaduras militares abriram o caminho para que se impusessem governos neoliberais em praticamente todo o continente. Passamos a ser a região do mundo com a maior quantidade de governos neoliberais e com suas modalidades mais radicais.

A capacidade de reação da América Latina se revelou na sua capacidade de reverter radicalmente esse quadro: passamos a ser a região que concentra aos governos eleitos pela rejeição do neoliberalismo, que abriga processos de integração regional independentemente dos EUA, que promove formas inovadoras de integração fora da lógica mercantil.

Lideres latinoamericanos como Lula, Hugo Chavez, Evo Morales, Rafael Correa, entre outros, se projetaram internacionalmente, por sua capacidade de encarnar as necessidades dos seus povos. A Bolívia, o Equador e a Venezuela se somaram a Cuba, com os países que - conforme a Unesco - , terminaram com o analfabetismo.

Os países que optaram pela integração regional e não por Tratados de Livre Comércio, expandiram suas economias, distribuíram renda, avançaram nos direitos sociais da sua população, extenderam notavelmente o mercado interno de consumo popular, diversificaram seu comércio exterior, aumentaram significativamente o comércio entre eles.

Na década anterior, a América Latina havia sido reduzida à intranscendência. Governantes subalternos – Menem, Fujimori, FHC, Carlos Andrés Perez, Carlos Salinas de Gortari – tinham aplicado mecanicamente o mesmo modelo neoliberal, enfraquecido o Estado, a soberania, as economias nacionais. Os governos dos países que assumiram os programas neoliberais não incomodavam ninguém, havia reduzido nossos Estados a subseqüentes perdedores da globalização, que a aplaudiam, às custas da deteriorização ainda maior da situação dos povos dos nossos países.

A primeira década do novo século apresenta uma nova América Latina, com a maior quantidade de governos progressistas que o continente jamais teve. Com processos de integração regional fortalecidos – do Mercosul à Alba, do Banco do Sul à Unasul, do Conselho Sulamericano de Segurança ao Parlamento do Mercosul, entre outras iniciativas. Desenvolveu-se a Operação Milagre, que já permitiu recuperar a visão a mais de 2 milhões de pessoas, que de outra maneira não teriam possibilidade de recuperar a vista. Formaram-se novas gerações de médicos pobres na melhor medicina social do mundo – a cubana – nas Escolas Latinoamericanas de Medicina.

As crises econômicas da década anterior, típicas do neoliberalismo, que debilitaram a capacidade de defesa dos Estados nacionais diante do capital especulativo, que promoveu, entre tantas outras crises, as do México de 1994, do Brasil de 1999 e da Argentina de 2001-02, devastaram as economias desses países. O Brasil de FHC deixou um país em recessão prolongada e profunda para Lula, a quem coube superar a crise com políticas de desenvolvimento econômico.

Na década que termina, os países latinoamericanos que participam dos processos de integração regional – com destaque para o Brasil, a Bolívia, o Uruguai, o Equador – superaram a crise, desatada pelos países centrais do capitalismo, que ainda estão em recessão, que deverá se prolongar ainda por um bom tempo. Revelou a capacidade desses países de diversificar seu comércio exterior, de intensificar o comercio intraregional e de seguir expandindo o mercado interno de consumo popular.

A América Latina mostra hoje ao mundo a cara – imposta pela predominância de governos progressistas – de um continente em expansão econômica, afirmando sua soberania – em questões econômicas, políticas e de segurança regional -, melhorando a situação social do povo, consolidando políticas internacionais que intervêm na decisão dos grandes temas mundiais. Foi, sem dúvida, esta primeira década do novo século, a década da América Latina, que se projeta para a segunda década como um dos exemplos de luta na superação do neoliberalismo e de construção de sociedades mais justas e solidárias.

*Sociólogo, professor universitário e escritor.

**Fonte: Blog do Emir - http://www.cartamaior.com.br

27 dezembro 2009

Coluna C&A


















Crítica & Autocrítica – nº 62

* O jornal francês Le Monde (um dos mais respeitados e influentes do planeta) explica os motivos que o levaram a escolher o presidente Lula como ‘O Homem do Ano’: “ (...) o presidente brasileiro, de 64 anos, colocou decididamente seu país em uma dinâmica de desenvolvimento”. (...) “O presidente brasileiro, que no fim de 2010 deixará a presidência sem ter tentado modificar a Constituição para concorrer a um terceiro mandato, soube continuar sendo um democrata, lutando contra a pobreza sem ignorar os motores de um crescimento mais respeitoso dos equilíbrios naturais”.

* Diz mais o Le Monde: “Presidente do Brasil desde 1º de janeiro de 2003, ao fim de dois mandatos terá dado uma nova imagem a América Latina”. E ainda: “A consagração de Lula acompanha a renovação do Brasil”. E complementa: “Carismático, de sorriso fácil e jovial, Lula, nascido em 27 de outubro de 1945 no estado de Pernambuco, ex-torneiro mecânico e sindicalista, transformou o Brasil em ator essencial do cenário internacional. Diplomacia, comércio, energia, clima, imigração, espaço, droga: tudo lhe interessa e diz respeito.”

* O jornal espanhol El País também já havia escolhido Lula como ‘Personalidade do Ano’, destacando que “Quando foi eleito para um segundo e último mandato, Lula disse que o Brasil estava cansado de ser uma potência emergente e que havia chegado a hora de o país se tornar um país desenvolvido sem andar para trás outra vez. Esta é a ambição com que Lula passará à história”.

* E, depois, tem gente que não sabe (ou se faz, não é, Fernando Henrique?) porque o presidente Lula e seu governo tem índices de aprovação popular que superam a casa dos 80%.

