PT, PV, PCdoB, Rede e PSB participaram de anúncio oficial, com a expectativa de adesão do PSOL ao grupo
Após uma semana de indefinição, Edegar Pretto, ao lado de lideranças políticas de outros quatro partidos da esquerda gaúcha, anunciou, nesta quinta-feira (9), que sua candidatura se transformará em uma “frente política” em torno de Juliana Brizola (PDT) na corrida pelo Piratini. Pretto, que ainda não oficializou o seu futuro nas eleições de 2026, reiterou o apoio à pré-candidata do PDT e destacou que o principal objetivo para outubro é a reeleição de Lula.
“O meu desejo, e que foi compartilhado aqui pelos demais, é que nós vamos nos apresentar, a partir de agora, como uma frente política, não individualmente cada partido”, declarou Edegar Pretto.
O anúncio veio na sequência de uma reunião do PT junto ao PV, Rede Sustentabilidade, PCdoB e o PSB, que recebeu os partidos em sua sede. De acordo com Pretto, a reunião ocorreu para “prestigiar” o novo momento do PSB com Beto Albuquerque no comando e negou qualquer rusga com a direção do PT-RS.
Segundo Pretto, a frente ampla da esquerda deve contar, além do PDT de Brizola, com o PSOL. Os socialistas, no entanto, sempre defenderam uma aliança com Pretto liderando a chapa.
Edegar disse que conversou com a pré-candidata ao Senado pelo PSOL, Manuela D’Ávila, e com o vereador e presidente do PSOL de Porto Alegre, Roberto Robaina, sobre a adesão do partido à coalizão. Segundo ele, o PSOL tem “muita disposição para a manutenção da unidade desta frente”.
O agora ex-candidato petista fez questão de destacar que não fará nenhuma mobilização de “enfrentamento” à decisão do PT nacional que orientou o fim da sua candidatura. Nesta terça-feira (7), o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT se reuniu e divulgou uma resolução definindo a necessidade de “uma tática eleitoral conjunta com o PDT, e demais partidos do campo democrático, sob a liderança da companheira Juliana Brizola, como expressão política dessa estratégia no Estado do Rio Grande do Sul”.
Porém, Pretto pediu paciência para realizar a transição de uma chapa do PT para essa nova frente dos partidos de esquerda, que foi oficializada na reunião desta quinta. “Obviamente que isso não se dá automaticamente, não se dá de uma hora para outra”, comentou.
“No meu partido, a avaliação necessária que nós faremos será na executiva de amanhã (10), no diretório. No início da semana, os demais partidos que aqui estavam também estão com as suas reuniões marcadas”, disse Edegar.
Sobre Juliana Brizola, Pretto destacou a “convivência muito fraterna” que tem com a candidata desde os tempos de Assembleia Legislativa e que tem, junto com ela, um “compromisso com o nosso Rio Grande do Sul”. “Nós aqui somos daqueles que acreditam que o nosso Estado pode muito mais”, manifestou.
“Temos diferença, obviamente, dos partidos, mas tem algo que é maior que nos une”, reforçou Pretto. “Acho que as diferenças que nós temos, e que continuam, são menores do que o grande desafio da eleição do presidente Lula e da gente ter um novo projeto de desenvolvimento para o Rio Grande do Sul”.
Edegar não confirmou o seu papel na sequência dessa corrida eleitoral com a desistência de liberar a chapa. Ele destaca que o partido tem tempo para tomar uma decisão, e que irá discutir junto ao diretório o melhor caminho para ele e para o partido. “Eu fui pré-candidato em uma decisão coletiva, unânime, democrática, tirada no PT. E é lá de novo que eu vou buscar a orientação [sobre] qual é o caminho que eu devo seguir”, ressaltou.
Mesmo com a indefinição e o período transitório para estabelecer a nova frente política, Pretto declarou sua confiança na vitória nas urnas em outubro. “Eu acredito firmemente que nós estaremos no segundo turno e nós venceremos essas eleições. ‘Nós’ esta frente política constituída que está mais fortalecida ainda”, garantiu.
*Fonte: Sul21








