18 abril 2026

CUBA: 65 ANOS DA RESISTÊNCIA CUBANA AO IMPERIALISMO NORTE-AMERICANO*

Nos 65 anos do ataque à Praia do Girón, governo de Cuba celebra a resistência à ‘hipocrisia do carrasco’ Estados Unidos 


Pessoas seguram fotos do falecido líder Fidel Castro e de seu irmão, o ex-presidente Raúl Castro, durante as comemorações que marcam a vitória no 65º aniversário da invasão da Praia de Girón | Crédito: Yamil Lage/AFP

Documento destaca a defesa da soberania, cita aliados como China e Rússia e relembra soldados mortos na Venezuela

Às vésperas da comemoração dos 65 anos da resistência à tentativa de invasão dos Estados Unidos durante a Revolução Cubana, que será comemorada neste domingo (19), o governo do país caribenho emitiu uma declaração, “Girón é hoje e será para sempre!“.

Após três dias de batalhas em abril de 1961, as tropas comandadas pessoalmente por Fidel Castro detiveram a invasão na Praia de Girón, conhecida também como Baía do Porcos. Na ocasião, cerca 1.100 invasores foram capturados.

O documento inicia lembrando que Cuba “vive sob o cerco permanente do governo dos Estados Unidos, cuja escalada de ameaças se intensificou nos últimos meses”. Faz um resgaste histórico das sanções à ilha, definindo-as como “a hipocrisia do carrasco”. Aponta nominalmente México, Rússia, China e Vietnã como países irmãos que ajudam a superar os bloqueios.

Os 32 combatentes cubanos que morreram durante o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro deste ano, foram lembrados, assim como os jovens que ajudaram a evitar a infiltração de um lancha que invadiu o espaço marítimo na província de Villa Clara, em fevereiro.

“Somos uma nação com uma grande história e convicções a defender; de homens e mulheres pacíficos e solidários; um povo que, a cada dia, com seu trabalho, realiza uma reivindicação de Cuba; e que, como nas areias da Praia do Girón, há 65 anos, sob o grito de ‘Pátria ou Morte’, obterá a vitória em defesa da soberania e do socialismo”, diz a parte final do documento. O texto encerra lembrando que este é também o ano do centenário de Fidel Castro e ratificando o chamado à mobilização nacional e internacional feito em dia 16 de abril pelo primeiro presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez: “Enquanto houver uma mulher ou um homem disposto a dar a vida pela Revolução, estaremos vencendo!’”

Leia a íntegra da declaração:

Declaração do Governo Revolucionário

“Girón é hoje e será para sempre!

Enquanto houver uma mulher ou um homem disposto a dar a vida pela Revolução, estaremos vencendo!

17 de abril de 2026

Cuba vive sob o cerco permanente do governo dos Estados Unidos, cuja escalada de ameaças se intensificou nos últimos meses. Ao brutal cerco energético, que agrava a política genocida de bloqueio das últimas seis décadas, somam-se as declarações de representantes da elite governamental norte-americana sobre pretensões de agressão militar.

O custo material e humano desse bloqueio constitui uma vergonha que recai sobre os ombros do governo do maior império de todos os tempos.

Trata-se de um ato ilegal e desumano, que viola o direito internacional, condenado anualmente por quase todos os países membros da Organização das Nações Unidas e que, conforme confirmam pesquisas recentes, é rejeitado pela maioria dos filhos da pátria de Lincoln.

Diante desse castigo coletivo, o povo cubano oferece os mais nobres e admiráveis exemplos de resistência. Desde que, no passado dia 29 de janeiro, foi decretado o estrangulamento na forma de um Decreto Executivo, tem sido ainda mais estoica a resposta deste povo, que continua enfrentando os desafios da escassez em cada tarefa ou atividade cotidiana.

Em meio a tais urgências, surge também uma teia de calúnias para desacreditar Cuba e seu governo. A partir da máquina midiática dominante, nos é imposta uma guerra desleal, repleta de exageros, mentiras e difamações, que nunca aponta o verdadeiro causador da situação criada e culpa o Governo Revolucionário pela crise que, de forma calculada e fria, é provocada por aqueles que nos agridem. Recorre-se a pretextos tão mentirosos quanto o de que nosso país constitui uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional dos Estados Unidos ou a designação como Estado que supostamente patrocina o terrorismo.

