18 fevereiro 2018

Deputado Marco Maia: ‘governo arregimenta para si uma base conservadora ávida por sangue’

 


O deputado federal Marco Maia (PT-RS) foi mais um parlamentar a criticar a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro anunciada por Michel Temer; “Ao que tudo indica o Golpista tenta achar uma tábua de salvação com a intervenção militar no RJ. 1. Muda o foco do debate, com isso a reforma da previdência sai ao natural da pauta. 2. Arregimenta para si uma base conservadora ávida por sangue. 3.Tenta mostrar ação na segurança”, disse

Rio Grande do Sul 247 – O deputado federal Marco Maia (PT-RS) foi mais um parlamentar a criticar a intervenção federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro anunciada nesta sexta-feira (16) por Michel Temer.

“Ao que tudo indica o Golpista tenta achar uma tábua de salvação com a intervenção militar no RJ. 1. Muda o foco do debate, com isso a reforma da previdência sai ao natural da pauta. 2. Arregimenta para si uma base conservadora ávida por sanque. 3.Tenta mostrar ação na segurança”, escreveu o congressista, neste sábado (17), no Twitter.

Com a medida, as Forças Armadas assumirão a responsabilidade do comando das polícias Civil e Militar no estado do Rio até o dia 31 de dezembro de 2018. O interventor federal será o general Walter Souza Braga Netto, comandante do Leste. Ele também assumirá o comando da Secretaria de Administração Penitenciária e do Corpo de Bombeiros.

*Fonte: Brasil247

17 fevereiro 2018

Eleições 2018: PT/RS abre, na segunda, inscrições de pré-candidaturas



Porto Alegre/RS - O Partido dos Trabalhadores do RS abre, nesta segunda (19), o período para inscrição de pré-candidaturas com vistas ao pleito deste ano. Até o dia seis de abril, a sigla acolherá, além da formalização dos nomes da chapa majoritária, inscrições de candidaturas para a Câmara Federal e a Assembleia Legislativa. As inscrições devem ser realizadas junto a Secretaria de Organização em formulário próprio a ser disponibilizado.

De acordo com o Secretário de Organização do PT/RS, Marlon Monteiro, o Partido aproveitará as plenárias regionais e a caravana do ex-presidente Lula, no mês de março, para estimular novas pré-candidaturas em todo Estado, com prioridade para as inscrições de candidaturas de mulheres, jovens, negros e negras. “Queremos apresentar uma chapa de candidaturas proporcionais que representem a diversidade do povo gaúcho que luta em defesa da democracia e dos direitos”, resume Marlon.

Para o presidente do PT/RS, deputado Pepe Vargas, o esforço será para reforçar o time petista nas eleições proporcionais, com nomes que representem a defesa histórica do Partido contra a corrupção, pela democracia e pelos direitos do povo brasileiro e gaúcho. “Nosso País e nosso Estado vivem um momento de graves ataques aos direitos, à soberania e ao futuro do seu povo e a nossa nominata deve expressar a luta em defesa destes direitos que o PT e os partidos de esquerda tem travado na Câmara, no Senado e na Assembleia Legislativa”, aponta Pepe Vargas.

*Via http://portal.ptrs.org.br

(Com o Portal O Boqueirão Online)

Intervenção no Rio: péssima reprise! - "Na verdade, crime organizado no Estado do Rio se conheceu um, muito bem articulado: a quadrilha do PMDB (ou, hoje, rebatizado de MDB) comandada por Jorge Picciani, Sérgio Cabral, Eduardo Cunha e tendo como apoiadores (colaboradores?) Moreira Franco e o próprio Temer"

 
Por Marcelo Auler*

Foi em 1994, mas especificamente, no final do mês de novembro. O Rio experimentou, mais uma vez, a intervenção militar para combater a violência urbana, que de organizada nada tem. Já aconteceram em 1992, quando forças militares assumiram o comando a pretexto da Eco-92.

