Em Brasília, ação de plantio ocorreu nas embaixadas da Venezuela e Cuba e pediu liberdade para Maduro e Cilia*
Blog do Júlio Garcia
05 fevereiro 2026
SOLIDARIEDADE - ‘Plantar árvores é permanecer’: ação do MST homenageia Cuba e Venezuela, um mês após ataque dos Estados Unidos
03 fevereiro 2026
Ex-deputado e lutador social, Frei Sérgio Görgen morre aos 70 anos*
Lutador histórico da causas populares, o religioso sofreu um infarto em casa, na comunidade dos Franciscanos em Candiota/RS
Frei Sergio Görgen | Foto: Joana Berwanger/Sul21
Faleceu na manhã desta terça-feira (3) o frade franciscano Sérgio Antônio Görgen, 70 anos, conhecido como Frei Sérgio. Lutador histórico da causas populares, em especial na defesa dos pequenos agricultores e camponeses, o religioso e ex-deputado estadual sofreu um infarto em casa, na comunidade dos Franciscanos em Candiota (RS). O falecimento foi confirmado pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), entidade da qual era dirigente.
“É com imenso pesar, mas guiados pela esperança que ele sempre semeou, que o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) comunica o falecimento de seu dirigente histórico, Frei Sérgio Antônio Görgen. Frade franciscano, escritor e intelectual orgânico das causas populares, Frei Sérgio foi mais do que um dirigente; foi um pastor que escolheu o “cheiro das ovelhas” e o barro das trincheiras. Sua partida deixa um vazio imenso na luta social brasileira, mas seu legado de soberania alimentar e dignidade camponesa permanece vivo em cada semente crioula plantada neste solo”, diz nota divulgada pelo MPA.
Frei Sérgio foi deputado estadual pelo PT entre 1999 e 2002. O falecimento foi lamentado por uma série de políticos da esquerda gaúcha e lideranças de movimentos sociais em postagens nas redes sociais.
“Estou muito dolorido. Perdi um camarada de 40 anos de luta, Frei Sergio Gorgen, franciscano. Enfrentamos juntos muitas batalhas, algumas perdemos, mas sempre vencemos com o povo organizado. Deixa um legado para toda militância camponesa do Brasil. Vamos sentir muitas saudades”, escreve João Pedro Stédile, dirigente do MST.
“Com enorme tristeza recebi, nesta manhã, a notícia do falecimento do amigo e companheiro Frei Sérgio Görgen, lutador incansável do povo da terra, liderança histórica do MPA e ex-deputado estadual do nosso partido. Frade franciscano, militante das causas populares, dedicou sua vida à defesa da agricultura camponesa, da soberania alimentar, da democracia e da dignidade do povo do campo, sempre unindo fé, coragem e compromisso político”, escreveu o deputado estadaul Miguel Rossetto (PT).
“Triste notícia. Faleceu Frei Sérgio Görgen, franciscano, liderança do Movimento dos Pequenos Agricultores, deputado estadual do PT/RS e, essencialmente, um homem que dedicou a vida à luta contra a desigualdade”, lamentou o deputado federal Elvino Bohn Gass (PT).
“O Brasil e o Rio Grande do Sul se despedem de um grande lutador, um professor de coerência e coragem. Frei Sérgio sempre me lembrava das razões pelas quais lutamos e de ao lado de quem devemos estar. Meu abraço a seus companheiros e companheiras de luta”, disse a ex-deputada Manuela d’Ávila (PSOL).
Desde a fundação do Sul21, em 2010, Frei Sérgio escreveu uma série de artigos de opinião, sendo uma de suas últimas contribuições em 2024, “Questões emergentes no tempo em que vivemos”.
Natural do Rio Grande do Sul, Frei Sérgio dedicou sua militância à articulação política e espiritual dos excluídos. Foi peça fundamental na fundação do MPA em 1996.
“Sua trajetória foi marcada pelo sacrifício pessoal em prol do coletivo. Frei Sérgio utilizou seu próprio corpo como ferramenta de denúncia através de cinco greves de fome, destacando-se as lutas por crédito agrícola nos anos 90, a resistência contra a Reforma da Previdência em 2017 e a jornada pela democracia em 2018, em frente ao STF”, diz a nota do MPA.
