24 maio 2018

Longe demais para um recuo rápido



Por Fernando Brito*
Dizem os jornais que “parte” das lideranças do movimento dos caminhoneiros estaria disposta a acatar o pedido de trégua feito pelo Governo Federal.
Até agora, porém, esta “parte” não tem nome ou sobrenome, o que não é nada estranho, pois ao lado do que há de justiça nas dificuldades dos autônomos, há o interesse de empresários que controlam a maior parte da frota de caminhões pertence a empresas – sejam as que usam no transporte de produtos próprios, seja as que usam veículos próprios para o transporte de produtos alheios. Para estes empresários, diesel mais barato é lucro.
Há, ainda, o componente ideológico do segmento, muito bem investigado pela BBC em reportagem publicada hoje (veja a imagem do post):
A BBC Brasil entrou em cinco grupos fechados criados em redes sociais por caminhoneiros para difundir informações sobre a greve. Em todos eles, frases de apoio a militares começaram a ganhar força nos últimos dias.
“As reações à greve dos caminhoneiros, amplamente apoiada pela população, demonstram que o brasileiro está sem paciência alguma com as ‘autoridades’. As condições são ideais para uma verdadeira revolução que refunde o Brasil. Mas onde está a liderança desse processo? Escrevam no para-brisa dos caminhões e carros. Intervenção militar!”, diz uma das mais replicada.
Diante disso, não creio que, existindo, estas lideranças não se arriscariam a pedir que se dissolvessem manifestações que transcorrem sem qualquer repressão e que, do ponto de vista político e midiática, está vencendo a luta.
Obter uma redução de 10% no preço do diesel, convenhamos, pode não resolver os problemas, mas é uma vitória.
O mais provável é que trabalhem para esvaziar progressivamente as manifestações.
Mandar desfazer os bloqueios seria falar a surdos.
O problema é que, com a histeria causada pela mídia, os ânimos se acirraram, os estoques se acabaram e a anormalidade continuará mesmo com um desfecho relativamente rápido da crise.
E, na atual situação, rápido é na semana que vem, apenas.

Temer, a Petrobras e os caminhoneiros


A história das movimentações políticas e reivindicatórias de determinadas categorias sociais carrega consigo uma tendência a apresentar elementos de natureza conservadora e retrógrada. Travestidos de manifestações de protesto contra políticas setoriais, tais movimentos muitas vezes acabam por enganar a opinião pública e provocar crises políticas mais amplas. 

          Parente e Temer: "Duplinha" contra os interesses nacionais

 

Por Paulo Kliass*

 

Em geral, as greves de caminhoneiros tendem a ser um exemplo bem característico desse quadro de confusão. Talvez a mais dramática de todas tenha sido a atuação dessa categoria no Chile, às vésperas do golpe que derrubou o governo de Salvador Allende.

Pesquisas de historiadores acabaram por confirmar a profunda articulação existente à época entre as lideranças do famoso “paro patronal” em outubro de 1972 e as forças organizadas pela CIA e os representantes da oposição burguesa e empresarial ao governo da Unidade Popular. Ao mesclar interesses de empresas de carga e proprietários autônomos de caminhões, aquela greve aprofundou um quadro de desabastecimento generalizado pelo país e contribuiu para ampliar a crise política que chegou ao assassinato do presidente eleito e a tomada do poder pelos militares.

Na nossa vizinha Argentina a categoria também é muito bem organizada e obtém sucessivas conquistas em função de sua capacidade de pressão sobre os governos. As mobilizações ocorrem com periodicidade quase anual e não costumam perdoar os ocupantes da Casa Rosada, seja Cristina Kirchner ou seja Macri, para falar apenas dos mais recentes.

Chile, Argentina, Brasil: caminhoneiros em ação.

Ao longo dessa semana, o Brasil assiste a mais um capítulo de manifestações organizadas por entidades vinculadas ao setor de transporte de cargas por rodovias. A base objetiva para a ampla adesão ao movimento reside, obviamente, nas elevadas taxas de impopularidade do governo Temer e suas desastrosas opções de política econômica. No caso concreto, estamos falando da estratégia adotada para o setor da energia, em especial a conduta escolhida para a Petrobras.

