27 junho 2017

FRENTE BRASIL POPULAR - FBP - Convite



Da Redação*

A Comissão pró FRENTE BRASIL POPULAR de Santiago e Região está convidando para uma importante Reunião que ocorrerá nesta terça-feira, 27/06, às 19 h na Associação dos Inativos da Brigada Militar - Greminho, Bairro Maria Alice Gomes, em Santiago/RS.  

Será painelista nesse importante evento a companheira Silvia Reis Marques, integrante da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST, que discorrerá sobre o tema "Reformas em Debate" e "Preparação da Greve Geral do dia 30 de junho". Na oportunidade, outros assuntos relativos a organização da FBP  em Santiago e Região também serão tratados.

Estão sendo convidadas todas as lideranças sindicais, ativistas, estudantes, associações democráticas, movimentos populares e partidos políticos que estão em oposição ao golpista Temer e seus aliados e na luta pelas Diretas Já. 

CLIQUE AQUI para acessar o site da FBP

26 junho 2017

Nota oficial: Lula é inocente

Em nota, presidenta nacional do PT afirma que “uma hipotética condenação de Lula teria como único objetivo afastá-lo das eleições de 2018”. 
Leia a íntegra


O Partido dos Trabalhadores vem a público se manifestar sobre matérias publicadas pela imprensa no final de semana, referentes à suposta condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do tríplex do Guarujá. 
Os boatos causaram indignação na militância petista e em todos os segmentos da sociedade brasileira preocupados com a manutenção da Justiça e do Estado Democrático de Direito em nosso país.
Frente a esse momento grave da história do Brasil, a Direção Nacional do PT informa que acompanha atentamente a evolução desse processo judicial, na certeza de que não existe nenhuma possibilidade de sentença justa que não seja a absolvição do ex-presidente.
Frente à inexistência absoluta de provas que possam embasar as denúncias contra Lula, nossa militância segue atenta e mobilizada para, junto com outros setores da sociedade brasileira, dar a resposta adequada para qualquer sentença que não seja a absolvição completa e irrestrita de Lula. Não aceitaremos vereditos baseados em indícios falsos e especulações partidarizadas, conforme possibilidade que já vem sendo aventada pela imprensa, e que contrariem até documentos oficiais de órgãos públicos que atestam que o ex-presidente nunca foi proprietário de tal imóvel.
No momento em que avançam no Congresso Nacional propostas contra os trabalhadores e o povo brasileiro, e políticos conservadores são inocentados e preservados e que bandidos são soltos para viverem nababescamente no exterior, condenar Lula, o maior líder popular na nossa história, significaria desferir um golpe mortal contra a justiça e a democracia do Brasil.
Uma hipotética condenação de Lula teria como único objetivo afastá-lo das eleições de 2018, o que é absolutamente inaceitável. Sem Lula, as eleições presidenciais não terão legitimidade e não passarão de uma fraude contra o povo brasileiro.
Viva a Democracia!
Viva o presidente Lula!
Senadora Gleisi Hoffmann,
Presidenta Nacional do PT

Moro condena Palocci e se prepara para Lula

moropalocci

Sérgio Moro, o juiz da sentença pronta antes mesmo de começado o processo, anunciou a pena imposta ao ex-ministro Antonio Palocci: 12 anos e dois meses de prisão.
Levou dez dias para cumprir a formalidade de agregar trechos das alegações finais apresentadas por Palocci que, evidentemente, não vêm ao caso, exceto para cumprir tabela.
É provável que, portanto, anuncie a condenação de Lula que só não está em papel amarelado pelo tempo porque escrita no computador.
O objetivo é andar rápido para que a troika instalada no Tribunal Regional Federal confirme a sentença antes das eleições e tire Lula, o preferido da maioria dos eleitores, da disputa.
O messianismo judicial está à toda no Brasil.
Falta pouco para que tenhamos uma eleição disputada por Sérgio Moro, Joaquim Barbosa, Cármem Lúcia e Rodrigo Janot.
Quem quiser entrar na vida pública, agora, tem de fazer concurso para juiz ou promotor.
Quando eles querem, a Justiça é célere.
E celerada.
(Por Fernando Brito in 'Tijolaço')

PT é favorito de 18% de brasileiros e brasileiras, diz Datafolha

Aparecem empatados em segundo lugar, com míseros 5%, PSDB e PMDB. Nem com todos os ataques dá para esconder que o PT é o partido que governa para o povo

