22 maio 2014

CAMARADAS (Eles se Atreveram!)





*Eles se AtreveramA Revolução Russa de 1917


'Eles se Atreveram' — A Revolução Russa de 1917 - O filme "Eles se atreveram" narra a história da maior revolução de todos os tempos, que despertou as esperanças dos oprimidos do mundo inteiro e abriu o caminho às revoluções do século XX. Produzido pelo IPS (Instituto do Pensamento Socialista Karl Marx), o filme assume o desafio de combater as falsificações stalinistas e burguesas sobre a grande Revolução Russa. Enfrenta, por um lado, a história oficial da antiga burocracia soviética que eliminou o protagonismo das massas, os Sovietes e os verdadeiros dirigentes de Outubro; e, por outro lado, a produção de todo tipo de documentários de TV que tentam identificar a Revolução, o Partido Bolchevique e Lênin com a barbárie stalinista posterior.  

"Eles se atreveram" relata os feitos revolucionários tomando seu nome das célebres palavras de Rosa Luxemburgo em defesa da Revolução Russa: "Não se trata desta ou daquela questão secundária sobre táticas, mas da capacidade de ação do proletariado, sua força para atuar, da vontade de poder do socialismo como tal. Neste sentido, Lênin, Trotsky e seus companheiros foram os primeiros a dar o exemplo ao proletariado mundial. São ainda os únicos que até agora podem gritar: 'eu me atrevi!'."  -Via YouTube

'Velhos Camaradas'


- Estive hoje visitando o meu prezado amigo e companheiro Adeli Sell em seu escritório político, localizado no centro de Porto Alegre (Rua Andrade Neves, paralela a histórica Rua da Praia). A  salutar conversa estendeu-se por quase duas horas!

- O companheiro Adeli Sell - fundador do PT/RS, ex-Secretário Municipal, vereador da capital dos gaúchos por quatro mandatos; uma das principais lideranças da tendência estudantil Liberdade & Luta (a famosa e vanguardista 'Libelu', corrente que também integrei nos final dos anos 70 e início de 80); Adeli é ex-presidente do PT de Porto Alegre e hoje, no Governo Tarso (RS),  exerce a função de Secretário do Parque de Exposições Assis Brasil (Esteio).  Ele está muito otimista com o trabalho até aqui desenvolvido nas novas funções que assumiu.  Aliás, entusiasmo, dedicação  e competência  não lhe faltam...

- Na pauta (como não poderia deixar de ser) estiveram presentes: avaliações da atual conjuntura política, dos rumos do PT, dos nossos governos e, em particular, sobre as eleições deste ano (inclusive a possível candidatura deste Editor a deputado estadual, que  - se confirmada, uma vez que ainda estamos avaliando e consultando @s companheir@s sobre a melhor decisão a ser tomada - terá  também, na pessoa do companheiro Adeli Sell,  um dos seus fortes esteios). 

-  A propósito disso, marcamos para a semana que vem uma nova rodada de conversações. Vamos que vamos! (Júlio Garcia)
...
*Foto: Júlio Garcia e Adeli Sell, por ocasião da comemoração da sua eleição para a Presidência do PT de Porto Alegre/RS  - PED do PT- 2010)

-Via http://o-boqueirao.blogspot.com.br/

'Existem dois Brasis: um é mostrado pela mídia, o outro é o país de fato', diz Carvalho



Brasília – O secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, afirmou nesta quarta-feira (21) que existem dois Brasis atualmente, o que é mostrado pela imprensa tradicional e o “Brasil de fato”. “Existe um Brasil apresentado pelas colunas políticas e econômicas e o país do dia a dia da população. O Brasil colocado pela imprensa é muito diferente da realidade”, disse. A afirmação foi feita durante conversa realizada por Carvalho com blogueiros de todo o país no Palácio do Planalto, que teve como tema maior participação social nas ações do governo.
O encontro, transmitido ao vivo pela internet, contou com a participação de internautas de vários estados brasileiros e marca um novo trabalho de atuação por parte do Executivo, que tem a proposta de ser mais engajado com entidades da sociedade civil, daqui por diante. De acordo com Carvalho, quando ele fala dos dois Brasis diferentes, o problema não é a crítica feita pela grande mídia ao governo em si, mas o que ele definiu como sonegação da informação que tem levado, por vezes, a uma “alteração profunda da informação”. (...)
-Continue lendo a postagem oriunda do Brasil de Fato  clicando AQUI

20 maio 2014

Imprensa familiar


Editora da “Folha” vai-se declarar impedida? Marido dela trabalha para Aécio



Jeferson não quis seguir carreira com Aécio


por Rodrigo Vianna*

No mesmo dia, duas revelações: a campanha do PSDB assediou dois comunicadores, tentando atraí-los para a candidatura de Aécio Neves.

