14 setembro 2014
13 setembro 2014
Por que Marina não pode dizer a verdade?
O primeiro alerta partiu do deputado federal Jean Wyllys, do PSOL, em carta aberta dirigida à Marina Silva no dia 30 de agosto: “Bastaram quatro tuites do pastor Malafaia para que, em apenas 24 horas, a candidata se esquecesse dos compromissos de ontem anunciados em um ato público transmitido por televisão e desmentisse seu próprio programa de governo, impresso em cores e divulgado pelas redes. É com essa autoridade de quem agiu de boa fé, que agora digo: Marina, você não merece a confiança do povo brasileiro. Você mentiu a todos nós e brincou com a esperança de milhões de pessoas”. A explicação dada pela campanha de Marina foi totalmente inconvincente: teria sido um erro de edição, de quem formatou o programa!
Agora, vem o juízo do respeitado colunista Jânio de Freitas, documentando inverdades ditas várias vezes por Marina sobre três questões importantes: o pré-sal, os transgênicos e a relação entre suas opiniões políticas e religiosas. “Há uma lenda de que sou contra os transgênicos. Mas isto não é verdade”, disse Marina em entrevista a William Bonner e Patrícia Poeta. Jânio de Freitas registra que apenas uma pesquisa entre os anos 1998 e 2002 revelou que Marina não só fez seis discursos contra os transgênicos como apresentou um projeto de lei proibindo-os inicialmente por cinco anos. Argumentava com base “em cinco referências bíblicas”, “tendo em vista o lado espiritual”.
Da mesma forma, Jânio documentou várias declarações públicas recentíssimas da candidata contra o pré-sal. E, ao final de seu breve juízo, afirmava que Marina parece confirmar a fórmula de que se “deveria esquecer tudo o que antes havia dito”.
Agora, no dia 11 de setembro, vem a repórter Letícia Fernandes, de O Globo, documentar que Marina mentiu na sabatina feita pelo jornal. Marina afirmou que havia dado, quando era senadora, um parecer contrário ao projeto do deputado Filipe Pereira (PSC-RJ) que exigia “a obrigatoriedade da manutenção de exemplares da Bíblia Sagrada nos acervos das bibliotecas públicas “. “Me deram um relatório de um projeto que obrigava a colocar bíblias em todas as bibliotecas. Eu dei parecer contrário”, afirmou a O Globo. A pesquisa da repórter comprovou que Marina não deu o parecer contrário.
Não é razoável também pedir a alguém que acredite, como Marina repetiu várias vezes, que a sua relação com uma das principais herdeiras do Banco Itau, que coordenou o seu programa de governo e que a teria convencido da necessidade de defender a autonomia do Banco Central, seja por afinidades eletivas apenas como educadoras. Essa relação desinteressada tornou-se completamente inverossímil depois que se revelou que a amiga bancou 83 % das verbas, um milhão de reais, em 2013 do Instituto que Marina dirige e que lhe garante a sobrevivência.
Aliás, Marina não parece ter dito a verdade quando respondeu aos repórteres que não podia revelar os clientes nem quanto lhe pagaram por proferir palestras nos últimos anos porque estes clientes lhe exigiam cláusulas de confidencialidade. Uma pesquisa feita pelo jornal O Estado de São Paulo revelou quem eram estes clientes: grandes bancos, empresas e seguradoras como o Santander, o Banco Crédit Suisse, a multinacional Unilever, a Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização, faculdades neoliberais. E, ao contrário do que Marina afirmou, confidenciou ao repórter um banqueiro: quem pedia cláusula de confidencialidade era a própria Marina !
O antigo tesoureiro da campanha do PSB, Márcio França, candidato a vice-governador na chapa de Alckmin, não parece ser também um representante da “nova política”. Ele certamente não disse a verdade quando declarou à imprensa que os documentos do avião em que viajava Eduardo Campos e seus companheiros não podiam ser apresentados porque estavam dentro dele e teriam sido provavelmente destruídos na queda. Como se documentou fartamente depois, na verdade, o avião havia sido comprado com notas frias e laranjas por empresas fraudulentas.