Repete-se agora o gesto de desespero. Mas, não por conta de alguma situação aflitiva na segurança em si. Nada aconteceu de diferente que justifique a explicação simplista de que ocorreu uma “metástase” como disse, na tarde desta sexta-feira (16/02), o presidente golpista, Michel Temer. A não ser que ele faça relação com o desfile da Paraíso do Tuiuti, no domingo de carnaval.

Na realidade, de crime organizado, no Rio, o tráfico não tem nada. Digo isso, desde quando era repórter de O Dia (1994/200), ou mesmo no meu tempo de Estadão(2006/2011), período em que escrevi, a pedido do amigo Pedro Paulo Negrini, o capítulo “Organizações Criminosas no Rio de Janeiro“, no livro Enjaulados (Editora Gryphus, 2008), em coautoria com Negrini e Renato Lombardi. Fossem organizados os traficantes que armados dominam os morros, não haveria força policial a contê-los.

Na verdade, crime organizado no Estado do Rio se conheceu um, muito bem articulado: a quadrilha do PMDB (ou, hoje, rebatizado de MDB) comandada por Jorge Picciani, Sérgio Cabral, Eduardo Cunha e tendo como apoiadores (colaboradores?) Moreira Franco e o próprio Temer. O prejuízo que eles causaram nos últimos anos foi bem maior do que o sacrifício que o tráfico impõe às famílias cariocas, em especial, e fluminenses, de um modo geral. Basta ver que por falta de apoio financeiro e investimentos sociais nas áreas que, antes dominada, tinham sido retomadas, o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) ruiu. Evaporou-se.

Convocar as Forças Armadas para assumir a segurança do Rio não é a solução. Já se fez isso antes. Muitas vezes. Sem jamais se resolver o problema. Criaram-se outros. Elas ajudaram, sim, em projetos integrados. Quando da retomada de áreas antes dominadas, por exemplo. As mesmas áreas que os governos do partido de Temer não souberam manter. Por ganância.

Para o aumento da violência no Estado – como de resto no país – também contribuíram as medidas do próprio governo Temer.  Na medida em que ele congelou investimentos sociais, provocou o aumento da massa de desempregados e impôs  uma mudança da legislação trabalhista que tem tornado mais precários os empregos.

Entregar ao Exército (ou Forças Armadas) a segurança de uma cidade, como já ocorreu, não é solução e gera temores. Mais ainda todo um Estado. Já nem se tratada de superstição, suspeita ou pré-conceito. Mas puro conhecimento.

Os exemplos, se saíram das memórias das pessoas, podem ser vistos nos arquivos dos jornais. Os mesmos que, muito provavelmente, neste sábado podem estar estampando loas à decisão,. Fingem não ver que não passa de uma jogada para tentar desviar o foco negativo de um governo impopular. Por este ângulo – desvio do foco – entende-se o efeito Tuiuti.

Graças à onda de demissões de bons profissionais, trocados por novatos com salários menores e menos experiência, a chamada grande mídia hoje não tem memória. Poucos relembrarão os momentos dolorosos que a população carente carioca passou quando do uso de militares para tentar garantir a ordem enfrentando quadrilhas armadas. Com armas que, como todos sabem, muitas vezes obtiveram com a ajuda de policiais corruptos e políticos da mesma índole. Mas são quadrilhas que jamais se organizaram. Tanto que lutam entre si.

Um exemplo de recorrerem – por questões políticas, até – às Forças Armadas ocorreu em novembro de 1994. Naquele mês, Marcello Alencar – que no ano anterior rompeu com Leonel Brizola e filiou-se ao PSDB – elegeu-se governador. Eleito, mas não empossado, quis tripudiar o governo pedetista e pressionou o presidente Itamar Franco. Este acabou por impor ao Rio, governado por Nilo Batista, do PDT, as tropas federais para “garantir a ordem pública”.

Tal como repete agora Temer, em uma jogada que tanto pode ser em busca de melhor popularidade como para esconder a falta de apoio para a tão prometida reforma da previdência. Promessa que jamais será cumprida com o decreto assinado na sexta-feira.