Jeferson Monteiro, responsável pelo perfil @dilmabr (o famoso “Dilma bolada”), disse não aos tucanos. Ofereceram dinheiro para que ele se bandeasse pro outro lado. É o que diz o Jeferson (leia abaixo a carta boladíssima, em que ele esculhamba a campanha do PSDB).
Aécio e Veja: aliança agora explícita

Otavio Cabral, jornalista da revista “Veja” disse “sim” aos tucanos. Cabral é o mesmo que escreveu uma biografia de péssima qualidade sobre o ex-ministro José Dirceu. Mario Sergio Conti (que de petista não tem nada, mas mantem o hábito de escrever em português intelígível, e de desprezar jornalistas que pisoteiam a verdade factual) esculhambou o Cabral. Disse que a biografia é “invencionice delirante”.

Aécio não se importou com isso. O sujeito é ruim de apuração, escreve mal? Não tem problema nenhum. Importante para o PSDB é consolidar as alianças formais com a mídia velhaca. Assim como tenta fechar com o Meirelles do PSD para vice, Aécio propõe aliança formal com a Abril. São partidos políticos: Abril, PSDB, Folha, Globo, DEM. E jogam juntos. Os cabrais fazem o serviço sujo enquanto os patrões se acertam pelo alto.

Jeferson não foi para a campanha de Aécio, ok. Mas Cabral, a rigor, também não “foi”. Ele sempre esteve nela. Jamais deixou de estar. Agora formalizou tudo.  Outro fato: Cabral é casado com a editora da coluna ”Painel” da “Folha” – dedicada a temas da Política. A tal editora (Vera Magalhães) vai-se declarar impedida para publicar qualquer nota sobre a eleição presidencial? Bobagem. A mulher de Ali Kamel (Patricia Kogut) assina a coluna de TV de “O Globo”. E não há qualquer impedimento. Tudo se resolve em casa. Mirem-se no exemplo daquelas mulheres… 

A mídia velhaca brasileira é um grande acerto familiar. A Revolução de 30 não chegou à imprensa – que vive como se ainda estivéssemos na República Velha.

Jeferson é o ponto fora da curva nessa história de acertos familiares. Não é à toa que os cabrais, mervais, kamels e koguts sejam filhos da … (ops, calma) velha imprensa. Enquanto os jefersons, cloacas e outros detestados pelos kamels e mervais são resultado da revolução digital. (...)   (*Via Blog Escrevinhador)

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19 maio 2014

Reforma política: só com Constituinte!



“Nem tudo que reluz é ouro”

É cada vez mais clara a necessidade da reforma política. As instituições já desgastadas foram abaladas pelas manifestações de junho. Elas são um obstáculo às aspirações sociais e nacionais do povo. A eleição da Constituinte é a solução democrática para a situação.

Uma assembleia de deputados:

*Unicameral -sem esse Senado oligárquico que revisa tudo que a Câmara decide;

*Proporcional -um eleitor igual a um voto;

*Sem financiamento empresarial como é hoje;

*Com voto em lista  - em plataformas e não só em “pessoas”.

Uma constituinte assim seria um passo enorme para abrir caminho para as demandas populares travadas no atual Congresso, desde a reforma agrária até a reestatização das empresa privatizadas, passando pelo fim da ditadura do superávit primário.

Uma Constituinte exclusiva, assim composta para refazer instituições, está em debate no bojo do Plebiscito Popular de 7 de setembro organizado pela CUT, MST, UNE e outros movimentos populares {e partidos políticos, como é o caso do PT} ao redor da pergunta sobre a instalação de uma “constituinte soberana e exclusiva para o sistema político”.

Obstáculos

E, justamente porque seria um passo enorme, contra a Constituinte levantam- se obstáculos poderosos. Não invencíveis, mas importantes.

Há muitos projetos ditos de “reforma política” tramitando no Congresso Nacional assim como há vários projetos de lei de iniciativa popular sobre o tema buscando 1,5 milhão de assinaturas. Algumas dessas propostas são armadilhas e até retrocessos. (...)

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17 maio 2014

Coluna C&A - 'Trajetória política' ...




