15 fevereiro 2019

De caixa 2 para caixa 2: Onyx diz a Bebbiano que ele continua no governo


Bebbiano, Onyx e Bolsonaro

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, é réu confesso no recebimento de caixa 2 em 2014, no valor de R$ 100 mil. Surgiu recentemente nova acusação de que teria recebido outros RS 100 mil, da JBS, em 2012. Esta ele nega. Sobre a outra, ele pediu desculpas e Moro perdoou...

Agora, Onyx foi o encarregado de contornar a crise que ameaçava o governo do presidente (eleito mediante fraude) Jair Bolsonaro com seu Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebbiano.

A cabeça de Bebbiano foi pedida por uns, por acusações de distribuição de verbas milionárias a candidaturas laranjas nas últimas eleições, o que poderia levar até, em extremo, a uma cassação do presidente,

Dizem que Bebbiano, que coordenou a parte financeira do PSL e da campanha de Bolsonaro, teria dito que cairia atirando.

Agora, tudo se normalizou, Bebbiano segue no governo, embora tenha sido chamado de mentiroso por Carlos Bolsonaro e pelo presidente.

A decisão foi comunicada a ele nesta sexta-feira durante reunião a portas fechadas no Palácio do Planalto com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz. A informação foi confirmada ao GLOBO por fontes do Palácio.
Na conversa, Onyx disse a Bebbianno que ele se manterá no cargo com suas atribuições integrais. O chefe da Casa Civil classificou a crise como "um acidente do percurso".[Fonte: O Globo]

*Via Blog do Mello

Bolsonaro vestido de bexiga de salame numa reunião é o retrato do que virou a presidência da República

Retrato do Brasil varzeano
O retrato de Bolsonaro com a equipe que discutiu a reforma da Previdência viralizou.

Bolsonaro aparece vestido como uma bexiga de salame à frente de um painel de Di Cavalcanti.

A ideia é parecer um homem do povo, coisa do manual básico do populista sul americano. 

Já se deixou fotografar no caixa automático, no barbeiro, tomando café da manhã com a mesa suja de migalhas. 

Falta posar coçando o saco.

É demagogia primária. Há vários vídeos dele no YouTube contando lorota e jogando na Mega-Sena enquanto apara o telhado. 

Truque sujo e barato para enganar os trouxas que acreditam ou fingem acreditar em sua “simplicidade”.

A foto é reveladora do caráter e do estilo de Jair — não no sentido da humildade, mas do absoluto descompromisso com a liturgia do cargo, do desequilíbrio e do despreparo.

Ainda está sob efeito de medicamentos e deveria ser interditado pela família, não fossem os familiares quem são. 

Aquele molambo rico de chinelo Rider e camiseta pirata do Palmeiras sob o blazer é o mesmo que governa o país pelo Twitter com um filho descompensado.

Rodrigo Maia lhe passou uma carraspana pública sobre o caso Bebianno. 

“Ele é presidente da República, não é? Não é mais um deputado, ele não é presidente da associação dos militares”, disse. 

Não, Maia. 

Ele é o pai do Carluxo, dedicado a se rebaixar — e ao Brasil — a cada dia. 

*Por Kiko Nogueira, no DCM

14 fevereiro 2019

“Se eu cair, Bolsonaro cai junto”, disse Bebianno a jornalista

 
Humilhado publicamente pelo vereador Carlos Bolsonaro e pelo próprio presidente Jair Bolsonaro, o ministro Gustavo Bebianno mandou um recado direto aos que defendem sua demissão por conta do escândalo de candidaturas laranjas do PSL; "Eu posso cair. Caso isso aconteça, Bolsonaro cai junto!", disse Bebianno a um jornalista, de acordo com o deputado Paulo Teixeira; mais cedo, Bebianno já havia dito que "não se dá um tiro na nuca do seu próprio soldado"; governo vai pagar para ver?

247 - Humilhado publicamente pelo vereador Carlos Bolsonaro e pelo próprio presidente Jair Bolsonaro, o ministro Gustavo Bebianno, secretário-geral da Presidência, mandou um recado direto aos que defendem sua demissão por conta do escândalo de candidaturas laranjas do PSL. 

Segundo o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), Bebianno ameaçou expor os podres da campanha que levou Bolsonaro à Presidência. "'Eu posso cair. Caso isso aconteça, Bolsonaro cai junto!', Conversa de Gustavo Bebiano com um jornalista de Brasilia hoje de manhã", escreveu Teixeira pelo Twitter. 

Mais cedo, Gustavo Bebianno também mandou outro recado ao governo. "Não se dá um tiro na nuca do seu próprio soldado. É preciso ter um mínimo de consideração com quem esteve ao lado dele o tempo todo", disse ele em uma conversa com interlocutores. "Não vou sair escorraçado pela porta dos fundos", disse Bebianno, segundo o jornalista Gerson Camarotti (leia mais).

Aliados do ministro como o advogado Sérgio Bermudes indicam que ele tem munição para permanecer no governo. Segundo Bermudes, Bolsonaro deve sua eleição a Bebianno, o que pode ser interpretado como uma indicação de que o ministro pode revelar os podres de uma campanha ancorada em fake news (leia mais).

Humilhado publicamente, Bebianno vai se dedicar a derrubar Bolsonaro e filhos contando o que sabe

 
Bebianno e Bolsonaro

Por Kiko Nogueira*
 
A única certeza dessa lambança da fritura de Gustavo Bebianno é a de que vai ter troco.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, ex-coordenador da campanha de Bolsonaro, foi submetido a uma humilhação pública escabrosa por parte do chefe e, pior, do “garoto” dele.

Carlos desmentiu Bebianno no Twitter, o pai replicou e, à noite, contou que ele poderia “voltar às origens” em entrevista na Record (quem precisa de porta voz com a emissora do bispo Macedo à disposição?). 

Carlos é alter ego de Jair, mas num grau de maldade, histeria e maquiavelismo inéditos. Faz uso do parentesco para dar ordens, insuflar os cães e passar recado aos inimigos nas redes sociais.

Bebianno foi exposto como um cachorro sarnento, um verme, um lixo que os Bolsonaros — porque se trata de uma espécie de Cérbero com várias cabeças — engoliram e querem defecar.

Segundo a Folha, ele desabafou com amigos após o aviltamento na TV.

Disse que “está triste e sem palavras para definir o tamanho da decepção que sente”, afirma a nota. 

Bebianno se queixa de que se engajou e acreditou em Bolsonaro quando ninguém punha fé no sujeito. 

