17 agosto 2017

FUNDO DO POÇO - 'Governo não tem legitimidade e política econômica fracassou', diz professor da Unicamp

Para Fernando Nogueira da Costa, "estamos na maior depressão da história econômica, maior do que a dos anos 30 do século 20" e economia está "num parafuso em espiral negativa sem fim"

VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL
Temer e Meirelles
"Governo mostrou que não tem competência, como ficou claro para a população", diz Fernando Nogueira da Costa
São Paulo – por Eduardo Maretti, da RBA* -  A equipe econômica do governo Michel Temer vai refazer as contas para estabelecer nova meta de déficit de 2017 e 2018. Com receitas em permanente queda, o governo deve ampliar a meta do déficit deste ano, passando de R$ 139 bilhões para R$ 158 bilhões. Projeções também indicam que os investimentos do governo federal podem chegar ao final deste ano no menor nível em dez anos.
“Isso quer dizer que estamos na maior depressão da história econômica, maior do que a dos anos 30 do século 20. E, num cenário como esse, o investimento público tem que substituir o privado, porque o investimento privado é feito com base em expectativas do mercado. E numa depressão, as expectativas são muito negativas e pessimistas”, diz o professor do Instituto de Economia da Unicamp Fernando Nogueira da Costa.
O problema é que o investimento público não é parte do receituário dos que comandam a política econômica brasileira atual, chefiados pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles. De janeiro a maio de 2017, os investimentos representaram cerca de 2,5% das despesas primárias do governo federal, ante 4,7% no mesmo período do ano passado, segundo o jornal Valor.
Para o professor da Unicamp, os sinais indicam que a política econômica de Meirelles e do governo Michel Temer está fazendo água. “A política fracassou”, diz. “O governo não tem legitimidade politica. Foi feito um golpe parlamentarista num regime presidencialista, mas o governo atual mostrou que não tem competência, como ficou claro para a população.” Ele lembra que Temer tem a pior avaliação desde a redemocratização do país. Somente 5% dos entrevistados consideram a gestão ótima ou boa, segundo pesquisa CNI/Ibope do final de julho.
De acordo com dados do Banco Central, as contas do setor público acumulam déficit primário de R$ 167 bilhões nos 12 meses até junho de 2017, o que equivale a 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB).
“Esse governo não tem legitimidade e adotou uma política econômica equivocada. Priorizou o combate à inflação para atender sua base política com uma overdose de juros elevados, provocando a grande depressão.” O país está num círculo vicioso. Os juros aumentam e cai a renda da população. Como esta não compra e o crédito está caro, o ritmo da inflação vai para baixo, assim como a arrecadação fiscal. Para “corrigir”,  cortam-se gastos e investimentos, o que agrava a queda do PIB e aumenta a depressão... “É um parafuso em espiral negativa sem fim”, afirma Nogueira da Costa.
Como, de algum lugar, o governo vai ter que tirar dinheiro para pagar a conta e cobrir o rombo, mas a política está se mostrando ineficaz, “ou ele vai ter que mudar o planejamento do seu déficit ou aumentar a carga tributária, mas, aí, vai provocar revolta com impacto na própria base. O pato da Fiesp já bateu asas. A direita, os neoliberais, não aceitam aumentar a carga tributária”, diz Nogueira da Costa.
Com esse cenário, Temer já recuou e negou o aumento do Imposto de Renda. Na terça-feira (8), disse em nota que não enviará ao Congresso uma proposta de aumento das alíquotas do IR. “Quando ele recua, é socialmente pior, porque, se aumenta impostos sobre os mais ricos, é menos mal. Mas onde ele vai cortar? Vai cortar os gastos sociais”, prevê o professor. 
*Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br

16 agosto 2017

DEPUTADO FEDERAL MARCO MAIA ESTARÁ EM SANTIAGO (E REGIÃO) NA PRÓXIMA SEXTA, 18/08



*Da Redação

O Deputado Federal Marco Maia (PT/RS) estará visitando Santiago/RS na próxima sexta-feira, dia 18/08, participando de uma importante plenária às 18 h na Câmara Municipal de Vereadores. Após, o deputado e sua assessoria deslocam-se para o município de Itacurubi, onde participam de uma Reunião/Jantar à partir das 20 h.  A agenda contempla ainda visita a vários municípios da Região, dentre os quais  São Pedro do Sul, São Vicente do Sul,  São Sepé e Caçapava do Sul.