Crítica & Autocrítica - nº 100

"Sou um combatente provisório/ de uma Causa quase eterna ao Homem/ acredito ter como Bandeira/ senão o Sonho perfeito/ a melhor Utopia possível" (Alex Polari de Alverga)


* Prezad@s amig@s e companheir@s: Tendo em vista que meu nome foi indicado por um expressivo número de companheir@s para (possivelmente) integrar a futura nominata de candidatos a deputado estadual do PT/RS nas próximas eleições (como coloquei em postagem anterior, possibilidade essa que estou discutindo e amadurecendo juntamente com companheir@s e amig@s de várias regiões do RS), fui solicitado a socializar nos Blogues e nas Redes Sociais onde atuo como  ativista  - para conhecimento geral - um pouco de minha trajetória política (sempre ao lado dos trabalhador@s e da juventude do nosso Município, Estado e País). (...)

-Clique Aqui  para continuar lendo (via 'O Boqueirão Online')

16 maio 2014

A mensagem insidiosa do catastrofismo



        'O interesse do noticiário negativo é o de influenciar o eleitor'
Por Luciano Martins Costa*
Na quarta-feira (14/5), a menos de um mês do início da Copa do Mundo, a imprensa oscila entre dois pontos contraditórios: num deles, parece apostar no recrudescimento de conflitos que poderiam colocar em risco o sucesso da festa internacional do futebol; no outro, precisa que a sociedade vista a camiseta da seleção nacional, para manter vivo o mito heroico do esporte e continuar faturando com a publicidade.
Exemplos desse movimento ambíguo podem ser vistos em fragmentos do noticiário econômico, na política e até mesmo no jornalismo cultural ou de entretenimento. Selecionamos, por exemplo, uma reportagem do Estado de S. Paulo, na qual se lê que a média dos salários nos doze meses até março subiu 8,2%, acima da inflação do período, que foi de 6%.
Trata-se de um paradoxo para a imprensa, mas de um resultado lógico para quem enxerga a política econômica com olhos curiosos, sem os antolhos do dogmatismo liberal. O desemprego segue abaixo da linha histórica, os salários nominais ganham da inflação, e isso compõe basicamente o atual modelo brasileiro, explicando por que a maioria do eleitorado teme uma mudança radical desse cenário.
Também no Estado, o leitor encontra nova atualização do indicador IED, de Investimento Estrangeiro Direto, onde se lê que, nos primeiros quatro meses do ano, foram realizadas 235 grandes fusões e aquisições no Brasil, média 21% superior à do mesmo período no ano passado. Não se trata de especulação, mas de dinheiro investido diretamente em produção. Por que será que o apetite de investidores estrangeiros por negócios no Brasil segue alto?
Na Folha de S. Paulo, destacamos uma entrevista com o economista francês Thomas Pikerty, autor do livroO Capital no século 21, a ser lançado até o final do ano em português. Sua obra, na versão em inglês, há quase dois meses entre os cem livros mais vendidos da Amazon, está em segundo lugar entre os best-sellers, atrás apenas de um romance para adolescentes. Suas ideias estão mudando a maneira de pensar a economia e a sociedade, e o núcleo de seus estudos coincide em grande parte com os preceitos da política econômica adotada pelo Brasil na última década.
O rock errou
Agora, imagine o leitor ou leitora dotados de senso crítico, como fica a cabeça do cidadão que toma as manchetes da imprensa como retrato fiel da situação do Brasil.
Não erra quem afirmar que o público típico da mídia tradicional acredita que o país está afundando, embora a realidade mostre que a circunstância atual é melhor para a maioria, aqueles que vivem do seu trabalho, embora ainda restem muitos problemas estruturais a serem resolvidos.
Como disse a empresária Luiza Helena Trajano, dona do Magazine Luiza, há cerca de dois meses, durante debate num programa de televisão, não se trata apenas de olhar o copo “meio vazio” ou “meio cheio”: trata-se apenas de enxergar ou não enxergar aquilo que está diante do nariz.
Com todas as turbulências a que estão submetidas as economias nacionais no contexto global dos negócios, a situação do Brasil não pode ser descrita como catastrófica, como fazem supor as manchetes. A realidade está bem escondida em reportagens que nunca vão para a primeira página, como as que citamos há pouco.
E por que razão os jornais demonstram diariamente essa opção preferencial pelo catastrofismo, se, afinal, um estado de espírito derrotista prejudica até mesmo os negócios das empresas de mídia? Porque os editores sabem que os fundamentos da economia são apenas parcialmente afetados pelo noticiário: os grandes investidores não costumam tomar decisões por notícia de jornal.
O interesse do noticiário negativo é o de influenciar o cidadão comum, o eleitor, e fazer com que ele manifeste nas urnas um desejo de mudança que foi insuflado diariamente pela imprensa. Simples assim.
Nesse jogo, entra até mesmo a produção cultural e de entretenimento. Veja-se, por exemplo, a extensa reportagem do Globo sobre a volta à cena da banda de rock Titãs, com chamada na primeira página sob o título “Um retrato pesado do Brasil”. Na entrevista do lançamento de um novo disco, o guitarrista e compositor Tony Bellotto repete o refrão e afirma (com o perdão pela expressão): “É uma merda pensar como o Brasil há 30 anos ou patina, ou piora”.
Ora, o Brasil de hoje é muito melhor do que há 30 anos, mas na sua ignorância ruidosa, o roqueiro faz coro ao discurso da imprensa, que procura incutir no brasileiro um sentimento de automenosprezo.
Funciona assim.
*Jornalista do Observatório da Imprensa
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/ 