                                                                                                        Ricardo Stuckert/Instituto Lula
O povo reconhece quem sabe fazer, que já o provou, e que pode fazer de novo.
Quanto mais avançam os ataques golpistas contra os direitos da população, mais fica claro qual é o partido que realmente governa para e defende o povo. É por isso que o PT é o partido favorito de 18% dos brasileiros e das brasileiras segundo a mais recente pesquisa Datafolha.
Um crescimento de 3% me relação aos 15% divulgados no estudo de maio, e o maior índice de popularidade desde junho de 2015.
Nem com todos os ataques diários dá para esconder da população que o PT é o partido que sabe fazer, que já o provou, e que pode fazer de novo.
Prova de que as mentiras da narrativa golpista foram desmascaradas é o fato de o crescimento acontecer no momento em que Temer é considerado o pior presidente desde José Sarney. O  usurpador alcançou 69% de rejeição, maior índice registrado desde 1989.
No levantamento feito pelo Datafolha entre quarta (21) e sexta (23) com 2.771 entrevistados, aparecem empatados em segundo lugar, com míseros 5%, o PSDB e o PMDB. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Dos entrevistados, 59% afirmaram não ter preferência por partidos. PSOL, PV e PDT alcançaram 1% cada um.
Da Redação da Agência PT de Notícias
Via http://www.pt.org.br

24 junho 2017

Mendes relata inquérito de Aécio. Precisa explicar?


bens

Vou só copiar a notícia de O Globo, porque qualquer comentário é dispensável:
Um dos inquéritos a que o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) responde no Supremo Tribunal Federal (STF), baseado na delação premiada de executivos da Odebrecht, será relatado pelo ministro Gilmar Mendes.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a redistribuição da investigação, que estava sob a responsabilidade de Edson Fachin, por não ver relação com desvios na Petrobras, foco inicial da Lava-Jato.
No inquérito, Aécio é investigado pela acusação de ter recebido “pagamento de vantagens indevidas em seu favor e em benefício de seus aliados políticos” nas eleições de 2014.
Janot solicitou também a redistribuição de outro inquérito contra Aécio, mas pediu que fosse feita uma “distribuição por dependência”, ou seja, que o mesmo sorteio valesse para os dois processos. Ainda não está definido, contudo, se o pedido foi aceito e se Gilmar será também o relator desta outra investigação.
Neste outro inquérito, também baseada na delação da Odebrecht, ainda fazem parte o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), Oswaldo Borges da Costa, assessor de Aécio, e Paulo Vasconcelos do Rosário Neto, marqueteiro do tucanos
A roleta do STF é uma beleza, destas de dar inveja aos caça-níqueis de botequim: dos nove inquéritos contra Aécio, quatro estão com Gilmar Mendes.
Só falta caber a Gilmar Mendes analisar se são válidas as gravações em que ele foi flagrado  combinando com Aécio fazer pressão sobre parlamentares pela lei de abuso de autoridade.
A justiça brasileira tornou-se uma “coisa”  da qual riríamos, se não fosse tão trágica.
(Por Fernando Brito in 'Tijolaço')

23 junho 2017

Rádio DIRETAS JÁ!





*Via face

Dr. Deltan, o senhor pode provar que não foi “lavagem de dinheiro”?



Por Fernando Brito*
Valor traz a informação de que Deltan Dallagnol recebeu, ano passado, R$ 219 mil por remunerações de palestras onde se apresentou como “estrela da Lava Jato” e o homem que vai prender o Lula.
Ao jornal, ele disse que “não controlou” os valores recebidos no ano passado com as palestras. “Foram dadas – segundo informações do próprio hospital [do interior paulista, que ele alega receber os recursos], porque eu não controlava isso diretamente – 12 palestras, que somaram R$ 219 mil”.
Será que se deve quebrar o seu sigilo bancário e o de quem recebeu o dinheiro para ver se não tem “lavagem de dinheiro”, doutor?
Dallagnol diz que não pode dizer quem pagou e quanto pagou, porque os contratos têm”cláusulas de confidencialidade”. Porque deveriam ser confidenciais contratos entre alguém que vai defender posições “cívicas” como as medidas contra a corrupção e empresas que foram se juntar a promoção de sua “ética” e “compliance”? Ainda mais quando tudo vai para a benemerência de um hospital infantil?
Ontem, ele foi a estrela de um evento promovido pela XP Investimentos. Diz o jornal que “Dallagnol não quis falar qual o cachê recebido’ pela palestra  “no maior evento da América Latina para a indústria de investimentos”, conforme descrição da XP Investimentos. O ingresso para o evento custa R$ 800. O procurador, no entanto, disse que prestará as informações à Receita Federal e que em 2018 divulgará o total recebido esta ano.
O doutor é uma figura pública, se apresenta como paladino da transparência, acha que a corrupção é “sistêmica” e vem falar de cláusulas de confidencialidade?
Ele argumenta que tudo é legítimo, citando regulamentos que reconhecem “palestras como aulas, atividades docentes”.
Os alunos de ontem do Dr. Dalllagnol eram, então, a papa-fina da turma da bufunfa, aprendendo que a corrupção “é uma causa que toca a todos nós porque recursos públicos desviados geram mal-estar e mortes ao nosso redor.”
Os 50% do orçamento público que saem para pagar juros aos alunos da escolinha do Professor Deltan não vêm ao caso.
PS. O Conselho Nacional do Ministério Público abriu uma investigação sobre os valores recebidos pelas palestras do Dr. Dallagnol. É pra rir?
PS2. E as palestras do Dr. Moro, são gratuitas?
*Jornalista. Editor do Tijolaço, fonte desta postagem.