Já tinha pontuado que não é “homem de postar coisas em redes sociais, de ficar acompanhando”. Metido no laranjal que plantou, deve ser a primeira baixa do hospício nazi tocado pela família. 

Faixa preta de jiu jitsu, apresentava-se na campanha bolsonarista como tesoureiro, presidente do PSL e assessor de imprensa. 

Carlos nunca perdoou Bebianno pelo papel que ele teve em tirar de suas mãos a Secom e colocá-la na aba de seu ministério.

O Zero 2 Chegou a anunciar, quando perdeu a mamata, que deixaria de cuidar da “comunicação” de Jair. Mentira, como se viu.

Bebianno vai ser instrumental na queda de Jair Bolsonaro. Vexames desses não saem de graça. 

O laranjal é grande. Flávio está numa situação frágil. O PSL é um circo.

O presidente é um inepto, refém de crianças descompensadas. Quem vai segurar a onda? Os generais? A vingança é evidente.

Enquanto o governo apodrece, Mourão vai assistindo a coisa cair no seu colo sem precisar fazer mais do que está fazendo: dar pitacos na Globo.

*Via DCM

12 fevereiro 2019

MP desacelerou investigação sobre Flávio Bolsonaro durante a campanha eleitoral - Promotores já tinham em mãos relatório do Coaf, mas só agiram em novembro


Jair e seu mui amigo Queiroz, pescando...

Apuração sobre gabinete de Flávio Bolsonaro e seu ex-assessor Queiroz desacelerou durante as eleições

DCM - Reportagem de Italo Nogueira na Folha de S.Paulo informa que dados divulgados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro indicam que a investigação sobre a movimentação financeira de Fabrício Queiroz, policial militar aposentado e ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), desacelerou de agosto a novembro do ano passado, período que compreende a campanha eleitoral. Segundo histórico divulgado pela Promotoria, foram produzidos cinco relatórios financeiros de janeiro a 6 de agosto. Após isso, Queiroz foi notificado a depor apenas em 22 de novembro, três semanas depois do segundo turno da eleição.

De acordo com a publicação, nesse intervalo, não há nenhuma outra movimentação relevante dos promotores formalizada no procedimento, segundo os dados divulgados. A redução no ritmo da investigação no período eleitoral é corroborada ainda por relatório feito pelo promotor Cláudio Calo, no despacho em que se declarou suspeito para investigar Flávio.

O procedimento principal, aberto pelos promotores em 30 de julho, acumulava apenas 37 páginas até a eleição do filho do presidente Jair Bolsonaro ao Senado, em outubro. De novembro até a última terça-feira (5) foram produzidas mais de 300, além da inclusão de um pendrive e um DVD de conteúdo ainda desconhecido. No início deste ano, em entrevista, o procurador-geral de Justiça do Rio, Eduardo Gussem, afirmou que, durante o período eleitoral, o Gaocrim (Grupo de Atribuição Originária Criminal), responsável pela apuração do caso, tinha como prioridade outras investigações que exigiam prisões, completa a Folha.

Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução/Instagram
 
*Com o Diário do Centro do Mundo - DCM

11 fevereiro 2019

"Venezuela No está Sola"*


El cerco yanqui a Venezuela ha entrado en una nueva fase, que cumple los clásicos prepauna intrativos de ervención militar. Foto: Archivo.

Venezuela: epicentro geopolítico mundial

 
 
Estados Unidos, desesperado ante el fracaso de sus intentos por destruir la Revolución Bolivariana, ha nombrado a un payaso como presidente de Venezuela. Equivalente a una declaración de guerra, ha puesto nuestra región a las puertas de un conflicto bélico de grandes proporciones. Juan Guaidó fue preparado en Estados Unidos y en Serbia para el cambio de régimen bajo la supervisión de la CIA y puesto en circulación hace unos meses hasta su ilegal autoproclamación el 23 de enero. 
 
Si Washington y sus satélites en el cártel de Lima y en la Unión Europea lograran consumar la anhelada intervención militar en Venezuela, cualquier coalición imperialista podría, desde ese momento, al margen del derecho internacional, hacer lo mismo contra gobiernos que no sean de su agrado. Después de una larga serie de intentonas golpistas, Venezuela es sometida desde 2013, a una guerra hibrida: bloqueo económico, financiero y comercial, desabastecimiento selectivo de productos e inflación comprobadamente inducida por los capitales externos y sus súbditos internos de la oligarquía local, guerra mediática internacional y actos terroristas focalizados.

En Venezuela no se necesita ayuda humanitaria. Bastaría que Washington comenzara por liberar los aproximadamente 23 mil millones de dólares que retiene al tesoro venezolano. Solo con ellos, Venezuela podría comprar los mil millones en medicamentos que necesita durante un año y quedaría sobradamente para otras necesidades apremiantes.

Venezuela mantiene la producción agropecuaria y en algunos renglones la ha aumentado, su industria y minería continúan funcionando. La producción petrolera ha caído debido a la falta de piezas de repuesto, la resequedad financiera y la actividad contrarrevolucionaria en su interior, pero ya sienta bases firmes para volver a crecer. Existe una industria farmacéutica en manos de transnacionales, que intencionalmente, para generar disgusto en la población, no produce ciertos medicamentos críticos en cantidad suficiente y oportuna. En los últimos 7 años, el país ha construido 2 millones quinientas mil viviendas de calidad en entornos urbanísticos amigables. Mantiene una escolarización de más de 7 millones de infantes en escuelas primarias, ha aplicado 8 millones de vacunas en coordinación con la Organización Mundial de la Salud que protegen a la población contra enfermedades contagiosas. En resumen, hablar de crisis humanitaria y de necesidad de ayuda humanitaria, no es más que un pretexto para una intervención militar.

