A seis dias do segundo turno, apoiadores ocuparam a Borges de Medeiros com bandeiras, cartazes e palavras de ordem
Por Fernanda Bastos*
A seis dias do segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu milhares de apoiadores nesta segunda-feira (19) em Porto Alegre. O ato no Centro Histórico da Capital foi organizado para mobilizar militantes e eleitores na reta final da campanha.
A Avenida Borges de Medeiros ficou tomada pela militância, que também ocupou vias laterais. A concentração começou ainda no fim da tarde, e a chegada do presidente era aguardada desde pelo menos as 16h, quando centenas de pessoas já se reuniam nos arredores do ponto de partida.
Anunciada por carros de som, a chegada de Lula mobilizou os apoiadores, que levaram cartazes com mensagens de apoio ao presidente. Também havia painéis com críticas a Flávio Bolsonaro (PL) e à extrema direita. Um deles trazia a frase “Não vamos voltar para o armário”, em referência aos direitos da comunidade LGBTQIA+ e de outras populações que podem ser afetadas por um governo conservador.
As palavras de ordem incluíam críticas ao bolsonarismo e a lideranças políticas locais, como o governador eleito Luciano Zucco (PL) e o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), que vêm fazendo campanha para Flávio Bolsonaro no RS. Um dos cânticos mais repetidos durante a passagem do presidente foi “Ele não. O filho também não”, em referência à candidatura de Flávio Bolsonaro e o pai, o ex-presidente, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
Além dos cartazes, chamavam a atenção símbolos da identidade nacional, como bandeiras do Brasil e da seleção brasileira, adaptadas com o número 13, o de Lula na urna. Nas imediações, um comerciante de bandeiras arrancava sorrisos dos transeuntes ao dizer que vendia “a bandeira do Brasil, não a de Bolsonaro”.
Muitos apoiadores se surpreenderam com a chegada de Lula em um carro aberto e de baixa altura, acompanhado dos ex-governadores gaúchos Olívio Dutra e Tarso Genro, que também foram prefeitos de Porto Alegre. O veículo permitia que as pessoas trocassem olhares com o presidente, dirigissem palavras de incentivo e fizessem gravações de perto, o que costuma ser incomum em razão da necessidade de proteção das autoridades de alto escalão. A proximidade agradou a militância, que se sentiu recompensada pela espera.
A concentração na principal avenida de acesso ao Centro lembrava um desfile de carnaval, com grupos partidários e comunitários que avançavam em meio à multidão, cada qual com seu modo de expressão, que incluía bandas e cantos específicos. Lideranças da frente de esquerda também acompanharam o percurso em caminhões e carros. Entre elas estavam as deputadas Fernanda Melchionna (PSOL), Denise Pessôa (PT) e Daiana Santos (PCdobB), o coordenador da campanha de Lula no Estado, Edegar Pretto (PT), e as lideranças Paulo Pimenta (PT) e Manuela d’Ávila (PSOL).
A caminhada partiu do Largo dos Açorianos por volta das 18h15 e seguiu pela Avenida Borges de Medeiros até o Mercado Público. Um trajeto que normalmente pode ser percorrido a pé em cerca de 20 minutos levou quase duas horas, devido à quantidade de pessoas. Ao final do ato, por volta das 20h, enquanto parte dos apoiadores começava a voltar para casa, muitos ainda permaneciam nas imediações do Mercado Público e da Esquina Democrática, trocando fotos e impressões sobre a caminhada.
Mobilização na reta final









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