21 junho 2017

13 razões para absolver Lula no caso do Tríplex - Ninguém pode ser condenado sem provas, com base apenas nas palavras de réus


1) A defesa provou que Lula não é e nunca foi dono do Triplex no Guarujá, que continua registrado em nome da OAS. 

2) Lula nunca teve a posse do imóvel, nunca recebeu as chaves; nem ele nem sua família passaram sequer uma noite ou um dia no Triplex. Lula esteve uma única vez no edifício, para verificar se tinha interesse em comprar o imóvel, mas não quis.

3) A defesa de Lula provou com documentos que Leo Pinheiro e a OAS não poderiam doar ou transferir o tríplex a ninguém, pois desde 2009 os direitos econômicos do imóvel estão alienados a um fundo gerido pela Caixa Econômica Federal.

4) Lula não teve qualquer participação no contrato com a Granero para o armazenamento de documentos do acervo presidencial; o contrato é perfeitamente legal.

5) Lula não nomeou os diretores da Petrobrás investigados e condenados na Lava Jato; todos os diretores foram eleitos pelo Conselho de Administração, que inclui representantes dos acionistas privados.

6) Lula não participou da licitação, elaboração, assinatura ou execução dos 3 contratos da Petrobrás com a OAS em que a Força Tarefa aponta – sem provas – que teriam sido objeto de desvios ou pagamento de propina.

7) 73 testemunhas, da defesa e da acusação, negaram em juízo ter conhecimento da suposta participação de Lula em atos ilícitos na Petrobrás ou em qualquer outra esfera de governo.

8) As empresas internacionais de auditoria externa da Petrobrás KPMG e PWC atestaram em juízo que não identificaram nenhum ato ilícito ou desvio praticado pelo ex-presidente Lula na administração da estatal.

9) Controladoria Geral da União e do Tribunal de Contas da União também não identificaram qualquer desvio ou ilegalidade do ex-presidente Lula na Petrobrás.

10) Em seu governo, Lula aumentou os controles externos e internos da Petrobrás e de toda a administração federal, combatendo a corrupção, e não o contrário, como alega sem provas a Força Tarefa.

11) Depois de quebrar os sigilos bancário, fiscal e telefônico de Lula, de seus familiares e colaboradores, a investigação não encontrou 1 centavo recebido ilegalmente por Lula, nem da OAS nem de qualquer outra empresa ou pessoa no Brasil e no exterior. 

12) Os promotores da Força Tarefa reconhecem que não há provas para condenar Lula e apelaram para teses esdrúxulas (domínio do fato, probabilismo, contexto de corrupção sistêmica) que não conseguiram demonstrar na acusação. 

13) Toda a acusação se sustenta em delações premiadas, algumas delas ilegais, e ninguém pode ser condenado sem provas, com base apenas nas palavras de réus. A ação contra Lula não se baseia na lei nem nos fatos: é um processo político, que visa excluir Lula e o PT do processo eleitoral.

*Via http://www.lula.com.br

19 junho 2017

Chico Buarque de Hollanda




Chico Buarque - Meus Caros Amigos

*No dia do seu aniversário, a modesta homenagem do Editor do Blog à esse grande poeta/cantor, lúcido, aguerrido e consciente brasileiro, o bravo companheiro Chico Buarque de Hollanda!