E muito menos o novo tesoureiro da campanha de Marina, agora diretamente indicado por ela, Álvaro de Souza, parece indicar novos rumos na política. Ele é ex-presidente do...City Bank no Brasil! Haja “nova política”!
Marina parece querer ocultar a verdade de seus eleitores quando declarou que não subirá aos palanques nem de Alckmin em São Paulo nem de Lindhenberg no Rio. É uma forma de não querer misturar sua imagem à “velha política” e mostrar eqüidistância em relação ao PT e ao PSDB. Mas ela combinou, então, com o deputado Beto Albuquerque, seu vice, para ir ao primeiro programa de TV Alckmin no horário eleitoral gratuito manifestar o seu apoio ao governador do PSDB? Ou ele agiu contra a sua opinião no principal colégio eleitoral do país? Aliás, Marina sabe, já que foi inclusive noticiado na imprensa, que este deputado federal pelo PSB do Rio Grande do Sul teve a sua candidatura financiada pela empresa Monsanto, principal interessada na aprovação dos transgênicos, e até por fabricantes de armas! É ele, então, um representante da “nova política”?
Marina não diz a verdade nem quando acusa o PT, partido no qual se formou e militou durante 27 anos: Paulo Roberto teria sido indicado pelo PT “para assaltar os cofres da Petrobrás’. Ora, este indivíduo ocupou cargo de direção na Petrobrás desde 1995, durante o primeiro governo FHC, e foi demitido no dia 19 de abril de 2012 por Graça Foster, indicado por Dilma para a presidência da Petrobrás.
O que não pode mais ser escondido
Ricardo Noblat, certamente um dos jornalistas com informações mais confiáveis sobre o que se passa na cúpula do PSDB, noticiou que a firme opinião de Fernando Henrique Cardoso era de que Aécio não deveria criticar Marina, deveria, ao contrário, renunciar à sua candidatura à presidência e apoiar já Marina no primeiro turno. Aécio resistiria a esta decisão por ter esperanças de ainda poder salvar de uma derrota arrasadora o candidato do PSDB ao governo Ora, como se documentou fartamente em artigo publicado em Carta Maior, “A “nova’ Marina é criatura de FHC”, o paradigma de programa, os economistas mandatados, a nova direção política de sua campanha, os financiadores e tesoureiros, seus argumentos e sua linguagem estão diretamente inseridas no campo político e intelectual organizado por FHC. Mas Marina não pode reconhecer esta ligação tão orgânica porque viria abaixo a sua identidade de ser a protagonista de uma “nova política” que visa superar a polarização PSDB e PT. Daí que esta relação íntima tenha de ser permanentemente escondida ou negada aos eleitores.
Mas uma contradição ainda mais explosiva tem de ser o tempo todo administrada por Marina. De um lado, ela afirma compromissos em aumentar os recursos do governo federal para a educação, para a saúde, para o Minha Casa Minha Vida, para o Bolsa Família, o valor do salário-mínimo , o emprego etc. Do outro, cada vez que falam os economistas mandatados por ela, Eduardo Gianetti e André Lara Resende, dois economistas neoliberais cujo radicalismo cheira à barbárie, é o inverso o que dizem. É como se Marina dissesse ao mesmo tempo: “odeio futebol mas não perco um jogo do Flamengo!”. Ou melhor: meu compromisso é com os pobres .. mas só gosto de andar atualmente com grandes banqueiros!
Marina leu o que disse Eduardo Gianetti na entrevista publicada na capa do jornal Valor Econômico, de 6 de setembro, quando este afirmou com todas as letras “que os compromissos na área social assumidas pela candidata do PSB serão cumpridos à medida que as condições fiscais permitirem ? ” E que “ esses compromissos se distribuem no tempo. É um erro grave imaginar que o que está colocado no programa vá se materializar no primeiro orçamento”?