Como sobrevivente e cronista do Massacre da Fazenda Santa Elmira (1989), ele assumiu a missão de não deixar a história ser escrita apenas pelos vencedores. Através de obras como “Trincheiras da Resistência Camponesa” e “A Gente Não Quer Só Comida”, ele teorizou e defendeu a agricultura camponesa como um verdadeiro projeto de vida.
“Frei Sérgio não apenas pregava o Evangelho, ele o vivia nas trincheiras da luta pela terra. Sua vida foi um testemunho de que a espiritualidade e o compromisso político com os pobres são faces da mesma moeda. Deixa-nos um legado de resistência e de um amor profundo pelo povo simples do campo”, diz o MPA.
*Fonte: Sul21
** Presidente Lula lamenta morte de Frei Sérgio: ‘Lutou pela alimentação do corpo e da alma’
02 fevereiro 2026
Internacional - Greve histórica em Minneapolis sob -23ºC, Obama pede cooperação mas o povo exige: “Abolição do ICE!”
Por Marcelo Carlini*
Na sexta, dia 23 de janeiro, sob o frio congelante de -23 ºC, 75 mil pessoas tomaram as ruas de Minneapolis reagindo ao assassinato da poetisa que participava do trabalho de proteção dos imigrantes, Renee Good pelos agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos). A cidade tem 430 mil habitantes e a conurbação tem cerca de 3 milhões. Um dia depois, na mesma cidade, o enfermeiro Alex Pretti foi executado pelos membros da agência com dez tiros. Desde que Trump assumiu em 2025 já foram mortas 36 pessoas sob custódia desta força de terror.
O governo defendeu os agentes e classificou as vítimas como “terroristas domésticos”. Mas, sob pressão, afastou Gregory Bovino do comando das tropas em Mineápolis e no seu lugar colocou o “czar da fronteira” Tom Homan. Sobre o assassinato de Pretti, Trump mudou o discurso e prometeu “uma investigação”.
A mobilização de Mineápolis teve uma dimensão histórica e desta vez envolveu lideranças sindicais nacionais. A greve foi no bojo de um processo de auto-organização dos vizinhos, em rondas de monitoramento do ICE e em redes de resposta rápida por bairro em defesa dos vizinhos imigrantes. Esta articulação contrapõe-se à ação de tropas fortemente armadas e que contam com um orçamento superior ao FBI.
Numa inserção ao vivo na Globonews, um enviado do canal à cidade relatou que havia sido abordado várias vezes por moradores para que ele dissesse quem era e o que estava fazendo ali, no intuito de descobrir se ele seria um agente do ICE disfarçado de repórter.
Abolição do ICE é bandeira nacional
Apesar da Casa Branca ensaiar um tom conciliatório, é certo que Trump não recuará da sua política de combate ao “inimigo interno” da mesma forma que não recuará por vontade própria de sua ofensiva fora do Estados Unidos. Não há conciliação possível com Trump, diferentemente do que o ex-presidente Barack Obama pede.
Preocupado com o “caos”, Obama lançou nota sobre o assassinato de Alex Pretti dizendo que “isso tem que parar. Espero que, depois desta tragédia mais recente, autoridades desta administração reconsiderem sua maneira de agir e comecem a encontrar meios de trabalhar de maneira construtiva com o governador Walz e com o prefeito Frey.” Mas enquanto Obama pede cooperação, a palavra de ordem que virou bandeira nacional é a abolição do ICE.
Na quarta-feira (28), Bruce Springsteen lançou uma canção “dedicada ao povo de Minneapolis, aos nossos vizinhos imigrantes inocentes e em memória de Alex Pretti e Renee Good”. A música destaca a resistência do povo à “fumaça e às balas de borracha” o uso de “apitos e telefones”, ferramentas para enfrentar as tropas de Trump. No coro com Bruce e o povo de Minneapolis, “ICE fora agora!”
*Marcelo Carlini, membro do Diretório Estadual do PT-RS
-Via site Militante Petista
01 fevereiro 2026
DOIS POEMAS DE MANUEL BANDEIRA
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me
embora pra Pasárgada
Lá
sou amigo do rei
Lá
tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me
embora pra Pasárgada
Vou-me
embora pra Pasárgada
Aqui
eu não sou feliz
Lá
a existência é uma aventura
De
tal modo inconsequente
Que
Joana a Louca de Espanha
Rainha
e falsa demente
Vem
a ser contraparente
Da
nora que nunca tive
E
como farei ginástica
Andarei
de bicicleta
Montarei
em burro brabo
Subirei
no pau-de-sebo
Tomarei
banhos de mar!
