24 outubro 2026

Lula no debate da Globo: ‘não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos’

O petista também lançou a alcunha de miliciano para Flávio Bolsonaro

Lula e Flávio Bolsonaro no debate da Globo | Crédito: Foto; Reprodução/TV Globo


No segundo bloco do debate da TV Globo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi chamado de “nove dedos” por Flávio Bolsonaro (PL). O presidenciável petista repreendeu seu adversário imediatamente.

“Ele disse uma grande asneira que não levarei para casa. Ele me chamou de nove dedos. Saiba de uma coisa, se tem alguém que sabe o que é o mundo do trabalho, sou eu, trabalhando à noite, com 17 anos. Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos”, afirmou o presidente, que seguiu repreendendo Flávio Bolsonaro.

“Ele nunca trabalhou na vida e não sabe o que é uma carteira profissional. O primeiro emprego que ele teve foi um emprego falso arrumado pelo pai dele. Agora, quer me chamar de nove dedos?”, perguntou.

“Nove dedos” é a forma pejorativa com que a extrema-direita chama Lula, em referência ao acidente de trabalho sofrido pelo petista quando trabalhava em uma prensa como metalúrgico. Na época do acidente, o presidente tinha apenas 17 anos.

“Milhões de trabalhadores se acidentam por irresponsabilidade patronal, em jornadas que não podemos trabalhar. Eu era menor e não podia trabalhar. Não vou aceitar que um grã-fino, com uma prática política muito duvidosa, venha me chamar de nove dedos”, finalizou.

Quando Flávio Bolsonaro teve seu tempo aberto para réplica, reconheceu o erro. “Lula, te peço desculpas.”

*Editado por: Monyse Ravena - Via Redação do BdF

Lula vence Flávio Bolsonaro em todos os grupos de indecisos no debate da Globo

 

Lula vence Flávio Bolsonaro em todos os grupos de indecisos no debate da Globo

Por Marcelo Hailer*

Eleitores indecisos que acompanharam o debate presidencial da TV Globo entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), na noite desta sexta-feira (23), identificaram mudanças de posicionamento do candidato do PL em temas sociais, interpretadas como uma tentativa de agradar ao eleitorado. A percepção foi registrada em dez grupos de pesquisa qualitativa, distribuídos por cinco cidades brasileiras e acompanhados simultaneamente por um instituto de São Paulo. As informações são do Metrópoles.

Segundo o coordenador dos grupos, Flávio foi considerado “bem treinado”, mas não conseguiu convencer os participantes, especialmente no terceiro bloco do debate, quando Lula teve o melhor desempenho na avaliação de todos os grupos analisados.

Indecisos identificam mudanças de posição de Flávio Bolsonaro

A principal percepção dos participantes foi a de que Flávio Bolsonaro não defendeu suas posições com convicção, mas procurou apresentar respostas que acreditava serem mais bem recebidas pelos eleitores.

Segundo o coordenador da pesquisa, a impressão de que o candidato do PL mudou de opinião ao longo do debate apareceu em comentários espontâneos dos participantes durante o terceiro bloco do confronto.

A avaliação dos grupos também revelou mudanças no desempenho dos candidatos ao longo da noite.

No segundo bloco, Flávio Bolsonaro havia sido considerado o melhor em dois grupos, enquanto os demais apontaram empate entre os candidatos.

No terceiro bloco, porém, o cenário mudou: Lula foi avaliado como o melhor desempenho pelos dez grupos, sem exceção.

De acordo com o coordenador, Flávio chegou ao debate preparado, mas o treinamento não foi suficiente para transmitir credibilidade aos eleitores indecisos, que demonstraram atenção às contradições percebidas nas respostas do candidato.

Temas sociais provocaram desconfiança entre os eleitores

Os participantes identificaram mudanças de posicionamento de Flávio Bolsonaro em três temas específicos: reajuste das aposentadorias, aumento real do salário mínimo e direito à licença-maternidade.

As questões têm impacto direto sobre as classes C e D, perfil dos eleitores que participaram dos grupos de discussão, e estão entre as pautas historicamente defendidas pelo PT.

