06 fevereiro 2023

Presepada de Do Val é mais um roteiro dos Trapalhões no Brasil golpista de Bolsonaro

De bermuda e chinelão, o ex-presidente cometeu crime gravíssimo contra a democracia ao participar de trama para espionar Alexandre de Moraes.


UM EX-DEPUTADO SE ENCONTRA com um senador e diz que tem um assunto urgente. Em seguida, liga para o presidente da República e passa o telefone ao senador. O presidente, então, pede para ele “dar um pulinho” no Palácio da Alvorada. No dia combinado, os dois são levados secretamente à residência oficial da presidência por um carro da própria presidência. São cinco e meia da tarde e o presidente os recebe de camiseta, bermuda e chinelos. O ex-deputado então revela o motivo do encontro secreto: executar um plano para espionar um ministro da Suprema Corte, captar alguma frase dúbia que o torne suspeito de fraude eleitoral, prendê-lo e, assim, pavimentar o caminho para um golpe de estado.

O que o presidente e o ex-deputado não sabiam é que, três dias depois, o senador convidado para o plano golpista deduraria todo o esquema justamente para o ministro da Suprema Corte.

Parece o roteiro de um filme dos Trapalhões, mas foi só mais um episódio do Brasil de Bolsonaro. Assim como o soldado Didi Mocó aparecia no final para estragar as missões do Sargento Pincel, Marcos do Val apareceu no final para estragar os planos golpistas de Bolsonaro. (...)

CLIQUE AQUI para continuar lendo a postagem do jornalista João Filho (via The Intercept Brasil)

02 fevereiro 2023

"Apareceu o elo que faltava para colocar Bolsonaro na cadeia"

Revelação feita por Marcos do Val sobre o plano de Bolsonaro para prender Alexandre de Moraes e dar um golpe é “escandalosa” e “gravíssima”


Helena Chagas, Marcos do Val e Jair Bolsonaro (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Geraldo Magela/Agência Senado | Reuters/Joe Skipper)

247* - A jornalista Helena Chagas, em participação na TV 247 nesta quinta-feira (2), afirmou que o elemento que faltava para que Jair Bolsonaro (PL) fosse preso por tentar um golpe de estado foi encontrado após as declarações do senador Marcos do Val (Podemos-ES), sobre ter sido coagido a dar um golpe.

“Acho que é o elemento que faltava. Tem muito elemento, o 8 de janeiro dos golpes, aquela minuta achada na casa do Anderson Torres. E ficava aquela coisa: ‘quando aparecerá o elo que vai ligar as tentativas de golpe ao Bolsonaro?’. Eu diria que apareceu. A tentativa de botar o Marcos do Val para gravar o presidente do TSE é o elo que faltava sobre o comprometimento do Bolsonaro com o golpe”, pontua.

Segundo o parlamentar, ele teria sido "coagido" por Bolsonaro a "dar um golpe de estado junto com ele".

“O Bolsonaro estava no Alvorada articulando para melar o resultado das eleições. Agora você tem uma testemunha que conta isso. É gravíssimo. Bota o Bolsonaro na cadeia”, finaliza a jornalista. 

*Fonte: https://www.brasil247.com/

01 fevereiro 2023

DESAFIOS E ESPERANÇAS - Lula faz balanço do primeiro mês de governo e aponta para clima de otimismo

“Foram 30 dias de muito trabalho. Tenho certeza que o Brasil vai voltar a crescer”, afirmou o presidente


O presidente assumiu o compromisso de voltar a reportar a situação do país aos brasileiros em um mês

São Paulo – RBA* - O terceiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) completou o primeiro mês nesta quarta-feira (1º), período marcado por uma série de ações emergenciais. Entre elas, destaque para cuidados com o povo Yanomami, além de intensa agenda de política externa. As áreas ambiental e de relações internacionais foram duas das mais negligenciadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Lula definiu o cenário encontrado no governo como “de desmonte”. O presidente, que divulgou um vídeo nas redes sociais com um breve balanço destes primeiros dias, afirmou que existe um clima de otimismo, sendo ele “o mais otimista dos brasileiros”. “Tenho certeza que o Brasil vai voltar a crescer. Tenho recebido e conversado com muita gente. Está todo mundo otimista”, declarou.