E
quando estiver cansado
Deito
na beira do rio
Mando
chamar a mãe-d’água
Pra
me contar as histórias
Que
no tempo de eu menino
Rosa
vinha me contar
Vou-me
embora pra Pasárgada
Em
Pasárgada tem tudo
É
outra civilização
Tem
um processo seguro
De
impedir a concepção
Tem
telefone automático
Tem
alcaloide à vontade
Tem
prostitutas bonitas
Para
a gente namorar
E
quando eu estiver mais triste
Mas
triste de não ter jeito
Quando
de noite me der
Vontade
de me matar
—
Lá sou amigo do rei —
Terei
a mulher que eu quero
Na
cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
.....
Desencanto
Eu
faço versos como quem chora
De
desalento… de desencanto…
Fecha
o meu livro, se por agora
Não
tens motivo nenhum de pranto.
Meu
verso é sangue. Volúpia ardente…
Tristeza
esparsa… remorso vão…
Dói-me
nas veias. Amargo e quente,
Cai,
gota a gota, do coração.
E
nestes versos de angústia rouca,
Assim
dos lábios a vida corre,
Deixando
um acre sabor na boca.
— Eu faço versos como quem morre.
29 janeiro 2026
Lembrando José Martí - Marcha das Tochas em Cuba: ‘O anti-imperialismo é um amor profundo à liberdade’
Milhares de jovens acendem tochas em homenagem a José Martí e pela soberania e unidade da América Latina
“Não viemos apenas para lembrar, viemos para continuar a obra de Martí”, foram as palavras com que Litza Elena González Desdín, presidente nacional da Federação Estudantil Universitária (FEU), deu início à tradicional Marcha das Tochas.
Sob o lema “Unidade e resistência”, milhares de jovens se reuniram na emblemática escadaria da Universidade de Havana, na noite de terça-feira (27), onde ouviram o discurso da dirigente estudantil minutos antes de acender as milhares de tochas que iluminariam a mobilização.
“Martí vive na resistência daqueles que nunca desistem diante das dificuldades; naqueles que jamais se ajoelham diante do opressor; naqueles que defendem o valor das ideias como uma força insuperável; e vive em nós, jovens que sabemos que o anti-imperialismo é um amor profundo à liberdade”, afirmou González Desdín, em meio a aplausos.
Horas antes do pôr do sol, estudantes universitários e do ensino médio começaram a ocupar as imediações da universidade. Organizada pela Federação Estudantil Universitária, a Marcha das Tochas acontece todos os anos para comemorar o nascimento de José Martí, considerado o Apóstolo da Pátria.
Este ano, o que deveria ser um encontro em comemoração ao Herói Nacional e ao centenário de seu “melhor discípulo”, Fidel Castro, transformou-se em uma marcha de luto, mas também de luta anti-imperialista. A mobilização ocorreu em um contexto marcado pelas crescentes ameaças do governo dos Estados Unidos contra Cuba e por um clima de luto nacional, após a morte de 32 internacionalistas cubanos caídos em combate durante o ataque perpetrado contra a Venezuela. (...)
“Compatriotas, estamos vivendo tempos muito conturbados, nos quais o império e seu imperador, Donald Trump, querem impor a ordem das bombas, dos sequestros, da perseguição, da destruição e da morte, e pretendem nos fazer voltar ao fascismo destruidor”, denunciou González Desdín, que também condenou “nos termos mais enérgicos a covarde agressão militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e o sequestro do presidente daquela nação irmã, Nicolás Maduro Moros, e de sua companheira Cilia Flores”.
Em um dos momentos mais emocionantes da jornada, acrescentou: “Nunca esqueceremos que, naquela noite de 3 de janeiro, na madrugada mais sombria, os cubanos perdemos fisicamente 32 de nossos filhos mais valentes, muitos deles jovens, que, no cumprimento de seu dever, caíram sob o bombardeio dos atacantes. Eles são uma inspiração constante para nossa geração; são paradigmas da história da luta por uma América unida, por uma Pátria cada vez mais soberana. Para eles, honra e glória para sempre”.