Segundo o coordenador da pesquisa, a estratégia de Lula de insistir nesses assuntos ao longo do debate teve repercussão positiva entre os indecisos e os participantes que admitiram a possibilidade de mudar de voto.

Ao explorar essas questões, o presidente conseguiu estabelecer um contraste entre suas posições e as respostas apresentadas pelo adversário, segundo a avaliação dos grupos.

Outro momento que repercutiu negativamente para Flávio Bolsonaro foi o confronto sobre sua atuação na defesa de um policial militar acusado de matar uma menina.

“A defesa do assassino de uma menina pegou muito mal para ele”, afirmou o coordenador dos grupos qualitativos.

O episódio foi apontado como um dos momentos mais negativos do debate para o candidato do PL, segundo as avaliações dos participantes.

Como foi realizada a pesquisa qualitativa

O levantamento acompanhou dez grupos de eleitores indecisos que assistiram ao debate presidencial da TV Globo.

Os participantes foram divididos igualmente entre cinco grupos de homens e cinco de mulheres, todos com idades entre 25 e 60 anos e pertencentes às classes C e D.

A pesquisa foi conduzida por um instituto sediado em São Paulo, com grupos distribuídos por cinco capitais: Fortaleza (CE), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ).

O objetivo foi acompanhar, em tempo real, as reações dos eleitores indecisos às declarações, propostas e confrontos entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Diferentemente das pesquisas quantitativas, os levantamentos qualitativos não medem intenção de voto nem permitem projetar resultados eleitorais.

Esse tipo de pesquisa busca compreender as percepções, motivações e reações dos participantes, sem representar estatisticamente o conjunto do eleitorado brasileiro.

Assim, os resultados mostram como os grupos analisados reagiram ao desempenho dos candidatos, mas não permitem concluir que essas avaliações sejam compartilhadas pela maioria dos eleitores indecisos.

*Via Fórum

23 outubro 2026

Vox Brasil: Lula tem 50,6% dos votos válidos, Flávio com 49,4%

Cenário indica disputa voto a voto no domingo (25); resultado ainda é de empate técnico*

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Fotos: Ricardo Stuckert e Saulo Cruz/Agência Senado.

Divulgada nesta sexta-feira (23), a pesquisa da Vox Brasil aponta Lula (PT) numericamente à frente de Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto no segundo turno. O petista tem 50,6% dos votos válidos enquanto o senador carioca tem 49,4%. O resultado da pesquisa, que indica uma disputa voto a voto no domingo (25), é um empate técnico, com margem de erro de 2,15 pontos percentuais.

A oscilação desde a última edição do levantamento da Vox, divulgado no domingo (18), foi muito pequena. Lula foi de 51% para 50,6% e Flávio cresceu pouco, indo de 49% para 49,4%.

O que também é pequena é a margem de eleitores aptos a mudar de voto. Quase 95% dos entrevistados pela Vox (94,7%) responderam que sua escolha é definitiva. Ainda, 6% dos eleitores responderam que votarão em branco ou nulo.

A pesquisa também mapeou a rejeição dos candidatos. Flávio lidera, com 47,1% dos eleitores afirmando que não votariam no candidato do PL de jeito algum. Lula tem 44,8% da rejeição.

Mas, por outro lado, a gestão do terceiro mandato de Lula tem uma reprovação maior que a aprovação, segundo o mapeamento. Dos entrevistados, 46,9% aprovam e 48,1% reprovam o governo atual.

O levantamento da Vox Brasil ouviu 2.100 pessoas entre os dias 20 e 22 de outubro e tem uma margem de erro de 2,15 pontos percentuais para mais ou para menos, com um índice de confiança de 95%. A pesquisa está cadastrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-03259/2026.

*Fonte: Sul21

21 outubro 2026

DIREITOS SOCIAIS - Quem ataca o Bolsa Família desconhece a realidade, diz sociólogo sobre proposta de Flávio Bolsonaro

Thiago Esteves afirma que Bolsa Família é o maior programa de distribuição de renda do mundo


  Mais de 19 milhões de famílias são beneficiárias do Bolsa Família | Crédito: Lyon Santos/MDS

Por Larissa Bohrer, Lucas Krupacz e Maria Teresa Cruz*

Apontada como futura ministra da Fazenda de Flávio Bolsonaro (PL) caso ele venha a vencer o segundo turno, a economista Daniella Marques Cosentino declarou, em entrevista à Rádio CBN Bahia, que a equipe pretende ir retirando gradualmente os beneficiários do Bolsa Família.