O Deputado Marco Maia (PT/RS) está no exercício do seu quarto mandato na Câmara dos Deputados, tendo sido eleito para a Presidência da Casa para o biênio 2011-2012. É filiado ao Partido dos Trabalhadores desde 1985.

Metalúrgico, iniciou sua carreira política no movimento sindical em Canoas/RS, atuando no sindicalismo por muitos anos. Em 2001, Marco Maia assumiu a Secretaria de Administração e Recursos Humanos do Governo do Estado do Rio Grande do Sul (Governo Olívio, do PT e da Frente Popular). Ampliou sua experiência administrativa, ao ser convidado, em 2003, para presidir a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A. (Trensurb, no Governo Lula).

Assumiu seu primeiro mandato como deputado federal em 2005 e em 2009, foi eleito Vice-Presidente e, após, Presidente da Câmara dos Deputados, período no qual se destacou como um hábil articulador político com trânsito entre os diversos partidos. Foi ainda Presidente da República em exercício durante cinco oportunidades, durante viagens ao exterior realizadas pela Presidenta Dilma. 

Graças à sua atuação parlamentar, em 2016, pelo décimo ano consecutivo, Marco Maia foi reconhecido como uma das 100 "Cabeças" do Congresso Nacional pelo Departamento Intersindical de Apoio Parlamentar (DIAP). Recentemente, em trabalho realizado pela FSB Pesquisa, ficou entre os 10 congressistas mais influentes nas Redes Sociais. 

Na plenária em Santiago (e nas demais agendas que serão realizadas) o deputado Marco Maia estará informando e debatendo com os presentes especialmente temas relativos a conjuntura do país, em particular a luta contra as 'reformas' que estão sendo realizadas pelo governo golpista de Michel Temer contra os interesses do país, principalmente  contra os trabalhadores.

*Com informações do site do Deputado

**Postado originalmente no Blog 'O Boqueirão Online'

14 agosto 2017

Doria e Bolsonaro e a marcha fascistóide



Por Aldo Fornazieri*
Algumas pessoas de esquerda e democratas bem pensantes se apressaram em condenar a ovada que o prefeito João Dória recebeu em Salvador. Na verdade, os manifestantes soteropolitanos devem ser parabenizados, pois Dória merece ser alvo de muitas ovadas por ser um elemento provocador, desrespeitoso, estimulador do ódio, usando frequentemente uma linguagem e práticas que resvalam para a arruaça política. Dória precisa ser tratado como inimigo, já que ele trata as pessoas progressistas e de esquerda como inimigas.
O condoer dos progressistas com a situação de Dória mostra o quanto muitos setores de esquerda perderam a noção da luta política. Antes de tudo, note-se que ovadas são práticas de protesto recorrentes nas democracias. Para citar casos recentes, Emmanuel Macron foi atingido com um ovo na cabeça nas últimas eleições francesas, Marine Le Pen recebeu uma chuva de ovos e François Fillon foi enfarinhado. Níccolas Maduro também foi atingido por ovo nas últimas manifestações. Para lembrar outros casos aqui no Brasil, José Serra, Paulo Maluf, Marta Suplicy, Mário Covas e vários outros políticos também foram atingidos por ovos. Nessas ocasiões, ninguém fez tanta fumaça como está sendo feito agora com o prefeito bem-vivente dos Jardins.
Os progressistas condoídos parecem ser seguidores da moral dos evangelhos e dos pacifistas, bem assinalada por Max Weber: "se alguém te ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra", o "não resistas ao mal pela força" ou o pacifista que depõe as armas e as lança longe em respeito ao Evangelho. Em política, todas essas máximas expressam uma ética sem dignidade, como indica o sociólogo. É assim que hoje vemos progressistas dóceis, domesticados, sem virtù e sem coragem em face da virulência dos brutos, dos soberbos, dos violentos, dos pregadores do ódio, dos arrogantes e dos raivosos. Dória e Bolsonaro são dessa estirpe. Todos os estudos sobre o totalitarismo e o fascismo mostram que onde esses movimentos e líderes triunfaram, em grande medida, se deveu à covardia e à omissão dos democratas, dos liberais e dos progressistas.
A pregação da violência e do ódio por parte de Bolsonaro dispensa comentários, pois ele o faz de forma explicita, aberta e direta, galvanizando a simpatia de milhões de pessoas que perderam as esperanças nos partidos e nos políticos. Já, Dória, vai pela via da mentira, da sinuosidade e do cinismo, num jogo em que estimula a violência ao mesmo tempo em que imputa aos seus alvos a prática da violência, enquanto ele se apresenta como o pacifista, o educado, o civilizado. Basta ver os vídeos que gravou após a ovada para ver esse método tão praticado por movimentos totalitários, quanto por charlatões que enganaram suas vítimas em todos os tempos.
Após receber a ovada de militantes do PC do B, Dória afirmou que aquela intolerância expressa o caminho do PT, de Lula e das esquerdas. Esta declaração é uma provocação clara. Nos dias seguintes se manifestou contra o ódio ao mesmo tempo em que chamava Lula de mentiroso e mandava os ativistas de esquerda para a Venezuela. Outras declarações de Dória: "É melhor ser um nada do que ser um ladrão como o Lula"; "Trabalho desde os 13 anos e o Lula nunca trabalhou. Vive às custas dos amigos". Afirmou várias vezes que visitaria Lula em Curitiba onde o petista estaria preso, provocou ativistas nas ruas e em eventos e recorre a uma linguagem de ódio e de exclusão. Tudo isto são formas de violência política que desencadeia mais violência política. Acrescente-se que Dória sequer tem respeito aos fundadores do PSDB, como demonstrou com FHC e outros, e está empenhado de corpo e alma na empreitada de traição a Alckmin, seu padrinho, na disputa pela candidatura presidencial.
Tal como a propaganda totalitária dava ênfase às supostas fundamentações científicas de seus argumentos, Dória confere status de infalibilidade aos métodos de gestão empresarial que estaria aplicando na Prefeitura. Ocorre que, tal como a cientificidade dos totalitários era falsa, a gestão empresarial de Dória também é falsa. A gestão Dória é uma montanha de mentiras. Quase todos os programas novos que anunciou são programas antigos que estavam em andamento, simplesmente  rebatizados com nomes novos. A "Cidade Linda" é a maior das mentiras, assim como o João trabalhador, o João gari, o João varredor de ruas etc. São Paulo, como assinalaram alguns líderes tucanos, está abandonada, tem um prefeito que não prefeita, um gestor que só viaja pelo Brasil e pelo mundo, gastando o dinheiro dos cofres públicos para fazer proselitismo político e demagógico visando sua candidatura presidencial. (...)
CLIQUE AQUI para continuar lendo (*via Jornal GGN) 