Assim se revela a hipocrisia do carrasco, cujas intenções são descritas no Memorando do subsecretário de Estado Lester Mallory, datado de 6 de abril de 1960 — numa fase tão inicial do processo revolucionário —, quando, em termos muito claros, ele expressa o verdadeiro sentido de sua política criminosa:

‘…empregar rapidamente todos os meios possíveis para enfraquecer a vida econômica de Cuba. (…) Uma linha de ação que, sendo a mais hábil e discreta possível, consiga os maiores avanços na privação de dinheiro e suprimentos a Cuba, para reduzir seus recursos financeiros e os salários reais, provocar fome, desespero e a derrubada do Governo.’

Esse assédio se estendeu também ao plano das relações bilaterais de Cuba com outros países. Os Estados Unidos exercem pressão constante sobre os governos da região, não apenas para que rompam laços diplomáticos com a Ilha, mas também para que abandonem seus próprios povos, expulsando profissionais de saúde que, durante anos, foram um porto de esperança para os mais pobres.

Isolar-nos também faz parte da estratégia deles; no entanto, existem no mundo pilares de dignidade, povos e governos que não se submetem. Aí estão os exemplos do México, da Rússia, da China, do Vietnã e de outros países irmãos. Aí estão os integrantes da Caravana Nuestra América, que, desafiando ameaças, pressões e riscos, em um gesto simbólico, decidiram nos entregar, além da ajuda material, seu apoio; reafirmando a máxima de Martí de que ‘quem se levanta hoje com Cuba se levanta para sempre’.

Herdeiros de um legado histórico, com o sangue mambisa e rebelde em nossas veias, honrando o exemplo e a coragem dos heróis e mártires da Pátria; como os 32 bravos combatentes cubanos que caíram na Venezuela e os jovens que frustraram a infiltração terrorista por Villa Clara, afirmamos hoje que Cuba nunca será um troféu, nem mais uma estrela da constelação norte-americana.

Somos uma nação com uma grande história e convicções a defender; de homens e mulheres pacíficos e solidários; um povo que, a cada dia, com seu trabalho, realiza uma reivindicação de Cuba; e que, como nas areias de Playa Girón, há 65 anos, sob o grito de ‘Pátria ou Morte!’, obterá a vitória em defesa da soberania e do socialismo.

No ano do centenário do Comandante-Chefe Fidel Castro Ruz, artífice da primeira grande derrota do imperialismo ianque na América; com o privilégio de que o General do Exército Raúl Castro Ruz, firme ao lado de seu povo, continue firme no comando; ratificamos o chamado à mobilização nacional e internacional feito neste dia 16 de abril pelo Primeiro Secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e Presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, e reafirmamos suas palavras:

‘Enquanto houver uma mulher ou um homem disposto a dar a vida pela Revolução, estaremos vencendo! O caráter socialista da nossa Revolução não é uma frase do passado, é o escudo do presente e a garantia do futuro!

Girón é hoje e é sempre!’ "

*Com o site Brasil de Fato - BdF

17 abril 2026

Lula desembarca na Espanha para consolidar parcerias e debater ‘temas globais urgentes’

 

Presidente brasileiro iniciou agenda pela Europa nesta quinta (16); nos próximos dias, passará pela Alemanha e por Portugal


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou, nesta quinta-feira (16/04), na cidade espanhola de Barcelona, a primeira parada de sua viagem a três países europeus – Espanha, Alemanha e Portugal.

“O objetivo é consolidar parcerias, atrair investimentos e discutir temas globais urgentes como a defesa da democracia, do multilateralismo e o combate às desigualdades”, escreveu Lula, em publicação nas redes sociais.

A viagem também busca ampliar apoio à candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de Secretária-Geral das Nações Unidas (ONU) e ocorre em um momento relevante para as relações com a União Europeia, às vésperas da entrada em vigor provisória do acordo Mercosul-União Europeia, prevista para 1º de maio.

A agenda combina encontros de alto nível político, participação em fóruns multilaterais, reuniões com lideranças empresariais e assinatura de acordos estratégicos.

Nesta sexta-feira (17/04), Lula participará da 1ª Cúpula Brasil-Espanha, momento em que será recepcionado pelo presidente espanhol, Pedro Sánchez. A expectativa do governo brasileiro é de que, durante a cúpula, as convergências entre os dois países sejam ampliadas em temas como multilateralismo, direito internacional e solução pacífica de conflitos.

Há, ainda, a previsão de assinatura de atos e acordos em áreas como igualdade de gênero, economia social solidária, saúde, cultura, empreendedorismo, serviços aéreos, telecomunicações, ciência e tecnologia.