Es perverso calificar de ilegítimo al presidente Nicolás Maduro. Fue electo en 2018 en comicios en los que votaron más de 8 millones de electores, de los cuales mas de 6 lo hicieron por el abanderado de la Revolución, 67.84% del total. El ente electoral que contó los votos fue el mismo que en 2015 certificó la importante victoria de la oposición en los comicios parlamentarios. Numerosos observadores no reportaron ninguna irregularidad de importancia. La oposición tuvo presentes a sus técnicos, como siempre, en las numerosas auditorias realizadas al sistema electoral. Dos pequeños partidos políticos de extrema derecha se abstuvieron de competir, pero ello no invalida la elección según la ley

Las organizaciones políticas que no presentaron candidatos seguían la orden dada por Washington cuando, en el momento en que se firmaría el acuerdo para una solución política al conflicto entre el gobierno bolivariano y la oposición, se retiraron de la mesa de negociación, ante el asombro de los mediadores: el expresidente del gobierno español José Luis Rodríguez Zapatero y el mandatario dominicano Danilo Medina. Comenzaba así la recta final del nuevo plan imperialista para derrocar al mandatario venezolano, apoderarse de los cuantiosos recursos de Venezuela y aniquilar al chavismo como sujeto histórico a escala latinocaribeña. En agosto de este año se produjo el fallido intento de magnicidio contra Maduro, seguido de varios ataques terroristas puntuales contra la infraestructura energética y ataques a pequeños cuarteles, que buscan dividir a la Fuerza Armada Nacional Bolivariana (FANB).

Pero Caracas y todas las ciudades venezolanas permanecen tranquilas, alegres, y las pruebas de apoyo popular y lealtad de las FANB al presidente son contundentes. Maduro ha participado en maniobras con las principales unidades militares y navales. En una reunión en la que nos habló de este tema relató emotivamente su encuentro con los 200 pilotos de combate partícipes de la defensa antiaérea.

Defender la soberanía y la integridad territorial de Venezuela es hoy, deber sagrado de todas las mujeres y hombres amantes de la paz, porque la patria bolivariana ha devenido epicentro de la disputa mundial entre el orden unipolar defendido por Washington y el multipolar al que aspiran China y Rusia con el apoyo de los gobiernos independiente. En esta encrucijada se decidirá no solo la soberanía venezolana, sino la de todos los pueblos del mundo.


**Jornalista cubano residente no México e colunista do jornal La Jornada. -Twitter: @aguerraguerra

A pizza policial agora é “expressa”


Por Fernando Brito* 

Quando falou da chacina de Santa Teresa, no mesmo dia do assassinato por desídia dos garotos do Flamengo, este blog perguntou: “perícia para quê?”.

Hoje, passado apenas o final de semana, esta descrença já se comprovou arrazoada.

O  porta-voz da Polícia Militar do Rio, coronel Mauro Fliess, afirmou ao “Bom Dia, Rio”, da Globo, que “não há indicativo de irregularidade na ação dos PMs que participaram da operação nos morros da Coroa, Fallet e Fogueteiro e dos Prazeres”.

Sequer esperou os resultados da perícia feita no local.

Fliess, até pouco tempo, era o comandante do Batalhão de Choque, unidade envolvida no episódio e é bem esperado que, nos tempos de hoje, decrete que foi “legítima defesa” e “uso moderado da força”.

É só olhar a parede multiperfurada da casa onde morreram 10 pessoas para ter ideia da fuzilaria que ocorreu ali.

Claro, a “Lei Jair” já está em vigor, mesmo não tendo sido sequer mandada ao Congresso.

A regra, agora, é “matar geral”.

*Jornalista, Editor do Tijolaço

10 fevereiro 2019

39 ANOS! VIVA O PARTIDO DOS TRABALHADORES!



PT: 39 anos de lutas e conquistas ao lado do povo

Maior partido de esquerda do Mundo, o Partido dos Trabalhadores comemora, neste domingo, dia 10 de fevereiro, 39 anos de lutas em favor da população brasileira.

Para marcar a passagem dessa importante data, a direção do PT de Santiago/RS, por sua Secretaria de Comunicação, transcreve abaixo o relevante artigo do companheiro Emidio de Souza, deputado estadual (PT/SP) e secretário nacional de Finanças e Planejamento do PT.

“Durante essa jornada, nem sempre saímos vencedores, mas nunca traímos nossos princípios. Construímos nesse período um legado de conquistas que, infelizmente – após o Golpe contra Dilma –, tem sido destruído.

O atual governo não demonstra sensibilidade pelas necessidades do povo e está acabando com qualquer perspectiva de futuro. Em meus 40 anos de militância, jamais vi um cenário tão difícil. O que Bolsonaro projeta para o futuro não tem nada de positivo para o povo.

Sem qualquer diálogo com a população, eles promovem o fim de programas sociais e instituem benefícios para empresários; falam grosso com países subdesenvolvidos e fino com o Estados Unidos, desprezando compromissos com a redução da desigualdade e colocando fim à soberania nacional.

Amparado em setores do judiciário e da mídia, grupos políticos começaram a passar por cima da Constituição para fazer valer vontades que ferem a democracia. Essa tirania atenta contra o Estado Democrático de Direito e penaliza a população.

O manifesto de fundação do PT preza pela democracia com participação popular e não abrimos mão disso.

Temos vocação para a luta pelos trabalhadores e isso é reconhecido pelo povo, tanto que pesquisa Ibope de setembro mostrou que 29% dos brasileiros têm o PT como partido que mais se identifica.

O modo petista de governar e legislar tornaram-se referências no mundo.

Deram um golpe contra um governo legitimamente eleito e prenderam nossa maior liderança, tirando-o da disputa presidencial na qual certamente ele sairia vitorioso. Não bastando isso, ainda fraudaram uma eleição e agora tentam impor ao país uma agenda que corta garantias básicas previstas na Constituição, como o acesso à rede pública de saúde e o direito à aposentadoria.

O obscurantismo do atual governo pode levar o país à barbárie e requer resistência. Diante desse cenário, o povo pode contar com o PT. Coragem não nos falta. Não vamos esmorecer e nem deixar de trabalhar por quem precisa. Enquanto houver injustiça social, o PT se fará necessário para lutar contra a desigualdade. Nossa maior identidade é com o povo brasileiro e é por ele que seguiremos lutando.

Sem soltar a mão de ninguém, celebramos 39 anos sabendo que o principal convidado não estará presente. Na última quinta-feira, a prisão política do presidente Lula completou 10 meses. Questão central no partido, a luta por #LulaLivre deve e será ampliada. Sem medir esforços, vamos tomar as ruas para pôr fim a essa injustiça.

Para nós, lutar por Lula é lutar pelo povo.

Maior liderança da história de lutas dos trabalhadores no Brasil, Lula é reverenciado mundo afora e perseguido no próprio país.

Temos provas e convicções de que ele terá seu legado reconhecido e receberá o Prêmio Nobel da Paz.

Razões para seguir lutando por um mundo mais justo não faltam. Vamos transformar nossa indignação em ação.

Um dos maiores instrumentos de representação da classe trabalhadora no mundo, o Partido dos Trabalhadores já fez muito e, com certeza, vai fazer ainda mais pela população brasileira.