13 agosto 2017

Painel sobre a - necessária - intervenção da Esquerda na Blogosfera e nas Redes Sociais foi realizado em Porto Alegre


Jornalista Celso Schröeder, deputado federal  Marco Maia (PT/RS)
e o vereador Adeli Sell (PT/Porto Alegre)

*Da Redação

Na noite de ontem {11}, no Auditório Moacir Leão da AFOCEFE/Sindicato, na Rua dos Andradas, centro de Porto Alegre, promovida pelos gabinetes do Deputado Federal Marco Maia e do Vereador Adeli Sell, ambos do Partido dos Trabalhadores, sob o tema 'Estado de Exceção, Redes Sociais e Sociedade em Crise: intensificar o combate - e a parceria - na Blogosfera e nas Redes!', ocorreu uma qualificada"Reunião/Debate" (transmitida ao vivo pelas páginas dos organizadores, bastante acessada e compartilhada nas Redes) sobre uma necessária política estratégica de comunicação das esquerdas em tempos de Blogosfera e Redes Sociais (e, sobretudo, durante um Regime de Exceção, como o que vivemos no país após o golpe que destituiu a Presidenta Dilma).

A mesa dos trabalhos (foto) contou com a participação, além do Deputado Marco Maia (ex-presidente da Câmara dos deputados e integrante da CCJ, considerado - segundo estudo realizado pelo FSB Pesquisa - como um dos 10 parlamentares mais influentes nas Redes no Brasil) e do vereador Adeli Sell (do PT de Porto Alegre, professor de Letras e Acadêmico de Direito), com o jornalista, chargista, professor e líder sindical Celso Schröeder (Ex-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ e Presidente da Federação de Periodistas da América Latina e do Caribe - FEPALC).

Ao final da reunião foram realizados os encaminhamentos, sendo que foi decidido, dentre outras ações, a criação de um 'grupo de trabalho' para sistematizar propostas visando dar continuidade ao debate e encaminhar as demandas e sugestões dos blogueiros e midioativistas presentes ao evento.