No sábado (18/04), ocorrerá a quarta reunião de alto nível do Fórum de Defesa da Democracia, iniciado em 2024. A reunião terá como foco questões relacionadas a multilateralismo, o que inclui a sucessão da Secretaria-Geral da ONU; desigualdades, com o Brasil defendendo incluir na declaração final aspectos relacionados à violência política e digital de gênero; e combate à desinformação.

Na sequência, no domingo (19/04), Lula embarca para a Alemanha, onde participará da Hannover Messe – a maior feira de inovação e tecnologia industrial do mundo – que nesta edição homenageia o Brasil.

No fim de fevereiro, a Agência Brasil esteve na Alemanha para um encontro entre jornalistas e os organizadores da Hannover Messe. Além de conhecer novidades, como um robô cozinheiro, foram tratados temas como a aproximação do Brasil com europeus, com o objetivo de desenvolver a cadeia de exploração e produção de minerais críticos – elemento primordial no cenário de transição energética.

Ainda na Alemanha, o presidente brasileiro terá uma reunião com o chanceler Friedrich Merz. A expectativa da diplomacia brasileira é de que sejam assinados 10 acordos envolvendo os dois países, em temas como defesa, mudanças climáticas, infraestrutura, inteligência artificial, inovações energéticas, bioeconomia, desenvolvimento sustentável, desenvolvimento de aplicativos e pesquisas nas áreas oceânicas e do cerrado brasileiro.

No dia 20, a programação da comitiva passa pela abertura do estande brasileiro na feira Hannover Messe e visita guiada pelos pavilhões. Na Alemanha, Lula ainda participa de um fórum empresarial.

A viagem se encerrará dia 21, com uma rápida visita de Estado a Portugal. Em Lisboa, Lula se encontra com o primeiro-ministro Luís Montenegro e com o presidente António José Seguro. Os encontros abordarão temas da agenda bilateral, como cooperação aeronáutica, ciência, tecnologia e inovação, além de questões relacionadas à imigração e ao combate à xenofobia, bem como temas da comunidade brasileira em Portugal, paz e segurança internacional.

A comitiva contará com 15 ministros, além de presidentes de órgãos como Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Fundação Oswaldo Cruz e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

*Fonte Jornal Brasil Popular e Opera Mundi

16 abril 2026

Edegar Pretto confirma que será vice de Juliana Brizola*-

Posição foi anunciada no início da manhã desta quinta-feira em carta aberta


*Do jornal Correio do Povo, por Flavia Bemfica: 'Edegar Pretto (PT) confirmou, na manhã desta quinta-feira, em carta aberta aos integrantes do partido no Estado que será vice na chapa com Juliana Brizola, pré-candidata ao governo do RS pelo PDT. A decisão ocorre uma semana após a intervenção do PT nacional na pré-candidatura de Pretto, orientando a aliança com o PDT na disputa ao Palácio Piratini.'

*CLIQUE AQUI para ler a matéria completa com a carta, na íntegra.

'O Melhor de Som Cubano' *

 


*Via YouTube

15 abril 2026

Nacional - Lula enviará PL do fim da 6×1; Congresso inimigo do povo reage e empresários mentem

 


Por Marcelo Carlini*

Depois e um vai e vem de informações, Lula confirmou em entrevista ao ICL que irá enviar ao Congresso um projeto de lei que colocará fim à escala 6×1, além da redução da jornada de trabalho que hoje é de 44 horas semanais. A previsão é estabelecer uma jornada máxima de 40 horas sem redução de salário.

Segundo a imprensa, no dia 7 de abril o presidente da Câmara, Hugo Motta (REP/PB), pressionou publicamente o líder do governo, José Guimarães (PT/CE), acerca do tema numa reunião de lideranças de bancadas. Isso deu espaço para que Motta anunciasse que o governo havia recuado. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), atribuiu o caso a um “mal-entendido”.

O caminho escolhido por Lula busca acelerar a tramitação, por meio de regime de urgência urgentíssima que trava a pauta, não se vota mais nada. Além disso, o envio de um projeto que não seja uma emenda à Constituição permite que presidência vete possíveis alterações.

A decisão de envio do projeto é positiva. Mesmo com a sabida minoria do governo no parlamento, a pressão popular exercida pela aprovação de 70% dos brasileiros pelo fim da 6×1, segundo pesquisa Datafolha, gera medo nos empresários e nos deputados que manobram para não votar o projeto em ano eleitoral.

Pela previsão dada por Lula, o envio do projeto deve ocorrer antes de 15 de abril, data da Marcha a Brasília convocada pelas centrais, cuja pauta principal é o fim da 6×1 e a redução da jornada.

