27 maio 2026

No domingo, Colômbia decide entre avanço ou retrocesso

Eleição na Colômbia opõe continuidade do projeto de Gustavo Petro ao avanço da direita, em meio a violência, fake news e disputa sobre segurança pública

No domingo, Colômbia decide entre avanço ou retrocesso (Foto: Reuters)


Por Tereza Cruvinel*

Bogotá - No próximo domingo (31), os colombianos vão às urnas escolher entre a continuidade do primeiro governo de esquerda do país, elegendo o candidato apoiado pelo presidente Gustavo Petro, Iván Cepeda [foto acima], ou o retrocesso, com a volta da direita ao poder.

O resultado terá forte influência sobre o quadro político da América Latina, pois representará também a derrota ou a vitória de um governo progressista do continente que Donald Trump gostaria de ver interrompido. Desnecessário recordar aqui as escaramuças que ele já teve com o presidente Petro.

Por seus múltiplos aspectos, o pleito e o resultado importam muito ao Brasil. A violência e as fake news, com uso da inteligência artificial, vêm dominando a campanha, algo que tende a se repetir no Brasil. O tema dominante é o da segurança pública, que opõe à política de “paz total” de Petro a defesa do endurecimento pela oposição. O governo Lula acompanha com atenção este aspecto, que pode ter reflexos aqui.

As pesquisas desta última semana de campanha dizem que Cepeda, que concorre pelo partido governista Pacto Histórico, mantém o favoritismo, oscilando entre 44% e 45% de preferência, mas, segundo analistas locais, ele ainda precisa crescer alguns pontos para ganhar no primeiro turno de domingo.

Diferentemente de Lula, Petro não é candidato, pois não há reeleição na Colômbia, mas o pleito é tido como um plebiscito sobre seu governo. Suas políticas públicas de inclusão social têm garantido alta aprovação a seu governo, o que não tem acontecido com Lula, apesar de os resultados serem tão positivos quanto os conseguidos pelo colombiano.

O tema candente da segurança será importante na campanha brasileira, embora nossos problemas nesta área não sejam tão graves como os da Colômbia, que enfrenta a violência do narcotráfico, de paramilitares e de grupos guerrilheiros dissidentes das Farcs.

Cepeda enfrentará dois candidatos de direita. Um é Abelardo de la Espriella, um advogado rico e exótico, admirador de Milei, Trump e Bukele. Ele está em segundo lugar. Outra é Paloma Valencia, do partido Centro Democrático, embora seja mesmo de extrema direita e herdeira de uma oligarquia escravista. É apoiada pelo ex-presidente Álvaro Uribe, que vem tendo forte protagonismo na campanha, enquanto Petro faz o que pode por Cepeda. No ano passado, o senador Miguel Uribe, que pretendia ser candidato, foi morto a tiros em Bogotá. Os três candidatos têm registrado ameaças.

Em toda a sua história, a Colômbia foi governada por partidos conservadores, mais ou menos direitistas. Petro atuou como guerrilheiro no grupo M-19, foi preso político e torturado e, em 1990, assinou o acordo de paz com o governo colombiano, que propiciou a conversão de sua organização em partido político legal. Sua chegada à presidência, em 2022, foi uma ruptura com a hegemonia conservadora e uma aposta dos colombianos em seu programa de governo, que propunha políticas de inclusão social, desenvolvimento econômico e combate às drogas e aos cartéis, mas buscando a segurança e a pacificação internas. O programa “Paz total”.

E de fato ele produziu, em quatro anos, aumentos expressivos do salário-mínimo e da renda e queda do desemprego. No combate às drogas, ele trocou a ênfase na repressão pelo maior uso da inteligência e pela asfixia de figuras da elite envolvidas com o tráfico.

O tema da segurança, emblema da polarização, é objeto das mais fortes ações de desinformação. A escolha dos colombianos será entre persistir nas negociações de paz conduzidas por Petro ou adotar a linha dura bukelista contra o narcotráfico e os guerrilheiros, defendida pelo segundo colocado.

Assim, nesta reta final da disputa, fake news circulam intensamente associando candidatos aos narcotraficantes e às guerrilhas. Cepeda naturalmente é a principal vítima. Em um vídeo que viralizou estes dias, por exemplo, ele aparece dizendo que vai incorporar guerrilheiros às Forças Armadas.