*Via https://o-boqueirao.blogspot.com.br/

12 agosto 2017

JULGAMENTO: Tribunal Popular condena Lava Jato em Curitiba

Sentença simbólica, lida após sete horas de debate público, condenou operação por irregularidades e violações constitucionais cometidas desde 2014

                                                                                                                                                                                GIBRAN MENDES
Tribunal popular da Lava Jato
A decisão dos jurados foi unânime, e resultou na “condenação popular” das ações da operaçãl
Brasil de Fato – por Daniel Giovanaz*- Tribunal Popular da Lava Jato condenou nesta sexta-feira as irregularidades e violações constitucionais cometidas pela operação desde 2014. A sentença, que tem valor simbólico, foi lida pelo juiz Marcelo Tadeu Lemos, de Alagoas, às nove e meia da noite, após sete horas de debate público. "Julgo procedente a acusação e condeno a Lava Jato por todas as ilegalidades que praticou ao longo de três anos no Brasil", decretou o magistrado.
A decisão dos jurados foi unânime, e resultou na “condenação popular” das ações do Poder Judiciário, da força-tarefa, da mídia comercial e do Ministério Público no âmbito da operação Lava Jato.
O evento, organizado pelo Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia (CAAD), aconteceu no Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil (Sitracon), em Curitiba. A cidade é a sede da força-tarefa da Lava Jato, e tornou-se símbolo das arbitrariedades e violações de direitos por parte do Poder Judiciário no Brasil. A data também é simbólica: 11 de agosto é o Dia do Advogado e da Advogada.
Juiz sem toga
Presidente do tribunal simulado, Marcelo Tadeu Lemos mencionou, na abertura do evento, a sindicância que foi aberta em seu estado, Alagoas, para apurar a participação dele no julgamento simbólico em Curitiba. Em seguida, listou as regras do Tribunal Popular da Lava Jato e explicou porque não usaria toga durante o evento.
"A toga tem uma simbologia de neutralidade, e a Lava Jato quebrou o mito da neutralidade judicial. Ficar sem toga é uma demonstração de que precisamos olhar com muito cuidado, com muita acuidade para a neutralidade judicial", declarou.
Um dos advogados criminalistas mais conhecidos do país, Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, assumiu a defesa simbólica da Lava Jato e adotou o sarcasmo como estratégia no Tribunal Popular. Desde o início do julgamento, questionou a imparcialidade do juiz Marcelo Tadeu Lemos e chegou a propor a "primeira delação premiada  espontânea da Lava Jato". A ideia era ironizar os vazamentos, a seletividade e a relação temerária entre a operação e a mídia comercial.
Quando teve o pedido de delação premiada negado, Kakay mostrou-se perplexo: "A minha cliente [operação Lava Jato] não está acostumada a lidar com o contraditório", afirmou, em tom provocativo, e arrancou risos das quase 200 pessoas presentes no auditório do sindicato.
Como representante da defesa, o advogado criminalista levantou a hipótese de que os juízes, delegados e procuradores que atuam na Lava Jato foram “seduzidos” pelo poder midiático, e que isso poderia ser usado como argumento para absolvê-los. Os jurados admitiram essa hipótese, mas foram unânimes ao responsabilizar a força-tarefa e o Judiciário pelas arbitrariedades da operação.
Acusação
Após o sorteio dos oito jurados populares, assumiu a palavra o ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, responsável pela acusação. A linha argumentativa foi baseada em treze possíveis irregularidades da operação - que tem afetado, segundo ele, a dinâmica de separação dos três poderes. "O Ministério Público, reconhecido na Constituinte como um órgão que pudesse criar contrapeso a uma certa desproporção de poderes no Judiciário, converteu-se em uma metralhadora giratória, cuspindo balas para todos os lados, e ninguém a dominar o seu gatilho”, lamentou. “Ele confunde o princípio da independência funcional com a irresponsabilidade".