Nenhum golpe mancha nossa história. A nossa nova missão é vencer o medo e pôr fim a injustiças. Assim, transformaremos o presente e preparamos o futuro, pois o Brasil vai voltar a ser feliz.

Vida longa ao Partido dos Trabalhadores!”
...


09 fevereiro 2019

Denúncia: Trump prepara a invasão da Venezuela com a participação criminosa dos governos da Colômbia e do Brasil



Brasil já vai à guerra

Por Gilvandro Filho*, do Jornalistas pela Democracia

O governo Bolsonaro está a um passo da "glória" de jogar o Brasil numa guerra. A invasão da Venezuela, ação política que engatinha na Casa Branca incentivada por um presidente literalmente topetudo, exerce nesse nicho de brasileiros atualmente deslumbrados com o poder um fascínio invulgar. A ânsia dos bolsonautas em se aninhar no ninho da águia americana é tanta que certos setores do governo não conseguem disfarçar o frenesi.

Nessa patacoada, aparentemente sem o apoio dos militares e do vice-presidente Hamilton Mourão, a trupe é encabeçada pelo filho do meio do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, espécie de "assessor master" do governo para assuntos de política externa, e por auxiliares da lavra do chanceler Ernesto Araújo. Ambos devidamente orientados pelo "mago" Steve Bannon, teórico da extrema-direita e homem forte da eleição de Donald Trump em tudo o que existiu de questionável e eticamente indefensável. Se pudessem, esses "guerreiros" já andavam por aí de armadura, escudo e espada. Noção passa longe desse incrível exército de Brancaleone de Norcia.

Fato é que o Brasil não tem nada a ganhar com uma intervenção na Venezuela pelos Estados Unidos. Este, sim. Além da guerra ideológica que dissemina nas Américas e no resto do mundo, o país que se jacta de dono no continente enxerga no nosso vizinho sul-americano uma sentinela estratégica em razão das reservas de petróleo. Olho grande de uma cobiça que vai render frutos para os EUA e mais ninguém. Como em várias outras guerras nas quais os americanos entraram com o apetite de uma águia e os aliados com a fome de um rato.

A Venezuela exerce, nessa história, o seu direito legítimo de resistir e deveria, para isto, contar com o apoio dos países vizinhos. As consequências serão danosas para todos, não apenas para os venezuelanos. Por mais restrições que se tenha ao governo de Maduro, não dá para tapar os olhos e deixar de enxergar o que está por trás dessa crise toda. As gigantescas e bilionárias reservas de petróleo estão no centro da ambição norte-americana. Sempre estiveram. É como se ali houvesse um Oriente Médio, só que pertinho de Miami.

Hoje, a Venezuela detém 17,9% do petróleo do mundo, na frente de potências como a Arábia Saudita (15,7%), o Canadá (10%) e o Irã (9,3%). Reserva que equivale, segundo a Agência Internacional de Energia, a 303,2 bilhões de barris. Ou três bilhões de barris por dia. É por aí, minha senhora! Não é outro o motivo, meu senhor!

Com presidentes democratas, como foi o caso de Barack Obama, a pressão em cima de países produtores de petróleo existia. Abertas, as asas da águia são grandes e abrangentes. Mas, a coisa se dava noutro patamar, em que pesava também – e praticamente isso – a diplomacia. Com celerados do quilate de Donald Trump, para que perder tempo, não é mesmo? O caso é de guerra, logo. Pronto. Sem mais delongas.

O Brasil de Bolsonaro está alinhado cega e servilmente com Trump. Faz tudo o que o Seu Mestre mandar. A ponto de estender para cá a aliança histórica dos Estados Unidos com Israel, nosso novo "país-irmão". Nas escaramuças do governo brasileiro à Venezuela pretextos como ideologia, comunismo, socialismo, bolivarianismo, tudo acaba sendo fachada. A questão é, antes de tudo, de alinhamento e espaço estratégico que o Brasil, assim como a Colômbia, tem e coloca à disposição dos interesses do patrão.

Difícil ver outro tipo de razão em um País que tem no cargo de ministro das Relações Exteriores alguém de credibilidade e experiência em política externa tão discutíveis como é o caso do chanceler Araújo. Um "quadro", ainda por cima, recrutado e indicado pelo "filósofo" Olavo de Carvalho, guru de uma legião de malucos que chegou ao poder, mas não tem a menor ideia do que fazer com ele.

Infelizmente, o pior está bem perto. Caminhões americanos com mantimentos e medicamentos destinados a comunidades da Venezuela estão parados na fronteira com a Colômbia e impedidos de passar. Este tipo de "ajuda humanitária" sempre é utilizado como pretexto para intervenções e incursões bélicas. O enredo é o de sempre: o invasor finge ser "bonzinho" e é barrado por quem não cai mais nessa; abre a boca, os tolos acreditam na versão inventada e dão aval político para o invasor contra o intransigente e cruel invadido.Para agredir a Venezuela e fazer com que o resto da América Latina se volte de vez contra o "bolivarianismo perverso e ateu", os Estados Unidos se utilizam de duas muletas. Uma é a Colômbia. A outra muleta, claro, é o Brasil, país onde o governo deflagra uma guerra interna contra as ideologias com o único intuito de adotar a sua. Pior, a ideologia alinhada internacionalmente com o que de pior existe, hoje, em termos de arrogância, racismo, ignorância, desprezo pelas pessoas e apreço pelo lucro e pela dominação.

Como se não houvesse, aqui dentro, tantas guerras a se travar, a começar por uma sem fim, no Rio de Janeiro, território dominado pelas milícias. Mas, isto é outra história. Embora com personagens e sobrenomes comuns.

*Jornalista e compositor/letrista, tendo passado por veículos como Jornal do Commercio, O Globo e Jornal do Brasil, pela revista Veja e pela TV Globo, onde foi comentarista político. Ganhou três Prêmios Esso. Possui dois livros publicados: Bodas de Frevo e “Onde Está meu filho?”

-Com o  Brasil247 

Celebração dos 39 anos do PT acontece neste sábado (9) em SP


Com o mote Lula Livre, o partido também realizará atividades em diversas regiões do país



O Partido dos Trabalhadores realizará neste sábado (9) em São Paulo grande atividade de aniversário dos 39 anos do partido. O evento iniciará a partir das 14 horas [quadra do Sindicato dos Bancários, Rua Tabatinguera, 192 – centro, próximo ao metrô Sé] e contará com atividades culturais, barracas com comidas, bebidas, artesanatos e Ato Político previsto para as 18 horas.