Segundo estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas beneficiaria diretamente mais de 30 milhões de trabalhadores.

A Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego, que baseia o documento, listou 44 milhões de trabalhadores vinculados à CLT em 2023. Deixando de fora os que não tinham informações sobre jornada de trabalho, 74% (31,7 milhões) tinham jornada de exatamente 44 horas semanais contratuais, além de outros 3% (1,1 milhão) que tinham jornada registrada acima de 44 horas. É possível deduzir que são eles quem estão dentro da escala 6×1, considerando a atual jornada prevista na CLT.

O Ipea também desmente o terrorismo feito pelos empresários ameaçando com desemprego e quebradeira dos negócios, repetindo os mesmos argumentos quando da criação da lei do 13º salário conquistado depois da greve geral de 1962.

Os setores com maior aumento total de gastos seriam as atividades de vigilância, segurança e investigação (6,65%); seleção, agenciamento e locação de mão de obra (6,30%); serviços para edifícios e atividades paisagísticas (5,97%); e correio e outras atividades de entrega (4,30%). O total de vínculos desses setores, porém, é relativamente baixo.

Partindo-se dos setores com mais trabalhadores, o percentual de aumento total de gastos cai ainda mais. O comércio varejista, que tem 6,9 milhões de vínculos, teria aumento total de gastos de 1,04%. No comércio por atacado, onde há 1,9 milhão de vínculos, o impacto seria de 0,41%.

A 2ª Plenária Nacional do DAP realizada no dia 28 de março, que reuniu mais de 300 militantes de 15 estados, reforçou o engajamento na luta pelo fim da 6×1 e a redução da jornada – agora com o estímulo do PL na mão – e pela revogação das reformas da previdência e trabalhista, entulhos deixados por Temer e Bolsonaro. É assim que convocaremos e estaremos nos atos em todo o Brasil!

*Marcelo Carlini é Diretor do Sintrajufe/RS e membro do Diretório Estadual do PT-RS.

Fonte: Site do Diálogo e Ação Petista - DAP

14 abril 2026

FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ*

 



A história da Fundação Oswaldo Cruz começou em 25 de maio de 1900, com a criação do Instituto Soroterápico Federal, na bucólica Fazenda de Manguinhos, Zona Norte do Rio de Janeiro. Inaugurada originalmente para fabricar soros e vacinas contra a peste bubônica, a instituição experimentou, desde então, uma intensa trajetória, que se confunde com o próprio desenvolvimento da saúde pública no país.

Pelas mãos do jovem bacteriologista Oswaldo Cruz, o Instituto foi responsável pela reforma sanitária que erradicou a epidemia de peste bubônica e a febre amarela da cidade. E logo ultrapassou os limites do Rio de Janeiro, com expedições científicas que desbravaram as lonjuras do país. O Instituto também foi peça chave para a criação do Departamento Nacional de Saúde Pública, em 1920.

Durante todo o século 20, a instituição vivenciou as muitas transformações políticas do Brasil.  Perdeu autonomia com a Revolução de 1930 e foi foco de muitos debates nas décadas de 1950 e 1960. Com o golpe de 1964, foi atingida pelo chamado Massacre de Manguinhos: a cassação dos direitos políticos de alguns de seus cientistas. Mas, em 1980, conheceu de novo a democracia, e de forma ampliada. Na gestão do sanitarista Sergio Arouca, teve programas e estruturas recriados, e realizou seu 1º Congresso Interno, marco da moderna Fiocruz. Nos anos seguintes, foi palco de grandes avanços, como o isolamento do vírus HIV pela primeira vez na América Latina.

Já centenária, a Fiocruz desenha uma história robusta nos primeiros anos do século 21. Teve enfim seu estatuto publicado, tornou-se Centro Colaborador para Saúde Global e Cooperação Sul-Sul da OMS e participou do lançamento do primeiro volume da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), em parceria com o Ministério da Saúde e o IBGE. Em 2016 elegeu a primeira mulher presidente em sua história, Nisia Trindade de Lima, reeleita em 2021 para um segundo mandato, e dois anos depois foi sede do maior evento da área de saúde da América Latina, o 12º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva - Abrascão 2018. A trajetória de expansão nacional da Fundação também ganhou novos passos nesta segunda década, com a inauguração da Fiocruz Ceará, a criação de escritórios como o de Mato Grosso do Sul e o de Moçambique, na África, além da inauguração do Fioantar, laboratório permanente de pesquisas na Antartica, e do lançamento da TV Canal Saúde.

