17 dezembro 2019

Quem banca os 33 milhões de seguidores de Bolsonaro nas redes sociais?

Jornalista Ricardo Kotscho afirma que a empresa Bites projeta que Jair Bolsonaro chegará ao dia 31 de dezembro com 33 milhões de seguidores nos seus perfis oficiais no Facebook, Twitter, Instagram e Youtube. "Qualquer discussão política que não leve em conta esses números é chover no molhado", afirma Kotscho

Eduardo, Jair e Carlos Bolsonaro

Por Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho, e para o Jornalistas pela Democracia* 
Empresa especializada em monitorar as redes sociais, a Bites projeta que o capitão presidente Bolsonaro chegará ao dia 31 de dezembro, no final do primeiro ano de mandato, com 33 milhões de seguidores nos seus perfis oficiais no Facebook, Twitter, Instagram e Youtube.
É o quarto colocado no mundo inteiro na lista de 13 nomes com maior contingente de aliados digitais, segundo a Bites.
Para se ter uma ideia do que representa esse exército digital do capitão, foram 19 milhões de posts para a ativista sueca Greta Thunberg, contra 103 milhões, sendo 90 milhões no Brasil, sobre Bolsonaro.
Como a gente sabe que não tem almoço grátis, a pergunta que cabe nessa hora é uma só: quem banca esse banquete do governo virtual?
A CPI das fake news e os ministros do  Tribunal Superior Eleitoral poderiam consultar as planilhas da Bites para descobrir de onde vêm e como são alimentados esses seguidores fiéis que fazem de Bolsonaro um “Mito” na internet.
A versão completa do estudo da Bites ficará disponível para clientes, na próxima sexta-feira, dia 20.
Qualquer discussão política que não leve em conta esses números é chover no molhado.
Vida que segue.
*Via 247

16 dezembro 2019

Inês é morta, Toffoli




Por Fernando Brito, jornalista*
O presidente do Supremo, Dias Toffoli, diz o óbvio em entrevista ao Estadão: a Lava Jato destruiu empresas e empregos.
“A Lava Jato foi muito importante, desvendou casos de corrupção, colocou pessoas na cadeia, colocou o Brasil numa outra dimensão do ponto de vista do combate à corrupção, não há dúvida. Mas destruiu empresas. Isso jamais aconteceria nos Estados Unidos. Jamais aconteceu na Alemanha. Nos Estados Unidos tem empresário com prisão perpétua, porque lá é possível, mas a empresa dele sobreviveu.”
Perfeito, tem toda a razão. Mas ter razão com quase cinco anos de atraso adianta, literalmente, nada.
Não vai devolver empregos ao meio milhão de trabalhadores que os perderam na avalanche da Lava Jato.
Não vai impedir que esqueletos de concreto apodreçam e que o dinheiro público empregado nestes se desmanche ao abandono.
Isso não vinha ao caso, o que importava era criminalizar a política e definir, com isso, a tomada do poder.
Pergunta-se: o Supremo, durante estes anos, reprimiu algum abuso de um “Ministério Público pouco transparente”, como diz Toffoli, de um juiz á procura de holofotes e as de um tribunal federal onde tudo o que ele fazia era legitimado, até com a alegação de que “um caso excepcional exige medidas excepcionais”?
A esta altura, não há um ministro do Supremo que não saiba que foi espionado, grampeado, arapongado por esta praga de gafanhotos.
Pede-se mais de um presidente do Supremo do que ter os cabelos milimetricamente arrumados, Excelência.
Aliás, ficou a curiosidade de onde é que Toffoli encontra “excelência” num governo que comete atropelo após atropelo e expõe o país a declarações “civilizadíssimas” como a de “pendurar no pau de arara”, recriar o AI-5 e ameaçar o próprio Supremo, por filhos e matilhas.
O resultado é que o STF decaiu muito no conceito público e suas decisões são “peitadas” por qualquer um.
Se algum mérito há na gestão de Toffoli no STF é ter sido melhor do que será a próxima, entregue a Luiz Fux.
*Editor do Tijolaço