Assim, o presidente pediu tranquilidade, paciência e esperança. Ele lembrou os trabalhos do governo de transição, que identificaram estragos da gestão anterior nos mais diferentes setores do Estado. “É importante lembrar que foram 30 dias de muito trabalho. A verdade é que começamos a governar desde o dia 24 (de dezembro), que foi quando começamos a montar os ministérios. Ainda tem ministérios com cargos para ocupar. Mas podem ter certeza de que as pessoas acontecerão da forma mais extraordinária possível.”

Melhores dias

Depois, Lula reforçou a defesa da democracia. De acordo com o presidente, o regime democrático é o caminho para a construção de um governo que busque o desenvolvimento sustentável. “A democracia está fazendo você voltar a sorrir e a acreditar. Posso falar para vocês, acreditem porque vai acontecer. Nossa vida vai melhorar. É só esperar um pouco para ver as coisas acontecerem no nosso querido Brasil”, disse.

Por fim, o presidente assumiu o compromisso de voltar a reportar a situação do país aos brasileiros em um mês. “Um pouco de paciência faz com que possamos colher as melhores maçãs, jabuticabas, laranjas e posso dizer que vamos colher os melhores dias que vamos viver nesse país. Volto a falar em um mês para dizer como é que está o Brasil.”

Assista

25 janeiro 2023

O relançamento da integração latino-americana

 


Por Jeferson Miola*                       

Nada deve nos separar
Presidente Lula na VII Cúpula da CELAC

A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações
Constituição brasileira, artigo 4º

O retorno do Brasil à CELAC marca o relançamento da integração latino-americana e a retomada de uma perspectiva decolonial e soberana de desenvolvimento no hemisfério.

A CELAC, Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, foi criada em fevereiro de 2010 como reflexo, sobretudo, da convergência geopolítica dos principais governos progressistas e antineoliberais da América do Sul.

Ao lado de Lula, outros governantes sul-americanos como Néstor e Cristina Kirchner, Hugo Chávez, Evo Morales, Fernando Lugo, Rafael Correa e Tabaré Vázquez tiveram papel relevante na concretização desta iniciativa de dimensão hemisférica.

Integrada por 33 Estados-membros, a CELAC é uma espécie de OEA [Organização dos Estados Americanos], porém sem o Canadá e os EUA. Ou seja, um mecanismo genuinamente latino-americano de coordenação, articulação política e resolução de conflitos interpaíses..

O Brasil, com a proeminência geopolítica, econômica e estratégica conquistada durante o período de governo do presidente Lula, foi uma peça essencial para a formação da diversificada institucionalidade integracionista independente nesta região do mundo.

A destruição e o debilitamento dos organismos regionais de integração como o MERCOSUL, a UNASUL e a CELAC foi o objetivo central da derrubada da presidente Dilma Rousseff com o golpe de 2016.

A convergência ultraliberal e pró-EUA de governos como o do usurpador de Michel Temer no Brasil, de Maurício Macri na Argentina, Sebastián Piñera no Chile e Horácio Cartes no Paraguai, propiciou uma guinada significativa do processo de integração.

Sob influência estadunidense, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Paraguai e Peru se desligaram da UNASUL em 2018, com o objetivo de isolar a Venezuela e os países considerados “bolivarianos”.

No ano anterior [2017], e sob a liderança do Brasil e Argentina, 12 países – dentre eles Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru – formaram o Grupo de Lima, como ponta de lança da ofensiva estadunidense contra a Venezuela.