Marina ouviu a palestra pública proferida por André Lara Resende que uma “boa economia não pode ser feita com bons sentimentos” e que, ao invés de se ajudar os pobres do Nordeste, é preferível investir na educação? Será que ela leu que em seu programa está escrito que a legislação trabalhista que protege os direitos dos trabalhadores brasileiros deve ser superada ou contornada, como estão denunciando os principais representantes da tradição jurídica do Direito do Trabalho no Brasil?
De novo: Marina não pode fugir da contradição porque ela é, a sua própria candidatura, a contradição. Tem que documentar que ela é confiável e, como se diz em linguagem neoliberal, “amiga do mercado financeiro”, mas, ao mesmo tempo, tem de cultivar a adesão dos que querem direitos sociais mais universalistas e de melhor qualidade. Isto é, está impedida de dizer a verdade.
Violência e ilusão
A violência, todo o sentido anti-democrático e anti-popular, da principal proposta de Marina Silva para a economia – a chamada “autonomia” do Banco Central – é revelada quando se documenta que o Brasil já teve um Banco Central autônomo. Este era um sonho antigo dos econômistas liberais ortodoxos brasileiros como Eugênio Gudim, Octávio Gouveia de Bulhões e Roberto Campos desde os anos quarenta do século passado, que travaram desde sempre uma luta de vida ou morte contra Celso Furtado e as tradições desenvolvimentistas brasileiras.
Eles conseguiram realizar este sonho exatamente com o golpe militar de 1964: a reforma bancária logo anunciada pelos golpistas transformava a antiga Superintendência da Moeda e do Crédito ( Sumoc) em Banco Central e concedia autonomia para as autoridades monetárias. A diretoria do Banco central era composta por quatro membros, escolhidos dentre seis membros do Conselho Monetário Nacional, com mandatos fixos de seis anos.
Denio Nogueira, o primeiro presidente do Banco Central, era consultor do Sindicato dos Bancos do Rio de Janeiro e da ALALC ( Associação Latino Americana para Livre Comércio) e desde os primeiros anos da década de sessenta passou a fazer parte do IBAD ( Instituto Brasileiro de Ação Democrática) e do IPES ( Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais). Enquanto o IPES era o órgão que disseminava propaganda para justificar o golpe militar, o IBAD era encarregado de manipular os recursos para financiar e corromper candidatos comprometidos com o golpe na democracia. Depois de cumprido o seu mandato interrompido pelos generais - promoveu uma forte desvalorização cambial, que lhe provocou forte desgaste, tendo sido chamado junto com Roberto Campos e Octávio Gouveia de Bulhões de “trindade maldita” – Denio Nogueira foi representante no Brasil do grupo Rotschild and Sons, indicado por Eugênio Gudin, mostrando que desde o início houve forte intimidade entre diretores do BC e os grandes grupos financeiros internacionais.
É claro, a candidata Marina nada sabe disso. Faz parte do ator político transformista devorar o passado, inclusive o próprio, e inscrever-se em um tempo messiânico que promete o novo. Isto é para ele uma necessidade já que não pode explicar a razão de sua mudança, as rupturas que teve que fazer e os novos compromissos que teve de assumir.
Toda a violência da ação transformista de Marina está inscrita nesta passagem da política de opiniões fundamentalistas sobre temas da moral – por definição, o fundamentalista é aquele que defende verdades para além dos séculos e das circunstâncias - para a política pragmática, que, por definição, é aquela que ajusta a sua política à necessidade de vencer a todo custo.
Uma política carismática deve oferecer ao seu público as provas de sua autenticidade. Se a autenticidade lhe é desmentida, o carisma vem abaixo. Mas a verdade – uma relação clara e nítida com os seus eleitores – é, como procuramos demonstrar, o que Marina não pode mais representar.