15 dezembro 2019

Pequena Paisagem de Amor

O fim do bolsonarismo


Por Moisés Mendes, jornalista*
O nazismo durou 12 anos. Franco impôs o terror aos espanhóis por um período três vezes maior, de 36 anos. A ocupação da França pelos nazistas prolongou-se por quatro anos.
A ditadura brasileira manteve-se por 21 anos. O salazarismo foi dono do poder em Portugal pelo dobro de tempo, 41 anos. O fascismo de Mussolini também durou 21 anos. O pinochetismo reinou por 17 anos no Chile.
Regimes autoritários raramente anunciam-se com discrição. São surpresas apenas aparentes. E mantêm-se como se fossem aberrações ou coisas naturais ou naturalizadas, mas podem acabar num sopro.
Figuras autoritárias, algumas transformadas em déspotas sanguinários, depois de eleições ou de golpes, sabem que um dia terão um fim. E o fim de alguém que racha um país ao meio e o mantém sob o controle da força é, invariavelmente, trágico.
O consolo no Brasil (para eles) é que os militares foram para casa sob a proteção de uma anistia até hoje controversa. Pinochet deixou o governo e virou senador. Stroessner (que governou o Paraguai por 35 anos) fugiu para o Brasil.
Mas todos eles – com a exceção dos generais brasileiros – enfrentaram acertos de contas com suas vítimas e morreram como zumbis políticos e trastes humanos. Não há despedida pacífica para quem perseguiu e governou com medo.
O bolsonarismo, dirão alguns, não segue o modelo de nenhum deles, porque é um governo eleito. Será que não segue?
Os fascistas foram fortalecidos na Itália pela força do voto em eleições parlamentares e assim viabilizaram o projeto de Mussolini de virar ditador. Subiram com o respaldo da “democracia”, mesmo que fraudada.
Hitler virou chanceler por via indireta, mas de um governo eleito, e só chegou ao cargo pelo peso do eleitorado de extrema direita. Stroessner participava de eleições e era ‘eleito’ sucessivamente. Ditadores diversos valeram-se de eleições como farsas.
Bolsonaro, segundo alguns, participou de eleições normais. Daqui a alguns anos talvez se esclareçam, sem as sombras de proteção do Judiciário, as anormalidades, desde as fábricas de fake news e de difamação às verbas encobertas de campanha e outros desmandos.
Mas é preciso que se esclareça e se puna, mesmo que alguns entendam não ser preciso, a articulação que tirou Lula da eleição. Bolsonaro, mesmo que a direita e a extrema direita neguem, não participou de uma eleição normal. E Bolsonaro não é um presidente normal.
A grande questão agora é: por quanto tempo ficará no poder? Bolsonaro ameaçou perseguir, expulsar do país ou matar (“na ponta da praia”) seus inimigos políticos. Aparelhou a estrutura de polícia com o juiz que condenou seu principal adversário.
Escalou como ministros sujeitos que perseguem professores, estudantes, índios, cientistas, gays, ambientalistas e artistas. Mandou os filhos ameaçarem com a volta da ditadura.
Bolsonaro deu emprego a 2.500 oficiais nos altos escalões do governo. Estimula policiais a atirarem sempre que se sentirem ameaçados. Tem relação comprovada com milicianos. Abriga cúmplices seguidores de um pilantra terraplanista.
No que então Bolsonaro é diferente dos que historicamente se sustentaram pela disseminação do terror, inclusive contra governantes de países da vizinhança?
A direita e boa parte dos liberais brasileiros (ah, os nossos liberais covardes) dirão que Bolsonaro é diferente. Irão repetir que a matança de pobres, negros e mulheres sempre existiu. Que ele fala de pau-de-arara em sentido figurado. E que ataca uma adolescente estrangeira ambientalista porque precisa defender a Amazônia dos interesses estrangeiros.
Fernanda Montenegro tem a reposta-síntese para os que relativizam o governo que potencializou e inspirou todos os ódios e preconceitos liberados pelo nosso mau-catarismo. Se pudesse, o bolsonarismo eliminaria hoje todos os seus inimigos, não só na área da cultura.
Se puder, o bolsonarismo ficará décadas no poder e será aperfeiçoado. Terá até um partido só dele, uma organização familiar, coisa que muitos dos ditadores do século 20 não tiveram.
Mas uma hora, mesmo com uma democracia esfacelada, mesmo que o Brasil esteja anestesiado e alienado, também o bolsonarismo institucionalizado terá de acabar. Pode ser num processo lento e doloroso, como pode ser num sopro.

13 dezembro 2019

PT/SANTIAGO-RS

PT/Santiago-RS realizou importante Reunião-Jantar - #ALUTASEGUE!


O Partido dos Trabalhadores de Santiago/RS (PT) realizou, na última sexta-feira, 06/12, uma importante Reunião/Jantar com os integrantes de seu novo Diretório e Executiva Municipal (recentemente empossados). O evento ocorreu na Associação dos Inativos da Brigada Militar de Santiago (Greminho).