Como o evento ocorre em período de pré-carnaval, as atrações culturais se apresentaram com essa temática. Os diretórios zonais do partido na capital paulista são os responsáveis pelas mais de 20 barracas que marcarão presença no evento.

“Em 39 anos o PT construiu, junto com o povo brasileiro, a mais importante trajetória de um partido político no Brasil. Nascemos para lutar pela democracia e pelos direitos dos trabalhadores. Governamos para transformá-los em realidade. E agora temos a tarefa de resistir aos retrocessos e resgatar a democracia e os direitos em nosso país”, afirma Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT.

“Nossos 39 anos de história foram marcados por muita luta e pelas grandes transformações que fizemos no País com os governos Lula e Dilma e nos municípios e estados que governamos. Temos muito o que comemorar. E também continuarmos firmes na luta pela liberdade do companheiro Lula.”, ressalta Luiz Marinho, presidente estadual do PT de São Paulo.

“O PT é um partido que permanece forte, mesmo diante de todo ataque da direita. O ano em que celebramos 39 anos de existência será marcado por muita resistência e busca pela liberdade do Lula”, destaca Paulo Fiorilo, presidente do Diretório Municipal do PT São Paulo.


*Com a Agência PT de notícias http://www.pt.org.br

07 fevereiro 2019

Os verdadeiros filhos de Goebbels



Por Alex Solnik*, para o Jornalistas pela Democracia

O rearmamento da população foi um elemento-chave da política nacional alemã após a chegada ao poder dos nazistas, no início de 1933.

Mas esse não é o único ponto em comum entre o governo nazista e o governo Bolsonaro, que imitou a sua política de rearmamento exatamente 86 anos depois.

A agenda mais importante do governo, a que o governo acalenta com mais carinho, não é a reforma da previdência, nem reforma nenhuma; é a destruição do PT ou o que eles chamam de "comunismo". Hitler também lutava contra os bolcheviques.

O pilar de sustentação do nazismo era o antissemitismo; o deste governo é o antipetismo. E isso afeta a todos os brasileiros, não só aos petistas.

Afeta a democracia brasileira.

Hitler manteve seu poder sustentado pela maior máquina de propaganda política até então organizada. Não havia WhatsApp, mas já havia fake news em profusão. O nazismo usou e abusou de fake news o tempo todo para justificar a guerra e impor o terror por treze anos.

Antes de invadir os países vizinhos, por exemplo, Goebbels espalhou por todos os meios disponíveis à época a fake news de que os moradores locais estavam maltratando alemães que moravam lá. Era necessário ir em seu socorro. O miserável sem escrúpulos tratou de convencer os alemães de que não era ato de ataque, mas de defesa. Malfeitores e vilões eram os outros. Os alemães eram puros, não queriam fazer mal a ninguém.

Antes de adotar a Solução Final contra os judeus, antes de deportá-los para campos de extermínio, Goebbels fez a cabeça dos alemães. Mandou retratar os judeus, em todos os meios, inclusive em caricaturas sob encomenda, como sub-humanos, pertencentes a uma sub-raça, portadores de doenças contagiosas, irremediavelmente viciados em sexo e dinheiro. Judeu fazia mal. Não podia viver ao lado de puros alemães. Poderia contaminá-los.

Ainda assim, Goebbels jamais permitiu que fosse veiculado que estavam sendo castigados ou para onde eram levados. Informava que saíam de áreas onde moravam alemães para "outras áreas". Nos campos, forçavam as vítimas a remeter cartões postais contando que estavam sendo bem tratadas.

Governos autoritários precisam de dois elementos básicos: uma poderosa máquina de propaganda e um grande vilão. Essa é a fórmula, ontem, hoje e amanhã.

A criação do WhastApp, do twitter e do facebook dispensou Goebbels. Não precisa mais de um gênio do mal. A família Bolsonaro dá conta do recado. Os filhos de Bolsonaro são mais filhos de Goebbels. A fórmula é a mesma de Hitler: denegrir ao limite os outros e exaltar a si próprios. Enganar a população com falsos horizontes. E assim manter o poder discricionário a qualquer custo alegando pretender "salvar o Brasil".

Os bolsonaristas já escolheram os seus "judeus". O que está em curso é a preparação do terreno para fazer com os esquerdistas em geral – e em especial com os petistas – o que os nazistas fizeram com os judeus: convencer a população de que fazem mal ao Brasil. Nessa fase os petistas são taxados de "ladrões", "criminosos", "vermelhos", "ateus", "apátridas".

O segundo passo é o extermínio do partido, a destruição de seus líderes.

Na Alemanha, a ofensiva começou pelos judeus, depois atingiu todos os alemães, que pagaram e pagam até hoje pelas atrocidades cometidas por Hitler. Aqui está começando pelos petistas.

Nos anos 70, certos intelectuais diziam que os publicitários eram "filhos de Goebbels". Mal sabiam eles que os verdadeiros filhos de Goebbels iriam surgir muito mais tarde.

*Jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. Autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão" e "O domador de sonhos"

- Via Brasil247

06 fevereiro 2019

NOTA DA DEFESA DE LULA SOBRE SENTENÇA DE GABRIELA HARDT



A defesa do ex-presidente Lula recorrerá de mais uma decisão condenatória proferida hoje (06/02/2019) pela 13ª. Justiça Federal de Curitiba que atenta aos mais basilares parâmetros jurídicos e reforça o uso perverso das leis e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política, prática que reputamos como “lawfare”.

A sentença segue a mesma linha da sentença proferida pelo ex-juiz Sérgio Moro, que condenou Lula sem ele ter praticado qualquer ato de ofício vinculado ao recebimento de vantagens indevidas, vale dizer, sem ter praticado o crime de corrupção que lhe foi imputado. Uma vez mais a Justiça Federal de Curitiba atribuiu responsabilidade criminal ao ex-presidente tendo por base uma acusação que envolve um imóvel do qual ele não é o proprietário, um “caixa geral” e outras narrativas acusatórias referenciadas apenas por delatores generosamente beneficiados.

A decisão desconsiderou as provas de inocência apresentadas pela Defesa de Lula nas 1.643 páginas das alegações finais protocoladas há menos de um mês (07/01/2019) — com exaustivo exame dos 101 depoimentos prestados no curso da ação penal, laudos técnicos e documentos anexados aos autos. Chega-se ao ponto de a sentença rebater genericamente a argumentação da defesa de Lula fazendo referência a “depoimentos prestados por colaboradores e co-réus Leo Pinheiro e José Adelmário” (p. 114), como se fossem pessoas diferentes, o que evidencia o distanciamento dos fundamentos apresentados na sentença da realidade.