Na política, assim como na vida, há momentos em que é preciso defender as pessoas que já amamos e cujo passado admiramos do que elas vieram a ser e fazer contra a dignidade da sua própria memória. Se Marina hoje não nos pode dizer a verdade, é preciso – é absolutamente necessário – que sejamos capazes, democraticamente e de modo sereno, dizer a verdade à Marina.
© Copyleft - Direitos reservados - Carta Maior - O Portal da Esquerda
*via SQN http://esquerdopata.blogspot.com.br/
'Vote nos candidatos a deputado do PT engajados no Plebiscito Popular da Constituinte!'
"Vocês tem em quem votar em 5 de outubro! A luta continua!
Junte-se a nós na batalha das próximas semanas: nenhuma energia será desperdiçada!
Pela Constituinte: Vote Dilma e nos candidatos majoritários do PT no 1º e no 2º turno!
Vote nos candidatos a deputado do PT engajados no Plebiscito Popular da Constituinte!"
-CLIQUE AQUI para ler na íntegra a Carta da Corrente 'O Trabalho' do PT, que está integrada e apoiando entusiasticamente nossa candidatura a Deputado Estadual pelo PT. (Júlio Garcia) - via Blog O Boqueirão Online
12 setembro 2014
CARTA DA CORRENTE O TRABALHO DO PT
Dilma assuma a Constituinte!
Vote nos candidatos pela Constituinte!
Vote nos candidatos pela Constituinte!
PLEBISCITO POPULAR CONSTITUINTE: RESULTADO HISTÓRICO!
Os milhões de votos depositados nas urnas (*) pelo “Sim” à
Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político coletados por milhares de
militantes voluntários baseados em centenas de comitês apoiados nas principais
organizações de trabalhadores (CUT, MST, PT etc.) arrastando inúmeras entidades
populares e democráticas em todo o país contra o boicote da reação da mídia e
do esquerdismo estúpido constituem, sem dúvida, um fato de dimensão histórica!
Na difícil situação mundial de ofensiva do sistema
imperialista em crise – onde a resistência revolucionária na Palestina é o
marco central – aqui também, nas condições da luta de classes do Brasil
expressou o incansável combate pela soberania nacional e popular.
Em meio às eleições de 2014, os milhões do Plebiscito reatam
com as manifestações de rua de junho de 2013, inclusive com a participação de
jovens, expressam um passo amadurecido na busca revolucionária de uma saída
para as massas populares, através do estabelecimento da soberania popular sobre
as apodrecidas instituições do Estado brasileiro.
OS MILHÕES DE VOTOS NO PLEBISCITO de jovens e trabalhadores
– do campo e da cidade, vizinhos e donas-de-casa, artistas e intelectuais –
pavimentam o caminho para que, afinal, se façam as reformas de fundo travadas
no Congresso Nacional há mais de 12 anos: a reforma agrária, a reestatização do
que foi privatizado, a desmilitarização das polícias, o fim da ditadura da
dívida para destinar as verbas aos serviços públicos e assim por diante. (...)
CLIQUE AQUI para continuar lendo.
11 setembro 2014
IMPORTANTES E GRATIFICANTES REFORÇOS PARA NOSSA CAMPANHA!
*Hoje foi um dia muito especial - e gratificante - para nossa campanha a Deputado Estadual: durante reunião realizada na capital, recebi o apoio entusiástico e militante de três bravas companheiras, sendo duas de Porto Alegre e uma de Novo Hamburgo.
*De Porto Alegre vieram as companheiras Clarice 'Filló' Villas Bôas e Izar Fagundes, ambas professoras, petistas, aguerridas e históricas militantes do CPERS - e minhas ex-colegas durante o saudoso Governo Olívio Dutra, na Casa Civil e, após, na Secretaria Especial do Interior - SEI (equivocadamente extinta depois no des-governo Rigotto, do PMDB/PSDB/DEM/PPS/PDT/PP...).
*De Novo Hamburgo, veio reforçar nossa campanha a jovem companheira Luana Felisberto, liderança popular emergente desse importante município do Vale dos Sinos.