A violência, porém, atinge também a oposição. Dois assessores da campanha de Abelardo de la Espriella foram assassinados no início deste mês.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, na semana passada, o senador republicano Bernie Moreno afirmava que Trump pode não reconhecer o resultado da eleição colombiana.

Lula também está de olho na Colômbia. A vitória de Petro é fundamental para conter o avanço da direita e do trumpismo no continente.

*Fonte: https://www.brasil247.com/

25 maio 2026

VÍDEO: A revelação-bomba de Costa Neto sobre Flávio Bolsonaro visitar Vorcaro após prisão

Presidente do PL deu versão à GloboNews que desmente categoricamente a versão do senador pré-candidato à Presidência de que teria ido ver o banqueiro “para pôr fim à relação”

- O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, em entrevista à GloboNews - Imagem: Frame de vídeo da GloboNews

Por Henrique Rodrigues*

O cenário político e a corrida sucessória presidencial foram severamente impactos nesta segunda-feira (25) após uma entrevista de forte repercussão concedida à GloboNews pelo presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto. Ele apresentou elementos inéditos que alteram substantivamente a linha de defesa do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) quanto às motivações reais de sua visita ao banqueiro Daniel Vorcaro após a prisão deste, em novembro do ano passado. A manifestação do dirigente partidário desconstituiu de forma categórica a versão oficial até então sustentada pelo parlamentar.

A revelação invalida a narrativa de contenção de danos e de distanciamento que o clã Bolsonaro vinha estruturando junto à opinião públicaem relação ao caso. Até este momento, a justificativa formal protocolada por Flávio Bolsonaro para explicar seu deslocamento a São Paulo baseava-se na premissa de que a reunião na residência do ex-dono do Banco Master ocorrera exclusivamente para “pôr um fim na relação” entre as partes, motivada pela gravidade da persecução penal que aponta fraudes financeiras e desvios estimados em R$ 12 bilhões.

Entretanto, as palavras de Costa Neto estabeleceram que o comparecimento do senador teve caráter de cobrança, visando receber o restante dos valores previamente exigidos para o financiamento da cinebiografia Dark Horse, obra audiovisual sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Do aporte total, originalmente de R$ 134 milhões, o fraudador havia transferido “apenas” R$ 61 milhões antes de sua prisão pela Polícia Federal. Segundo o presidente do PL, o propósito da visita de Flávio Bolsonaro receber os R$ 73 milhões restantes. Ou seja, o senador queria mais dinheiro do criminoso.

A naturalização do absurdo choca jornalistas

O momento mais estarrecedor da entrevista ocorreu quando Valdemar da Costa Neto tentou justificar a conduta do pré-candidato do PL, gerando imediata reação de perplexidade e consternação entre os jornalistas da GloboNews. Sem demonstrar constrangimento, o dirigente tentou normalizar o fato de um senador da República ir à casa de um criminoso recém-preso para exigir dezenas de milhões de reais de origem ilícita.

“Nós não temos dúvidas do que ele [Vorcaro] fez e que foi uma barbaridade para o país, mas isso é normal… O que o Flávio fez é natural, é a coisa mais normal do mundo”, disparou o presidente do PL.

Imediatamente interpelado pelos entrevistadores sobre qual parte específica da história seria considerada “normal”, Costa Neto subiu o tom do absurdo e completou, escancarando a cobrança financeira:

“Visitar o Vorcaro, porque o Vorcaro tinha ajudado ele… E ele queria terminar a relação com o Vorcaro com ‘olha, vai me pagar, vai me pagar o restante, dá pra me pagar o restante?’…”

Impacto político e o peso das mentiras

A declaração de Valdemar complica de forma severa a situação jurídica e política de Flávio Bolsonaro. O episódio comprova que o senador não apenas faltou com a verdade perante a opinião pública, mas que, mesmo tendo plena ciência dos graves crimes financeiros imputados a Daniel Vorcaro, manteve o interesse em extrair recursos do esquema criminoso sob o pretexto de financiar a peça de propaganda familiar.