Ao nomear o tucano Pedro Parente para o cargo de presidente do maior conglomerado empresarial brasileiro, Temer fez muito mais do que simplesmente agradecer de forma generosa pelos apoios emprestados pelo PSDB à sua empreitada para assumir o Palácio do Planalto, inclusive com o incentivo decisivo para o sucesso do “golpeachment”. A intenção maior era dar início ao processo de privatização dessa estatal gigante e que atua em área estratégica para a economia e a sociedade brasileiras. Assim, o novo dirigente começou a implementar, logo de início, um caminho de “desinvestimento” na empresa. Na verdade, um termo pomposo e enganador para o procedimento objetivo de venda de ativos do grupo estatal para o setor privado. Em português claro, o substantivo mais adequado para esse crime contra a economia nacional é privatização.

Além disso, foi conferida a Parente uma impressionante autonomia para gerir a mudança fatal no processo de exploração das reservas valiosíssimas do Pré-Sal. Atendendo a pleitos das grandes empresas petroleiras estrangeiras, o governo retirou a exclusividade da Petrobras para a tarefa de organizar a retirada do óleo e gás daquelas camadas profundas. Uma loucura! Afinal, trata-se de uma reserva potencial imensa e não há justificativa que apoie tal iniciativa que prejudica a inserção internacional do Brasil, compromete nossa segurança nacional e reduz de forma sensível o uso adequado dos recursos de tal exploração econômica em um Fundo Soberano para as futuras gerações.

Outra linha adotada pelo tucano refere-se ao reforço da narrativa demagógica de evitar o assim chamado “uso político” da Petrobras. Amparado no desgaste de imagem provocado pelos escândalos revelados pela Operação Lava Jato, o governo resolveu dar um verdadeiro cavalo de pau na política de preços praticados pela empresa. Isso significa a adoção de uma paridade automática com as variações do preço do petróleo no mercado internacional. Na prática, a Petrobras passou a aumentar os preços internos praticados nas refinarias apenas em função das mudanças externas.

Parente e o desmonte da Petrobras.

A retórica utilizada para justificar essa mudança se apoiava no chamado “realismo tarifário” e na condenação da política anterior de contenção de aumentos nos preços dos derivados de petróleo para evitar contaminação inflacionária. No entanto, o fato concreto é que a Petrobras é uma empresa pública atuando em setor estratégico. Assim, nada mais compreensível que os governos democraticamente eleitos adotem políticas para ela. Por exemplo, não é razoável supor que a Petrobras siga de maneira cega ou ingênua as regras das empresas privadas do setor nem mesmo os seus critérios de lucro e retorno financeiro.

No entanto, o quadro havia mudado bastante desde quando FHC resolveu internacionalizar a empresa e quase conseguiu transformar seu nome em “Petrobrax”. Afinal, a prioridade absoluta de seu governo era atrair o interesse dos meios do financismo internacional para investir em papéis da nossa petroleira na Bolsa de Valores de Nova Iorque. Ao assumir esse compromisso, a partir daquele momento o governo brasileiro estava se sujeitando às regras desse tipo de mercado, onde o interesse único é a rentabilidade especulativa sobre o título e não a contribuição da empresa para o desenvolvimento econômico e social de nosso país.

Ao mudar a política de preços mais recentemente, Parente terminou por criar uma armadilha de médio prazo para o próprio governo Temer. Afinal, estava claro que os baixos preços do barril do petróleo seriam recuperados em algum momento futuro. Pois a fatura chegou. Em uma primeira fase, foram os sistemáticos reajustes no preço do gás de cozinha, que estão provocando um piora dramática nas condições de vida da maioria da população de baixa renda. Com o desemprego monumental e a redução dos salários, pesquisas indicam que teve início a substituição dessa fonte de preparação de alimentos por lenha nas cozinhas da população mais desprotegida. Uma loucura!

Gás de cozinha, gasolina, diesel: aumentos sem parar.

Os aumentos frequentes nos preços de gasolina e diesel também passaram a pesar nas contas da classe média, além do impacto generalizado nos índices de inflação em razão do uso generalizado dessa fonte de energia pelo Brasil afora. E a população começou a perceber que a tal política de preços só operava para aumentos. Nas inúmeras ocasiões em que o preço do petróleo havia sido reduzido, os efeitos de queda jamais eram sentidos nos postos de gasolina.