* E por falar no presidente Lula, tive a oportunidade - e o prazer - de assistir esta semana, em pré-estréia, ao filme 'Lula, o Filho do Brasil', no cinema Artplex do Bourbon Country, em Porto Alegre. O convite me foi enviado pelo produtor Luiz Carlos Barreto, através do escritório político dos companheiros Paulo Ferreira e Júlio Quadros. Foi uma sessão especial, direcionada para as entidades sindicais do Rio Grande do Sul, lideranças políticas e setores vinculados à cultura e à comunicação, principalmente.

* Esteve também presente o ator Ruy Ricardo Dias, que interpreta o LULA em sua fase de líder ascendente e inconteste do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, no final dos anos 70 e início da década de 80.

*' Lula, o Filho do Brasil', dirigido por Fábio Barreto, que está hospitalizado no Rio de Janeiro devido ao grave acidente automobilístico sofrido recentemente, estréia nos cinemas brasileiros em 1º de janeiro de 2010. Imperdível!

* Está aberta a temporada de pesquisas eleitorais e de vaticínios de toda ordem sobre as eleições do ano vindouro, sobretudo no RS, onde a nada isenta RBS (principalmente), despudorada como sempre, que já descartou a criatura que construiu na eleição passada (Yeda), agora assumiu de vez a candidatura do alcaide-mor de Porto Alegre, José 'sonolento' Fogaça; e, para dar uma 'mãozinha' ao seu candidato, dentre outras impropriedades, alardeia - juntamente com seus arautos 'conscientes e inconscientes' - aos quatro ventos o 'isolamento do PT' (leia-se de Tarso Genro, pré-candidato do partido ao governo do Estado). O jogo mal iniciou mas, para o PRBS e outros 'analistas apressados' (para dizer o mínimo), parece já estar na prorrogação...

* A propósito de pesquisas eleitorais, sugiro a leitura da postagem Confiabilidade zero, do sociólogo Cristóvão Feil: "Não dou o crédito equivalente a uma moeda de cinco centavos a esse Instituto Methodus, que realiza o que chama de "pesquisa" para saber quem está ponteando a corrida eleitoral de 2010. Não só esse instituto, outros também. Não merecem crédito. Essas pesquisas não são confiáveis. Os critérios e o ferramental usados por todas essas entidades de "pesquisa" são inadequados e falhos. O resultado é um arranjo harmônico entre o que se chama de "bom-senso" (seja lá o que isso signifique) e um cálculo tendencioso orientado por modelinhos pré-formatados a partir do padrão de consumo dos entrevistados." (...) Leia em http://diariogauche.blogspot.com/search?updated-max=2009-12-15T07%3A08%3A00-02%3A00&max-results=10

* Ampliando meu leque de intervenção, firmei recentemente parceria (para trabalhar como consultor) com duas conceituadas empresas: a Fundação La Salle (que atua principalmente na preparação de concursos públicos e processos seletivos, com sede em Canoas/RS) e com a e-saberes, empresa de Consultoria e Treinamento, também com sede em Canoas/RS.

* A Fundação La Salle (integrante da congregação Lassalista, presente em 80 países), proporciona uma nova e segura opção de regulamentação e qualificação do quadro funcional público (atenção, senhores prefeitos!), de uma forma legal, segura e vantajosa em termos de flexibilidade e economia; com estrutura própria, disponibiliza condições para realizar o processo de uma forma eficaz em termos de gestão de pessoas.

* A e-saberes define-se como ‘uma empresa de consultoria e treinamento que prima pelo respeito as peculiaridades do cliente, e tem como objetivo ajudar as organizações a refletirem sobre sua essência, sua cultura, através da análise do ambiente, do mercado, dos seus processos e das pessoas, preparando-as para realizarem mudanças’. Atua principalmente com: Avaliação de desempenho; Mapeamento de competências; Construção de políticas de RH; Construção de políticas comerciais; Estruturação de equipes de vendas; Planejamento estratégico; Plano de marketing; Plano de comercialização e Plano de comunicação.

* Para conhecer melhor a Fundação La Salle, acesse o endereço www.fundacaolasalle.org.br

* Para visitar a e-saberes, acesse o sítio www.e-saberes.com.br/

* Contatos para a realização de entrevistas visando obtenção de orçamentos e diagnósticos podem ser feitos através do meu e-mail juliocsgarcia@bol.com.br ou ainda pelo cel. 51-92468966.

* Tive a satisfação de almoçar recentemente - e trocar muitas e interessantes idéias - com o desembargador, pecuarista, músico e advogado militante Ruy Gessinger, juntamente com o vereador Adeli Sell, vice-presidente da Câmara de Vereadores de Porto Alegre (recentemente eleito presidente do PT da capital gaúcha), com quem também estou desenvolvendo um interessante trabalho na área de consultoria política e jurídica. Economia, cultura, gastronomia, política e outras amenidades acompanharam o ótimo almoço realizado no Varietá Bistrô, no Rua da Praia Shoping. Para ver mais detalhes do almoço, acesse o blog do Ruy Gessinger: http://blog.gessinger.com.br/

* O titular da coluna (que tirará à partir da próxima semana uns dias de férias) aproveita para desejar aos seus leitores boas festas e um ótimo Ano Novo! (Por Júlio Garcia, especial para ‘O Boqueirão)

**Foto: discurso do presidente Lula na ONU

(Atualizada em 27/12/2009, às 22,27 h)

*Crítica & Autocrítica - coluna eletrônica que mantenho (i)regularmente no Blog 'O Boqueirão' - http://oboqueirao.zip.net/

25 dezembro 2009

Carmina Burana



Carmina Burana (Carl Orff) - UC Davis University Chorus, Alumni Chorus, Symphony Orchestra, and the Pacific Boychoir - Maestro Jeffrey Thomas

Oh Fortuna!