Ainda para evidenciar o absurdo da nova sentença condenatória, registra-se que:

– Lula foi condenado pelo “pelo recebimento de R$ 700 mil em vantagens indevidas da Odebrecht” mesmo a defesa tendo comprovado, por meio de laudo pericial elaborado a partir da análise do próprio sistema de contabilidade paralelo da Odebrecht, que tal valor foi sacado em proveito de um dos principais executivos do grupo Odebrecht (presidente do Conselho de Administração); esse documento técnico (elaborado por auditor e perito com responsabilidade legal sobre o seu conteúdo) e comprovado por documentos do próprio sistema da Odebrecht foi descartado sob o censurável fundamento de que “esta é uma análise contratada por parte da ação penal, buscando corroborar a tese defensiva” — como se toda demonstração técnica apresentada no processo pela defesa não tivesse valor probatório;

– Lula foi condenado pelo crime de corrupção passiva por afirmado “recebimento de R$ 170 mil em vantagens indevidas da OAS” no ano de 2014 quando ele não exercia qualquer função pública e, a despeito do reconhecimento, já exposto, de que não foi identificado pela sentença qualquer ato de ofício praticado pelo ex-presidente em benefício das empreiteiras envolvidas no processo;

– Foi aplicada a Lula, uma vez mais, uma pena fora de qualquer parâmetro das penas já aplicadas no âmbito da própria Operação Lava Jato — que segundo julgamento do TRF4 realizado em 2016, não precisa seguir as “regras gerais” — mediante fundamentação retórica e sem a observância dos padrões legalmente estabelecidos.

Em 2016 a defesa demonstrou perante o Comitê de Direitos Humanos da ONU a ocorrência de grosseiras violações às garantais fundamentais, inclusive no tocante à ausência de um julgamento justo, imparcial e independente. O conteúdo da sentença condenatória proferida hoje somente confirma essa situação e por isso será levada ao conhecimento do Comitê, que poderá julgar o comunicado ainda neste ano — e eventualmente auxiliar o país a restabelecer os direitos de Lula.

Cristiano Zanin Martins

*Via https://www.lula.com.br

Nova OAB peitará fascistização de Bolsonaro?




Por Altamiro Borges*

Na última quinta-feira (31), o conselho federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) elegeu Felipe Santa Cruz como novo presidente da entidade. De imediato, toda a imprensa destacou que o advogado é filho de um militante assassinado durante a ditadura militar e que já comprou várias brigas contra o ex-deputado e atual presidente Jair Bolsonaro. Ele presidiu a OAB do Rio de Janeiro por dois mandatos e comandará o órgão nacional até 2022, substituindo o paquidérmico oportunista Cláudio Lamachia, que apoiou a cruzada golpista contra Dilma Rousseff e nada fez contra a quadrilha de Michel Temer. 

 Conforme o perfil publicado na Folha, o novo presidente da OAB “é filho de Fernando Santa Cruz, militante de esquerda e desaparecido político desde março de 1974. De acordo com o delegado Cláudio Guerra no livro ‘Memórias de uma Guerra Suja’, o corpo dele foi queimado na Usina de Cambahyba, na região de Campos, norte do Rio. Esse histórico, inclusive, fez com que Felipe se opusesse a Jair Bolsonaro, então deputado federal. A desavença começou em 2011, quando, numa palestra na Universidade Federal Fluminense, disse que Fernando Santa Cruz ‘deve ter morrido bêbado em algum acidente de carnaval’. Em 2016, Felipe pediu a cassação do mandato do deputado por ‘apologia à tortura’, após o parlamentar ter, durante votação do impeachment de Dilma Rousseff, homenageado o coronel Carlos Brilhante Ustra, que comandou o DOI-Codi em São Paulo. À época, Felipe afirmou que a imunidade parlamentar não poderia ser usada para ‘salvaguardar atitudes criminosas". 

Já a revista Época revela que uma das primeiras medidas de Felipe Santa Cruz será a criação do Observatório da Liberdade de Imprensa, “para zelar pela livre atuação dos jornalistas no país e criar parcerias para garantir a segurança do exercício da profissão”. 

A iniciativa não deve agradar muito ao censor Jair Bolsonaro e aos seus aspones, que têm destilado veneno contra os jornalistas e não escondem o seu ódio visceral à liberdade de expressão. 

Diante do grave risco de fascistização do país, muita gente se animou com o novo presidente da OAB – entidade que teve destacado papel na luta pela democratização do Brasil e que na fase recente sofreu uma impressionante guinada à direita e à estagnação. 

A conferir! Confesso, porém, que não boto muita fé!


05 fevereiro 2019

Em pacote de leis, Moro quer liberar que policial mate em serviço

Proposta de alterações em 12 leis deve piorar índices de violência no Brasil e ainda traz contradições com os corruptos mantidos por Bolsonaro no governo 



O Brasil é o país com mais mortes causadas por policiais e onde os próprios policias mais morrem no mundo. Essa trágica realidade irá se tornar ainda mais perversa caso o pacote de alterações de 12 leis proposto pelo agora ministro Sérgio Moro seja aprovado.

Para se ter uma ideia, apenas em 2017 o país teve 5.012 mortes cometidas por policiais na ativa, enquanto o número de latrocínios (roubo seguido de morte) foi de 2.447, o que significa que é mais provável morrer pelo tiro de um policial do que de um bandido. O número de policiais mortos no ano foi de 367.

Incentivando ações violentas de maus policiais, o novo texto propõe que juízes possam reduzir a pena até a metade ou deixar de aplicá-la “se o excesso decorrer de escusável medo, surpresa ou violenta emoção”, o que abre espaço para praticamente qualquer situação.

A nova redação que o texto propõe no Código Penal para o chamado “excludente de ilicitude” permite que o policial que age supostamente para prevenir agressão ou risco de agressão a reféns seja considerado como se atuando em legítima defesa. Pela lei atual, o policial deve aguardar uma ameaça concreta ou o início do crime para então reagir.

Para o advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, parte das propostas de Moro irão aumentar o número de pobres em penitenciária. “Sem contar o aumento do número de pessoas pobres, nas periferias, que serão ainda mais ‘abatidas’ sob o manto da legalidade. Nenhuma preocupação com discutir uma política criminal e penitenciária”, afirmou em entrevista à Fórum.