-Sejam todas muito bem vindas! Vamos q vamos!!! (Júlio Garcia)
(Via Blog 'O Boqueirão Online' e face)
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Pesquisas confirmam: Marina parou de crescer, Dilma volta a subir
As pesquisas divulgadas nesse meio de semana, realizadas em todo o país pela Instituto MDA para a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), e apenas no Rio e São Paulo pelo IBOPE, de maneira geral indicam o óbvio: a candidata do PSB, ex-senadora Marina Silva Marina parou de crescer nas intenções de voto do eleitorado e a presidenta Dilma Rousseff volta a subir gradualmente.
Marina parou de aumentar seus índices na pesquisa porque atingiu seu teto de voto e começa a cair consequência da exposição de seu programa de governo, dos recuos em torno dele, idas e vindas, de suas ideias, das ligações e apoios que fechou e continua recebendo, de suas posições, de sua imagem em tudo oposta à que criou e cultivou até agora, e dos fatos políticos. Fora a atuação dos adversários que passaram a mostrar na campanha no dia a dia e na propaganda eleitoral no rádio e TV a verdadeira Marina e tudo o que a envolve agora.
A presidenta Dilma Rousseff cresce pela exposição dos feitos do seu governo e por suas propostas. Ela se consolida na base eleitoral petista-lulista, o que viabiliza sua passagem para o 2º turno, tudo indica que em primeiro lugar. Seu crescimento em São Paulo e Rio e sua consolidação em Minas Gerais – apontada por outras pesquisas divulgadas no fim de semana – indicam que ela pode vencer no 2º turno, até porque sua candidatura registra crescimento expressivo e maior no Nordeste.
O novo quadro mostrado pelas pesquisas IBOPE nos dois Estados e CNT/MDA nacional deixa claro que entrada da Marina na disputa politizou a campanha. E, mais do que isso, o próprio programa de TV de todos os candidatos mobilizou a militância petista e aumentou a exposição da presidenta e do próprio ex-presidente Lula. É isso o que se tem a dizer aos petistas, aos aliados, à militância e principalmente aos condutores da campanha nessa fase da disputa e diante do demonstrado pelas pesquisas é: mais política e mais Dilma e Lula na corrida presidencial.
O restante vem em consequência – como já está vindo aliás. E vem reforçado pela melhora da avaliação do governo e da própria presidenta, fatores que também alavancaram a relativa estabilidade e subida da presidenta. O mais, o crescimento da campanha dos governadores, senadores e deputados estaduais e federais, e principalmente e entrada da militância na campanha petista são indicativos claros da vitória no dia 27 de outubro.
Pesquisa CNT/MDA
A nova pesquisa CNT/MDA divulgada nesta 3ª feira mostra a presidenta Dilma isolada na liderança no 1º turno e empatada com a ex-senadora Marina no 2º turno. O levantamento revela que ambas cresceram no 1º turno em relação à pesquisa anterior CNT/MDA, divulgada no último dia 27.
Por nesta pesquisa, a presidenta interrompeu uma oscilação negativa e subiu de 34,2% das intenções de voto para 38,1%, no 1º turno. Aí Marina também manteve trajetória ascendente e foi de 28,2% para 33,5% das intenções de voto. O candidato tucano, senador Aécio Neves (coligação PSDB-DEM) ficou de novo em 3º, mas caiu ainda mais, de 16% na CNT/MDA anterior, para 14,7% agora.
No cenário mais provável da disputa no 2º turno, Dilma x Marina, a petista aparece empatada tecnicamente com a ex-ministra. Na pesquisa anterior, de 27 de agosto, a presidenta Dilma tinha 37,8% e nesta subiu para 42,7%. Já Marina passou de 43,7% para 45,5%, oscilação dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Nos outros cenários de 2º turno, a presidenta derrota Aécio por 47,5% a 33,7%. A candidata do PSB também derrotaria Aécio, por 52,2% a 26,7%.