Apesar de todas as evidências em contrário, o governo seguiu fazendo ouvidos moucos a tais reclamos generalizados de insatisfação com tal estratégia. A situação mudou a partir da semana passada. Com o forte simbolismo de cinco reajustes seguidos nos preços em uma única semana, o movimento dos caminhoneiros ganhou expressão nacional. E foi só a partir de tal pressão que Temer resolveu se mexer. Afinal, estão programadas eleições para o mês de outubro e os candidatos alinhados com o governo não querem saber de ainda mais novidades negativas para carregar como fardo pesado e incômodo em suas campanhas.

Assim, é bem provável que aquela bravata toda da “seriedade e competência” da área técnica em não ceder a pressões políticas seja abandonada. As trapalhadas todas de Trump na cena global têm contribuído para uma elevação dos preços do petróleo no mercado internacional. Se o governo Temer mantiver essa obstinação burra de manter a equiparação automática, é bem capaz de tenhamos uma explosão ainda mais acentuada aqui dentro.

Reajuste automático de preços: política burra.

Não faz sentido que o Brasil adote essa política que só se justifica para países que dependem totalmente do petróleo importado. No nosso caso, pelo contrário, somos auto suficientes graças à nossa grande produção interna. Ao longo de 2017, por exemplo, nosso saldo na Balança Comercial do óleo foi positivo em US$ 3,7 bilhões. Isso significa que exportamos mais do que importamos. O único raciocínio que pode explicar esse tiro no pé da duplinha Temer & Parente refere-se à preocupação com o investidor externo. Sim porque o detentor de ações pode considerar esquisito que a Petrobras deixe de ganhar ainda mais dinheiro com a alta nos preços do barril de petróleo praticada pelo cartel da OPEP. Afinal, isso representa menor valorização do papel nas bolsas e menor participação nos dividendos. Mas e daí?

Ora, estamos tratando de uma empresa pública e que deve atender prioritariamente aos interesses da maioria da população brasileira. O fundamental é que os resultados positivos de sua atividade econômica sejam utilizados para aumentar sua capacidade de produção interna, com mais investimentos. A remuneração dos lucros do acionista minoritário nas bolsas estrangeiras não pode ser o fator a determinar, por exemplo, a política de preços.

No entanto, por mais uma dessas ironias da História, Temer talvez seja obrigado a ceder ao movimento dos caminhoneiros. Depois de ignorar os pleitos generalizados por mudanças na política de desmonte na empresa, ele pode recuar frente ao poderoso lobby dos empresários da área de transportes. Felizmente no momento atual, os caminhoneiros terminam por verbalizar o sentimento generalizado de descontentamento popular com esse governo, que se desmancha um pouco mais a cada novo dia que passa.

*Paulo Kliass é doutor em Economia pela Universidade de Paris 10 e Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, carreira do governo federal. 

 

-Via Portal http://www.vermelho.org.br e O Boqueirão Online

Os burros e a ditadura (charge do Kayser)



22 maio 2018

PT realizará atos em todos as cidades do Brasil para lançar candidatura de Lula

Domingo, dia 27 de maio, é o dia de dizer ao povo do seu município que Lula é candidato à Presidência da República



O Partido dos Trabalhadores divulgou nota em que pede ao povo brasileiro e à militância da legenda que ocupem as ruas, praças e feiras no próximo dia 27 para anunciar que Lula será candidato à Presidência da República. O comunicado diz:

"Vá até a feira ou à praça da sua cidade, vista a camisa, leve a bandeira, organize uma carreata ou chame todos e todas para o Diretório Municipal do PT de sua cidade, onde reafirmaremos que Lula é o nosso candidato a Presidente da República." http://www.lula.com.br/
...

Segundo ainda o site Conversa Afiada, "o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba (PR), escolheu o dia 27 de maio para o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência em todo o Brasil. A informação foi repassada pelo deputado federal Wadih Damous (PT), que visitou o petista na manhã desta segunda (21) na condição de seu advogado.

O parlamentar afirmou à militância do acampamento Lula Livre, nos arredores da PF, que o ex-presidente pediu para enfatizar que no dia 27 o lançamento ocorrerá em cada cidade brasileira onde o PT está organizado".