Estiveram presentes as principais lideranças do partido no município, assim como dezenas de filiados e militantes, que tem como presidente Rômulo Vargas, vice Iara Castiel; Secretário de Comunicação: Júlio Garcia; Tesoureira: Liamara Finamor; Secretário de Formação Política: Antônio Bueno; Secretária de Organização: Adriana Castiel; Secretário de Movimentos Populares: Luis Rodrigues. Antecedendo o Jantar de Confraternização houve um Ato Político que analisou a conjuntura, as eleições do próximo ano, celebrou a liberdade do ex-Presidente Lula e discutiu a continuidade da luta pela anulação do processo fraudulento e da condenação injusta que o mesmo sofreu, capitaneada pelo ex-juiz Moro e seus aliados da malfadada ‘República de Curitiba’ e do TRF-4.

Antes do jantar,  foi realizado Ato de Filiação ao PT da professora e militante do CPERS/Sindicato Geanine Bolzan Cogo, representando simbolicamente as mais recentes filiações ao partido no município. (JG)

-Abaixo, mais algumas fotos do Evento do PT/Santiago-RS:







*Via Portal O Boqueirão Online Fotos via whatts & face 

Pacote Anticrime pavimenta caminho para Estado Policial


Presídio no Maranhão - Foto: Marina Lacerda/CDHM

Por Thiago Ferreira*
A aprovação do Projeto Anticrime na noite de ontem (11/12), pelo plenário do Senado Federal representa a pavimentação do caminho que levará o Brasil a um verdadeiro Estado Policial.
O projeto, patrocinado por Sérgio Moro e Bolsonaro, não reflete o necessário aprofundamento do debate sobre violência, segurança pública e o sistema de justiça criminal do Brasil.
Em verdade, o Projeto é fruto de ignorância e perversão, pois foi elaborado de maneira unilateral, sem qualquer estudo de impacto social e econômico ou com a devida indicação da fonte orçamentária para suportar os gastos decorrentes de seu impacto.
Não houve envolvimento da academia, de organizações especializadas no debate ou mesmo de movimentos populares.
Está fundado em crenças e preconceitos, o que revela completa irresponsabilidade com a política criminal.
A consequência disso será mais violações dos direitos humanos nas já precárias unidades prisionais do país.
Sem dúvida, os parlamentares da esquerda, que tentaram a todo custo lutar contra o Projeto, com êxito em alguns pontos, merecem reconhecimento.
Porém, tal reconhecimento não pode validar a ideia de que o projeto aprovado representa a derrota de Moro/Bolsonaro, ou uma vitória para o povo.
O Projeto é uma derrota para o Estado de Direito, os direitos e as garantias individuais.
Destacamos alguns pontos dessa perversão:
1. Aumenta o tempo máximo de cumprimento da pena de 30 para 40 anos;
2. Aumenta pena para roubo com arma branca;
3. Prisão imediata após decisão do Tribunal do Júri;
4. Agente policial disfarçado, provocador e possibilidade de flagrante preparado;
5. Amplia hipótese de banco de DNA;
6.Dificulta progressão do regime aumentando o lapso temporal para o beneficio;
7. Diversas restrições a visitas, banho de sol e outros para pessoas presas em presídios federais;
8. Proibição de saída temporária para condenado por crime hediondo com resultado morte.
São, portanto, propostas que refletem o populismo penal, que apostam apenas na repressão e restrição de direitos e garantias que, sabemos, vão impactar mais fortemente na vida dos jovens negros.
*Thiago Ferreira, graduando em Direito pela Universidade Mackenzie e ativista dos Direitos Humanos
-Fonte: Viomundo  

12 dezembro 2019

Procurador admite que não existem provas contra filho de Lula

Abismo.jpg
Faltam as provas. Mas a convicção eles já possuem...
Nesta terça-feira 10/XII a Operação Lava Jato deflagrou uma série de mandatos de busca e apreensão contra Fábio Luis Lula da Silva, filho do presidente Lula.
A força-tarefa de Curitiba decidiu, em sua 69a fase, requentar uma antiga investigação, já devidamente arquivada, de que a Gamecorp, empresa de tecnologia da informação da qual Fábio Luís é sócio, teria recebido repasses milionários de uma empresa de telefonia - que seria, na verdade, dinheiro para o próprio Lula.
Em 2016, a pedido da força-tarefa de Curitiba, a Polícia Federal analisou dez anos das contas do filho de Lula e não encontrou qualquer indício de corrupção.
Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins, advogados de Lula, afirmaram em nota que a operação foi totalmente descabida e revela "a atuação parcial" dos integrantes da Lava Jato, com o objetivo de "dar continuidade à perseguição ilegal contra Lula".
O próprio presidente Lula, em seu Twitter, classificou o caso como "mais uma demonstração da pirotecnia de procuradores viciados em holofotes que, sem responsabilidade, recorrem a malabarismos no esforço de me atingir, perseguindo, ilegalmente, meus filhos e minha família".
Mas... E a Lava Jato?
O que a força-tarefa de Curitiba tem a dizer?
Eles já têm alguma prova que incrimine Lula ou seu filho?
Nada, conforme o procurador Roberson Pozzobon afirmou ao Globo"temos que aguardar o resultado das buscas, amadurecer esta investigação neste aspecto".
"Obter essa prova é atualmente o maior desafio da investigação", conclui o Globo...
Faltam as provas. A convicção eles já têm...
Em tempo: Pozzobon é aquele procurador que afirmou não ter provas cabais de que Lula era o proprietário do triplex do Guarujá.