Ao divulgar a pesquisa, o diretor-executivo da CNT, Bruno Batista, adiantou que, em sua avaliação, a propaganda no rádio e TV e a melhora na avaliação de governo ajudaram e foram mesmo fatores decisivos na recuperação da presidenta Dilma. Para o diretor da MDA, Marcelo Souza, o cenário tende a uma estabilidade nas intenções de votos para Marina e, no geral, o número de indecisos e de votos brancos e nulos já é baixo, o que reduz a margem para crescimento dos candidatos sobre esse eleitorado.
A rejeição da presidenta Dilma também caiu e agora é menor que a de Aécio, ao contrário da pesquisa passada. Do contingente total de eleitores, 41,7% dizem não votar na presidenta de jeito nenhum; 43,5% dizem o mesmo em relação a Aécio; e 31% não votam em nenhuma hipótese em Marina.
IBOPE
Pela pesquisa IBOPE divulgada ontem – e relativa apenas aos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro – a presidenta Dilma Rousseff está empatada tecnicamente com Marina Silva no Rio de Janeiro, que abriga 8,5% do eleitorado brasileiro. Em São Paulo, que concentra 22,4% dos eleitores do país, Marina se mantém na liderança sobre a petista e sobre o tucano Aécio Neves.
Em São Paulo, na disputa no 1º turno dia 5 de outubro próximo, o IBOPE aferiu 38% para parta Marina; 25% para a presidenta Dilma e 15% para Aécio. No Rio, na pesquisa também sobre a 1ª etapa da disputa, a presidenta Dilma lidera com 37% das intenções de voto, seguida por Marina com 34% e Aécio com 9%.
*Via http://www.zedirceu.com.br/
07 setembro 2014
'Parece desespero'
Delação em véspera de eleição tem mau cheiro. Parece desespero.
Segundo o que já foi divulgado pela revista Veja – porque será que 11 entre 10 policiais federais e promotores preferem a Veja para vazar informações sigilosas? – a lista de nomes apresentada pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, atingiria meio mundo, ou pouco mais, da política.
Do falecido Eduardo Campos a deputados de partidos do governo e de outros, integrantes de coligações anti-Dilma, passando pelos presidentes da Câmara e do Senado, a lista de Costa tem um imenso potencial explosivo.
Por isso mesmo, deve ser encarada com muita cautela.
A começar pelo fato de que é algo que parte de um homem em situação de desespero, apanhado em um monte de negócios irregulares aqui e lá fora, que estava ameaçado de 30 anos de prisão e ao qual se acena com uma, na prática, absolvição.
É o que narra o Estadão:
“Calcula-se que Costa poderia pegar pena superior a 50 anos de cadeia se respondesse a todos os processos derivados da Lava Jato – já é réu em duas ações penais, uma sobre lavagem de dinheiro desviado da Petrobras, outra sobre ocultação e destruição de documentos e é investigado em vários outros inquéritos.
Angustiado com a possibilidade de não sair tão cedo da prisão, ele decidiu delatar como operava a rede de malfeitos na Petrobras. O acordo prevê que, em troca de suas revelações, Costa deverá sofrer uma pena tão reduzida, que se aproxima do perdão judicial”.
Agora, antes que esse acordo fosse homologado no Supremo, vaza o sigilo e, claro, mesmo que haja pouca consistência nas suas declarações, cria-se um clima político para que elas sejam aceitas como verdade absoluta.
Isso a um mês das eleições.
Uns dizem que a lista de Costa contém 39 nomes, outros dizem 42 e a “nominata” da Veja elenca, segundo divulgado no blog de Ricardo Noblat elenca 12. (Aliás, vejo que a nota foi retirada, mas pode ser conferida aqui)
Seja qual for o tamanho e sejam quais forem os integrantes, não basta a delação de um homem acuado, é preciso que haja elementos e fatos para sustentá-la.