Para Fernando Haddad, as medidas anunciadas serão contraproducentes e devem frustrar quem quer melhora na segurança pública. "Li o pacote anticrime do Moro: para quem esperava o Plano Real da Segurança, que viesse solucionar problemas relativos à criminalidade, letalidade policial, genocídio da população negra, superpopulação carcerária etc., as medidas anunciadas são frustrantes e contraproducentes." 

Já para o deputado Paulo Teixeira (PT/SP)  "O Brasil tem uma das polícias mais letais do mundo. A proposta de Sergio Moro não defende o policial que age em legitima defesa. É verdadeira licença para matar. Sinal verde para matar jovens negros." 

Projeto admite que prisão de Lula foi ilegal

Entre as propostas de mudanças apresentadas pelo ex-juiz da Lava Jato, chama atenção a regulamentação da prisão após condenação em segunda instância, que é proibida pela Constituição e que foi praticada contra o ex-presidente Lula.

Conforme destacou o deputado federal Alencar Santana, Moro “reconhece que prisão de Lula foi ilegal ao propor alteração legal para permitir prisão após condenação em 2ª instância”. “Ora, se fosse correto, qual o sentido da alteração de agora?”, questionou o parlamentar. 

Moro quer criminalizar Caixa 2 mas perdoou Onyx 

Outro ponto da proposta de mudanças feitas por Moro que chama a atenção é de transformar o caixa dois em crime, poucos meses depois de dizer que tem “grande admiração” pelo atual ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que admitiu ter recebido doações em caixa dois da gigante alimentícia JBS.

Atualmente, a punição se dá com base em um artigo que trata de falsidade ideológica em eleições. O projeto também considera crime arrecadar, manter, movimentar ou utilizar valores que não tenham sido declarados à Justiça Eleitoral, popularmente chamado de “caixa dois” . Além disso, o texto inclui que tanto doadores de recursos e candidatos e integrantes de partidos e coligações “quando concorrerem de qualquer modo para a prática criminosa”.

Na época em que atuava na Lava Jato, Moro chegou a dizer que considerava o crime de caixa dois eleitoral mais grave do que o de enriquecimento ilícito, pois teria o poder de desequilibrar as eleições. Pelo visto, o recrudescimento de Moro pode até vir, mas apenas para seus adversários políticos. Como diz o ditado: “para os amigos, tudo. Para os inimigos, a lei”.

A deputada Erika Kokay criticou a anuência com Onyx. "No pacote “anticrime e anticorrupção do Moro” ele tipifica caixa 2 como crime, mas ele não excetuou os casos daqueles que se utilizam da prática e pedem desculpa, a exemplo, do Onyx. Que tal a gente propor uma emenda garantido a desculpa como perdão para o crime?" 

*Da Redação da Agência PT de notícias.

03 fevereiro 2019

A CRIAÇÃO DE JUAN GUAIDÓ: COMO OS ESTADOS UNIDOS FABRICARAM O LÍDER DO GOLPE NA VENEZUELA



"É uma lógica de laboratório: ele foi criado para isso"

Juan Guaidó é o resultado de um projeto de uma década supervisionado pelos treinadores de elite de Washington para derrubar governos. Enquanto posava como um defensor da democracia, ele passou anos na vanguarda de uma violenta campanha de desestabilização.

Antes do fatídico dia 22 de janeiro, menos de um em cada cinco venezuelanos tinha ouvido falar de Juan Guaidó. Apenas alguns meses atrás, este homem de 35 anos era um personagem sombrio em um grupo de extrema direita politicamente marginalizado, intimamente associado a atos horríveis de violência nas ruas. Mesmo em seu próprio partido, Guaidó era uma figura de nível médio na Assembléia Nacional, dominada pela oposição (...)

Mas depois de uma única ligação telefônica do vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, Guaidó se proclamou presidente da Venezuela. Ungido como líder de seu país por Washington, um político até então desconhecido foi transferido para o cenário internacional como o líder selecionado pelos Estados Unidos para a nação com as maiores reservas de petróleo do mundo.

Ecoando o Consenso de Washington, o comitê editorial do New York Times descreveu Guaidó como um "rival crível" para Maduro, com um "estilo refrescante e uma visão para o avanço do país". O comitê editorial da Bloomberg News o aplaudiu por buscar a "restauração da democracia" e o Wall Street Journal o colocou como "um novo líder democrático". Enquanto isso, o Canadá, numerosas nações européias, Israel e o bloco de governos de direita latino-americanos conhecidos como Grupo de Lima reconheceram Guaidó como o líder legítimo da Venezuela.

Embora Guaidó parecesse ter se materializado do nada, ele era, de fato, o produto de mais de uma década de preparação assídua pelas fábricas de elite dedicadas à mudança de governos pelos Estados Unidos. Junto a um grupo de ativistas estudantis de direita, Guaidó foi treinado para minar o governo de orientação socialista da Venezuela, para desestabilizar o país e, algum dia, para tomar o poder. Embora ele tenha sido uma figura menor na política venezuelana, passou anos demonstrando calmamente seu valor nos corredores do poder de Washington.

"Juan Guaidó é um personagem que foi criado para essa circunstância", disse a Grayzone Marco Soco, um sociólogo argentino e principal cronista da política venezuelana. "É a lógica de um laboratório: Guaidó é como uma mistura de vários elementos que criam um personagem que, com toda a honestidade, provoca riso e preocupação."

Diego Sequera, jornalista e escritor venezuelano da agência de pesquisa Misión Verdad, concordou: "Guaidó é mais popular fora da Venezuela do que no interior, especialmente nos círculos de elite da Ivy League e Washington", disse Sequera para Grayzone: "Ele é um personagem bem conhecido lá, ele é previsivelmente de direita e considerado fiel ao programa."

Enquanto Guaidó se vende hoje como o rosto da restauração democrática, ele passou sua carreira na facção mais violenta do partido de oposição mais radical da Venezuela, colocando-se na vanguarda de uma campanha de desestabilização após a outra. Seu partido foi amplamente desacreditado dentro da Venezuela e é parcialmente responsável por fragmentar uma oposição muito fraca.

"Esses líderes radicais não têm mais do que 20% nas pesquisas de opinião", escreveu Luis Vicente León, o maior pesquisador da Venezuela. Segundo León, o partido de Guaidó continua isolado porque a maioria da população "não quer guerra". "O que eles querem é uma solução."