“Quem está no Bolsa Família vai ter regra de transição, como teve na época do presidente Bolsonaro, de dois anos, para que possa abrir o seu negócio ou aceitar emprego de carteira assinada. Com uma regra de transição por dois anos e o retorno automático caso dê errado. As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família”, declarou a assessora da equipe econômica de Flávio.

A declaração gerou polêmica, já que o programa de redistribuição de renda tem alta aprovação entre os brasileiros.

Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, o sociólogo Thiago Esteves, professor na Universidade Federal de Ciência e Inovação do Rio de Janeiro (UFCI-RJ), critica a proposta e afirma que quem ataca o Bolsa Família “não tem conhecimento da realidade”.

“O Bolsa Família é um programa social que atende 49 milhões de pessoas. Existe uma ideia ideológica de que as pessoas entram no programa porque não querem trabalhar. Mas cabe dizer que 2,5 milhões de pessoas, só esse ano, saíram do programa porque tiveram uma melhora na vida”, afirma.

Esteves critica o fato de que o bolsonarismo chama de gasto tudo que vai beneficiar a vida das pessoas mais pobres. “Não dá para saber se é ignorância ou maldade”, aponta. “Existe uma visão de que os pobres estão nessa condição porque eles querem, e é essa a visão da equipe econômica do Flávio Bolsonaro”, alerta.

O professor elogia a estrutura do programa e os mecanismos de fiscalização para que o recurso chegue, de fato, às famílias que mais precisam.

O sociólogo também destaca que já existem regras para o recebimento do benefício e até mesmo contrapartidas. “As crianças das famílias que recebem o Bolsa Família têm que estar matriculadas nas escolas e têm que comprovar o comparecimento a, no mínimo, 75% do ano letivo. A carteira vacinal também tem que estar completa e as gestantes têm que fazer o pré-natal. São medidas importantíssimas que ajudaram a mudar a cara do Brasil. A médio e longo prazo, a gente tem conseguido tirar as pessoas da pobreza extrema com medidas como essa”, aponta.

*Fonte: BrasildeFato

20 outubro 2026

‘Pra virar’: Lula reúne milhares em caminhada pelo Centro de Porto Alegre nesta segunda (19)

A seis dias do segundo turno, apoiadores ocuparam a Borges de Medeiros com bandeiras, cartazes e palavras de ordem



Por Fernanda Bastos*

A seis dias do segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu milhares de apoiadores nesta segunda-feira (19) em Porto Alegre. O ato no Centro Histórico da Capital foi organizado para mobilizar militantes e eleitores na reta final da campanha.

A Avenida Borges de Medeiros ficou tomada pela militância, que também ocupou vias laterais. A concentração começou ainda no fim da tarde, e a chegada do presidente era aguardada desde pelo menos as 16h, quando centenas de pessoas já se reuniam nos arredores do ponto de partida.

Anunciada por carros de som, a chegada de Lula mobilizou os apoiadores, que levaram cartazes com mensagens de apoio ao presidente. Também havia painéis com críticas a Flávio Bolsonaro (PL) e à extrema direita. Um deles trazia a frase “Não vamos voltar para o armário”, em referência aos direitos da comunidade LGBTQIA+ e de outras populações que podem ser afetadas por um governo conservador.

As palavras de ordem incluíam críticas ao bolsonarismo e a lideranças políticas locais, como o governador eleito Luciano Zucco (PL) e o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), que vêm fazendo campanha para Flávio Bolsonaro no RS. Um dos cânticos mais repetidos durante a passagem do presidente foi “Ele não. O filho também não”, em referência à candidatura de Flávio Bolsonaro e o pai, o ex-presidente, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.

Além dos cartazes, chamavam a atenção símbolos da identidade nacional, como bandeiras do Brasil e da seleção brasileira, adaptadas com o número 13, o de Lula na urna. Nas imediações, um comerciante de bandeiras arrancava sorrisos dos transeuntes ao dizer que vendia “a bandeira do Brasil, não a de Bolsonaro”.