Pátria é humanidade
Nascido em Havana, em 1853, José Martí foi poeta, pensador, educador e, acima de tudo, revolucionário. Fundador do Partido Revolucionário Cubano (PRC), que tinha como objetivo lutar pela independência de Cuba e de Porto Rico, Martí se tornou uma das principais figuras do ciclo de guerras de independência no final do século 19.
Desde muito jovem, uniu-se às fileiras independentistas, atividade pela qual foi preso e exilado ainda adolescente. Aos 15 anos, publicou o poema Abdala, no qual delineava seu conceito de pátria:
“O amor, mãe, à Pátria / não é o amor ridículo à terra / nem à erva que pisam nossos pés / é o ódio invencível a quem a oprime / é o rancor eterno a quem a ataca”.

28 janeiro 2026
A morte do Jornalismo*
A sociedade não percebe o que isso significa
Por Alex Solnik*
Comete crime quem atende pacientes no hospital ou no consultório sem ter um diploma de médico e o registro formal no Conselho Regional de Medicina (CRM). O paciente atendido por um leigo ou um charlatão corre o risco de ficar mais doente e, no caso extremo, vir a óbito.
Quem pretende desenhar ou construir casas, prédios, viadutos e estradas, tem que se formar arquiteto ou engenheiro, e obter o registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) ou no Conselho Regional de Arquitetura e Urbanismo (CAU/UF) para exercer a profissão. Se um leigo ou um charlatão assume desenhar ou construir, o prédio corre o risco de cair, e seus moradores, acabar sob escombros.
O mesmo se dá com advogados, que obrigatoriamente têm que estudar Direito e só podem exercer a profissão depois de passar pelo crivo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Caso contrário, poderão levar à condenação aqueles que pretendem defender.
O Jornalismo, embora seja tão fundamental quanto a Medicina, a Arquitetura, a Engenharia e a Advocacia virou terra de ninguém, onde qualquer um, mesmo sem nem saber escrever corretamente, sem nenhum diploma, sem passar pelo crivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), se arvora em “informar”, “opinar” e “formar opiniões”, sem conhecer os requisitos mínimos da profissão, como a obrigatoriedade de “consultar os dois lados” e só transformar um assunto em notícia se as cinco questões básicas - quem, onde, quando, como e por que - podem ser respondidas por completo.
A consequência dessa torre de Babel é a desinformação, proposital ou não, que distorce fatos, confunde a opinião pública e destrói a credibilidade da imprensa.
As chamadas “redes sociais”, onde leigos e charlatães encontram campo fértil para disseminar seu ódio, suas mentiras e suas idiossincrasias, sem vergonha e sem freios, permitem que o jornalismo seja assassinado minuto a minuto, dia a dia, sob o olhar complacente da sociedade, que não percebe o que isso significa.
É verdade que há jornalistas diplomados e experientes que não seguem as boas práticas do Jornalismo, como também há médicos, advogados e engenheiros transgressores. Mas isso não pode ser usado como argumento para abolir a exigência dos diplomas.
Também é verdade que jornais e revistas podem disseminar meias verdades ou distorcer fatos de acordo com seus interesses. Não há como negar.
Só que, em razão de suas tiragens serem limitadas, não provocam tantos danos quanto as “redes sociais” que, ao divulgar essas mesmas “notícias” atingem milhões de pessoas em poucos minutos.
A morte do Jornalismo não é só um atentado à informação correta, tão fundamental para a sociedade quanto um prédio bem construído, um doente bem medicado, um injustiçado bem defendido.
A morte do Jornalismo leva, em última análise, à morte da Democracia.
Quando todos são “jornalistas”, ninguém é.
*Jornalista - via Brasil247
26 janeiro 2026
"A PRÉ-CANDIDATURA DO COMPANHEIRO EDEGAR PRETTO AO GOVERNO DO RS É IRREVERSÍVEL" (NOTA OFICIAL DA DIREÇÃO ESTADUAL DO PT/RS)
Edegar Pretto e o Presidente Lula
"A pré-candidatura do companheiro Edegar Pretto
ao governo do Rio Grande do Sul é uma questão definida para o PT do Rio Grande do Sul.