Kennedy: Moro é a figura mais perigosa para a democracia brasileira

"Moro é a figura mais perigosa para a democracia brasileira. Porque ele é autoritário, ele tem uma visão repressiva para a segurança pública e para o país", alerta o jornalista Kennedy Alencar



Por Fernando Brito, jornalista*
Vale a pena ouvir o comentário do jornalista Kennedy Alencar no Jornal da CBN com um balanço dos últimos acontecimentos no que antes se chamaria política mas, agora, assemelha-se a um circo.
Ele passa em revista os absurdos que, mais cedo, apontei num post aqui, como sinais de que temos um crescente “PIBB – Produto Interno da Briutalidade Brasileira.
Destaco os comentários que faz sobre Sergio Moro, a quem serenamente aponta como possuidor de um “visão medíocre da função pública” ao recusar-se a conversar com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil e a quem classifica como alguém que “não está à altura do cargo”
— Moro é a figura mais perigosa para a democracia brasileira. Porque ele é autoritário, ele tem uma visão repressiva para a segurança pública e para o país, mas ele tem uma imagem muito boa, de cavaleiro do combate à corrupção.
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CLIQUE AQUI para ouvir a entrevista do jornalista Kennedy Alencar à CBN. -* Via Tijolaço
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11 dezembro 2019

Greta Thunberg, a “pirralha”, é eleita personalidade do ano pela revista Time

Enquanto rebatia com maturidade os ataques de Jair Bolsonaro - colocando a alcunha de "pirralha", dada pelo mandatário brasileiro, em seu perfil nas redes sociais -, a ativista ambiental sueca Greta Thunberg, de 16 anos, ganhava destaque na capa da revista Time como personalidade do ano



Enquanto rebatia com maturidade os ataques de Jair Bolsonaro – colocando a alcunha de “pirralha”, dada pelo mandatário brasileiro, em seu perfil nas redes sociais -, a ativista ambiental sueca Greta Thunberg, de 16 anos, ganhava destaque na capa da revista Time como personalidade do ano, que ressalta “o poder da juventude” da garota, que conquistou o mundo com sua luta em defesa do meio ambiente.
Em um extenso perfil, a revista destaca que o mundo da natureza inteiro parece amplificar sua pequena voz, gritando junto com ela. “Não podemos continuar vivendo como se não houvesse amanhã, porque há um amanhã”, ressalta a publicação, em uma das frases proferidas pela ativista.
Para a revista, Greta reúne a voz de uma geração de jovens em defesa da vida no planeta. “A mudança virá das pessoas que exigem ação”, diz ela, “e somos nós”, disse ela, no dia 6 de dezembro em Madri.
*Via Redação da Revista Fórum

10 dezembro 2019

Deltan e Robito contra-atacam

Jornalista Lenadro Fortes critica os procuradores Deltan Dallagnol e Roberson Pozzobon pela nova investida da Lava Jato contra o filho do ex-presidente Lula. "O caso é ressuscitado de forma grotesca, a partir de uma ligação fantasiosa entre os pagamentos da Telemar/Oi e a compra do tal sítio de Atibaia, a outra fraude judicial aberta contra Lula sem uma única prova e palco de uma condenação vexatória feita por uma juíza plagiadora, prestes a cair"