Nesse caminho que se alimenta de conquistas e de desafios sempre renovados, o início do novo século também contou com uma série de grandes avanços científicos, com feitos como o deciframento do genoma do BCG (bactéria usada na vacina contra a tuberculose), e protagonismo em diversos desafios para a saúde pública brasileira e internacional. A Fiocruz atuou como um dos principais centro de pesquisa e produtor de conhecimento na pandemia de Infleunza A(H1N1), na epidemia de zika e microcefalia de 2105/2016 e na pandemia de Covid-19. Nesta, teve papel estratégico na produção de uma das vacinas contra a doença, entregando milhões de doses de imunizantes ao SUS e ajudando a proteger a população brasileira. A assinatura do acordo pela Fiocruz com o Reino Unido também objetivou garantir a produção totalmente nacional da vacina com a transferência total de tecnologia, eliminando os riscos de dependência nacional. Com mais de 120 anos de história, a tradicional e inovadora Fiocruz é desafiada constantemente pelas intensas e cada vez mais aceleradas transformações sociais do mundo que, ao mesmo tempo, são o combustível para a instituição reforçar sua vocação pioneira na área da saúde e da ciência. (...)

*Conheça mais sobre  a história da Fiocruz (e outros temas pertinentes à Fundação) clicando AQUI. 

**Com o Site da Fiocruz

Flávio é o esqueleto ambulante da extrema direita

“O filho ungido não precisa se esforçar muito para esconder os ossos do bolsonarismo”

    Flávio Bolsonaro e Tereza Cristina (Foto: Agência Senado)

Por Moisés Mendes*

Até nos jornalões procuram os esqueletos no armário de Flávio Bolsonaro, enquanto o próprio candidato cata os ossos da fome do desgoverno do seu pai, para atribuir a ossada ao governo de Lula. O efeito da nova busca ao passado do filho ungido pode ser zero. Nada.

Todo mundo sabe o que ele fez por suas relações e até homenagens a criminosos e pela capacidade de escapar dos cercos do sistema de Justiça. Sabem ou fingem não saber, porque a imagem de Flávio está, como dizem no mercado financeiro, precificada há muito tempo.

Flávio tem preço, tem etiqueta, tem especificação do material de que foi feito e tem alertas sobre os danos que pode sofrer se for exposto à luz. Mesmo assim, o Estadão publicou no sábado, dia 11, que o filho é uma página em branco.

O jornal deu na capa, em destaque, a chamada para a entrevista do marqueteiro Jorge Gerez, que trabalha para Ratinho Júnior. Segundo o especialista em imagem pública, ninguém sabe de onde Flávio veio e o que pretende da vida. Essa seria a sua vantagem.

Esse mesmo marqueteiro vai pisando no que diz e chega ao ponto de dizer, ao comparar Flávio e o gângster argentino da criptomoeda, que “Milei é um cientista, uma pessoa com muito conteúdo”. Pelos disparates, a entrevista seria um desastre até uns 10 anos atrás. Hoje, não dá nada.

Tanto que o mesmo Estadão, que apresentou o mais novo extremista moderado como se fosse um Collor de 1989, informa nesta segunda-feira, dois dias depois, que o filho tem um passado sombrio. E publica no título do editorial: “Os ‘esqueletos’ de Flávio Bolsonaro”.

O jornal adverte: “Não demorou para que o passivo do senador – sobre rachadinhas e milicianos – começasse a aparecer. E o candidato, ao dizer que não sabia de nada, escolheu ofender a inteligência do eleitor”.

E aí vem a lista, no Estadão e nos jornalões que redescobrem a folha corrida do filho escolhido, tudo o que se sabe sobre o envolvimento de Flávio com suspeitas e investigações de desvios de verbas públicas, com milicianos e com a compra de imóveis da família com dinheiro vivo ou morto.

É um passivo sem fim. O Globo destacou hoje que o delegado da Polícia Federal Erick Ferreira Blatt, flagrado furtando um vidro de carpaccio de trufa (que custa R$ 300) em um supermercado do Recife, é ‘conhecido’ dos Bolsonaros. Não é amigo há uma década, é conhecido. Seria amigo se a relação fosse com Lula.

Quem sai a pesquisar no Google para saber quem é o delegado desdobre que ele engavetou uma investigação contra Flávio em 2022, sobre um dos casos brabos de ocultação de imóveis e lavagem de dinheiro.