Muitos apoiadores se surpreenderam com a chegada de Lula em um carro aberto e de baixa altura, acompanhado dos ex-governadores gaúchos Olívio Dutra e Tarso Genro, que também foram prefeitos de Porto Alegre. O veículo permitia que as pessoas trocassem olhares com o presidente, dirigissem palavras de incentivo e fizessem gravações de perto, o que costuma ser incomum em razão da necessidade de proteção das autoridades de alto escalão. A proximidade agradou a militância, que se sentiu recompensada pela espera.

A concentração na principal avenida de acesso ao Centro lembrava um desfile de carnaval, com grupos partidários e comunitários que avançavam em meio à multidão, cada qual com seu modo de expressão, que incluía bandas e cantos específicos. Lideranças da frente de esquerda também acompanharam o percurso em caminhões e carros. Entre elas estavam as deputadas Fernanda Melchionna (PSOL), Denise Pessôa (PT) e Daiana Santos (PCdobB), o coordenador da campanha de Lula no Estado, Edegar Pretto (PT), e as lideranças Paulo Pimenta (PT) e Manuela d’Ávila (PSOL).

A caminhada partiu do Largo dos Açorianos por volta das 18h15 e seguiu pela Avenida Borges de Medeiros até o Mercado Público. Um trajeto que normalmente pode ser percorrido a pé em cerca de 20 minutos levou quase duas horas, devido à quantidade de pessoas. Ao final do ato, por volta das 20h, enquanto parte dos apoiadores começava a voltar para casa, muitos ainda permaneciam nas imediações do Mercado Público e da Esquina Democrática, trocando fotos e impressões sobre a caminhada. 

Mobilização na reta final

Esta foi a segunda passagem de Lula por Porto Alegre durante a campanha presidencial. Em 11 de setembro, antes do primeiro turno, o presidente participou de um comício no Largo Glênio Peres. Na ocasião, defendeu o fortalecimento das políticas de proteção às mulheres, citou a criação do Pacto Contra o Feminicídio e falou sobre a necessidade de aprimorar as políticas de cuidado e de atenção básica. Também apontou o combate à inflação e o avanço da extrema direita como desafios de seu terceiro mandato. No primeiro turno, Lula venceu em Porto Alegre com 48,57% dos votos válidos, contra 41,86% de Flávio Bolsonaro. O resultado contrastou com o cenário estadual, onde o candidato do PL obteve 55,64%, ante 35,73% do petista. Porto Alegre foi uma das cinco capitais brasileiras em que o resultado da disputa presidencial deu derrota para Flávio.
A caminhada desta segunda-feira se soma a outras iniciativas da campanha de Lula no Estado nas últimas semanas, em mobilização para uma virada em todo o estado. No fim de semana, o ato “Mulheres com Lula” também reuniu milhares de pessoas na Orla e no Centro da Capital. Porto Alegre é considerada estratégica pela campanha petista, tanto pelo resultado do primeiro turno quanto pela disputa política na região Sul, onde a direita tem mostrado força nas urnas. 
A mobilização integra a chamada Agenda da Virada, que prevê novos atos até sábado (24). Nesta terça-feira (20), a atividade está marcada para as 18h30, no Viaduto do Brooklin, com a participação do deputado federal eleito Guilherme Cortez (PSOL-SP) e de lideranças locais, como Manuela D’Ávila, Fernanda Melchionna, Matheus Gomes (PSOL) e Giovani Culau (PCdoB).
Adversário de Lula no segundo turno, Flávio Bolsonaro também esteve na Capital na semana passada. Na quarta-feira (14), o senador participou de um ato no Largo Glênio Peres, onde fez críticas a Lula e prometeu “dar o sangue” pelo povo brasileiro. A manifestação ocorreu no mesmo dia em que o Senado votou a proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada de trabalho e prevê o fim da escala 6×1.
Foto: Marcelo Pires/Sul21
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*Fonte: Sul21

18 outubro 2026

Lula tem 51% dos votos válidos contra 49% de Flávio Bolsonaro, aponta Vox Brasil*

Pesquisa mostra empate técnico na disputa presidencial; petista também lidera percepção de vitória no segundo turno, marcado para 25 de outubro

Por Paulo Emílio*

A uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 51% dos votos válidos, contra 49% do adversário. A diferença de dois pontos percentuais configura um empate técnico, considerando a margem de erro de 2,15 pontos percentuais para mais ou para menos.