A revelação joga por terra o discurso de ética e combate à corrupção da pré-campanha do PL e fornece munição pesada para adversários políticos. Aliados de Flávio nos bastidores do Congresso já avaliam que o estrago provocado pelo “sincericídio” do próprio presidente da legenda terá reflexos profundos e imediatos no isolamento de sua candidatura ao Palácio do Planalto.  *Fonte: Revista Fórum

Veja o vídeo com a confissão:

24 maio 2026

REDUÇÃO DA JORNADA - Atos pelo fim da escala 6×1 ocorrem neste domingo (24) em diversas capitais*

Mobilizações pressionam Congresso pela votação da pauta, prevista para esta semana

Trabalhadores e trabalhadoras protestam contra a escala 6×1 | Crédito: Elineudo Meira/@fotografia.75

O domingo (24) será de mobilizações em diversas capitais brasileiras pelo fim da escala 6×1 (confira abaixo os locais). Os atos são convocados pelo conjunto de movimentos aglutinados nas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, junto do movimento Vida Além do Trabalho (VAT).  As mobilizações têm o objetivo de pressionar o Congresso pela aprovação da redução do limite de jornada de trabalho semanal para 40 horas e redução da escala de 6 para 5 dias de trabalho, com dois dias de descanso remunerado. 

Nesta segunda-feira (25) está prevista a leitura do parecer do deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), relator da proposta na Comissão Especial sobre o Fim da Escala 6×1 Vida Digna ao Trabalhador, e a expectativa é que o relatório da comissão seja votado até a próxima quinta-feira (28) no plenário da Casa. 

A proposta do governo é de aprovação do projeto com implementação imediata. Já os parlamentares do Centrão e da direita chegaram a apresentar, no último dia 14, uma emenda à PEC 221/2019 que prevê uma transição de até dez anos para a redução da jornada de trabalho. O texto permitia o aumento das jornadas semanais para até 52 horas, mas após uma ampla repercussão negativa, líderes dos partidos retiraram as assinaturas para a emenda. Para avançar, a proposta de redução da jornada de trabalho precisa de ao menos 308 votos favoráveis em dois turnos de votação na Câmara dos Deputados. 

*Fonte: BdF


23 maio 2026

Lula avança, Flávio derrete e arrasta a direita para o escândalo

Depois dos áudios com Daniel Vorcaro, Datafolha confirma o estrago: o filho de Jair deixa de ser solução eleitoral e vira problema até para o campo conservador

A candidatura de Flávio Bolsonaro começou a derreter antes mesmo de existir oficialmente. 

Bastou a revelação dos áudios e mensagens entre o senador e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para que a direita brasileira entrasse em modo de emergência. O que até poucos dias atrás era vendido como plano de sucessão do bolsonarismo — o zero um de Jair Bolsonaro como candidato natural contra Lula — passou a ser tratado como risco político, problema eleitoral e ameaça de contaminação para candidaturas conservadoras em todo o país. 

A crise já não é apenas jurídica, nem apenas moral. É eleitoral. É estratégica. É de sobrevivência política. 

A Reuters registrou que Flávio busca uma reunião com Donald Trump em Washington justamente em meio à crise provocada por seus vínculos com Vorcaro. A agência destacou que a pré-campanha do senador perdeu força após a revelação de que ele obteve recursos do banqueiro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, embora antes tivesse negado contato com Vorcaro. 

Nesta sexta-feira, 22, o Datafolha confirmou o estrago. (...)

*CLIQUE AQUI para continuar lendo (na íntegra) a postagem de Gustavo Tapioca na Revista Fórum.

20 maio 2026

Cuba condena acusação “desprezível” dos EUA contra Raúl Castro

Governo cubano diz que medida do Departamento de Justiça dos EUA é “infame provocação política” contra o líder da Revolução

  Raúl Castro (Foto: REUTERS/Adalberto Roque)

Por José Reinaldo*

O Governo Revolucionário de Cuba condenou a acusação feita pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos contra o General do Exército Raúl Castro Ruz, líder da Revolução Cubana, e afirmou que a medida representa uma provocação política contra o país. As informações são do Granma.

Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira (20), em Havana, o governo cubano afirma que “condena veementemente a desprezível acusação” apresentada por Washington neste mesmo dia e sustenta que “o governo dos Estados Unidos não possui legitimidade nem jurisdição para realizar essa ação”. Segundo o comunicado, trata-se de “um ato desprezível e infame de provocação política”.

Manipulação desonesta

A nota do governo cubano afirma que a acusação se baseia na manipulação desonesta do incidente que levou à queda, em fevereiro de 1996, de duas aeronaves operadas pela organização Brothers to the Rescue, sediada em Miami, sobre o espaço aéreo cubano.