Nessa busca, aparecem links aleatórios para outros textos e lá está a seguinte chamada, no Globo de 11 de fevereiro de 2022: “Flávio Bolsonaro diz que se encontrou com Queiroz e tratou de eleição: Ele é ficha-limpa, falei para ir à luta”.

Queiroz foi e não se elegeu deputado estadual. Flávio recomendava ao ex-assessor que se virasse, enquanto já estavam engavetadas, por decisão do STF, as investigações sobre as rachadinhas.

Agora, há uma semana, em 6 de abril, em entrevista a um podcast, Flávio disse ao tentar se afastar do ex-parceiro:

"O Queiroz cuidava de uma parte da minha assessoria que trabalhava na rua, fazia panfletagem, evento, e tinha autonomia sobre esse pessoal. Ele falou que, de algumas pessoas que ele tinha empregado, ele cobrava uma parte do salário, mas obviamente não tinha minha concordância. Ele fala que eu jamais tive conhecimento disso."

Em 2022, Flávio deu corda para que Queiroz buscasse um mandato, mas agora é mais cuidadoso. O que se sabe é que o ex-assessor virou subsecretário da Segurança e Ordem Pública de Saquarema, no Rio de Janeiro.

O sistema de Justiça que pegou Braga Netto, o mais poderoso general da era Bolsonaro, não consegue pegar Flávio nem Queiroz. Como não pegou e talvez nunca mais pegue os grandes financiadores do gabinete do ódio, dos bloqueios de estradas e da invasão de Brasília no 8 de janeiro.

O delegado amigo de Flávio, que engavetou a investigação de 2022, o ex-assessor agora xerife da guarda municipal de Saquarema, os amigos milicianos homenageados solenemente – todos estão por aí, descontando-se os que já foram executados em queima de arquivo.

Flávio, o sujeito que o Estadão apresenta como página em branco, para dar voz na capa aos que falam por ele, mesmo que sejam bobagens, é também o homem dos esqueletos que a grande imprensa escondeu até agora.

Decidiram mostrar alguns ossos, mas em cena rápida, e quem não viu não verá mais. Porque esse é o jogo dos jornalões. Mostram, em flashes eventuais, os podres da extrema direita, mas querem mesmo é bater todos os dias em Lula.

Por isso é ilusória a sensação de que em algum momento todos os ossos escondidos pela família irão desabar sobre Flávio. Porque são ossos expostos há muito tempo. Todo mundo conhece cada detalhe desse acervo, o crânio, a clavícula, o fêmur, a tíbia.

Todos conhecem a fíbula que segura a tornozeleira de Bolsonaro. Conhecem ossadas avulsas e cadáveres inteiros. Poucas páginas são mais preenchidas do que o histórico da família de Flávio Bolsonaro, que o Estadão apresentou como sendo imaculada.

Se encontrarem amanhã um cemitério ocupado só com ossos do bolsonarismo, a reação pode ser a mais natural, porque não é nessa área que Flávio será abalado.

Essa é a eleição em que valores e referências sobre bons modos não valem um fêmur descarnado. Até porque Flávio é o próprio esqueleto vivo e ambulante da extrema direita. Os outros são os outros.  

*Jornalista - Porto Alegre/RS - Fonte: Brasil247

13 abril 2026

AS 10 CANÇÕES MAIS POLÊMICAS DA HISTÓRIA DO BRASIL*


 

*Via YouTube

ARTE REVOLUCIONÁRIA - Chico Buarque e Silvio Rodríguez se reúnem com brigada do MST em Cuba

Dois dos principais compositores do Brasil e de Cuba se reuniram com o movimento na Casa das Américas, em Havana

Silvio Rodríguez se reuniu com Chico Buarque e brigada do MST em Cuba | Crédito: Francisco Proner


BdF* - Os cantores e compositores Chico Buarque e Silvio Rodriguez se reuniram nesta sexta-feira (10) com a brigada do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que atua na cidade de Havana, capital de Cuba.

O encontro ocorreu por ocasião da visita do artista brasileiro à ilha socialista, que começou na última terça-feira (7). Chico foi recebido por Silvio, um dos expoentes da chamada Nova Trova Cubana e um dos principais cantores do país.

Participaram da reunião José Maria Vitier, Frank Fernández, Carlos Alfonso, Ele Valdés, Augusto Blanca, Frank Delgado, Ray Fernández, Fidel Dias Castro, Lea Cárdenas, Guille Villar, Henrique Carballea, entre outros artistas e membros da Casa das Américas. Também participou o embaixador do Brasil em Cuba, Christian Vargas.