Os números são da pesquisa Vox Brasil divulgada neste domingo (18), conforme informações publicadas pelo Poder360. O levantamento ouviu 2.100 eleitores em todo o país entre os dias 15 e 17 de outubro e apresenta nível de confiança de 95%.

Lula lidera percepção de vitória no segundo turno

Além de medir a intenção de voto, a Vox Brasil perguntou aos entrevistados qual candidato consideram mais provável vencedor da eleição presidencial de 25 de outubro.

Nesse indicador, Lula aparece com 46,9%, enquanto 41,6% dos eleitores acreditam que Flávio Bolsonaro vencerá a disputa. A diferença é de 5,3 pontos percentuais a favor do atual presidente.

Rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro é idêntica

Outro dado do levantamento mostra que os dois candidatos enfrentam o mesmo índice de rejeição. Tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro registram 45,3% de entrevistados que afirmam não votar neles de jeito nenhum.

O empate nesse indicador revela que ambos chegam à última semana da campanha com níveis elevados de resistência entre os eleitores. A pesquisa, no entanto, não detalha no material divulgado como essa rejeição se distribui entre os diferentes segmentos do eleitorado.

Pesquisa ouviu 2.100 eleitores e está registrada no TSE

O levantamento da Vox Brasil foi realizado entre 15 e 17 de outubro, com entrevistas em todo o território nacional. A margem de erro informada é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04332/2026. Segundo os dados divulgados, o estudo custou R$ 50 mil e foi financiado com recursos próprios.

O segundo turno da eleição presidencial está marcado para o próximo domingo, 25 de outubro, quando Lula e Flávio Bolsonaro disputarão a Presidência da República.

*Fonte: Brasil247

15 outubro 2026

“Quem trabalha também merece tempo para viver. Bora celebrar”, diz Lula, após fim da escala 6×1

Presidente comemora aprovação da PEC no Senado, destaca mobilização popular e afirma que trabalhadores terão mais tempo para descansar, acompanhar os filhos e conviver com suas famílias



247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a aprovação, pelo Senado Federal, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, com a redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, dois dias de descanso remunerado e manutenção dos salários. Em publicação nas redes sociais, Lula destacou a importância da mobilização popular para a votação da proposta e celebrou a perspectiva de mais qualidade de vida para os trabalhadores brasileiros.

“Quem trabalha também merece tempo para viver. Bora, celebrar!”, escreveu o presidente, ao compartilhar uma mensagem sobre a aprovação da proposta, que recebeu 75 votos favoráveis e apenas um contrário nos dois turnos de votação realizados nesta quarta-feira (14). (...)

*CLIQUE AQUI para continuar lendo (via Brasil247)

14 outubro 2026

Manifestação pela ‘virada’ de Lula reúne milhares em Porto Alegre; veja fotos

Mobilização começou na Esquina Democrática no fim da tarde desta terça-feira (13) e seguiu em caminhada em direção à Praça da Alfândega

    Foto: Marcelo Pires/Sul21

Sul21* - Milhares de pessoas se reuniram no fim da tarde desta terça-feira (13), na Esquina Democrática, no Centro Histórico de Porto Alegre, em um ato de apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A mobilização começou às 18h e ocupou o cruzamento entre a Rua dos Andradas e a Avenida Borges de Medeiros.

Por volta das 19h, os manifestantes começaram a caminhar pelas ruas do Centro. O ato contou com carros de som e a participação de lideranças políticas dos partidos que integram a coligação de Lula na disputa presidencial. Ao fim da mobilização, os manifestantes se dirigiram à Praça da Alfândega.

A mobilização foi convocada com o lema “Bota pra Virar!”, em referência à busca por votos para o segundo turno. Na votação de 4 de outubro, Lula ficou em segundo lugar no resultado nacional, atrás de Flávio Bolsonaro (PL). Em Porto Alegre, porém, o petista foi o mais votado no primeiro turno. Na divulgação do ato, os organizadores destacaram o resultado na Capital e convocaram apoiadores a ampliar a mobilização no Rio Grande do Sul.