As aeronaves da organização realizavam “repetidas violações do espaço aéreo cubano para fins hostis”, algo que “era de conhecimento público”. O governo cubano também acusa os Estados Unidos de distorcerem “outras verdades históricas sobre o evento que usa como pretexto”.

O comunicado afirma que Washington omite “as inúmeras queixas formais apresentadas por Cuba” ao Departamento de Estado, à Administração Federal de Aviação dos EUA e à Organização da Aviação Civil Internacional. De acordo com a nota, essas queixas tratavam de “mais de 25 violações graves e deliberadas do espaço aéreo cubano” entre 1994 e 1996.

Cuba diz que fez alertas formais aos EUA

O governo cubano afirma ainda que os Estados Unidos ignoraram “os avisos públicos e oficiais emitidos pelas autoridades cubanas” sobre a inadmissibilidade das violações de seu espaço aéreo. A nota também menciona “as mensagens de alerta transmitidas diretamente ao Presidente dos Estados Unidos” sobre a gravidade e as possíveis consequências das transgressões.

A nota assinala que a resposta cubana ao episódio foi “um ato de legítima defesa”, protegido pela Carta das Nações Unidas, pela Convenção de Chicago de 1944 sobre Aviação Civil Internacional e pelos princípios da soberania aérea e da proporcionalidade.

O comunicado sustenta que os Estados Unidos, “que já foram vítimas do uso da aviação civil para fins terroristas”, não permitiriam “a violação hostil e provocativa do espaço aéreo estrangeiro sobre seu território” e agiriam “com o uso da força”.

A cumplicidade dos EUA

A nota do Governo Revolucionário afirma que a “inação do governo dos EUA” diante dos alertas enviados por Cuba revelou “sua cumplicidade no planejamento e execução, a partir de seu território, de ações violentas, ilegais e terroristas contra o governo e o povo cubano”.

Destaca-se ainda que essa prática foi “recorrente e sistemática desde o triunfo da Revolução até os dias atuais”. O governo cubano também classifica como “extremamente cínico” que a acusação seja feita pelos Estados Unidos.

O comunicado afirma que Washington “assassinou quase 200 pessoas e destruiu 57 embarcações em águas internacionais do Caribe e do Pacífico”, longe do território norte-americano, com “uso desproporcional da força militar”. Segundo a nota, as ações foram justificadas por “supostos vínculos com operações de tráfico de drogas que nunca foram comprovadas”.

Para o governo cubano, tais atos se qualificam como “crimes de execuções extrajudiciais, de acordo com o Direito Internacional”, e como “assassinatos, segundo as próprias leis dos EUA”.

Cuba vê tentativa de justificar punições contra o povo cubano

O texto afirma que a acusação contra Raúl Castro se soma a “tentativas desesperadas de elementos anticubanos de construir uma narrativa fraudulenta”. Segundo Havana, o objetivo é “justificar a punição coletiva e implacável contra o nobre povo cubano”.

O comunicado também relaciona a acusação ao “fortalecimento de medidas coercitivas unilaterais”, incluindo o que classifica como “injusto e genocida bloqueio energético” e “ameaças de agressão armada”.

Apoio a Raúl Castro e defesa da Revolução

Ao final da nota, Cuba reafirma “seu compromisso com a paz” e “sua firme determinação em exercer o direito inalienável à autodefesa”, reconhecido pela Carta das Nações Unidas.

O comunicado também afirma que o povo cubano reafirma sua “decisão inabalável de defender a Pátria e sua Revolução Socialista” e expressa, “com a maior força e firmeza”, seu “apoio irrestrito e inabalável” ao General do Exército Raúl Castro Ruz, “Líder da Revolução Cubana”.

A nota termina com a palavra de ordem: “Pátria ou morte, nós venceremos.”

*Via Brasil247

19 maio 2026

AtlasIntel: Flávio Bolsonaro cai seis pontos no 2º turno após revelações sobre pedido de dinheiro a Vorcaro; Lula lidera todos os cenários*

Com 48,9%, vantagem de Lula foi a 7 pontos; pesquisa indicou empate técnico nas três rodadas anteriores

Os pré-candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) | Crédito: Ricardo Stuckert/PR e Daniel Ramalho/AFP

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (19) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente em todos os cenários de primeiro e segundo turno testados para a eleição presidencial de 2026. O destaque do levantamento é a queda de seis pontos percentuais do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno contra Lula. A queda ocorre após as revelações sobre o pedido de R$ 134 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraudes financeiras, para bancar a cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Agora, o petista aparece com 48,9% das intenções de voto, contra 41,8% do senador do PL. Na rodada anterior, realizada em abril, Flávio tinha 47,8%, enquanto Lula somava 47,5%, o que indica uma oscilação negativa de seis pontos para o parlamentar. O cenário de empate técnico também foi observado nas medições de fevereiro e março.