A maior parte das irregularidades citadas por Aragão está relacionada ao uso indiscriminado de delações premiadas, prisões preventivas e conduções coercitivas pela operação. O ex-ministro recusou qualquer comparação entre a Lava Jato e a operação Mãos Limpas, na Itália. Esse paralelo tem sido usado como forma de legitimar o uso de certos mecanismos em proporção inédita no Brasil, como a delação premiada. "O delator quer o conforto. Não é à toa que fala, preserva os seus bens, e volta ao conforto do lar. Essa é uma utilização completamente dissociada de sua finalidade histórica. Não dá para comparar esse uso, no universo brasileiro, com o universo italiano", analisou.
Eugênio Aragão também trouxe à tona o debate sobre a crise econômica e das instituições no Brasil, propiciada pela Lava Jato e por atores estrangeiros com interesse em explorar recursos naturais no Brasil. "A quem isso interessa?", questionou, em referência aos ataques jurídicos e midiáticos sofridos pela Petrobras, a maior empresa estatal da América Latina.  Sobre a destruição de grandes empreiteiras privadas, o ex-ministro foi taxativo: "Uma indústria não é um patrimônio individual, apenas. É um patrimônio social, porque cria empregos, permite arrecadação de impostos, acumulação de experiência em tecnologia e coloca o Brasil no mercado global".
Crítica da mídia
O Tribunal Popular da Lava Jato foi composto por dois júris. Um de caráter popular e outro, qualificado, formado por dez juristas e um jornalista - o escritor Fernando Morais, que analisou os problemas na relação entre o Judiciário e a mídia corporativa no Brasil.
“O golpe de Estado [de 2016] e a Lava Jato são irmãos siameses”, afirmou o jornalista. “A mídia que atuou pelo golpe, defende a Lava Jato e defende o que eles chamam de reforma, é a mesma que levou Getúlio [Vargas] ao suicídio em 1954. E é a mesma que apoiou dois golpes contra Juscelino Kubitschek, não queria deixar João Goulart assumir [a Presidência da República], e agora está vestida de tucano. Essa mídia não nos surpreende, e a perseguição ao Lula é simbólica. Ele aparece na capa das revistas semanais vestido de presidiário, com o rosto ensanguentado, porque a imprensa está a serviço de quem paga as contas no fim do mês. O resto é conversa para boi dormir. Liberdade de imprensa é liberdade de empresa”.
Vera Karam de Chueiri, diretora da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), ressaltou que a operação, em um contexto de crise, restringiu o senso crítico no Brasil por admitir a excepcionalidade, a parcialidade e o arbítrio. “O que a Lava Jato demonstra é um enfrentamento da crise em que se aniquila o corrupto a qualquer preço, e de qualquer maneira, mas não aniquila a corrupção. Isso porque ela assume a excepcionalidade como regra. Ela cortou na carne e fez sangrar a nossa democracia constitucional”.
Entre os demais membros do júri qualificado, que votaram pela condenação da Lava Jato, estavam juristas como Beatriz Vargas Ramos, professora da área de Direito Penal na Universidade de Brasília (UnB), Marcello Lavenère, um dos advogados que liderou o processo de impeachment de Fernando Collor, e Claudia Maria Barbosa, professora de Direito Constitucional na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná. Os integrantes do júri popular também deram parecer favorável à condenação.
Lavenère, o último jurista a se pronunciar, estendeu os debates para a necessidade contínua de efetivação dos valores democráticos, para além de uma análise técnica da Lava Jato: “Estamos em meio a uma luta muito maior. A nossa democracia política, infelizmente, não assegurou a felicidade ao povo, não foi capaz de resgatar a democracia social”, disse. “A Lava Jato é uma manobra dedicada a desmontar o que parecia ser o início de uma construção, débil, com muitos defeitos, de um país mais justo, igualitário, com mais espírito brasileiro”.
Lava Jato em debate
Essa não foi a primeira vez que juristas se reuniram em Curitiba para discutir as consequências do avanço da operação Lava Jato. No dia 2 maio, o auditório do Sindicato dos Jornalistas (Sindijor) ficou lotado para uma aula pública. Uma semana depois, o debate aconteceu na Praça Tiradentes, também na região central. O primeiro debate sobre a operação na periferia da cidade aconteceu em 13 de junho, no loteamento Moradias 23 de Agosto.
As próximas mobilizações devem ser convocadas para a semana do dia 13 de setembro, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta ao Paraná para prestar depoimento ao juiz Sérgio Moro em mais uma ação penal no âmbito da Lava Jato.
 Leia também:
*Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br