"Pouco importa se em cada ato tenha 10 pessoas, tenha 5 pessoas, tenha 500 pessoas. O importante é o somatório em todo o Brasil de cada um desses atos, para deixar claro que o presidente Lula é o nosso candidato”, disse Damous.

(...) Segundo Damous, Lula voltou a dizer que não quer receber um indulto, mas sim o reconhecimento de sua inocência. (...)

21 maio 2018

Nicolás Maduro vence as eleições presidenciais na Venezuela - Com 5,8 milhões de votos, Nicolás Maduro é reeleito após uma jornada de votação que se desenvolveu num ambiente de paz



Nicolás Maduro, candidato da Frente Ampla da Pátria, foi o vencedor das eleições presidenciais na Venezuela deste domingo, com 5.823.728 votos, segundo a informação divulgada ainda na noite deste domingo (20/5) pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

A presidenta do CNE, Tibisay Lucena, detalhou que 8.603.936 milhões de votos válido durante a jornada eleitoral.

O candidato Nicolás Maduro foi reeleito com 67,7% dos votos válidos, em um pleito que transcorreram sem incidentes, segundo avaliação relatada e confirmada pelos observadores internacionais que acompanharam a jornada. A participação eleitoral, segundo informação do CNE e também confirmada pelos observadores, foi de 48% (pouco mais de 8 milhões de votos).

O segundo candidato mais votado foi Henri Falcón, opositor e representante do partido Avançada Progressista (AP), que obteve 1.820.552 votos (21,1%). O pastor evangélico Javier Bertucci, candidato da aliança Esperança por Mudanças, teve 925.042 votos (10,8%), ficando com a terceira colocação, enquanto Reinaldo Quijada, do partido Unidade Política Popular, ficou com 34.614 votos (0,4%), na quarta posição.

Um total de 20.526.978 eleitores em território venezuelano e 107.284 residentes em países estrangeiros estavam habilitados para exercer seu direito a votar nos 14 mil centros de votação distribuídos em todo o país e nas representações consulares venezuelanas.

A jornada eleitoral começou às 6h (hora local) e finalizou às 18h. A votação foi observada pelo Sistema de Acompanhamento Internacional, com 150 participantes de todo o mundo. Entre esses acompanhantes estavam políticos, acadêmicos, parlamentares, intelectuais, jornalistas e personalidades da América Latina, do Caribe, Europa, África, América do Norte e Ásia.

Uma vez conhecidos os resultados, milhares de simpatizantes do presidente Maduro foram até as imediações do Palácio de Miraflores, sede do Poder Executivo venezuelano, para festejar o triunfo eleitoral.

“Me subestimaram”
Em seu discurso da vitória, Nicolás Maduro criticou o que chamou de “arrogância da oposição e seus apoiadores estrangeiros”, em um momento que despertou muitos aplausos do público presente. “Eles me subestimaram, e também subestimaram o povo venezuelano. Mas aqui estamos nós, triunfando! É a quarta vitória seguida”, destacou o mandatário, lembrando os três bons resultados do chavismo em 2017: o referendo da assembleia constituinte (julho) e as eleições municipais (dezembro) e das autoridades regionais (outubro).

Maduro também criticou a intenção da oposição de desconhecer os resultados: “não adianta esperar uma posição honrada de uma parte da oposição que, no começo ou no final, sempre vai terminar nos braços do apoio imperial”.

Diálogo
Maduro também ratificou que o primeiro que fará em seu segundo mandato é chamar a uma nova rodada de diálogo com os setores da oposição política e todos os setores sociais do país. Também prometeu assumir o tema econômico com prioridade.

“Vocês me verão andar por todo o país ativar os motores da economia. Não será fácil, não é pouca coisa falar da guerra que fazem contra o povo impedir as pessoas de votar nestas eleições”, denunciou o mandatário, que assegurou que a Justiça atuará contra aqueles que tentaram sabotar o pleito.

“Creio que um novo começo, creio na paz e na convivência para podermos avançar juntos”, expressou o Chefe de Estado.