Pode não ter sido a “intervenção”, como a decretada por Temer, mas no fundo aquela e várias outras experiências no decorrer deste 24 anos foi como se fossem. Na realidade, as Forças Armadas assumiram o controle da segurança. Em 1994, criou-se uma situação que Arnaldo César já narrou aqui em Temerosa trapalhada. Vale, porém, relembrar alguns episódios.

O que Temer não mencionou na sua fala à nação e que sempre foi cobrado da União, é que o seu governo cortou verbas da Polícia Federal e das Forças Armadas que deveriam se encarregar, por exemplo, da vigilância nas fronteiras. Por lá é que entram drogas e armas. (...)

CLIQUE AQUI para continuar lendo (via Blog do  jornalista *Marcelo Auler)

16 fevereiro 2018

Caravana Lula Pelo Brasil é adiada para 19 de março - Mudança ocorre para ajustar roteiro ao calendário das universidades que receberão o ex-presidente

Foto: Ricardo Stuckert


A etapa Sul da caravana Lula Pelo Brasil será adiada para o dia 19 de março. Prevista inicialmente para o fim de fevereiro, a viagem será postergada para ajustar o roteiro ao calendário estudantil, como explica o coordenador da caravana e vice-presidente do PT, Márcio Macedo. "Lula deve visitar uma série de institutos e universidades e para isso vamos aguardar o retorno do calendário letivo", ressaltou.

Além disso, a alteração das datas vai de encontro à agenda de outros líderes latinoamericanos, que devem participar da caravana em Porto Alegre e na cidade de Santana do Livramento - onde Lula vai se reunir com o ex-presidente uruguaio Pepe Mujica.
  

Lula pelo Brasil

Após percorrer todos os estados do Nordeste, além de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, dessa vez Lula vai ao Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. A caravana deve passar por pelo menos 14 cidades. 

*Via http://www.lula.com.br

14 fevereiro 2018

Jack, da Tuiuti, diz a quem tem o dever de servir

jack
Se 10% dos que devem o que são ao que o povo deste país fez por suas vidas tivessem a clareza que disso mostrou o carnavalesco da Paraíso da Tuiuti, este país seria outro. O trecho é da sua entrevista a Bruna Fantti, em O Dia:
Sou formado pelo ensino público, fui uma criança de escola pública, me formei em uma federal, em Belas Artes. Então, a população ajudou a me formar, foi dinheiro público que ajudou a pagar meus estudos e a manter as instituições em que me formei. Preciso de alguma forma retribuir para a população esse investimento. É a maneira que eu posso prestar o serviço a ela (à sociedade), através da minha arte. 
Com muito menos arte e igual gratidão, assino embaixo.
(*Por Fernando Brito, do Tijolaço) 
**E.T.: Este Editor também assina embaixo

12 fevereiro 2018

Carnaval 2018: "Não sou escravo de nenhum senhor": Tuiuti desfila contra retrocesso


Escola de samba faz críticas à Reforma Trabalhista e a perda de direitos sociais dos trabalhadores no governo Temer. Quarta escola a cruzar a Sapucaí no primeiro dia de desfile do grupo especial no Rio de Janeiro, a Paraíso do Tuiuti investiu em um tom político, carregado de críticas sociais. 

Carta Capital - Com o enredo, “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”, dos compositores Claudio Russo, Moacyr Luz, Dona Zezé, Jurandir e Aníbal, a escola recontou a história da escravidão no Brasil, nos 130 anos da Lei Áurea, propondo uma reflexão sobre a exploração do trabalho humano. Ao som do refrão “Meu Deus! Meu Deus!, se eu chorar não leve a mal, pela luz do candeeiro, liberte o cativeiro social”, a escola surpreendeu já na comissão de frente, chamada “O Grito da Liberdade”. Os passistas representaram escravos negros amordaçados, com grilhões nos pulsos e corpos ensanguentados de tanto apanhar do senhor do engenho, também negro.