Oh, fortuna,
Variável
Como a lua,
Sempre cresces
Ou minguas;
Detestável
Ora frustra
Ora satisfaz
Com zombaria os desejos da mente,
À pobreza
E ao poder
Dissolve como se fossem gelo.

Sorte monstruosa
E vã,
Tu, roda a girar,
A aflição
E o vão bem-estar
Sempre se dissolvem
Tenebrosa
E velada
Atacas-me também;
Agora por teu capricho
Costas nuas
Trago sob teu ataque.
Senhora do bem-estar
E da virtude,
Estás agora contra mim;
Nesta hora
Sem demora
Tocai as cordas;
Pois que a sorte
Esmaga o forte
Chorai todos comigo.

24 dezembro 2009

Poema de Natal













Poema de Natal

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos
- Por isso temos braços longos para os adeuses

Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos
- Por isso precisamos velar

Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai
- Mas que essa hora não esqueça

E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte
- De repente nunca mais esperaremos…

Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.


Vinicius de Moraes

22 dezembro 2009

Lula, o filme

Pré-estréia de Lula, o Filho do Brasil

Tive a oportunidade - e o prazer - de assistir hoje, em pré-estréia, ao filme 'Lula, o Filho do Brasil', no cinema Artplex do Bourbon Country, em Porto Alegre.

O convite me foi enviado pelo produtor Luiz Carlos Barreto, através do escritório político dos companheiros Paulo Ferreira e Júlio Quadros. Foi uma sessão especial, direcionada para as entidades sindicais do Rio Grande do Sul, lideranças políticas e setores vinculados à cultura e à comunicação, principalmente.

Esteve também presente o ator Ruy Ricardo Dias, que interpreta o LULA em sua fase de líder ascendente e inconteste do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, no final dos anos 70 e início da década de 80.

À seguir, uma 'palha' (trailer oficial) do belo filme dirigido por Fábio Barreto, que está hospitalizado no Rio de Janeiro - devido ao grave acidente automobilístico sofrido no final-de-semana - e por quem foi feita, ao final da apresentação (muito aplaudida), uma 'corrente' pelo seu pronto restabelecimento.

'Lula, o Filho do Brasil'
estreiará nos cinemas brasileiros em janeiro de 2010.

Imperdível!


Pacote desmanchado













Pressão de professores e brigadianos faz governo Yeda recuar

Porto Alegre/RS - Portal PTSul - Passava 15 minutos do meio-dia da chamada super-terça de votações quando o presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Brigada Militar, Leonel Lucas, informou aos jornalistas na antesala do plenário da Assembleia Legislativa que o governo decidira derrotar o próprio projeto que estava em apreciação e apresentar requerimentos retirando a urgência de mais 15 projetos, entre eles os que haviam gerado a greve proclamada pelo Cpers. Naquele momento, o representante dos brigadianos saia de uma reunião com o líder do governo, deputado Pedro Westphalen (PP), que, em seguida, convocou as lideranças para comunicar o acordo que fizera com os servidores.

No plenário, as galerias lotadas de brigadianos e professores cantavam o hino gaúcho, ainda sem a informação, mas convictas de que naquele momento já não havia condições de o governo garantir os 28 votos necessários para aprovar o projeto que aumentava a alíquota de contribuição previdenciária dos soldados, cabos, sargentos e tenentes da Brigada e nem para garantir a aprovação dos outros projetos do "pacote de natal" do Executivo. A pressão das galerias, os discursos dos deputados da oposição e as divergências na base do governo haviam derrotado as pretensões da governadora.

Desde às 11h10, deputados de oposição se revezaram na tribuna para sustentar o equívoco do governo no encaminhamento dos projetos em regime de urgência. “O povo gaúcho quer um serviço de segurança de qualidade, com brigadianos valorizados e de cabeça erguida”, disse o deputado Ronaldo Zülke (PT), convidando os parlamentares a votarem contra o que chamou de "arrogância e prepotência da governadora”.

O deputado Fabiano Pereira (PT) chamou a atenção para o paradoxo de uma governadora que declara aos jornais estar "de bem com a vida", enquanto pretende acabar com o piso nacional dos professores, aumentar a contribuição dos soldados da Brigada e retirar a televisão pública do Rio Grande do Sul de suas dependências. “É difícil entender como uma pessoa pode estar tão bem fazendo tantas maldades”, concluiu.

Já o deputado e ativista do movimento dos sem-terra Dionilso Marcon (PT) disse que, mesmo tendo estado muitas vezes em trincheiras opostas a dos brigadianos, sabia reconhecer o lado dos que lutam por justiça. “Para os pequenos o governo oferece um pé no pescoço. Para os grandes, libera privilégios”, sintetizou. “Os brigadianos precisam de um bom salário e de reconhecimento”, defendeu o deputado Adão Villaverde (PT). “A solução para a previdência não pode ser alcançada às custas dos servidores”, arrematou.

Vitória dos que dormiram nos colchonetes

Ao meio dia e vinte e cinco minutos, quando a sessão foi retomada, a informação de que o governo recuara já era conhecida de todos os presentes. O líder do governo, deputado Pedro Westphalen, ocupou a tribuna para explicar a orientação do governo. “Libero a base para votar como quiser e oriento no sentido de votarmos contra o projeto”, disse, oficializando aos parlamentares o compromisso que assumira com as categorias.

Em seguida, o líder da bancada do PT, deputado Elvino Bohn Gass, também da tribuna, sustentou que a sessão extraordinária que se encerrava ficaria registrada na memória política do Rio Grande do Sul. Referindo-se ao pacote do Executivo, que havia sido chamado de "pacote de bondades", declarou: “Se estas são as bondades da governadora, fiquemos longe das suas bondades”. Para o parlamentar petista, o recuo do governo foi fruto de um movimento realizado pelas categorias e pelas bancadas da oposição que impôs o diálogo e o respeito como método. “Toda a vez que negociamos, falávamos com o governo, mas mirávamos nos olhos e nos sentimentos dessas categorias lutadoras. A vitória é daqueles que dormiram nos colchonetes na praça da Matriz”, disse, sob aplausos.