Desconhecer os resultados
Antes mesmo de se conhecer os resultados e sem apresentar provas concretas, o candidato opositor Henri Falcón afirmou que não reconheceria os números que logo seriam apresentados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

Numa coletiva de imprensa em seu comando de campanha em Caracas, Falcón assegurou que o processo “carece de legitimidade” e que está disposto a se medir em outra eleição “sem vantagens”. Segundo o candidato: “este processo eleitoral está invalidado, para nós não houve nenhuma eleição”.

O opositor lançou sua candidatura sem o apoio dos líderes dos partidos tradicionais do antichavismo, que convocaram seus seguidores à abstenção neste domingo, boicotando inclusive a candidatura de Falcón.

Abstenção
A presidenta da Assembleia Nacional Constituinte (ANC), Delcy Rodríguez, assegurou que a grande derrotada deste domingo foi a abstenção convocada pela oposição.

Na sede da campanha governista, a ex-chanceler destacou a participação do povo venezuelano (48%, segundo as cifras divulgadas pelo CNE), apesar de parte dos partidos opositores terem feito campanha para estimular as pessoas a não irem votar – lembrando que na Venezuela o voto não é obrigatório. “Aqui está a resposta de um povo que quer viver em paz”, afirmou Rodríguez.

Perfil e propostas
Nicolás Maduro foi o presidente encarregado de assumir a Venezuela em março de 2013, após o falecimento de Hugo Chávez, líder histórico da Revolução Bolivariana. Em abril daquele ano, ganhou as eleições contra Henrique Capriles, com 50,61% dos votos, conquistando seu primeiro mandato, para o período entre 2013 e 2019.

Anteriormente, ele ocupou os cargos de deputado da Assembleia Nacional Constituinte (1999), deputado da Assembleia Nacional (2000-2006), presidente da Assembleia Nacional (2005), chanceler (2006-2012) e vice-presidente da Venezuela (2013).

Sua proposta eleitoral está contida no Plano da Pátria 2019-2025 (os mandatos presidenciais na Venezuela duram seis anos), que contém as bases do projeto para este segundo período presidencial. Estes são alguns pontos fundamentais apresentados pelo documento:

– Consolidar a educação pública e gratuita e alcançar 100% da escolaridade.

– Expandir o sistema de saúde pública, gratuita e de qualidade. Melhorar o sistema de saúde da família, primária e comunitária.

– Entregar 5 milhões de novas moradias, através da Grande Missão de Construção.

– Fortalecer o novo Carnê da Pátria (documento que funciona ao mesmo tempo como registro de identidade e carnê de acesso aos programas sociais) para proteger a 16,5 milhões de venezuelanos de forma integral, através do Sistema de Bonos (o Bolsa Família venezuelano), que leva ajuda econômica a 5 milhões de lares.

– Consolidar os CLAP (Comitês Locais de Abastecimento e Produção), os mercados do Campo Soberano, os sistemas de preços justos e o câmbio da moeda venezuelana, além de continuar impulsando o Petro (criptomoeda) e manter o projeto de revolução econômica para vencer o assédio internacional.
 
*Fonte: Carta Maior (Com informações dos canais TeleSur e RT)

VIVEREI! (Homenagem de Ana Canãs ao Presidente Lula)



*Ana Cañas - Viverei
-A compositora e cantora Ana Cañas é amiga do ex-presidente Lula, revelou recentemente no twitter o fotógrafo Ricardo Stuckert. Na semana passada, em homenagem a ele, Ana lançou a música “Viverei”.

"Mesmo que me falte o ar/ Não me calarei/ Mesmo que tirem o chão/ Em pé ainda estarei/ A luta é coração que sangra/ Bate forte a esperança/ De um povo que quer o seu direito/ Todo respeito/ E eu só lhe tenho amor/ Podem me julgar além da lei/ Podem me prender, eu andarei/ Podem inventar o que nem sei/ Podem me matar, eu viverei/ A igualdade é uma idéia/ Que nunca se aprisiona/ Tem a veia aberta/ Da gente que sonha/ A liberdade é a glória/ Da nossa imensa voz/ Guarda na memória/ É a história/ Eles e nós"

CLIQUE AQUI para ler mais (via Viomundo)

TSE não pode proibir candidatura de Lula, diz presidente do STF



Brasil 247 - A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, afirmou que não existe possibilidade da candidatura do ex-presidente Lula ser barrada de imediato sem que seja levado em consideração o direito de defesa; segundo ela, apesar da Lei da Ficha Limpa, os postulantes a algum cargo eletivo têm o direito de pedir o registro da sua candidatura e ir à Justiça Eleitoral para tentar garantir o seu ingresso no pleito; "O Judiciário não age de ofício, e sim mediante provocação", disse Cármen Lúcia em entrevista à Band; declaração põe por terra a frase do ministro Luiz Fux, presidente do TSE, que afirmou que Lula seria "irregistrável"

CLIQUE AQUI para ler na íntegra.