A manifestação integra uma série de atos em apoio a Lula realizados em diferentes cidades do país. No domingo (11), houve mobilizações em São Paulo, Recife e Goiânia, entre outras cidades.

O ato em Porto Alegre ocorre na véspera da visita de Flávio Bolsonaro à Capital. O candidato do PL participará, nesta quarta-feira (14), de uma mobilização com apoiadores e lideranças políticas no Largo Glênio Peres, no Centro Histórico, ao lado do governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL). No primeiro turno, Lula também realizou um comício no local.

Flávio deve cumprir agendas em Alvorada, Canoas e Porto Alegre. A programação na Capital também prevê a participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que acompanhará o candidato em atividades de campanha no segundo turno.

Confira fotos da manifestação:

Foto: Marcelo Pires/Sul21
Foto: Marcelo Pires/Sul21
Foto: Marcelo Pires/Sul21
Foto: Marcelo Pires/Sul21

Foto: Marcelo Pires/Sul21
Foto: Marcelo Pires/Sul21
Foto: Marcelo Pires/Sul21
Foto: Marcelo Pires/Sul21
Foto: Marcelo Pires/Sul21
Foto: Marcelo Pires/Sul21
*Fonte: Sul21

Senado deve votar hoje fim da escala 6×1

Proposta em análise nesta quarta-feira reduz a jornada de 44 para 40 horas; senadores articulam promulgação antes do segundo turno



Por José Reinaldo*

O Senado deve votar nesta quarta-feira (14), em dois turnos, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que encerra a escala 6×1, assegura duas folgas remuneradas por semana e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas.

Segundo o g1, parlamentares articulam a conclusão da tramitação para permitir a promulgação até quinta-feira (22), antes do segundo turno das eleições.

A expectativa de votação depende do encerramento da quinta e última sessão de discussão prevista para o primeiro turno. Para realizar também a segunda votação nesta quarta, os senadores precisarão dispensar ou encurtar os prazos regimentais.

Pelas regras do Senado, deve haver um intervalo de cinco dias úteis entre os turnos, além de outras três sessões de discussão. Um requerimento dos parlamentares pode acelerar esse procedimento e viabilizar a análise das duas etapas no mesmo dia.

De acordo com a reportagem, tanto governistas quanto integrantes da oposição afirmam que há apoio suficiente para aprovar a mudança. A previsão de promulgação até o dia 22 integra a articulação política em torno da proposta, mas ainda depende do avanço da tramitação.

Redução da jornada será gradual

O texto recebeu aprovação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 2 de setembro. A proposta altera a Constituição para estabelecer o limite de 40 horas de trabalho por semana e garantir dois dias de descanso remunerado, um deles preferencialmente aos domingos.

A implementação está dividida em duas etapas. O cronograma prevê que, em dois meses, a jornada semanal passe de 44 para 42 horas, já com direito aos dois dias de repouso remunerado.

Um ano depois desse período inicial de dois meses, o limite cairá para 40 horas semanais. Assim, a redução da carga horária será progressiva, enquanto a ampliação das folgas está prevista para a primeira etapa.

O texto também estabelece uma exceção: a mudança não será aplicada aos trabalhadores que tenham ensino superior e recebam mensalmente mais de duas vezes e meia o teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Conforme o valor informado na reportagem, esse corte corresponde a remunerações superiores a R$ 21.188 por mês.

Discussão ganhou espaço após o primeiro turno

A primeira sessão de discussão da PEC ocorreu em 6 de outubro, dois dias depois do primeiro turno das eleições. Desde então, a proposta passou a integrar as articulações do Senado na reta final da disputa eleitoral.

Segundo o g1, a maioria dos senadores do PL não participou daquela sessão, e aliados do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tentaram esvaziar o debate.

A reportagem também cita uma proposta alternativa apresentada por Marinho, que permite diminuir a jornada com redução proporcional do salário. Já o texto previsto para votação estabelece a redução do limite semanal de trabalho e a garantia de dois dias de descanso remunerado.

*Fonte:  site Brasil247 (Edição final deste Blog)