15 maio 2014

Ato em apoio ao Plebiscito Popular pela Constituinte para fazer a Reforma Política - II




 Do Blog 'O Boqueirão Online'

Cresce movimento em apoio ao Plebiscito Popular pela Constituinte para fazer a Reforma Política. O Advogado santiaguense Júlio Garcia esteve presente no Ato Político realizado em São Paulo, sábado passado.

No último sábado, 10/05, ocorreu em São Paulo/SP (Clube Trasmontano, centro da capital)  um importante  Ato Político em apoio ao Plebiscito Popular pela Constituinte Exclusiva para fazer a Reforma Política que contou com a participação de mais de 700 militantes (petistas e simpatizantes) oriundos de 14 estados da Federação. Dentre os presentes, o Senador Eduardo Suplicy (PT/SP), os deputados Adriano Diogo (estadual) e Renato Simões (federal, ambos do PT/SP), Markus Sokol (Diálogo Petista e membro da direção nacional do Partido), Misa Boito (DE-PT/SP)  e o ex-presidente da CUT, Arthur Henrique. Integrando a comitiva gaúcha, esteve presente o santiaguense Júlio Garcia, que inclusive fez  parte da Mesa que coordenou os trabalhos do Ato Político.

Segundo o advogado Júlio Garcia (um dos fundadores do PT e que recentemente teve seu nome lançado como pré-candidato a deputado estadual pelo PT/RS) “o Ato teve por objetivo mobilizar os movimentos sociais e sindicais para trabalharem pela maciça adesão popular a um plebiscito que vai ser realizado em todo o País entre os dias 1 e 7 de setembro, a Semana da Pátria”. Durante o plebiscito, cujos comitês estão sendo organizados nacionalmente (em Santiago e região deverá ser lançado em breve), as pessoas serão convidadas a responder uma pergunta impressa em cédulas: “Você é a favor de uma constituinte exclusiva para elaborar a Reforma Política? (   ) Sim   (   ) Não”.

Segundo ainda Júlio Garcia, os movimentos sociais e partidos políticos que estão organizando o plebiscito acreditam que se houver uma grandeparticipação popular e se o “sim” vencer estará criado um fato político capaz de forçar governos e parlamento a convocar eleições para a Constituinte Exclusiva(por Assessoria de Imprensa do D.A.P. - Porto Alegre/RS)

-Leia mais clicando AQUI 

*Foto: Mesa dos Trabalhos -  momento em que falava a companheira Carla Emanuele (do DF), representando o grupo 'Juventude Revolução'
http://o-boqueirao.blogspot.com.br/

O Brasil não quer voltar atrás...




Fantasmas do passado - O Brasil não quer voltar atrás'  (vídeo institucional do PT)

14 maio 2014

Encontro Nacional cria o 'Diálogo e Ação Petista'




Representantes de 14 estados do Diálogo Petista e das chapas Constituinte por Terra, Trabalho e Soberania, reunidos dia 11 de maio em São Paulo, decidiram que é o momento de aprofundar o combate, diante da intensificação da ofensiva do imperialismo.
É o momento de o PT voltar a agir como agia. O Diálogo e Ação Petista tem o objetivo de ajudar o partido e as massas na luta pelas reformas sociais e econômicas que o povo exige. Nesse sentido, nós assumimos como nossas as conclusões do Ato Nacional pela Constituinte, realizado em São Paulo no dia 10 de maio: Constituinte já, para fazer a Reforma Política e abrir a via para a satisfação das reivindicações dos trabalhadores e da maioria do povo brasileiro.
O Diálogo e Ação Petista participará ativamente da luta pela Constituinte, ajudando a formar comitês em sindicatos, entidades, fábricas, escolas, bairros e onde quer que seja possível. 
-Leia mais clicando AQUI
*Foto acima: Mesa dos trabalhos da reunião que criou o D.A.P.: Da esquerda para a direita: Vera Ramos (DF), Markus Sokol (SP), Roberto Salomão (PR) e Misa Boito (SP).