O movimento entregou a Silvio produtos da reforma agrária e a bola do movimento, tão simbólica para Chico que por muitas vezes jogou no campo Sócrates Brasileiro, na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF). Sílvio foi convidado a vir jogar uma partida no campo e brincou que acha que será difícil pelo questão física.

“Foi um encontro importante com os principais músicos de Cuba, em um lugar simbólico para os dois, quando Chico esteve em Cuba em 1981, a Casa das Américas. Chico e Silvio têm grande importância para a militância dos movimentos populares e de esquerda na América Latina, a partir das suas obras musicais e seus exemplos de luta. São paradigma e mistério que nos acompanha”, disse Nívia Regina, da Brigada do MST em Cuba.

Pelas redes sociais, o MST celebrou a reunião citando o clássico poema “Os que lutam”, do dramaturgo alemão Bertolt Brecht, dizendo que “há os que lutam a vida toda. Esses são os imprescindíveis”.

O trecho também é citado na abertura de uma das mais clássicas canções de Silvio Rodríguez, “Sueño Con Serpientes”, que deve ser regravada por Chico durante sua passagem por Cuba, como foi anunciado pelos próprios artistas.

“Chico Buarque e Silvio Rodríguez, juntamente dos militantes do MST residentes em Cuba, Marcelo Durão e Nívea Regina, se reúnem com coletivo de artistas cubanos. Lutar sempre! Toda solidariedade ao povo Cubano”, escreveu o movimento em suas redes sociais.

A reunião que envolveu trabalhadores da cultura e outros militantes ocorreu na popular Casa das Américas, espaço que é símbolo da resistência cultural cubana e tem como princípio — desde sua fundação em 1959, no ano da Revolução — promover a integração entre artistas da América Latina.

Nas imagens do encontro publicadas pelo MST, também é possível ver a referência feita ao “Encuentro Canción Protesta”, histórico festival realizado em 1967 na própria Casa das Américas que reuniu expoentes da música política e das canções de protesto de vários lugares do mundo. Estiveram presentes nomes como Angel Parra, Alfredo Zitarrosa e Carlos Puebla. Nenhum brasileiro compareceu e a divulgação do encontro no Brasil foi proibida pelos militares que governavam o país naquele momento.

Chico, por sua vez, esteve em Cuba pela última vez em janeiro de 1992, período em que o país enfrentava uma crise de abastecimento como consequência do bloqueio dos EUA, agravada pelo fim da União Soviética. Chico participou de uma brigada brasileira de solidariedade ao lado de nomes como Frei Betto e Ziraldo.

Bloqueio dos EUA

Desde que passou a obstaculizar o comércio petroleiro entre Venezuela e Cuba, os EUA vêm ameaçando com cada vez mais contundência o governo cubano.

O presidente Donald Trump chegou a dizer que teria “a honra de tomar Cuba”, em uma espécie de ameaça intervencionista, mas sem detalhar o que incluiria a ação.

Dependente de combustíveis fósseis para alimentar sua matriz energética, Cuba viu sua crise piorar com a perda do fornecimento petroleiro venezuelano após o ataque dos EUA em 3 de janeiro e o sequestro do presidente Nicolás Maduro.

Desde então, o país vem aplicando medidas para flexibilizar a economia e pede diálogo com Washington, de modo “respeitoso e soberano”, como disse o presidente Miguel Díaz-Canel em entrevista à emissora estadunidense NBC exibida nesta quinta-feira (9).

Dois carregamentos de petróleo vindos da Rússia já conseguiram contornar o bloqueio dos EUA e fornecer algum alívio à ilha.

Além disso, movimentos de diversos países se mobilizam para levar ajuda ao país socialista que sofre com sanções econômicas e financeiras impostas por Washington há mais de 60 anos.

*Por Lucas Estanislau -  Editado por: Thaís Ferraz

-Fonte: BdF

12 abril 2026

Lula mantém dianteira no Datafolha apesar da pressão da direita

Levantamento mostra liderança consistente de Lula na largada, enquanto narrativa sobre segundo turno tenta antecipar um desgaste ainda não confirmado

05.02.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião, no Palácio do Planalto, sobre o anúncio das ações no âmbito do acordo judicial para a regularização fundiária da Gleba da Quinta do Lebrã da cidade de Teresópolis (RJ). Brasília - DF. Fotos: Ricardo Stuckert / PR (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

Por Esmael Moraes*

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na frente no primeiro turno da nova pesquisa Datafolha, com 39% das intenções de voto no cenário estimulado, contra 35% de Flávio Bolsonaro (PL). Na espontânea, quando o eleitor responde sem ver a lista de nomes, Lula abre 26% a 16%. O instituto ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios, entre terça-feira (7) e quinta-feira (9), com margem de erro de dois pontos e registro BR-03770/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

É por aí que a análise precisa começar.