A pré-candidatura do Edegar, atual presidente da Conab e ex-presidente da
Assembleia Legislativa do RS, foi aclamada pelo partido em 30 de novembro
passado, durante a realização do Encontro Estadual do partido, que reuniu, em
Porto Alegre, dirigentes, militantes e lideranças petistas de todas as regiões
gaúchas.
Destaco ainda que a pré-candidatura do Edegar é
uma construção absolutamente coletiva e que resulta da realização de inúmeros
encontros regionais e setoriais realizados ao longo de 2025.
O conjunto do nosso partido tem plena confiança
não só no potencial eleitoral do Edegar, como na sua capacidade de trabalho e
de articulação política.
O desempenho dele à frente da Conab é um
atestado disso. Registro que, em todos os diálogos que tenho mantido com o
presidente nacional do PT, o companheiro Edinho Silva, em nenhum momento foi
questionada a nossa estratégia, ou seja nossa chapa está, reitero, definida com
a pré-candidatura de Edegar Pretto governador e Paulo Pimenta Pimenta
senador. Esta decisão é irreversível.
O PT está unido, coeso e muito bem representado
pelo Edegar, pelo Pimenta e também pelo nome da companheira Manuela D'Ávila
(PSOL) para a disputa da outra vaga do Senado.
E seguimos mobilizados e abertos para construir uma frente capaz de
retomar o Palácio Piratini e de reeleger o presidente Lula.
Respeitamos todos pré-candidatos, mas chegou a
hora do Rio Grande voltar a ter um governo comprometido de fato com o povo
gaúcho e de voltar a ter um projeto de desenvolvimento concreto e para todos.
Valdeci
Oliveira, Presidente do PT-RS
Porto Alegre/RS, 24 de janeiro de 2026."
...
*Edição final deste Blog.
REFORMA AGRÁRIA - Em encontro do MST, Lula critica agressão à Venezuela e genocídio em Gaza
Presidente participou do ato de encerramento do 14° Encontro Nacional do MST, em Salvador (BA)

Carta do MST ao povo brasileiro
Diante das autoridades, a deputada estadual de Pernambuco, Rosa Amorim (PT), e o dirigente nacional do MST, Márcio Santos, fizeram a leitura de uma carta endereçada ao presidente Lula e ao povo brasileiro, em que condena a agressão militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira dama e deputada nacional, Cilia Flores.
“Vivemos um momento de mudança de época, caracterizado por guerras e pelo avanço do imperialismo em nosso continente. A agressão à Venezuela, com o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da deputada Cilia Flores, foi uma mensagem atroz para os povos de todo o mundo, especialmente da nossa América Latina. Os interesses envolvidos são o saque dos nossos bens comuns da natureza, como petróleo, minérios, terras raras, águas e florestas, além da tentativa de impedir o avanço do multilateralismo e da soberania dos povos”, diz o texto, que menciona ainda a ofensiva sionista contra o povo palestino, as tentativas de golpe nos países do Sahel, em especial em Burkina Faso, bem como realiza inúmeras investidas para desestabilizar países como Cuba, Haiti, Colômbia, México e Irã.
O documento faz críticas ao modelo de desenvolvimento baseado no agronegócio, “um braço do capital nacional e internacional no campo”. “Enquanto modelo hegemônico de agricultura, o agronegócio está baseado em commodities para o mercado, na destruição e apropriação dos bens comuns da natureza e no uso intensivo de agrotóxicos que contaminam o solo, a água e o ar, colocando em risco a garantia de uma vida saudável”, afirma o texto.
O movimento passa então a tecer críticas ao “bloqueio” da reforma agrária no país. “A reforma agrária, enquanto projeto estratégico do país, está bloqueada pela burguesia brasileira e pelo avanço do modelo do agronegócio no campo, que controla a maior parte do Congresso Nacional, dos meios de comunicação e do poder judiciário. Por essas razões, tivemos poucas conquistas efetivas de políticas públicas massificadas capazes de enfrentar a pobreza no campo e melhorar a vida do povo. Isso se expressa no fato de ainda termos mais de 100 mil famílias acampadas no Brasil”, diz o documento.