Era uma e meia da tarde quando a batalha de natal se encerrou com a derrota do governo estampada nos 51 votos contrários ao seu projeto e favoráveis aos requerimentos que retiraram a urgência dos 15 projetos polêmicos. A comemoração, que juntou parlamentares e lideranças sindicais, estendeu-se para a praça, onde centenas de funcionários públicos, de súbito, reencontraram-se com a força de sua própria mobilização. (Por João Ferrer)

*Grifos deste blog

Mobilização













Educadores voltam à Praça da Matriz nesta terça-feira

Porto Alegre/RS - A forte pressão exercida na semana passada foi fundamental para impedir a votação dos projetos que atacam direitos dos servidores e destroem os serviços públicos. Por isso, os educadores estarão novamente na Praça da Matriz nesta terça-feira 22 pressionando pela retirada ou pela rejeição dos projetos.

Os projetos voltam à pauta a partir das 10 horas, em sessão extraordinária. No período da tarde, às 14 horas, os deputados reúnem-se em sessão ordinária. Mas o presidente do Legislativo, Ivar Pavan, já avisou que outras seções extraordinárias poderão ser feitas durante o dia e, se preciso, à noite. (Por João dos Santos e Silva).

Fonte: sítio http://www.cpers.org.br

No Varietá









'UM BAITA ALMOÇO COM ADELI SELL E JÚLIO GARCIA'


(Do Blog do Ruy Gessinger): Que beleza: Shopping Rua da Praia, Restaurante Varietá Bistrô, mesas bem arrumadas, com abat-jours, só gente bonita, entram Adeli, com seu indefectível chapéu e o bem lançado santiaguense Júlio Garcia. Para quem não sabe, Adeli é o próximo presidente do PT da Capital.

Pedimos pãezinhos de queijo quentes com vários molhos, entrecot de angus, cebolas a milaneza e batatas noisette.

A conversa fluiu maravilhosa. Adeli e Júlio querem sugestões para um plano de metas no que tange à Pecuária. Falei várias coisas que Adeli anotou.Me querem para uma reunião maior. Irei com o maior prazer, pois a vitória de Tarso Genro é concreta e não tenho por que deixar de auxiliar e sugerir.

Preconizo uma maior presença do Banrisul no suporte aos médios produtores, financiando suas vendas mediante a simples apresentação da nota do produtor com a Guia de Transporte Animal ( GTA). E muita coisa mais.

Despedi-me e fui para a TV Pampa onde Paulo Sérgio Pinto e eu entrevistamos Germano Rigotto.

Isso será assunto de postagem amanhã.

http://blog.gessinger.com.br/

***
Nota do blog: Da nossa parte (Adeli e eu), também foi uma grande satisfação a oportunidade de almoçarmos e trocarmos idéias com o desembargador Ruy Gessinger (foto acima). Economia, cultura, gastronomia, política e outras amenidades acompanharam o ótimo almoço que tivemos ontem. Eram tantos os assuntos - e o tempo tão escasso - que tivemos que agendar outro para os próximos dias... (JG)

21 dezembro 2009

CPI da Corrupção






Relatório da oposição propõe o indiciamento da governadora, de deputados e de secretários de Estado

Porto Alegre/RS - A presidenta da CPI da Corrupção, Stela Farias (PT), apresentou, em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (21), a síntese do relatório paralelo elaborado pela oposição. O documento propõe o indiciamento de 33 pessoas por improbidade administrativa e fraude. Entre os indiciados estão a governadora Yeda Crusius, o deputado federal Eliseu Padilha (PMDB), o deputado estadual Alceu Moreira (PMDB), o secretário de Habitação, Marco Alba, o secretário de Irrigação, Rogério Porto, além de empreiteiros e servidores públicos.

Segundo a parlamentar (foto), as fraudes constatadas pela CPI só foram possíveis porque tiveram a cobertura de agentes políticos. “O funcionamento de esquemas de corrupção organizados a partir de chefes políticos vem drenando recursos públicos e envolve a estrutura suprapartidária que garante o apoio político institucional ao governo Yeda”, sintetizou.

Ingerência política

O primeiro ponto do relatório diz respeito à dívida de R$ 16 milhões cobrada do Estado pela empresa Atento Service. A oposição concluiu, a partir dos depoimentos dos ex-presidentes do Detran Estella Máris Simon e Sérgio Buchmann, que houve prática de ingerência política na autarquia para favorecer interesses privados. Os parlamentares propõem o indiciamento da própria governadora por improbidade administrativa e do ex-secretário da Transparência Carlos Otaviano Brenner de Moraes por advocacia administrativa e ato contra a probidade administrativa.

Em relação às licitações das barragens Jaguari e Taquarembó, a oposição concluiu que houve direcionamento dos certames e conhecimento prévio dos editais e projetos por empreiteiras. Conforme a presidenta da comissão de inquérito, ficou evidente que os empresários Marco Antônio Camino, sócio da MAC Engenharia, e Edgar Cândia, dono da Magna Engenharia, albergados pela influência política do deputado Eliseu Padilha, interferiram no resultado do certame. “Vários meses antes do lançamento da licitação, os projetos básicos foram fornecidos aos empresários, que sugeriram alterações com o objetivo de restringir, artificialmente, os interessados nas concorrências”, frisou.