Com 29 alas, a escola explorou o tema das mais diversas formas, representando o trabalho escravo rural, o tráfico de escravos, o trabalho informal e relembrando a publicação do primeiro jornal da imprensa negra no Brasil, “o Mulato”, em 1833.

Também não faltou um olhar contemporâneo ao tema, que buscou mostrar a perda de direitos sociais no atual cenário político. Na ala “Manifestoches”, a Tuiuti ironizou os manifestantes que pediram o impeachment da presidenta Dilma. Os passistas vieram à avenida segurando panelas e envoltos em patos que faziam menção à campanha da Fiesp “Não vou pagar o pato”. As mãos que pendiam sobre as cabeças de cada um, os colocavam como manipulados.

Na ala “Os Guerreiros da CLT”, a escola explorou a sobrecarga dos trabalhadores. Os passistas vieram segurando carteiras de trabalho e artefatos em vários de seus braços.

O último carro da escola representou um novo navio negreiro com a ala dominante se impondo sobre os trabalhadores. Destaque para a representação de um vampiro neoliberalista que trajava uma faixa presidencial, com clara alusão à figura de Michel Temer que, com o apoio do Congresso, colocou em prática a Reforma Trabalhista e perda de direitos dos trabalhadores.

Ponto alto da passagem da escola, o carro Neo-Tumbeiro foi bem recebido pela arquibancada e bastante comentado durante o desfile, a não ser pelos comentaristas da Globo que, entre risos incômodos, se limitaram a chamar o destaque de vampirão e ignorar a crítica feita ao governo Temer. (...)

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�� Paraíso do Tuiuti: Temer vampiro e Manifantoches ! #MITOU

11 fevereiro 2018

Chico Buarque - Quando o Carnaval Chegar

Juízes que condenaram Lula ganham auxílio-moradia mesmo possuindo imóvel em Porto Alegre

Os três juízes que condenaram o ex-presidente Lula no TRF4 recebem auxílio-moradia. (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)
Dois dos três desembargadores do TRF-4 que condenaram o ex-presidente Lula sem provas no caso do triplex do Guarujá também recebem auxílio-moradia, mesmo possuindo imóvel na cidade em que residem, Porto Alegre. Assim como o juiz federal Sérgio Moro, Leandro Paulsen, revisor da sentença contra Lula, e Victor Laus, recebem R$ $ 4.378.
Segundo informações divulgadas pela Folha de S. Paulo neste domingo (11), em 2014, Laus comprou por R$ 255 mil um apartamento no Moinhos de Vento, bairro nobre na região central. Em dezembro de 2017, rendimento bruto do magistrado era de cerca de R$ 106 mil, somados benefícios e gratificações. Seu salário-base foi de cerca de R$ 30,5 mil.
Já Leandro Paulsen adquiriu um apartamento por R$ 432 mil em 2009. O magistrado investiu R$ 50 mil de recursos próprios e financiou outros R$ 382 mil com a Caixa Econômica Federal, a ser pagos em até 360 meses (30 anos). O imóvel fica no bairro nobre Três Figueiras.
Em dezembro de 2017, Paulsen teve rendimento bruto de cerca de R$ 47,4 mil, contados os R$ 4.378 do auxílio-moradia. Seu salário-base é igual ao de Laus: aproximadamente R$ 30,5 mil.
Relator da Lava Jato na corte regional, João Pedro Gebran Neto, natural de Curitiba, não possui imóvel próprio em Porto Alegre. Ele também recebe auxílio-moradia.
Os três começaram a fazer uso do benefício em outubro de 2014, um mês depois de decisão liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux, que estendeu o auxílio a todos os juízes, mesmo os que já tinham imóvel próprio.
Dos 494 magistrados da 4ª Região, que compreende os três Estados do Sul, só 74, ou 15%, não ganham auxílio-moradia. O gasto mensal com o benefício chega a R$ 1,84 milhão. Em 2017, o gasto anual foi de R$ 21,4 milhões. Desde a liminar de 2014, o auxílio-moradia aos magistrados da 4ª Região já custou R$ 71,3 milhões.
*Via Sul21