Mas esta é precisamente a razão pela qual Guaidó foi selecionado por Washington: não se espera que ele lidere a Venezuela em direção à democracia, mas que leve ao colapso um país que tem sido, ao longo das últimas duas décadas, um bastião da resistência à hegemonia norte-americana. Sua ascensão improvável marca o ápice de um projeto de duas décadas para destruir um forte experimento socialista.

APONTANDO A "TROIKA DA TIRANIA"

Desde a eleição de Hugo Chávez, em 1998, os Estados Unidos lutaram para restabelecer o controle sobre a Venezuela e suas vastas reservas de petróleo. Os programas socialistas de Chávez podem ter redistribuído a riqueza do país e ajudado a tirar milhões de pessoas da pobreza, mas também colocaram um objetivo nas costas. Em 2002, a oposição de direita venezuelana o derrubou brevemente com o apoio e reconhecimento dos Estados Unidos, antes que o Exército restabelecesse sua presidência após uma massiva mobilização popular. Em todas as administrações dos Estados Unidos, de George W. Bush a Barack Obama, Chávez sobreviveu a vários planos de assassinato antes de sucumbir ao câncer em 2013. Seu sucessor, Nicolás Maduro, sobreviveu a três atentados contra sua vida.

O Governo Trump imediatamente elevou a Venezuela ao topo da lista de metas de mudança de regime a partir de Washington, chamando-a de líder de uma "troika da tirania". No ano passado, a equipe de segurança nacional de Trump tentou recrutar membros do Exército para formar uma junta militar, mas esse esforço fracassou.
Segundo o Governo venezuelano, os Estados Unidos também participaram de um complô com o codinome "Operación Constituición", para capturar Maduro no palácio presidencial de Miraflores, e outro chamado "Operación Armagedón", para assassiná-lo no desfile militar de julho de 2017. Pouco mais de um ano depois, os líderes da oposição exilados tentaram matar Maduro com drones durante um desfile militar em Caracas.

(...) Proveniente de um dos estados menos populosos da Venezuela, Guaidó ficou em segundo lugar nas eleições parlamentares de 2015, obtendo apenas 26% dos votos exigidos para assegurar-lhe um lugar na Assembleia Nacional (...)

Guaidó é conhecido como o presidente da Assembléia Nacional, dominado pela oposição, mas nunca foi eleito para o cargo. Os quatro partidos da oposição que compunham a Mesa da Unidade Democrática da Assembléia decidiram estabelecer uma presidência rotativa. A vez da Voluntad Popular [partido de Guaidó, que foi liderado por Leopoldo López] estava a caminho, mas seu fundador, Lopez, estava em prisão domiciliar. Enquanto isso, seu segundo em comando, Guevara, havia se refugiado na embaixada chilena. Um personagem chamado Juan Andrés Mejía teria sido o próximo na linha, mas, por motivos que só agora são claros, Juan Guaidó foi selecionado.

"Há um raciocínio de classe que explica a ascensão de Guaidó", observou Sequera, analista venezuelano. "Mejía é da classe alta, estudou em uma das universidades privadas mais caras da Venezuela e não podia ser facilmente vendido ao público da maneira que poderiam fazer com Guaidó. Por um lado, Guaidó tem características mestiças comuns à maioria dos venezuelanos e parece mais um homem do povo. Além disso, ele não tinha sido superexposto na mídia, por isso poderia se tornar quase qualquer coisa ".

Em dezembro de 2018, Guaidó cruzou a fronteira e viajou para Washington, Colômbia e Brasil para coordenar o plano de realizar manifestações em massa durante a posse do presidente Maduro. Na noite anterior à cerimônia de juramento de Maduro, o vice-presidente Mike Pence e a chanceler canadense Chrystia Freeland ligaram para Guaidó para expressar seu apoio.

Uma semana depois, o senador Marco Rubio, o senador Rick Scott e o deputado Mario Diaz-Balart, todos parlamentares ligados ao lobby de exilados cubanos de Direita na Flórida,  se reuniram com o Presidente Trump e o Vice-Presidente Pence na Casa Branca. A pedido deles, Trump concordou que, se Guaidó se declarasse presidente, ele o apoiaria.

O secretário de Estado, Mike Pompeo, se encontrou pessoalmente com Guaidó em 10 de janeiro, segundo o Wall Street Journal. No entanto, Pompeo não soube pronunciar o nome de Guaidó quando o mencionou em uma entrevista coletiva em 25 de janeiro, referindo-se a ele como "Juan Guido".

Até 11 de Janeiro, a página da Wikipedia de Guaidó foi editada 37 vezes, destacando a luta para moldar a imagem de uma figura sem rosto que é agora um quadro para as ambições de Washington para mudar um Governo. No final, a supervisão editorial de sua página foi entregue à elite do conselho "bibliotecário" da Wikipedia, que o declarou presidente da Venezuela "em disputa".

Guaidó pode ter sido uma figura obscura, mas sua combinação de radicalismo e oportunismo atendeu às necessidades de Washington. "Aquela peça interna estava faltando", disse um membro do Governo Trump sobre Guaidó. "Era a peça de que precisávamos para tornar nossa estratégia coerente e completa."

"Pela primeira vez", Brownfield, ex-embaixador dos EUA na Venezuela, dirigiu-se ao New York Times: "Você tem um líder da oposição que está claramente mostrando que quer manter as forças armadas e a polícia do lado ao lado dos anjos e dos mocinhos".

Mas o Partido Voluntad Popular de Guaidó formou as tropas de choque das guarimbas que causaram a morte de policiais e cidadãos comuns. Ele até se vangloriara de sua própria participação em tumultos de rua. E agora, para conquistar os corações e mentes dos militares e da polícia, Guaidó teve que apagar essa história encharcada de sangue.

Em 21 de janeiro, um dia antes do início do Golpe, a esposa de Guaidó publicou um vídeo pedindo aos militares que se levantassem contra Maduro. Seu desempenho careceu de entusiasmo e inspiração, ressaltando as perspectivas políticas limitadas do marido.

Quatro dias depois, em uma entrevista coletiva com apoiadores, Guaidó anunciou sua solução para a crise: "Autorizar uma intervenção humanitária!"

Enquanto aguarda a assistência direta, Guaidó continua sendo o que sempre foi: o projeto favorito das forças cínicas externas. "Não importa que ele caia ou se queime depois de todas essas desventuras", disse Sequera sobre a figura do Golpe, "para os americanos, é dispensável.
...
*Via Conversa Afiada, do site Misión Verdad - trecho de reportagem de Dan Cohen y Max Blumenthal (clique aqui para ler o original, em Espanhol).