Em função da fraude nas licitações das barragens, a oposição propôs o indiciamento da governadora; do deputado federal Eliseu Padilha; do secretário de Irrigação, Rogério Porto; da assessora especial Walna Vilarins Menezes; do ex-secretário de Obras Coffy Rodrigues; da ex-presidente da Fepam, Ana Pellini; dos empreiteiros Marco Antônio Camino e Edgar Cândia; da lobista Neide Bernardes e do funcionário da MAC Engenharia João Carlos Timm.

A oposição concluiu também que houve fraude em licitações de obras de saneamento sob a responsabilidade da Secretaria da Habitação e da Corsan. Além do favorecimento a empresas que integram a quadrilha montada para fraudar licitações públicas, os deputados detectaram, através da análise do material sigiloso disponibilizado pela Justiça Federal, o pagamento de propina a agentes políticos. Foram indiciados o secretário Marco Alba; o presidente da Corsan, Luiz Zaffalon; o diretor da Corsan, Carlos Júlio Martinez; Juvir Costella, chefe de gabinete do secretário de Habitação, além de empreiteiros.

A oposição detectou, ainda, irregularidades em licitações de obras em estradas estaduais. Além do direcionamento dos certames, houve o pagamento de propina a parlamentares. Conforme o relatório da oposição, os deputados Eliseu Padilha e Alceu Moreira, ambos do PMDB, usaram a influência política para interferir nos processos licitatórios. A oposição indiciou os dois parlamentares; o diretor do DAER, José Rocha Paiva; o ex-diretor do departamento, Ricardo Guimarães Moura; e o empresário Marco Antônio Camino.

Projeto Socioambiental

De acordo com o relatório paralelo, há fortes indícios de que o proprietário da MAC Engenharia e o empreiteiro Odilon Alberto Menezes, dono da Construtora Sacchi, sejam os responsáveis pela montagem e distribuição das licitações das obras do projeto Socioambiental, da prefeitura de Porto Alegre. Além disso, os oposicionistas apontaram a prática de improbidade administrativa pelo secretário da Fazenda da Capital, Cristiano Tasch. Segundo as investigações, o secretário viabilizou a constituição de uma comissão integrada por representantes do Poder Público e de empresas interessadas nos certames com a finalidade de determinar os valores pelos quais as obras seriam ofertadas aos próprios participantes da comissão.

No episódio da aquisição de uma mansão pela governadora, um dos objetos de investigação da CPI, a oposição concluiu que houve “quebra dos deveres de honestidade, legalidade e lealdade às instituições, além de indícios de enriquecimento ilícito”. O relatório paralelo apontou quatro versões diferentes para o pagamento do imóvel. Três delas foram apresentadas pela governadora e por seus advogados. A quarta, completamente diferente das demais, foi mencionada por Lair Ferst, um dos coordenadores da campanha tucana ao Piratini, e por outros integrantes do governo e da base aliada em interceptações telefônicas e conversas narradas ao Ministério Público Federal. Neste item, a oposição pediu o indiciamento da governadora, de seu ex-marido Carlos Crusisu e de Delacy Martini, suposto comprador de um apartamento da família Crusius, localizado em Capão da Canoa.

Boicote

A oposição denunciou também o relator da CPI, Coffy Rodrigues (PSDB), por obstrução às investigações. “O relator atuou, deliberadamente, para obstruir as investigações, liderando os deputados da base aliada no movimento de boicote aos trabalhos da comissão de inquérito. O seu relatório é uma peça que concretiza o objetivo de acobertar os envolvidos nas fraudes, muitos deles já indiciados. Ao fazê-lo de forma proporcional, comete, em tese, crime de prevaricação, além de incorrer em desvio ético”, sustenta o documento.

O voto da oposição apresenta também 13 recomendações para aprimorar o sistema de fiscalização e controle do Estado e evitar novas fraudes. Entre as sugestões, estão a criação de mecanismos para viabilizar o controle social sobre a ação político-administrativa do Estado, a outorga ao TCE para expedir medida cautelar de indisponibilidade de bens e a recomposição dos quadros técnicos dos órgãos fiscalizadores.

A oposição sugeriu, ainda, o aprofundamento das investigações sobre empréstimos concedidos pelo Banrisul a empresas fumageiras, acordo judicial firmado entre a Magna Engenharia e a CEEE e sobre a existência de um esquema de arrecadação e distribuição de recursos entre integrantes da cúpula do governo do Estado. (do Sítio PTSul)

*Edição e grifos deste blog

20 dezembro 2009

Deu no Libération












Adeus EUA. Boa-tarde, Brasil!

Anabella Rosemberg escreve:

Copenhage/Dinamarca - (Do Blog do jornal Libération) - É verdade que, sendo eu argentina, o que aqui escrevo parecerá meio esquisito. Paciência. Acabamos de assistir, no quadro da total degringolada das negociações sobre o clima em Copenhague, ao fracasso final de uma superpotência (os EUA) e à vigorosa entrada em cena de uma nação (Brasil) que esperava impaciente para ocupar seu lugar.

Os discursos de Obama e Lula foram muito mais que discursos sobre as questões que se esperava que nossos chefes de Estado devessem resolver em Copenhague. Esses dois discursos, em minha opinião, marcarão para sempre a longa e tortuosa história do declínio do império norte-americano.

Recusar-se a negociar é o primeiro sinal de fraqueza dos “poderosos”. Hoje, Obama não deu qualquer sinal de qualquer flexibilidade possível, nos três temas que pôs sobre a mesa. E isso, depois de ter cuidadosamente evitado assumir que os EUA são os principais responsáveis históricos pela acumulação na atmosfera, de gases de efeito estufa.

Quanto a Lula... tudo é liderança, vontade, desejo, ambição. Evidentemente Lula não é perfeito – mas a questão não é essa. O que interessa é que Lula mostrou aos olhos do mundo que seu país está pronto para jogar o jogo dos grandes, na quadra principal.