19 maio 2018

Tribunal reconhece erro da juíza Lebbos e admite Damous como advogado de Lula

 
Deputado federal (PT/RJ) e advogado Wadih Damous foi autorizado a integrar a defesa do ex-presidente Lula / Foto: Gustavo Bezerra/PT na Câmara
Leonardo Fernandes – Brasil de Fato*
Uma decisão da juíza da Vara de Execuções Penais de Curitiba, Carolina Lebbos, chamou a atenção da comunidade jurídica no mês de abril. Depois de negar a visita de várias pessoas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde o dia 7 de abril na capital paranaense, entre elas, guias espirituais e amigos íntimos, a magistrada indeferiu o pedido do advogado e deputado federal Wadih Damous (PT/RJ), contrariando a legislação no que se refere ao livre exercício da advocacia.
O indeferimento foi objeto de um mandado de segurança impetrado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) em Porto Alegre. Nesta sexta-feira (18), o relator do pedido, o desembargador Gebran Neto, concedeu a liminar para que Damous possa realizar visitas ao ex-presidente, na condição de advogado.
“Em relação ao meu caso, estava cerceando o meu direito de exercer a minha profissão. Isso é um caso específico. Mas independentemente disso, as decisões da juíza são normalmente ilegais”, afirma Damous, ao analisar as outras negativas da juíza.
“Embora o meu caso tenha certa peculiaridade, porque a advocacia tem regência própria, por lei específica, além dele, as outras decisões da juíza são absolutamente ilegais. Estas restrições que ela estabelece para a visitação são ilegais. Não obedecem o que transcreve a lei de execução penal”, denuncia.
Outra decisão polêmica da juíza Lebbos foi o impedimento da entrada de uma comissão de deputados da Comissão de Direitos Humanos da Câmara à sede da Superintendência da Polícia Federal, no dia 8 de maio. Na opinião de Damous, a magistrada confunde as prerrogativas de cada poder.
“É prerrogativa do parlamento brasileiro vistoriar as dependências, supervisionar, fiscalizar. Isso é próprio da administração pública. Então ela [juíza Lebbos] não tinha nada a ver com isso. No caso dos parlamentares, não se tratava de uma visita ao presidente Lula, mas de supervisionar as condições carcerárias que foram impostas a ele”.
Embora o TRF4 tenha corrigido uma decisão irregular da juíza, para o ex-presidente da OAB, não se deve causar falsas ilusões quanto ao caráter democrático do sistema de justiça. “O estado de exceção está a pleno vapor. O TRF da 4ª região é um dos agentes do estado de exceção. E como eu disse, essa decisão, ou esse caso em que a juíza me colocou, é absolutamente peculiar. A ilegalidade era tão flagrante que eles não tiveram outro jeito senão deferir a liminar. Não devemos ter qualquer tipo de ilusão quanto ao comportamento do poder judiciário, pelo menos esse segmento que cuida da chamada operação Lava Jato, de que esteja voltando aos trilhos o estado de direito.
Damous confirmou que deve fazer a primeira visita a Lula na semana que vem, depois de definir junto aos outros advogados qual será o seu papel na defesa do ex-presidente.
*Via Sul21

Coluna Crítica & Autocrítica - nº 125


Por Júlio Garcia*

*O ex-Presidente Lula, preso (político) há mais de um mês em Curitiba, segue líder absoluto em todas as pesquisas para a Presidência da República (para desespero de seus algozes). Manifestações por sua liberdade ocorrem diariamente não só em Curitiba e nas principais cidades brasileiras, mas em várias partes do mundo. Sobre a última pesquisa CNT/MDA, transcrevo abaixo avaliação realizada pelo jornalista Fernando Brito, no seu – conceituado e sempre bem posicionado – Blog ‘Tijolaço’:

"Não há alterações minimamente significativas nos resultados da pesquisa de intenção de voto presidencial CNT/MDA divulgada hoje [14/05] em relação aos índices obtidos por Lula no levantamento anterior, há dois meses. Ele continua a liderar as menções espontâneas (18,6%), na estimulada (32,4%) e vencendo qualquer adversário num possível segundo turno, com percentuais até ligeiramente maiores que na pesquisa anterior. Seu índice de rejeição só é o maior no noticiário dos jornais: na pesquisa, é o menor, ficando nos 46,8%, junto com Ciro Gomes (46,4%) enquanto os principais candidatos ficam acima dos 50%, “liderados” por Geraldo Alckmin e Marina Silva, na casa dos 56%. Mudanças houve em outras candidaturas.”

*Aviso aos navegantes: o jornalista Fernando Brito não é filiado ao PT, mas ao PDT do RJ. Respeitadíssimo, foi secretário particular do ex-governador Leonel Brizola por mais de trinta anos.

***

*A propósito das próximas eleições (previstas para ocorrerem em outubro), conforme já havia informado nos Blogues que edito, tive novamente meu nome lembrado - por um grupo de valorosos(as) companheiros(as) e amigos(as) - para compor a nominata do PT/RS como um dos pré-candidatos a Deputado Estadual pelo Partido dos Trabalhadores. Na oportunidade, agradeci, muito honrado, a lembrança, mas solicitei um prazo para avaliar e tomar a decisão final, que agora informo publicamente: não serei candidato a nenhum cargo eletivo nestas eleições.

*O motivo principal: Decidi priorizar meu trabalho como Advogado, além da Assessoria Parlamentar que presto para o mandato do companheiro Deputado Federal Marco Maia (do PT/RS, ex-Presidente da Câmara dos Deputados), trabalhando por sua reeleição, bem como no apoio aos candidatos para Assembleia Legislativa do RS pelo PT que com ele fizerem ‘dobrada’ (como é o caso dos Deputados Nelsinho Metalúrgico e Valdeci Oliveira em nossa região, dentre outros).

*Também priorizarei o ‘combate’ – que já faço a vários anos - na ‘mídia livre’, além, é claro, de não medir esforços na luta contra o golpe, pelo retorno do país à democracia, ao Estado Democrático de Direito - e pela liberdade e posterior eleição do companheiro Lula, bem como de Miguel Rossetto e Paulo Paim (que concorrerão à Presidência da República, Governador do RS e Senador, respectivamente).

***

*O juiz tucano Sérgio Moro, da chamada 'República de Curitiba' (juntamente com os procuradores fundamentalistas da ‘Vaza Jato’ e a maior parte da mídia conservadora, PF etc...), continua sua cruzada direcionada principalmente contra Lula, demais petistas e a esquerda, agora condenando (baseado em 'convicções' e nas ditas 'delações premiadas'), dentre outros, o ex-tesoureiro e ex-deputado federal Paulo Ferreira (PT/RS).

*Moro, como de costume – que politicamente nada tem de isento, pois comprovadamente ‘tem lado’ (PSDB/PMDB/DEM...), além de estreitos vínculos com a Globo e o FBI norte-americano -, trabalha com 'dois pesos e duas medidas': condenou Ferreira a 9 anos e 10 meses de prisão, regime fechado, baseado principalmente em delações questionáveis, sem falar na fragilidade das provas.

*Para refrescar a memória: o presidente Lula foi, da mesma forma, condenado pelo mesmo juiz ... sem provas, baseado em suas ‘convicções’ (sic). Já o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque (criminoso confesso) foi condenado a dois anos e oito meses em regime semiaberto e o ex-executivo da construtora OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro (também criminoso confesso), a dois anos e seis meses em regime aberto.

*Sobre a condenação do ex-deputado federal petista Paulo Adalberto Alves Ferreira (formado em História pela UFRGS, natural de Santiago/RS, mas residente há muitos anos em Porto Alegre), sua defesa assim se manifestou: “A defesa de Paulo Ferreira, que responde em liberdade, reafirma sua inocência e vai recorrer”, disse o advogado Elias Mattar Assad.