Sem primeiro turno, não existe segundo turno.

A velha mídia preferiu vender o susto do eventual empate adiante, mas o dado bruto da largada eleitoral continua sendo outro: Lula ainda é o nome mais forte da disputa quando se olha a fotografia inicial da corrida.

No cenário estimulado, os 39% de Lula equivalem a algo perto de 45% dos votos válidos desse quadro, enquanto Flávio Bolsonaro fica na casa de 40%. Não dá vitória em primeiro turno, mas dá liderança real, material, verificável — e não um detalhe estatístico.

Esse é o ponto que a manchete apressada tenta empurrar para debaixo do tapete.

Quando o noticiário abre com “Lula perde vantagem no segundo turno”, ele desloca o centro da leitura. Em vez de discutir quem lidera a eleição de fato na largada, passa a vender a ideia de enfraquecimento inevitável. Isso ajuda a criar ambiente político, midiático e financeiro para pressionar o presidente a recuar da reeleição.

A operação é transparente.

A direita precisa de um adversário menos duro do que Lula em outubro. O bolsonarismo sabe que, goste-se ou não dele, o presidente ainda concentra voto popular, memória política e capilaridade social. Por isso, interessa espalhar a tese de que sua candidatura virou problema antes mesmo de a campanha começar para valer.

Os números do próprio Datafolha não autorizam esse enterro antecipado.

Lula aparece com 39%, Flávio com 35%, Ronaldo Caiado (Partido Social Democrático, PSD) com 5% e Romeu Zema (Novo) com 4%. A soma dos nomes da direita passa Lula, é verdade, mas essa conta só funciona no papel. No primeiro turno, esse bloco sai dividido, e divisão de candidatura não vira voto automaticamente para um só candidato.

Na espontânea, o retrato é ainda mais eloquente.

Lula marca 26%. Flávio Bolsonaro tem 16%. Jair Bolsonaro, mesmo inelegível, aparece com 2%, e Caiado também com 2%. Há 42% que ainda não sabem responder. Isso mostra duas coisas ao mesmo tempo: Lula ainda ocupa o centro da lembrança do eleitor, e a disputa está aberta para muita briga narrativa daqui até 4 de outubro de 2026.

O segundo turno, claro, merece atenção.

Flávio Bolsonaro aparece com 46% contra 45% de Lula. Caiado perde por 45% a 42%. Zema também, 45% a 42%. Todos os cenários estão dentro da margem de erro. Em português claro: não há virada consolidada; há empate técnico.

A diferença entre fato e torcida mora aí.

  • Fato: Lula segue líder no primeiro turno;
  • Fato: os cenários de segundo turno apertaram;
  • Torcida: transformar aperto em sentença de morte eleitoral.

Também pesa o dado da rejeição. Lula tem 48%, e Flávio Bolsonaro, 46%. Os dois concentram amor e ódio em um país ainda rachado. Isso explica por que a eleição continua polarizada e por que o “centro” segue patinando. Caiado e Zema têm rejeição menor, mas também têm muito menos densidade eleitoral até aqui.

No fundo, o que está em curso é uma guerra de clima.

Parte da imprensa corporativa, em sintonia com interesses do mercado, tenta vender a fadiga de Lula antes da hora. O objetivo político é claro: assustar o Planalto, aumentar o barulho sobre alternativa “menos conflitiva” e empurrar o presidente para a defensiva.

Só que pesquisa não substitui campanha.

Ainda faltam meses de exposição, palanque, alianças, televisão, rua, economia, crises e confronto direto. A eleição geral está marcada para 4 de outubro. Se ninguém passar de 50% dos votos válidos no primeiro turno, o segundo será em 25 de outubro.

Portanto, a dianteira de Lula continua de pé no terreno que realmente decide quem chega vivo à fase final: o primeiro turno. O resto, por enquanto, é disputa para fabricar medo, testar nervos e arrancar recuo. Resta saber se Lula vai afrouxar o sutiã ou se vai chamar a extrema direita para o corpo a corpo nas urnas.

**Jornalista e blogueiro paranaense, Esmael Morais é responsável pelo Blog do Esmael, um dos sites políticos mais acessados do seu estado. Fonte: https://www.brasil247.com/