Assistimos na 6ª-feira em Copenhague, já disse, ao fracasso de uma superpotência encarquilhada, curvada sobre ela mesma, afogada em instituições anacrônicas, sufocada por lobbies impressionantes, sitiada por mídias que condenam os cidadãos à ignorância e ao medo do próximo, e os fazem sufocar de medo do futuro.

É chegada a hora da potência descomplexada e abertamente ambiciosa e desejante do Presidente Lula. Lula não se assusta ante a tarefa de assumir o comando de um barco quase completamente naufragado.

*Anabella Rosemberg é jornalista. Trabalha no jornal francês Libération. Tradução de Caia Fittipaldi)


**Foto: Lula, Obama e Dilma na COP-15

***Fonte: Blog Grupo Beatrice http://grupobeatrice.blogspot.com

Aécio, Serra, Arruda...














LONGE DOS HOLOFOTES (E DAS ALGEMAS) – SERRA E ARRUDA EM COPENHAGUE

Laerte Braga escreve:

É visível o esforço que o governador de Minas Aécio Pirlimpimpim Neves está fazendo para dissimular o ódio (ódio sim) ao governador de São Paulo José Jânio Serra. As notícias de explosões de raiva em ambientes palacianos ultrapassaram esses ambientes. Aécio foi posto, literalmente, na parede por Serra. Ou desistia de disputar a indicação presidencial com Serra, ou notas “jornalísticas” dos muitos Juca Kfoury que existem por aí iriam mostrar a dependência do governador mineiro em relação à cocaína.

Minas inteira sabe disso e o Mineirão cantou isso em coro num jogo Brasil e Argentina em meados do ano que passado. O que menos importa neste momento é se Aécio como disse o Mineirão “cheira mais que Maradona”. O que mais importa, neste momento, é o caráter chantagista de um dos políticos mais perversos e perigosos de toda a história recente do País, José Jânio Serra.

Corrupto, autoritário, paga o preço que for preciso, qualquer preço, para ser o próximo presidente da República. Não tem um pingo de escrúpulos, ou respeito por qualquer coisa que seja, por quem quer seja, que não ele próprio.

Do jeito dos grandes chefes mafiosos José Serra embarcou para Copenhague com a senadora do DEM Kátia Abreu e um único objetivo real. O de enquadrar o governador de Brasília José Roberto Arruda, uma espécie de pulga que havia se atrevido a chantageá-lo, como fez ele Serra com Aécio. Arruda mandou avisar a Serra que se continuasse a sistemática campanha para o seu impedimento, principalmente no JORNAL NACIONAL, cairia, mas levaria todo mundo com ele.

Copenhague foi o centro das atenções do mundo nessa semana que termina. Serra não tinha, nem tem o que dizer a Copenhague, ao mundo ou ao Brasil e aos brasileiros. É um FHC que não dissimula raiva e atira pelas costas sem a menor preocupação de remorso, nem sabe o que é isso.

Foi lá para exibir-se e liquidar a fatura Arruda. Kátia Abreu, senadora que responde a processos por corrupção, é do DEM, partido de Arruda, foi como pistoleira para o acerto de contas, devida e antecipadamente paga.

Sem saída, pelo menos até que se descubra o que de fato aconteceu em Copenhague e deve ter acontecido um acerto, Arruda é ladrão de galinhas perto de Serra, o governador de São Paulo adicionou um “extra” ao JORNAL NACIONAL (já está comprado desde que começou, há quarenta anos) e acertou pequenos extras com outras empresas, pequenas empresas, para deixar o assunto Arruda morrer. Não interessa a ele nem que se fale tanto no caso e nem que o governador caia atirando.

O acerto com Arruda em Copenhague é para que ele caia e não atire. Leve uma compensação qualquer, para ficar quieto. Dinheiro não falta. Essa gente representa o que há de pior no País (a elite paulista FIESP/DASLU), o latifúndio, os banqueiros, os interesses dos Estados Unidos na Amazônia, no pré-sal e em instalar bases militares no nosso País. Não se trata de mala propriamente dita, mas de imensos baús repletos de dólares para comprar o que for preciso e eliminar obstáculos à chegada do mafioso tucano à presidência da República.

Se Arruda resolver ou resolveu dar uma de herói, azar dele. Vai ser jogado às feras, devorado em seu próprio partido e sair de mãos abanando, quer dizer, só com o que já levou.

O próximo passo de Serra é tentar mostrar a Aécio, através de terceiros, que é um bom negócio ser senador e pode até, quem sabe, virar vice do algoz e esperar um pouco mais. Vice e nada nesse caso é a mesma coisa. Se Aécio vai engolir isso ou não é outra história. Aécio é do tipo também que não tem nem princípios e muito menos condições de decidir assuntos dessa relevância já que vive em Alfa. Quem escolhe a gravata dele é a irmã, não há necessidade de perguntar no twitter como faz o venal William Bonner se alguém quer bom dia.

O risco de Serra é Aécio fazer corpo mole em Minas, deixar a coisa rolar livre e Minas é o segundo colégio eleitoral do Brasil, decisivo para as pretensões criminosas de José Jânio Serra. Mas como há muitos interesses cruzados, muito dinheiro em jogo e tucano vive disso, trapaça, corrupção, chantagem, Aécio é só um cadáver político insepulto.

Virou um Eduardo Azeredo da vida.

De quebra ainda carrega um mala sem alça, Itamar Franco. Pode vir a ser a saída do governador para enfrentar o ministro Hélio Costa, uma espécie de vingança contra Serra e contra a GLOBO, já que o Costa (que ganhou a convenção do PMDB em Minas) é ministro da GLOBO.