No primeiro turno, a vantagem de Lula segue consolidada contra o senador bolsonarista. O atual presidente contabiliza 47% das intenções de voto, contra 34,3% do filho de Jair Bolsonaro.

A pesquisa também mostra Lula à frente em disputas contra outros nomes da direita e da extrema direita, como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Michele Bolsonaro (PL).

Segundo o instituto, foram ouvidas 5.032 pessoas entre os dias 13 e 18 de maio, por meio da metodologia Atlas RDR, baseada em recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06939/2026.

*Editado por: Geisa Marques - Fonte: BrasildeFato

16 maio 2026

Semeadura - Kleiton e Kledir

 


*Via YouTube

Internacional - 78 anos da Nakba

 



Por Misa Boito*

O dia 15 de maio de 1948 ficou cravado na história do povo palestino como a Nakba (catástrofe, em árabe). Catástrofe iniciada pela criação do Estado de Israel pela ONU com a deportação de sua região histórica.

Cerca de 700 mil palestinos foram expulsos de suas casas. Hoje, as novas gerações vivem em campos de refugiados (Líbano, Jordânia e Síria) ou espalhadas pelo mundo. No Brasil, há cerca de 200 mil palestinos. 2 milhões, na Faixa de Gaza e 3 milhões na Cisjordânia.

Na diáspora o povo palestino não perdeu o ímpeto de resistência, da Faixa de Gaza à Cisjordânia, dos que vivem dentro das fronteiras de 1948 (interior do Estado de Israel) e pelo mundo afora, a resistência ressoa, ganha cada vez mais conexão com o movimento dos trabalhadores e dos povos, como demonstram as manifestações contra o genocídio de Israel desde outubro de 2023.

Até o início do século 20, na região conviviam palestinos, muçulmanos (maioria), cristãos, drusos, coptas e judeus. Uma convivência que começou a ser trincada pela colonização sionista. O Mandato Britânico da Palestina (1920-1948), foi um período de gestação da criação do Estado de Israel em 1948, o qual foi um acordo entre grandes potências assinado pela União Soviética de Stalin para a criação de dois estados (um judeu e outro palestino).

A política de colonização de judeus europeus para a região foi ampliada depois da Declaração Balfour (1917), onde o secretário da Relações Exteriores britânico, prometeu ao banqueiro judeu Lord Rothschild, apoio ao estabelecimento de um “lar nacional para o povo judeu” na região. O incentivo à migração para a região não guardava raiz nos interesses do povo, da maioria dos trabalhadores ou intelectuais, mas sim nos interesses de burgueses e banqueiros judeus. A grande maioria dos refugiados do holocausto não foi para Israel.

A política sionista desde o início teve a resistência do povo palestino. Em abril de 1936, a greve geral por quatro meses foi uma manifestação massiva contra o domínio britânico exigindo o fim da imigração (orquestrada pelos magnatas judeus), a proibição da venda de terras e a independência.

Depois da Segunda Guerra Mundial, o holocausto, a campanha pela criação do “lar para os judeus” na palestina ganha corpo. Para o imperialismo e a burguesia judaica, a exploração do holocausto, uma verdadeira tragédia para o povo judeu, virou propaganda para a política sionista.

Concentrada nos Estados Unidos, mas com tentáculos em vários países (no Brasil representada pela CONIB), a burguesia sionista explora a fraude de amalgamar o combate ao sionismo (carrasco do povo palestino) ao antissemitismo. 

Desde 1948, nas chaves das casas das quais foram expulsos, famílias palestinas simbolizam a exigência do direito ao retorno. Os dois estados não vieram e nunca virão. Israel consolidou-se como um estado repressivo com a colaboração dos EUA, mas também das elites árabes, além da complacência, e até apoio, da maioria dos partidos de esquerda e das centrais sindicais. Esta traição faz parte da tragédia palestina.