Que empresas financiam campanhas eleitorais, todos sabem e, infelizmente, é essa a regra num modelo político de financiamento privado de eleições. Só no financiamento exclusivamente público, proposto por este governo e repelido, de forma quase unânime, pelos políticos e pela mídia, candidatos não dependem de empresários.
O que se tem de verificar, portanto, são quais destes favores empresariais foram clandestinos e, pior, quais deles foram destinados a enriquecer pessoalmente seus beneficiários.
Tudo isso cheira mal e já vinha cheirando, desde que Luís Nassif nos chamou a atenção sobre um “abraço de afogado” de Aécio Neves.
E não é apenas o cheiro dos negócios sujos de Costa, aliás afastado do cargo, contra a vontade dos políticos, pela mulher a quem se procura atingir: Dilma Rousseff.
Verdade, no Brasil, é algo que quando aparece, é só pela metade.
Verdade, no Brasil, é algo que quando aparece, é só pela metade.
*Por Fernando Britto, no 'Tijolaço' http://tijolaco.com.br/
Via http://o-boqueirao.blogspot.com.br/
06 setembro 2014
Delação premiada seria para alavancar Aécio e reverter tiro no pé de inflar Marina?
*Por Antônio de Souza, especial para o Viomundo
Tudo indica que a delação premiada de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, é uma operação casada que envolve setores da Polícia Federal, que vazaram as informações, os tucanos e a velha mídia.
Para entender o está acontecendo neste momento é preciso voltar um pouco no tempo.
Com o intuito de detonar a reeleição de Dilma Rousseff, a candidata do PT à Presidência da República, a mídia insuflou exaustivamente a candidatura de Marina Silva, do PSB.
Só que o movimento midiático pró-Marina acabou sendo um tiro no pé da própria mídia. É que fragilizou demais o seu candidato preferencial, Aécio Neves, e o próprio PSDB. Está trazendo danos sérios às campanhas tucanas não apenas em Minas Gerais — lá Aécio está em terceiro lugar – mas também no Brasil. As bancadas do PSDB nas assembleias estaduais e na Câmara dos Deputados correm o risco de minguar muito, transformando a sigla num partido nanico.
Associa-se a isso o fato de Marina apresentar baixa possibilidade de sustentabilidade política e se negar a fazer acordos políticos.
O movimento da mídia está transparente no discurso de Aécio, que fala em PT 1 e PT 2, que seria a candidatura Marina.
A denúncia da Operação Lava Jato atinge o governo, fato, aliás, já sabido. Mas a novidade é que o pai da “nova política” aparece citado: Eduardo Campos.
As relações de Campos com Paulo Roberto Costa são antigas.
Isso é importante porque ajuda a jogar luz na história do avião de Campos.
Reportagem da Folha de S. Paulo dessa sexta-feira mostra que empresas que pagaram o avião do falecido governador de Pernambuco tiveram relação com o esquema do doleiro Alberto Youssef.
Diante dessas revelações, fica no ar que Aécio já sabe que poderá surgir o pedido de cassação da candidatura de Marina a qualquer momento antes das eleições.
Além disso, soma-se a preocupação do governador Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à reeleição, de evitar um segundo turno, especialmente devido ao crescimento natural das candidaturas de Alexandre Padilha (PT) e Paulo Skaf (PMDB).
Alckmin e a grande imprensa perceberam que o discurso do “vamos mudar tudo” pode ter impacto nas campanhas estaduais e fazer com que o PSDB paulista e o mineiro também sejam varridos nesse movimento.
Esse conjunto de fatores ajuda a compreender por que o tradicional denuncismo da mídia há 15 dias, uma semana antes da eleição, foi antecipado. Até porque sem fato novo a candidatura de Aécio definhava a olhos vistos. Havia o recado de que se esse cenário não mudasse 15 dias antes da eleição a candidatura tucana poderia virar pó.