É o que chamam de jogo político, de manobras. É só um monte de fatos repugnantes que mostram o estado pútrido do chamado institucional. Gilmar Mendes presidindo o que chamam de Corte Suprema (há ministros dignos). Temer (doublé de tucano/PMDB com laivos petistas e o resultado disso é quero o meu) que já foi encurralado por Serra em pequenas denúncias que podem virar grandes manchetes escandalosas de jornais e redes de tevê compradas pelo tucano (GLOBO, BANDEIRANTES, VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO, etc).

Por pior que possa parecer e por mais ofensivo que isso possa soar, ou baixo, Serra, como FHC, ou qualquer tucano, repito qualquer tucano, privatiza mãe ou terceiriza, se por trás do negócio estiver uma gratificação de pelo menos 20%.

Não é um partido, o PSDB, é uma quadrilha que traz a reboque o que há de mais atrasado na política brasileira, o DEM, antigo PFL, antigo PDS, antiga ARENA dos tempos da ditadura militar.

O golpe em Aécio, o acerto de contas com Arruda em Copenhague, as manchetes obtidas em noticiários de tevê, JORNAL NACIONAL principalmente, foi como se tivéssemos com métodos diversos, mas efeitos semelhantes (você pode achar que está morto e está vivo, e pode estar vivo, mas estar morto, caso de Aécio), foi como se tivéssemos o episódio da Noite de São Valentin, onde numa garagem, Al Capone eliminou seus concorrentes de uma só feita.

Resta saber se os brasileiros vão cair no conto do governador “eficiente” de São Paulo alagada, de obras superfaturadas, de uma elite fantasmagórica e fétida que pretende numa simples assinatura de “escritura” mudar a grafia da palavra BRASIL para BRAZIL.

Foi o que FHC começou a fazer é o que Serra quer terminar…

E foi fazer o acerto final longe dos holofotes (e das algemas), numa conferência onde se buscava uma solução, ou um caminho para salvar o planeta da devastação do “progresso” capitalista.

É o jeito deles, passam um filme bonitinho, mas são ordinários. Cínicos à perfeição.

*Laerte Braga é jornalista.

**Fonte: Blog Vi o Mundo http://www.viomundo.com.br/

Foto: governadores José Serra (PSDB) e José Roberto Arruda (ex-DEM)

18 dezembro 2009

Balanço da Confecom
















Confecom, um saldo positivo


José Dirceu escreve:

São infinitamente melhores do que as noticiadas pela mídia conservadora, as medidas aprovadas na 5ª feira à noite, ao final da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Ao contrário do tom do noticiário dos jornalões, TVs e cia, que via de regra dá a cada item aprovado a denominação mais pejorativa que conseguiu encontrar - 'tribunal de mídia', 'cabide de emprego', 'medidas restritivas à liberdade de imprensa', 'censura', etc - o balanço da Confecom é altamente positivo.

Um grande número dentre as mais destacadas propostas aprovadas representa conquistas há muito reivindicadas pela sociedade brasileira. Como elas não têm força de lei, o próximo passo é acelerar e ampliar a luta para que elas sejam transformadas em leis, normas e regulamentos que levem ao fim da ditadura dos monopólios de comunicação na vida brasileira.

Para variar - e oferecer mais do mesmo - a mídia mantém hoje a mesma linha negativa, de críticas e pesados ataques que conferiu ao noticiário sobre a Confecom desde a convocação da Conferência pelo presidente Lula, em fevereio desse ano, e na fase de preparação do encontro.

Bajuladores da ditadura militar

Persiste na cobertura a insistência da imprensa na história de que dentre as 672 propostas aprovadas muitas são restritivas e atentatórias à liberdade de informação, como a criação do Conselho Federal de Jornalismo e a sugestão de elaboração de uma nova lei de imprensa.

Pior foi a apresentadora do Jornal Nacional, Fátima Bernardes, falar que a lei de imprensa é inconstitucional, sem explicar que se referia à elaborada pela ditadura militar, lei derrubada no meio desse ano pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e não a uma lei de imprensa democrática como a proposta na Confecom e existente em todos os países civilizados do mundo.

Lei de Imprensa e ditadura, aliás, que as Organizações Globo apoiaram enquanto lhes interessava bajular o regime militar.

*Fonte: Blog do Zé Dirceu http://www.zedirceu.com.br

Entrevista










‘Vou ser o presidente de todos os petistas, sem exclusões e sem exclusivismos’, diz Adeli Sell

O vereador Adeli Sell (foto), eleito recentemente para presidir o Partido dos Trabalhadores de Porto Alegre a partir de março/2010, concedeu entrevista ao jornal O Cruzeiro, da capital gaúcha. À seguir, os principais trechos:


Adeli Sell falou na entrevista sobre os motivos que o levaram à vitória sobre o vereador Carlos Todeschini (com quem disputou o 2º turno das eleições internas – PED - do PT), quebrando uma hegemonia de 30 anos das principais correntes internas (capitaneadas principalmente pela DS e pelo PT Amplo): “Acredito que vencemos porque aglutinamos segmentos que, em muitos momentos do passado e, em alguns casos, ainda hoje, têm divergências políticas, mas querem reestruturar o partido, voltar a reencantar a militância. Conseguimos ampliar os apoios no 2º turno. Contamos para isso com a garra da nossa militância, com nosso trabalho de construção partidária desde a fundação do PT, bem como pelo trabalho e apoio dos militantes que queriam ver uma nova direção, com mais ousadia para falar para dentro e para fora do partido.”

Sobre as propostas que nortearão sua gestão, Adeli informa que “serão aquelas que o PT discutir e decidir. Mas vou levantar muitos temas que vão da questão do transporte, passando pela questão urbana, até saúde e segurança, para exemplificar, debatendo com todos, tirando posições que eu creio que serão mobilizadoras, ousadas, mas sempre viáveis.”