**Este Editor - com muita honra -  também  integra a Direção Nacional do D.A.P. (Júlio Garcia)

'BARBOSA QUIS SE VINGAR DO PLENÁRIO'



Em entrevista ao 247, o criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, um dos mais conceituados do País, interpretou a nova jurisprudência criada por Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, ao impedir que condenados ao regime semiaberto, como José Dirceu e Delúbio Soares, possam trabalhar; "ele decidiu se vingar dos próprios colegas que o derrotaram na votação dos embargos, impondo a sua vontade", afirma; de acordo com Kakay, o plenário do STF não tem alternativa, a não ser corrigir o erro de seu presidente, que, se mantido, terá graves consequências para a política carcerária no País; "a obsessão de Barbosa por José Dirceu não pode provocar tamanho retrocesso"

247 - Joaquim Barbosa decidiu se vingar. Mas não do ex-ministro José Dirceu, alvo de sua obsessão. Desta vez, a vingança foi dirigida aos próprios colegas que formam o colegiado do Supremo Tribunal Federal. Precisamente, os ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Teori Zavascki, Rosa Weber, Carmen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux. A tese é do criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, um dos mais conceituados do País, que, na Ação Penal 470, defendeu o publicitário Duda Mendonça, garantindo sua absolvição. "Ao que tudo indica, ele não suportou ser derrotado na votação dos embargos infringentes", disse Kakay, como é conhecido o advogado, ao 247. "Ele se vingou do plenário".
Na votação dos embargos, caiu a condenação pelo crime de quadrilha. Assim, diversos réus, como José Dirceu, Delúbio Soares e João Paulo Cunha, migraram do regime fechado para o semiaberto – o que lhes daria o direito ao trabalho externo. No entanto, ao negar o direito ao trabalho de José Dirceu, Barbosa se viu forçado, na visão de Kakay, a cometer a mesma injustiça contra outros réus. "Ele provou, mais uma vez, que não se submete à vontade do próprio plenário do STF", diz o advogado. "É um juiz que tem uma visão autocrática da Justiça".
Kakay também se disse chocado com o que Barbosa afirmou do advogado José Gerardo Grossi, ao negar o pedido de José Dirceu – o presidente do STF qualificou a oferta de trabalho como uma ação entre amigos, usando, de forma pedante, a expressão francesa "complaisance entre copains". "Além de tudo, ele provou que é uma pessoa sem nenhum tipo de gratidão. Pois quando o Grossi decidiu defendê-lo de graça, Barbosa não viu nenhuma 'complaisance entre copains'", diz Kakay (saiba mais aqui).
O advogado afirma que nada na conduta do presidente do Supremo Tribunal Federal o surpreende. "Surpreenderia se ele adotasse um gesto de civilidade", afirma. "Mas ele é movido apenas por sua obsessão com José Dirceu. Ocorre que quem tem uma nota só, não tem nenhuma". Kakay diz ainda que se Barbosa não é capaz de respeitar os condenados, deveria, no mínimo, respeitar seus colegas no STF.
Resposta do plenário
Kakay afirma que a única saída para o Supremo Tribunal Federal e para a credibilidade da Justiça no Brasil é uma revisão da decisão de Barbosa pelo plenário. "O ministro Joaquim Barbosa, com uma canetada, revogou uma jurisprudência que estava pacificada em todos os tribunais e vinha de 15 anos, desde 1999, no que diz respeito a presos condenados ao semiaberto", diz ele. "Um presidente do STF pode muito, mas não pode tudo".
O que é de se lamentar, segundo Kakay, é que a pauta do STF seja determinada por seu presidente. "Ele é um presidente que decidiu encarnar também os papéis de relator da Ação Penal 470 e de carcereiro dos réus, algo que jamais se viu na história do Judiciário", afirma. Barbosa seria então um ditador? "Como já dizia Rui Barbosa, a pior ditadura é a do Poder Judiciário", responde Kakay.
Segundo o advogado, em respeito aos próprios colegas, ele deveria submeter ao plenário da corte os recursos que já foram apresentados pelos réus. "O plenário terá que corrigir esse erro, porque a obsessão de uma pessoa não pode provocar tamanho retrocesso no País", diz Kakay, lembrando que milhares de condenados ao semiaberto poderão ser afetados por sua decisão.
http://www.brasil247.com/

13 maio 2014

Autor de reportagem de Veja contra Gushiken é contratado da Secom




'É mais do que um deboche. É um desrespeito à memória de Gushiken'


Por Conceição Lemes, do Viomundo*

Em 13 de setembro de 2013, o Partido dos Trabalhadores perdeu uma de suas figuras históricas e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um amigo querido e companheiro de mais de 30 anos de luta sindical e política: Luiz Gushiken.