18 junho 2017

Joesley e a revista dos irmãos Marinho: porque faltaram as perguntas às quais o empresário quadrilheiro deveria responder



"A única saída é o STF anular o impeachment, Dilma Rousseff reassumir o Planalto e organizar eleições gerais antecipadas que restaurem a soberania popular"
Por Luiz Carlos Azenha*
Durante minhas quase duas décadas trabalhando como correspondente nos Estados Unidos, em Nova York e Washington, li várias reportagens nos diários locais — New York Times e Wall Street Journal, especialmente — que poderiam ser entendidas como lobby de corporações norte-americanas para abrir mercados no Exterior.
Eram textos que pareciam destinados à leitura de embaixadores e das elites de potências estrangeiras. Japão, China e, mais recentemente, a Índia foram os principais alvos. Grandes mercados.
No caso da China os jornalistas americanos se especializaram em denunciar violação aos direitos humanos e sindicais dos trabalhadores chineses.
Quando o Wall Street Journal publica algo em defesa de direitos trabalhistas, é preciso desconfiar. Objetivo encoberto: arrancar concessões de autoridades chinesas.
Só no Brasil a atuação de um governo em defesa de empresas nacionais é criminalizada.
Em Washington o governo serve de correia de transmissão para os interesses das megacorporações, como se viu recentemente com a venda de caças norte-americanos para dois Estados que se enfrentam no Oriente Médio, Arábia Saudita e Qatar. Às favas com a diplomacia, o que interessa é vender.
Isso vale para republicanos e democratas. Quando Bill Clinton indicou Ron Brown para secretário de Comércio, foi com a tarefa pública de usar a diplomacia dos Estados Unidos para abrir mercados, mais ou menos o que fez o ex-chanceler Celso Amorim nos governos Lula.
No caso da China os americanos aprenderam com Nixon. É muito mais eficaz trabalhar nos bastidores. Além disso, é preciso equilibrar o interesse das corporações que pretendem vender na China com os interesses do imenso capital norte-americano investido em parcerias com empresas locais.
No caso de aliados como o Japão, as denúncias midiáticas são bem mais eficazes. Eu me lembro especificamente de uma: quando as grandes lojas de varejo dos Estados Unidos pretendiam se estabelecer no mercado japonês — uma delas a maior empresa de varejo do mundo, o Walmart — a mídia norte-americana denunciou vantagens concedidas pelo governo japonês, em todas as esferas, aos mini-mercados que existem às centenas de milhares, espalhados pelas cidades japonesas, pequenas empresas familiares que são a base do comércio.
Todo este preâmbulo é para dizer que mercados contam e que o mercado brasileiro vale muito, especialmente se usado por empresas brasileiras para um salto latino-americano e, em seguida, mundial. Como diria qualquer capitalista, num mundo globalizado a vantagem geográfica e de escala conta muito.
Essa dimensão estratégica é completamente desconhecida pela Operação Lava Jato nas investigações de setores-chave da economia brasileira: da Petrobras às empreiteiras, do BNDES à JBS.
Foi o que abriu espaço para especulações em torno da íntima relação entre os meritocratas da PGR, do MPF, da PF e da Justiça e autoridades dos Estados Unidos, que podem influir no rumo das investigações pelo fornecimento ou supressão de dados na troca de informações prevista em acordos internacionais.
Seria demais esperar que, em sua entrevista à revista Época, dos irmãos Marinho, Joesley Batista fizesse uma reflexão aprofundada sobre o fato de que a corrupção é inerente ao capitalismo: o Estado existe para garantir que alguns se darão melhor que outros, justamente aqueles que podem comprar o poder.
Não é assim nos tão amados Estados Unidos do juiz Sérgio Moro?
Sim, tanto que a Suprema Corte norte-americana, para efeito de doações eleitorais, decidiu dar o equivalente a status de pessoa física às corporações, permitindo que elas interfiram praticamente sem limites no processo eleitoral e moldem a legislação em todas as esferas de governo — sempre à base de dinheiro.
Se malas de dólares não circulam entre empresários e políticos dos Estados Unidos com a frequência que vemos no Brasil, isso não significa que as empresas americanas não comprem legislação. Elas o fazem da mesma forma que a JBS, através de lobistas devidamente registrados em Washington que atuam junto aos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.
Legiões de advogados e associações empresariais escrevem legislação e a submetem através daqueles que financiam. Isso é corriqueiro e frequentemente se torna público.