Cada vez mais os palestinos são confinados a menores territórios (ver mapa). Desde os Acordos de Oslo (1993), a OLP (Organização para a Libertação da Palestina) abandonou a sua a bandeira original. Mas é a perspectiva de um único estado laico e democrático do Rio (Jordão) ao Mar (Mediterrâneo), que continua sendo o que pode dar a palestinos e judeus o direito de viverem em paz.

A catástrofe deve ser lembrada para reforçar a luta contra sua continuidade. A campanha internacional contra o sequestro pelas forças sionistas de dois ativistas da flotilha da ajuda humanitária a Gaza (Thiago Ávila e Saif Abu), hoje libertos, e a campanha pela libertação dos 14 médicos de Gaza encarcerados, estão inscritas nesta luta. 78 anos de catástrofe, chega!

*Misa Boito, integrante do Comitê Nacional do DAP (Diálogo e Ação Petista)

-Via https://militante.petista.org.br/

Porto Alegre/RS: PT protocola pedido de cassação contra Mauro Pinheiro (PP) após episódio envolvendo Juliana de Souza (PT)

Pinheiro arrancou microfone de pedestal enquanto vereadora estava falando durante sessão*

Momento em que Pinheiro arranca microfone de Juliana. Foto: Fernando Antunes/CMPA

Nesta sexta-feira (15), a vereadora Juliana de Souza (PT) anunciou que seu mandato e o Partido dos Trabalhadores tomarão duas medidas contra o vereador Mauro Pinheiro (PP): denunciá-lo à Ouvidoria Especializada de Gênero, Raça e Diversidades do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) e pedir a cassação de seu mandato. As ações ocorrem após Pinheiro arrancar o microfone de Juliana durante fala da vereadora em sessão da Câmara Municipal na quarta-feira (13).

Em nota, a parlamentar explica que as medidas institucionais formais contra Pinheiro foram tomadas em “resposta à agressão e em defesa da democracia, das prerrogativas parlamentares e do direito das mulheres à participação política”.

A Ouvidoria Especializada deverá apurar o episódio como manifestação de violência política de gênero, enquanto a instituição responsável por avaliar a cassação de Pinheiro será a Comissão Ética da Câmara. Como informa a vereadora, o pedido de cassação foi protrocolado por entender que a conduta do vereador é “incompatível com o decoro parlamentar e representa um grave ataque ao exercício democrático do mandato de uma mulher eleita”.

“O que aconteceu não é um caso isolado. É parte de uma escalada de violência e intimidação contra mulheres na política, especialmente contra aquelas que enfrentam os interesses da extrema direita e se recusam a se calar diante dos abusos de poder”, complementa Juliana de Souza.

A situação que provocou o pedido de cassação aconteceu na noite em que a Câmara aprovou, por 23 votos a favor e dez contra, o projeto da Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS). Uma sessão naturalmente acalorada entre a base governista e a oposição subiu a temperatura nos tempos de fala na tribuna.

A vereadora Comandante Nádia (PL), na tribuna, acusou os vereadores da oposição de “gostar de pobreza” por não apoiarem o Plano Diretor e a LUOS. Nádia chamou as declarações críticas dos vereadores da oposição de “espetáculo”. Depois que Nádia saiu da tribuna, Giovani Culau (PCdoB) e Juliana de Souza pediram para falar no microfone aparte da Câmara, localizado em frente à mesa diretora.

“A vereadora [Nádia] que falou que nós demos um ‘espetáculo’, deu um espetáculo de fuga do tema da emenda. Porque ela talvez esteja nervosa, porque acabou de vazar um áudio do seu presidente pedindo dinheiro para o Vorcaro”, disse Juliana de Souza, em alusão ao áudio do pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL), negociando R$ 134 milhões para a produção do filme “Dark Horse” — sobre Jair Bolsonaro — com o ex-diretor do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Foi neste momento, pouco antes da vereadora conseguir completar o nome “Vorcaro”, que Pinheiro, já próximo de Juliana, parte em direção ao pedestal e arranca o microfone. Pinheiro o entrega ao presidente da Câmara, Moisés Barboza (PSDB), que repreende sua ação. Então, é instaurada uma confusão que envolve outros vereadores, como Alexandre Bublitz (PT). A sessão precisou ser suspensa por dois minutos por Barboza até que os ânimos se acalmassem para prosseguir com a votação de emendas da LUOS. 

*Fonte: Sul21