Ele participou da fundação do PT, foi seu presidente, três vezes deputado federal e ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom-PR) até julho de 2005.

Naquele momento, em meio às denúncias do mensalão, deixou o cargo. Em 2012, no julgamento da Ação Penal 470 (AP 470), foi absolvido de todas as acusações.

A matéria que começou a assassinar a reputação de Gushiken e a derrubá-lo da Secom foi publicada em Veja, edição de 6 de julho de 2005: Ação entre amigos, do repórter Ronaldo França (na íntegra ao final). (...)

CLIQUE AQUI*  para continuar lendo.

11 maio 2014

SP: Movimentos sociais fazem ato pela constituinte da reforma política



'PORQUE, COM ESSE CONGRESSO, NÃO DÁ'

São Paulo/SP - Por  Isaías Dalle Sem uma reforma ampla do sistema político, elaborada por uma constituinte exclusivamente eleita para essa tarefa, não haverá as demais mudanças desejadas e necessárias para o Brasil. Essa a conclusão de movimentos de moradia, sindicatos, organizações da juventude, professores universitários e juristas que se reuniram no final da tarde deste sábado, na capital paulista, para realizar um Ato Nacional pela Constituinte. {Mais de 600 pessoas de 14 estados se fizeram presentes}.

O lema que resumiu o encontro, e que também faz parte de manifesto divulgado pelas entidades presentes, dá bem a medida dessa conclusão: “Com esse Congresso, não dá”. Do modo como a representação política se constitui – inclusive nos poderes Executivo e Judiciário, e não apenas no parlamento – reformas que alterem a distribuição de poder, que desconcentrem renda e ataquem as injustiças sociais existentes simplesmente não são aprovadas.

Exemplos de reformas citadas no encontro, algumas objeto de reivindicação há décadas: agrária, tributária, urbana, sindical e desmilitarização das polícias.

E como o Congresso Nacional atual é composto majoritariamente por representantes de banqueiros, empresários, grandes proprietários de terras  e donos de meios de comunicação, a reforma política, que poderia alterar essa estrutura e abrir caminho para a aprovação das demais reformas, também não vai sair.



Plebiscito em setembro
Daí a defesa da convocação de uma constituinte exclusiva. O ato deste sábado teve por objetivo mobilizar os movimentos sindicais para trabalhar pela maciça adesão popular a um plebiscito que vai ser realizado em todo o País entre os dias 1 e 7 de setembro, a Semana da Pátria. Durante o plebiscito, as pessoas serão convidadas a responder uma pergunta impressa em cédulas: “Você é a favor de uma constituinte exclusiva para elaborar a reforma política? (   ) Sim   (   )Não”. Os movimentos sociais que estão organizando o plebiscito acreditam que se houver uma grande participação popular e se o “sim” vencer, estará criado um fato político capaz de forçar governos e parlamento a convocar eleições para a constituinte exclusiva.

Estão previstos outros atos como esse em diversas regiões do Brasil, sempre com o objetivo de popularizar a ideia e engajar a militância na tarefa. Enquanto isso, mais de 300 comitês organizadores do plebiscito já foram criados no território nacional, com previsão de aumento desse número.

O ato deste sábado, que reuniu mais de 600 pessoas no auditório do clube Trasmontano, também teve a participação de representantes do PT e o apoio, através de mensagem enviada, de uma deputada do PSB.

Mesa dos trabalhos, integrada também por este Editor

Políticos presentes
Ora, o que políticos considerados tradicionais estariam fazendo num encontro como esse? “Estamos em uma encruzilhada. Ou se escolhe uma mudança por inteiro, ou não dá pra escolher pela metade e esperar pelas mudanças reafirmadas pelas mobilizações da juventude desde junho do ano passado. Hoje, até os partidos de origem popular ficam reféns desse sistema, onde predomina o poder econômico, travando as decisões. A gente elege governo, mas não leva, porque precisamos ficar presos a coalizões que não correspondem à vontade do povo”, disse o deputado federal Renato Simões, do PT.

Uma das propostas para a reforma política é o fim do uso de dinheiro de empresários e banqueiros para financiar campanhas políticas, e o conseqüente e sonhado fim do chamado “rabo preso”, e a criação do voto em lista.