*Apesar de do ceticismo que temos (com sobradas razões) em relação às decisões do nosso Judiciário, bem como às ‘opiniões’ dos ‘colonistas’ da mídia gaudéria, no mínimo esperamos que os princípios constitucionais da Presunção de Inocência e o Direito à Ampla Defesa sejam concedidos também ao ex-deputado Paulo Ferreira que, como informa seu advogado, entrará com todos os recursos cabíveis. Até o Trânsito em Julgado, vale lembrar, ninguém poderá ser considerado culpado, muito menos ser preso... está na Carta Magna, a Constituição Cidadã de 1988 (cada vez mais pisoteada pelo arbítrio que está tomando conta do país, infelizmente).

*Enquanto isso Aécio, Temer, Azeredo, Padilha, Angorá, José Serra, Geraldo Alckmin, Paulo Preto e outros quetais do PSDB/PMDB/PP/DEM e aliados ... continuam soltos, lépidos e faceiros... A justiça, no Brasil não tem sido ‘igual para todos’, ao contrário do que nos querem empurrar goela abaixo alguns setores do judiciário e sua mídia amiga (especialmente a Globo, Veja, FSP, RBS...).

*Pois é... com tudo isso ocorrendo no país do golpe e do Estado de Exceção (que continua), não é de se estranhar, portanto, o que as pesquisas de opinião têm demonstrado: Lula continua disparado na preferência popular, como vimos acima. Enquanto isso, o Judiciário brasileiro não merece confiança e é condenado por larga maioria da população: na última pesquisa CNT/MDA, que já citamos, só 8,8% o consideram ótimo e bom. 88,3% o consideram pouco ou nada confiável e 90,3% dos entrevistados entendem que a Justiça não trata todos de maneira igual. Espero que o STF, pelo menos, reflita sobre isso...

*Advogado, Assessor Parlamentar, Midioativista - Publicado originalmente no Jornal A Folha (do qual é Colunista), em 18/05/2018.

18 maio 2018

“PT precisa deixar claro que Lula será registrado como nosso candidato”, diz Marco Maia

Marco Maia: “Eleição sem Lula não tem credibilidade nenhuma”. (Foto: Divulgação)

Da Redação do Sul21*

O deputado federal Marco Maia (PT-RS), reafirmou, nesta sexta-feira (18), que o Partido dos Trabalhadores precisa deixar claro que Lula será registrado como nosso candidato à presidência da república. “Eleição sem Lula não tem credibilidade nenhuma. Ele é o único presidenciável que se conecta com o desejo da maioria do povo brasileiro. O PT precisa deixar isso bem claro com as lideranças, deputados, governadores e senadores.”

Segundo Maia, a estratégia central do PT e da esquerda brasileira para o próximo período é a liberdade de Lula e sua candidatura. “Nós devemos nos unir, caminhar na mesma direção e reafirmar todos os dias que Lula é o nosso candidato. Neste momento, nós estamos seguindo aquilo que defende a maioria da população brasileira, é Lula presidente”, afirmou o petista.

“Não vamos aceitar passivamente que a democracia e a vontade da maioria sejam mais uma vez desrespeitadas, principalmente o desejo dos militantes que são responsáveis pela construção do PT, e fortalecem nossas lutas todos os dias”, destacou. O parlamentar afirmou ainda que Lula merece que a luta continue firme e forte, e sua liberdade será a bandeira permanente do partido.

IRA!




*Envelheço na Cidade - IRA

17 maio 2018

Poema do mais triste Maio



Meus amigos, meus inimigos,
Saibam todos que o velho bardo
Está agora, entre mil perigos,
Comendo, em vez de rosas, cardo. 

Acabou-se a idade das rosas!
Das rosas, dos lírios, dos nardos
E outras espécies olorosas:
É chegado o tempo dos cardos. 

E passada a sazão das rosas,
Tudo é vil, tudo é sáfio, árduo.
Nas longas horas dolorosas
Pungem fundo as puas do cardo. 

As saudades não me consolam,
Antes ferem-me como dardos.
As companhias me desolam,
E os versos que me vêm, vêm tardos. 

Meus amigos, meus inimigos,
Saibam todos que o velho bardo
Está agora, entre mil perigos,
Comendo, em vez de rosas, cardo.

                               Manuel Bandeira