Pior ainda para a direita que com a força de Dilma e do PT ainda preservada, conseguindo eleger bancadas de peso, associada ao possível enfraquecimento tucano, levaria Marina a negociar com o PT para ter governabilidade.
Aparentemente, a mídia, ao constatar o tiro que desferir no seu próprio pé, começa a tentar fazer o caminho de volta.
Dessa maneira, o alvo agora também é Marina. Teremos um final de campanha arrepiante.
PS: Curiosamente, a mídia não publicou até o momento a relação completa dos parlamentares delatados talvez para preservar alguns aliados seus.
Lembro aqui as relações entre Luiz Argolo, do partido Solidariedade, que aparecia em negociações com o ex-delegado e deputado federal Fernando Francischini, também do Solidariedade (ex-PSDB). Franchiscini, além de ser um dos canais de vazamento da Operação Lava Jato da Polícia Federal, é citado nela. Argolo, por sua vez, é acusado de ser sócio do doleiro Alberto Yousseff. Ou seja, Francischini, o acusador-mor, pode estar envolvido em todo este esquema.
Leia também:
*http://www.viomundo.com.br/
05 setembro 2014
'Os mais conservadores e fisiológicos já acenam para Marina. O retrocesso é geral'
CLIQUE AQUI para ler na íntegra a entrevista concedida à Carta Maior pelo escritor Milton Hatoum, ex-apoiador da candidata Marina Silva (PSB)
-Charge do Latuff
04 setembro 2014
Sem Constituinte, “Nova política” não passa de demagogia
Por Igor Felippe
O plebiscito popular sobre a convocação de uma Assembleia Constituinte do Sistema Política, organizado por mais 400 entidades, foi lançado em 1º de setembro em todo o país. A votação termina no dia 7 de setembro. A pergunta é a seguinte: “Você é a favor de uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político?”
O amplo número de entidades, a capilaridades dos comitês e a força da pauta política transformaram o plebiscito pela Constituinte na maior campanha cívica no país desde as Diretas Já, na avaliação dos organizadores.
O comitê nacional estima a organização de 50 mil urnas, em 4.800 municípios, com o envolvimento de mais de 300 mil pessoas durante toda a semana. A novidade desse plebiscito em comparação aos anteriores é a possibilidade de votar pela internet. Um termômetro do nível de “viralização” é o número de acessos da página www.plebiscitoconstituinte.org.br, que saltou para 1 milhão de visitantes únicos por dia desde segunda-feira. (...)
CLIQUE AQUI para continuar lendo.
03 setembro 2014
Presidenta Dilma apoia o Plebiscito pela Constituinte da Reforma Política
A presidenta e candidata do PT disse que vai votar na consulta informal e receber propostas dos movimentos sociais sobre mudanças no sistema político-partidário
A
presidenta Dilma Rousseff (PT) anunciou, na terça-feira 2, seu apoio ao
"plebiscito popular" que será realizado até o dia 7 com o intuito de
verificar se a população deseja ou não a convocação de uma Assembleia
Constituinte exclusiva para realizar a reforma política. A intenção da
mobilização é demonstrar o desejo popular por mudanças no sistema político e
pressionar o poder público a convocar um plebiscito oficial sobre a reforma
política.
“Pela
importância da reforma política, por tudo o que ela carrega, pelo fato de ser
necessária uma transformação de todas as instituições, a participação popular é
questão fundamental. Sem ela não se fará reforma política no Brasil”, afirmou
Dilma durante caminhada em São Bernardo do Campo (SP).
Dilma
afirmou que vai participar, inclusive, da votação do "plebiscito
popular" no dia 7 de setembro e receberá as propostas dos movimentos
sociais para reforma política. “É uma questão fundamental para o futuro do
nosso país. Se nós queremos de fato um processo democrático, e que este processo
democrático resulte em transformações no nosso país, que garantam uma
governabilidade muito melhor, mais efetiva, precisamos da reforma política”,
defendeu Dilma.
*Com o site da Revista Carta Capital http://www.cartacapital.com.br/
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