A Bolívia se integrou a este Grupo em dezembro de 2019, após o golpe contra o presidente Evo Morales patrocinado pelos EUA, que contou o apoio financeiro, diplomático e operacional do governo Bolsonaro.

Embora não integrasse formalmente o Grupo de Lima, os EUA participavam das suas reuniões e, principalmente, definia suas deliberações.

esvaziamento e debilitamento do MERCOSUL se inscreve neste contexto de demolição da integração regional. Em lugar das alianças e intercâmbios políticos e econômicos intrabloco, o governo Bolsonaro priorizou o acordo com a União Européia e o ingresso na OCDE – dois caminhos que, na prática, além de prejudiciais à economia brasileira, implodem o bloco econômico do Brasil com Argentina, Uruguai e Paraguai.

Na VII Cúpula Presidencial da CELAC em Buenos Aires, o Brasil retoma o lugar que nunca deveria ter abandonado. A participação do país na CELAC estava suspensa desde janeiro de 2020.

Bolsonaro e seus generais-mentores objetavam a presença de Cuba na CELAC. Eles também se opunham à participação do governo soberanamente eleito da Venezuela, pois pateticamente ainda continuavam reconhecendo o ridículo presidente autoproclamado [Juan Guaidó] como representante legítimo daquele país.

A eleição do presidente Lula em 30 de outubro interrompeu a continuidade da devastação e da barbárie causada pelo governo fascista-militar, e rapidamente reposicionou o Brasil no contexto mundial com o destaque que lhe corresponde.

O retorno do Lula à presidência significa a volta do protagonismo ativo e altivo do Brasil no mundo.

E significa, também, a contenção do projeto de desintegração regional e de destruição das alianças internacionais pretendido pela extrema-direita e oligarquias colonizadas da América Latina – servis aos interesses dos EUA na disputa econômica e geopolítica que a potência imperial trava com Rússia e China.

*Fonte: Blog do Jeferson Miola

20 janeiro 2023

ABI denuncia: Fotomontagem na capa da Folha é um atentado ao jornalismo

 

       Charge do Aroeira

Da Redação do Viomundo*

A fotografia publicada na capa da Folha de S. Paulo de quinta-feira, 19/01, gerou debate e indignação nas redes sociais e nas redações. 

Entre as muitas manifestações publicadas, selecionamos três:

— Tuíte de Renata Mielli (@renatamielli), jornalista e secretária-geral do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.

— Comentário de Laurindo Lalo Leal Filho (@Lalolealfilho), jornalista, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP (ECA-USP)

— Reportagem de Maria Luiza Franco Busse e Moacyr Oliveira Filho, diretores da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) @ABI_Nacional.

Laurindo Lalo Leal Filho (@Lalolealfilho) e a reportagem de Maria Luiza Franco Busse e Moacyr Oliveira Filho, diretores da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) @ABI_Nacional

Logo cedo, Renata Mielli (@renatamielli) denunciou no twitter:

A irresponsabilidade da Folha é gravíssima. O jornalismo tipo “lacração” que se pousa de isento, neutro e imparcial incita a animosidade, alimenta ódios e aprofunda a criminalização da política.

Esses elementos contribuem para a construção do extremismo de direita no Brasil responsável pelo golpe em 2016, pela eleição de Bolsonaro, pelo atentado contra o Estado Democrático de Direito deste 08 de janeiro.

Discutir o papel da imprensa na sociedade contemporânea é urgentíssima.

Renata postou a fotografia da capa da @folhadespaulo, comparando-a outras duas publicadas pelo Estadão (@oestadodoseupaulo) com imagens da então presidenta Dilma Rousseff.

Uma, com o rosto de Dilma em chamas,  é de 2016, época do impeachment. A outra, Dilma sendo atravessada por uma espada, é de 2011. 

Renata legendou: O tal do “jornalismo profissional” e o ódio na política. (...)

*CLIQUE AQUI para continuar lendo.