Nota de Pesar pelo falecimento do companheiro Carlos Araújo

 

A Bancada do PT na Câmara manifesta seu profundo pesar pelo falecimento do companheiro Carlos Franklin Paixão de Araújo {foto}, advogado, ex-deputado estadual pelo PDT  e ex-marido da presidenta Dilma Rousseff.

Militante das causas nacionalistas e em defesa do povo brasileiro, Carlos Araújo  era um quadro histórico do PDT, partido que ajudou a fundar junto com Leonel Brizola .  A combatividade de Carlos Araújo e a defesa de ideais para a construção de um Brasil desenvolvido, justo, solidário e democrático ficam como exemplo para todos. 

Seu companheirismo e sua firmeza na defesa da democracia e no combate ao golpe que levou à destituição da presidente legítima Dilma Roussef sempre serão lembrados por todos nós. Que seu legado seja mantido vivo em cada um de nós.

Neste momento de dor, transmitimos à presidenta Dilma e a todos os seus familiares e amigos nossos mais sinceros sentimentos de pesar.

Brasília, 12 de agosto de 2017.


Carlos Zarattini (PT-SP), líder do partido na Câmara dos Deputados

Celso Amorim repudia com veemência possível uso da força contra Venezuela: “Um novo Vietnã para a América do Sul”



da Redação do Viomundo*
Nessa sexta-feira (11/08),  o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que considera muitas opções para a Venezuela, incluindo opção militar (veja vídeo acima):
“As pessoas estão sofrendo e estão morrendo. Temos muitas opções para a Venezuela, incluindo uma possível opção militar se for necessário. Estamos em todo o mundo, e temos tropas em todo o mundo, em lugares que são muito longe. A Venezuela não está tão longe”. 
A afirmação foi feita em seu clube de golfe, em Bedminster, New Jersey, após reunir-se com o secretário de Estado, Rex Tillerson, o assessor de Segurança Nacional, H. R. McMaster e a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley.
O ex-chanceler e ex-ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, rechaça a fala de Trump:
A ameaça de uso da força tem que ser repudiada com veemência. Além de violar princípios básicos do Direito Internacional, ameaça trazer uma guerra civil (um novo Vietnã) para a América do Sul e a nossa fronteira. Embora não tenha dúvida sobre quem será vitorioso e quem será derrotado, uma guerra civil trará sofrimentos indizíveis ao povo venezuelano. Não podemos ficar indiferentes diante da agressão e da tragédia.
*Via http://www.viomundo.com.br/

09 agosto 2017

Repórter da Globo diz que Dogde serviu para “recados” de Temer



Por Fernando Brito, no Tijolaço*
Andréia Sadi – estrela da Globo para o jornalismo de assuntos palacianos – conta em seu blog no G1 uma história apavorante:
O encontro na noite desta terça-feira no Palácio do Jaburu entre a futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e o presidente Michel Temer tratou de fato da posse dela em setembro, mas não somente. 

Segundo o blog apurou, o presidente fez a ela um relato dos motivos que o levaram a pedir a suspeição do atual procurador-geral, Rodrigo Janot. De acordo com relato ao blog, Raquel Dodge ouviu educadamente. 

Além disso, as mesmas fontes disseram ao blog que o presidente quer que a nova procuradora-geral da República tome posse no Palácio do Planalto, como gesto simbólico da reaproximação institucional do Executivo com o Ministério Público. (…)

Essas fontes disseram que o encontro entre Raquel Dodge e Temer, fora da agenda e às 22h, revelado pelo blog, também teve o efeito de passar uma “mensagem” ao Congresso de que as pontes da classe política com o Ministério Público serão restabelecidas. 

O encontro era para ser mantido em sigilo, mas a revelação teria tido esse efeito colateral positivo na avaliação de políticos próximos ao presidente.


Isso explica por que o carro parou à mostra de todos quando se sabe que, em época de crise, sempre há cinegrafistas e fotógrafos de plantão.


Portanto, a intenção transmitir o encontro como “um recado” pode ter sido do presidente – e este usou a ingenuidade de Dodge ou Dodge foi cúmplice da mensagem presidencial..
Qualquer das hipóteses é péssima para a imagem de uma procuradora que assume em meio a uma investigação desta gravidade num encontro com o próprio investigado e, por definição, seu investigado, depois do dia 18 de setembro.
Porque, afinal, já nem tão jovem, a Doutora Dodge prestou-se, involuntária ou voluntariamente a ser menina de recados de Temer, o que é uma posição que reduz a posição que vai ocupar a tempos tristes de submissão que teve até o período Fernando Henrique Cardoso.
E com menos, bem menos, decoro.
*Via http://www.tijolaco.com.br

Batidas...




*Charge do Kayser