O professor da USP Lincoln Secco se mostrou otimista. “Aqueles que têm memória histórica lembram que em 1984 começou um movimento pequeno que logo depois virou um movimento de massas, que foi a luta pelas Diretas Já. Temos uma democracia que é racionada, não plena, que distribui direitos para quem está em cima e porrada em quem está embaixo. Para mudar, temos de destravar o sistema político. Eu me comprometo a levar esse debate para a universidade pública”

Dilma precisa encaminhar
“Nós estamos montando vários comitês para discutir esse tema com a população. Não dá para discutir com esse congresso, que está repleto de latifundiários, banqueiros”, bradou a estudante Carla Emanuelle Silva de Carvalho, representante da Juventude Revolução. E emendou: “Eu acho que a Dilma tem de deixar os partidos da base aliada chiando e ouvir de fato a voz do povo. Já passou da hora desse Congresso que é um circo”.

Emanuelle lembrou que a presidenta Dilma, em julho do ano passado, apresentou à sociedade a proposta de uma constituinte exclusiva para elaborar a reforma política, mas a ideia foi de pronto rechaçada por partidos aliados e pela grande mídia.

“A reforma política é a mãe de todas as reformas”, destacou Celina Simões, representante da Escola da Cidadania Santo Dias, do Jardim Ângela, bairro que já foi considerado o mais violento de São Paulo e que atualmente, graças em grande parte ao trabalho de inclusão social capitaneado pela escola, reduziu em 80% o índice de homicídios dolosos. “Com essa reforma aprovada, as demais ficarão mais fáceis”, concluiu.

Justiça injusta
O sistema político não é apenas o processo eleitoral, como lembrou Henrique Ollitta, liderança do Movimento Independente por Luta de Moradia de Vila Maria. O movimento organizou, em agosto do ano passado, a ocupação de um terreno abandonado por uma empresa falida. E, desde maio, vem enfrentando a decisão da Justiça por desapropriação e retirada das 2.600 famílias. “Se depender da Justiça, jamais haveria terrenos declarados como de interesse social, nem mesmo em áreas abandonadas como essa que ocupamos”, lembrou. “Por isso precisamos de uma reforma também do Judiciário”.

Há lutas ainda mais antigas, como a dos povos indígenas em busca de direitos básicos. “A nossa já dura 514 anos. O povo indígena quer ter voz, ser representado e ouvido. Nós não aceitamos que os nossos representantes estejam juntos com aqueles que nos oprimem”, disse Kamuu Dan, liderança da etnia Wapichana, povo de aproximadamente 50 mil pessoas que vive em Roraima.

O senador Eduardo Suplicy, também presente à mesa de debates, rendeu homenagem ao jurista Fábio Konder Comparato, que há vários anos vem lutando pela reforma política e formulando propostas para tal. Comparato, inclusive, ajudou a CUT a formular propostas que resultaram numa resolução de defesa da reforma, aprovada no Congresso Nacional da CUT em 2012, como lembrado por Júlio Turra, dirigente executivo.

“As mudanças não andam por causa da correlação de forças que é infinitamente maior a favor do capital. O maior sub-representado em nossa política é o povo brasileiro. A luta por esse plebiscito é nossa grande chance de fazer uma pressão a partir de baixo”, disse Turra. “Se aprovada sua realização, vamos cobrar a presidenta Dilma a encaminhar o projeto”, completou.

Colapso?
Para o deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP), o descrédito nas instituições do sistema político é um sintoma grave. Ele perguntou aos movimentos de moradia presentes no plenário se confiavam na Justiça, a mesma que ordenou recentemente a desocupação na Vila Maria. Diante do sonoro “não“, vaticinou: “Se não mudarmos a Constituição, as instituições podem entrar em colapso”.

O dirigente da FUP (Federação Única dos Petroleiros) João Antonio de Moraes também lembrou que a reforma política é necessária para quebrar a espinha dorsal da coalizão conservadora que, com a ajuda da imprensa, tenta impor retrocessos. “Essa campanha aberta para manchar a imagem da Petrobrás nada mais é que uma tentativa de enfraquecê-la para depois poderem propor mudanças nas regras de exploração e venda do pré-sal e tirarem a empresa da posição de única operadora dessas jazidas”.

Misa Boito, integrante do PT e coordenadora da mesa de debates, disse que as manifestações que vêm ocorrendo demonstram grande insatisfação com as entidades. “Porém”, segundo ela, “é importante refletir sobre nas mãos de quem está a capacidade e a principal responsabilidade de mudar isso a partir da reforma política. Em nossa opinião, é a presidenta Dilma, não as demais candidaturas”.


*Na foto acima, parte da delegação gaúcha (comp. Laércio, Sena, este blogueiro e o comp. Júlio Turra, da direção da CUT Nacional
...

**Leia, abaixo,  o manifesto divulgado pelo encontro:

Ato Nacional pela Constituinte, 10 de maio de 2014

“O Brasil precisa de uma reforma política para destravar as aspirações de justiça social e soberania do povo brasileiro. Com esse Congresso não dá!