Um dos casos mais recentes foi revelado pelo documentário Emenda 13, da Netflix, que demonstrou como o complexo industrial-penitenciário comprou legislação para expandir a rede de prisões privadas que explora a mão-de-obra escrava dos dias de hoje, 60% dela negra.
Trata-se de uma ação muito menos descarada que a do gângster Eduardo Cunha, mas não menos perversa.
Na entrevista à Época, o pilantra Joesley Batista se diz surpreso com a dimensão das organizações criminosas que tomaram conta da política brasileira, sem ser forçado a reconhecer que, como subornador, ele também fez crescer seus negócios nos moldes de uma clássica organização criminosa.
Faltou perguntar a Joesley, por exemplo, como se deu a expansão da JBS e da J&F fora do Brasil.
Ele subornou alguém? Ofereceu alguma vantagem? Contratou algum lobista? Tentou interferir de alguma maneira no processo legislativo? Ele não considera que sua expansão internacional, feita com capital acumulado no Brasil, a juros subsidiados, está contaminada pelos vícios de origem?
Joesley teve a oportunidade de expor seu “altruísmo”, afirmando que buscava criar empregos e, assim, beneficiar as comunidades nas quais trabalha. Sendo assim, os políticos que atenderam suas demandas não poderiam usar o mesmo argumento e ter direito à mesma leniência?
Santa hipocrisia!
Mas, por que Joesley não foi encostado contra a parede durante a entrevista?
Podemos testar a hipótese: é um grande anunciante das Organizações Globo, além de aliado de ocasião.
Diego Escosteguy, autor da entrevista, é conhecido pelo antipetismo e se esmera em agradar ao patrão.
A entrevista de Joesley se encaixa no plano dos irmãos Marinho de derrubar Temer para promover um eleição indireta no Congresso.
O empresário, assim, é mero instrumento da disputa institucional entre PGR-Globo e o acordão antecipado por Romero Jucá, “com STF, com tudo”.
Paulo Nogueira, que trabalhou tanto na Abril quanto na Globo — agora está no Diário do Centro do Mundo — conhece Escosteguy bem, e escreveu sobre ele depois de ler manifestações do jornalista no twitter:
Escosteguy parece não ter ideia, ou finge, de que a Globo foi inteiramente construída com dinheiro público, em troca de conhecidos favores sobretudo aos generais que mataram, torturaram e perseguiram tantos brasileiros.
Escosteguy não sabe que sua empresa ainda hoje se beneficia de uma inacreditável reserva de mercado, coisa de quem quer capitalismo e concorrência só para os outros.
Saberá da sonegação da Copa de 2002? Do detalhe da trapaça fiscal feita pela Globo: alegou que ia fazer um investimento no exterior para não pagar o imposto devido pela compra dos direitos? Da tentativa de dar fim, por uma ex-funcionária da Receita, ao documento que comprovava a fraude dos Marinhos?
A Época mesma em que ele é vice-chefe com ares napoleônicos agora.
Quando eu cheguei à Editora Globo, o pobre contribuinte do Amazonas era instado a melhorar as contas da editora mediante compras milionárias de livros da Globo.
Dinheiro público, sempre dinheiro público.
Em troca, o governador recebia matérias louvatórias da Época.
Meu primeiro choque na Globo, e na Época, se deu exatamente aí. Briguei com o “operador” que fazia a ponte entre a editora e o governo do Amazonas.
O governador do Amazonas foi a São Paulo me intimidar. Tivemos um encontro patético, ao fim do qual ele me ameaçou: “Vou falar com o João Roberto Marinho.”
Escosteguy terá noção de como foi feito o Projac? Com dinheiro do Banerj, sempre público, e pago depois, pausa para gargalhadas, com anúncios.
E vem posar de Catão, este Kim Kataguiri do jornalismo, como se trabalhasse na Santa Casa de Misericórdia? Tem coragem de falar em “sites financiados pelo PT” — sem prova nenhuma, aliás — quando a empresa em que trabalha leva só das estatais federais 500 milhões de reais por ano com audiências despencando?
Vivemos no Brasil uma guerra intestina entre facções que ativamente promoveram ou se omitiram diante de um golpe de Estado que afastou a presidente legítima sem crime de responsabilidade, usando pedaladas fiscais de forma obscena. Um golpe que, conforme antecipamos, se tornaria uma verdadeira Galeria dos Hipócritas.
Um golpe contra a Constituição de 1988, contra os direitos trabalhistas, contra a soberania nacional e pela completa submissão do Brasil à globalização financeirizada.
A única saída é o STF anular o impeachment, Dilma Rousseff reassumir o Planalto e organizar eleições gerais antecipadas que restaurem a soberania popular.
*Jornalista, Editor do Viomundo (fonte desta postagem)