Adeli também falou sobre as dificuldades financeiras por que passa o PT portoalegrense: “Temos gravíssimos problemas que vamos enfrentar com ousadia. Mas não vamos cristianizar ninguém, pois isto não resolve nada. Vamos olhar para a frente. Buscar todo mundo para resolver estes problemas. Que serão resolvidos, tenha certeza disso”.

Em relação à manutenção (ou não) da sede municipal do partido, há anos funcionando na Av. João Pessoa: “Vamos ver se resolvemos o problema da sede municipal que é alugada e está em péssimas condições, com aluguel alto demais. Estou também fazendo um apelo público para que todos nos procurem para ajudar a sairmos destes impasses. Já estou fazendo a transição com meu amigo e companheiro, atual presidente, ex-vereador Marcelo Danéris, que já pegou a direção do partido numa situação bem difícil. Com unidade e firmeza, vamos dar a volta por cima em seguida, tenho convicção disso.”

Adeli informa que já está fazendo os movimentos necessários para isso: “Fui a Brasília para participar da reunião do Diretório Nacional, estive também na festa dos 30 anos do PT, que por sinal foi um sucesso, com a presença da Ministra Dilma Rousseff, vários ministros, senadores, deputados e muitos militantes partidários. Acertei a realização de três eventos em março, abril e maio, com as Setoriais das Mulheres, Negros e Sindical. Faremos também três fóruns com a ajuda da Direção Nacional do PT."

O trigésimo aniversário do partido será trabalhado com muito carinho: “O PT vai festejar 30 anos no próximo dia 10 de fevereiro. Abriremos o ano com várias atividades. A primeira será dia 19 de janeiro com um jantar com os bancários, que foram os iniciadores do PT aqui no RS. Faremos também várias festas populares em diversas regiões da cidade, socializando assim a comemoração com a participação massiva de nossos militantes, filiados e simpatizantes.”

Outro tema prioritário para ser tratado pela nova direção petista, informa Adeli, é discutir um problema antigo do PT, que é a Comunicação: “Já solicitei ao pessoal da Setorial de Tecnologia para estudar a reforma do site do partido, que é muito precário, para dar um salto de qualidade na comunicação. Nossa inserção na globosfera deverá ser priorizada.”

Em relação à oposição do PT ao governo Fogaça/Fortunatti: “Faremos uma oposição qualificada e respeitosa ao governo municipal, mas cobraremos todas as promessas de governo não cumpridas, que são muitas, porque temos que mostrar ao povo que foi um erro eleger o atual prefeito, e que o PT deve voltar ao Paço Municipal em 2012.”

Sobre as eleições do ano que vem, o próximo presidente do PT de Porto Alegre informa: “Já conversei bastante com o companheiro Raul Pont, que presidirá o partido no Estado à partir de março; estamos neste momento debatendo as possíveis coligações para as eleições de 2010. Vamos construir um discurso e uma prática comum, pois somos um partido político democrático, sempre respeitando as diferenças e agindo o máximo coletivamente. Nós acreditamos que o PT deve fazer um esforço para buscar o PDT para vice do companheiro Tarso Genro, bem como devemos tratar já também da discussão sobre a disputa pela prefeitura de Porto Alegre em 2012. Os governos Rigotto e Yeda (PMDB e PSDB) foram desastrosos para o RS, especialmente este último. Não podemos deixar que uma nova frente anti-PT seja formada, hegemonizada por Fogaça, do PMDB, cujo governo municipal é um desastre político e administrativo.”

Adeli Sell sintetiza como vai atuar na presidência do PT de Porto Alegre pelos próximos três anos: “ Vou ser o presidente da unidade de todos os petistas, sem exclusões e sem exclusivismos. Nenhum tema será tabu para a nossa direção. Todos poderão pautar seus temas e suas idéias.”

*Edição deste blog

COP-15













Presidente Lula faz forte discurso em Copenhage e cobra dos países ricos

Copenhage/Dinamarca - (Ag. Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso mais ácido no último dia da conferência global sobre o clima em Copenhague nesta sexta-feira e disse que o Brasil está disposto a fazer sacrifícios em nome de um acordo climático.

"Confesso que estou um pouco frustrado", disse o presidente no início de seu pronunciamento, sinalizando a elevação no tom das críticas por conta do impasse nas negociações.

"Tem muita gente querendo barganhar as metas (de redução de emissões de gases-estufa). Todos nós poderíamos oferecer um pouco mais se tivéssemos assumido boa vontade nos últimos períodos", disse.

Lula voltou a defender que os países ricos têm responsabilidade maior pela mudança do clima, mas disse que o Brasil está disposto a fazer mais pelo planeta.

"Se for necessário fazer um sacrifício a mais, o Brasil está disposto a colocar dinheiro para ajudar outros países", disse o presidente, numa referência ao financiamento para que países pobres se adaptem e lidem com o aquecimento global, um dos obstáculos para um acordo.

"O Brasil não veio barganhar, nossas metas não precisam de dinheiro externo, planejamos fazer com nossos recursos", acrescentou.

Falando de improviso, Lula reiterou que qualquer acordo assinado em Copenhague tem de manter os princípios do Protocolo de Kyoto, assinado em 1997 e que prevê que as nações industrializadas, exceto os EUA que não ratificaram o acordo, reduzam suas emissões de gases-estufa até 2012.

Numa aparente referência às exigências de países desenvolvidos de monitoramento das emissões de carbono chinesas, às quais Pequim resiste, Lula disse que "precisamos tomar muito cuidado com essa intrusão nos países em desenvolvimento e nos paises mais pobres".

A resistência da China ao monitoramento de suas emissões foi apontada pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, e pela secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, como um obstáculo para um acordo.