Tem razão a presidenta da República ao dizer que a reforma não se fará sem consulta ao povo.

É preciso dar a palavra ao povo. O meio para isso é a convocação de uma Assembléia Constituinte, unicameral, proporcional, sem financiamento empresarial e com voto em lista. Não tem outro jeito, é o único meio!

Por isso, estamos engajados no Plebiscito Popular Pela Constituinte Soberana e Exclusiva Sobre o Sistema Político, que vai ocorrer de 1º a 7 de setembro. E esperamos o mesmo de todas as forças democráticas, sindicais e populares, bem como o compromisso com seu resultado da presidenta Dilma do PT e daqueles que, nos vários níveis das eleições, defendam o interesse da Nação.

Sem uma reforma ampla do sistema político, elaborada por uma constituinte exclusivamente eleita para essa tarefa, não haverá as demais mudanças desejadas e necessárias para o Brasil. Essa a conclusão de movimentos de moradia, sindicatos, organizações da juventude, professores universitários e juristas que se reuniram no final da tarde deste sábado, na capital paulista, para realizar um Ato Nacional pela Constituinte."

Fonte: http://www.cut.org.br/

09 maio 2014

POR UMA REFORMA POLÍTICA DE VERDADE !



Grupos ligados à esquerda petista, e a movimentos sociais e sindicais, promovem um ato em defesa da convocação de uma Assembleia Constituinte Exclusiva e Soberana para o Sistema Político, neste sábado, em São Paulo. “Chega desse Congresso balcão de negócios. O Supremo Tribunal Federal prova a cada dia que está a serviço das elites”, diz  o manifesto do ato. Será que o PT está retomando a iniciativa política e se engajará nessa campanha? (Escrevinhador)

por Igor Felippe*

A realização de um plebiscito para a convocação de uma Assembleia Constituinte – que terá a missão de reformar o sistema político brasileiro – surgiu como um raio em céu de brigadeiro no contexto das mobilizações de massa de junho, em discurso da presidenta Dilma Rousseff em rede nacional de rádio e televisão.

O recado dado por Dilma à sociedade brasileira era claro: as demandas apresentadas nos protestos não poderiam ser atendidas sem estourar a trama de interesses sustentada pelo atual sistema político. E que a maioria dos parlamentares do Congresso Nacional não deixaria que uma proposta de transformação da política institucional fosse levada a cabo.

A proposta tocou o nervo dos donos do castelo do poder no nosso país, tanto que houve uma reação violenta da oposição ao governo, dos partidos conservadores da base e dos grandes meios de comunicação. O PMDB abriu guerra ao governo, a oposição passou a fazer acusações de “chavismo” e os jornais fizeram uma série de editoriais contra a Constituinte. Até mesmo parlamentares do próprio PT, já adaptados às características do modelo institucional, rejeitaram a ideia.

A pressão foi tão grande que, depois do tiroteio, a presidenta recuou e deixou a Constituinte em banho maria. No entanto, movimentos populares, organizações sindicais, entidades estudantis viram uma porta entreaberta para ocupar a arena política e passaram a empunhar a bandeira da Constituinte.

“Sem enfrentar os limites constitucionais de nosso sistema político não teremos nenhuma mudança estrutural. Assim como a “Diretas Já” foi uma palavra de ordem que se tornou meta-síntese da luta contra a ditadura, a “Constituinte Já” pode ocupar o mesmo papel”, analisa o dirigente da Consulta Popular, Ricardo Gebrim.

Mais de 170 organizações fazem uma campanha por uma Assembleia Constituinte Exclusiva e Soberana para reformar o sistema político, a partir da construção de comitês populares em todo o país suprapartidários em todo o país.

“Os maiores partidos de esquerda, as principais centrais sindicais, pastorais e movimentos sociais estão participando, o que demonstra muita representatividade nas forças populares organizadas”, afirma Gebrim, que faz parte da coordenação da campanha.

Esses comitês realizarão um plebiscito popular, de caráter informal, na primeira semana de setembro, com uma única pergunta: “Você é a favor de uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político?”. Em seis meses de articulação, já aconteceram duas plenárias nacionais, foram realizadas reuniões em todos os estados e criados mais de 300 comitês, entre regionais, estaduais, municipais e locais da campanha.

“O plebiscito popular é uma importante ferramenta pedagógica, pois permite envolver milhares de ativistas. Ela possibilita construir a bandeira da Constituinte Exclusiva como uma meta síntese da insatisfação com o sistema político”, avalia Gebrim. (...)

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