Por Leandro Fortes, para o Jornalistas pela Democracia* 
Roberson Pozzobon, procurador federal da força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba, é parça de Deltan Dallagnol – que o chama, carinhosamente, de “Robito”.
Deltan e Robito foram flagrados em meia dúzia de diálogos maliciosos capturados no Telegram pelo The Intercept Brasil, ora conjecturando sobre lucros imorais de palestras lavajatistas, ora tramando ações contra adversários, mormente o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.
Os dois nunca perdoaram a #VazaJato por tê-los expostos como vendilhões do Ministério Público e, claro, a dupla roeu-se em cancros quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi posto em liberdade, há pouco mais de um mês.
Juntos, sob a batuta do chefe Sérgio Moro, construíram, agora, uma atabalhoada vingança a partir da 69ª (!) fase da Lava Jato, operação batizada de “Mapa da mina”, para tentar atingir Fabio Luis Lula da Silva, filho de Lula.
Lulinha, como é conhecido, é um dos alvos preferenciais da demência antipetista, sobretudo nas redes sociais, onde já foi acusado de ser dono da Friboi e ter uma Ferrari de ouro maciço.
Na vida real, ela foi sócio, com outras três pessoas, de uma empresa chamada Gamecorp que recebeu recursos, há 16 anos, de uma outra empresa privada, a telefônica Telemar. Uma operação comercial investigada pelo Ministério Público e pela Polícia Federal, em São Paulo e em Brasília, mas que nunca chegou a nada.
Em 2015, foi tudo arquivado por absoluta falta de provas. Segundo o Ministério Público Federal, não houve crime na negociação da Telemar para a criação da Oi, muito menos com o filho de Lula, acusado de ter recebido R$ 5 milhões para viabilizar a fusão das telefônicas junto ao pai.
Agora, quatro anos depois, o caso é ressuscitado de forma grotesca, a partir de uma ligação fantasiosa entre os pagamentos da Telemar/Oi e a compra do tal sítio de Atibaia, a outra fraude judicial aberta contra Lula sem uma única prova e palco de uma condenação vexatória feita por uma juíza plagiadora, prestes a cair.
À frente da investigação, ele, Robito, novamente de bigodinho e barbicha, anteriormente raspados para fugir, inutilmente, da exposição da #VazaJato.
Isso no mesmo dia em que Deltan, o amiguito, entrou com uma ação judicial por danos morais (sic) contra o ministro Gilmar Mendes.
Fosse um balé, não seria tão sincronizado.
*Via Brasil247

Ação contra filho de Lula tem cheiro de vingança da Lava Jato

Por Fernando Brito, jornalista*
Fábio Luis, filho do ex-presidente Lula , pode ser investigado, como qualquer cidadão contra quem surjam denúncias.
E foi, em dois inquéritos, sobre supostos benefícios recebidos pela Gamecorp, da qual era sócio, da empresa Oi, que teria se aproveitado uma autorização do governo Lula para nascer da fusão entre a Telemar e e a Brasil Telecom.
E foi investigado, em dois inquéritos, ambos arquivados a pedido do próprio Ministério Público.
Um, criminal, na 10ª Vara Criminal de São Paulo, no qual o procurador da República Patrick Montemor Ferreira pediu o arquivamento do inquérito por falta de provas.
Outro, cível, na na Justiça Federal em Brasília, foi aberto em 2006, teve seu arquivamento em 2010, pedido pelo procurador Marcus Goulart, foi mantido ativo por decisão da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal e, afinal, arquivado outra vez por manifestação do procurador Bruno Vieira, que passou a cuidar do inquérito civil na Procuradoria da República no Distrito Federal, ratificou as conclusões de Goulart e do inquérito policial, de que não havia qualquer evidência de ilicitude nos negócios da empresa de games de que Fábio era sócio com a Oi.
Agora a Lava Jato do Paraná, alegando indícios obtidos quando da busca e apreensão no sítio de Atibaia em abril de 2016 – há mais de três anos, portanto.
Se não há provas da eventual origem ilícita do dinheiro ganho por Fernando Bittar, sócio da Gamecorp ele não comete crime ao usá-lo como bem entender. Ainda que fosse usado na compra do sítio, a jurisdição sobre os contratos que a pudessem tornar suspeita seriam os processos anteriores, jamais Curitiba.
O cheiro de armação é indisfarçável.
O tempo decorrido é tanto que nem mesmo para finalidades fiscais qualquer empresa teria o dever de guardar documentos.
O alvo não é o filho de Lula, é Lula, e da maneira mais sórdida que se pode fazer, atingindo seu filho.
A “Justiça” do Paraná caminha, a passos largos, para ser apenas outro centro de criação de memes antilulistas. Vai acabar na CPI das Fake News.
*Editor do Blog Tijolaço, fonte desta postagem.
...
-Leia mais - sobre [mais] essa falcatrua dos 'lavajatistas pirotécnicos e criminosos', perseguidores contumazes de Lula - clicando AQUI e AQUI