25 setembro 2018

Celso Amorim: 'Bolsonaro e Mourão são vozes minoritárias no Exército'

O ex-ministro da Defesa manifesta preocupação com declarações de Villas Bôas, mas diz que maioria do alto comando não tem posições extremas 

O chanceler de Lula organizou um seminário sobre as ameaças à democracia no Brasil

Recentemente, Celso Amorim, ex-chanceler de Lula e ex-ministro da Defesa de Dilma Rousseff, encontrou-se em Paris com um antigo amigo da diplomacia: o ex-premier francês Dominique de Villepin, que também atuou como chanceler do presidente Jacques Chirac.

Representante da direita republicana, Villepin demonstrou preocupação com o isolamento do Brasil no cenário internacional e as ameaças à democracia, sobretudo após Lula ser impedido de disputar as eleições.

Dessa conversa, surgiu a ideia de organizar um seminário internacional em São Paulo. Confiado à organização da Fundação Perseu Abramo, o evento reuniu ainda, na sexta-feira 14, o filósofo americano Noam Chomsky, o ex-primeiro-ministro da Itália Massimo D’Alema e o ex-premier espanhol José Luis Zapatero, entre outras personalidades.

Em visita à redação de CartaCapital, Amorim falou sobre o encontro e demonstrou preocupação com os pronunciamentos políticos dos militares a respeito das eleições. A íntegra da entrevista, em vídeo, está disponível em www.cartacapital.com.br (...)

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da entrevista na Carta Capital.

23 setembro 2018

Já somos 20 mil voluntários. Seja Lula&Haddad você também!




Já somos 20 mil voluntários na campanha para presidente “Lula é Haddad, Haddad é Lula”

Estamos espalhados por todo o país para mostrar, como disse nosso ex-presidente, que podem prender um homem, mas jamais suas ideias. Somos a voz e as pernas de Lula e vamos lutar pela volta de um projeto de país que inclua a todos, com mais emprego, educação, saúde e cultura, e menos fome, desmando e perda de direitos. O povo brasileiro já viu esse Brasil e está lutando para trazê-lo de volta.

Não se pode prender ideias. Uma vez ditas, elas serão milhões de vezes repetidas. Venha ser você também voluntário dessa campanha histórica para ajudar a eleger Haddad presidente e Manuela vice. 

THE NATION: PLANO DAS ELITES BRASILEIRAS DE DESTRUIR O PT FRACASSOU



Uma das mais importantes publicações de esquerda dos EUA, a revista The Nation, acaba de publicar reportagem sobre o cenário político-eleitoral brasileiro com o título "O plano das elites brasileiras de destruir o Partido dos Trabalhadores fracassou"; logo abaixo lê-se: "O candidato do partido, Fernando Haddad, está subindo nas pesquisas, mas o neofascista - e o favorito - Jair Bolsonaro está ganhando o apoio da elite"

CLIQUE AQUI para ler na íntegra (via Brasil247)

DEPUTADO MARCO MAIA ESTEVE VISITANDO SANTIAGO, ITACURUBI E REGIÃO










*CLIQUE AQUI para ver mais fotos da visita do Deputado Federal Marco Maia (PT/RS)  aos municípios de Itacurubi e Santiago, dias 18 e 19/09. (Via Portal O Boqueirão Online)

22 setembro 2018

Nasce um presidente

Fernando Haddad transmite uma impressão de serenidade e de traquejo, inclusive diante da mídia. E de total lealdade a Lula 
Silva Jardim já sabia dos riscos da conciliação
Embora haja muitas certezas, sustentadas não só pelas pesquisas eleitorais, mas também por razões políticas, Fernando Haddad tornou-se candidato do Partido dos Trabalhadores e ultrapassará, mais cedo do que se pensa, o porcentual de intenção de votos dado a Jair Bolsonaro, o mais direto dos adversários dele.
Há, de fato, possibilidade de riscos, não muito longe da premonição anunciada pelas cartas do baralho ou pela leitura de mãos. Estão excetuados, nestas afirmações, os casos de hecatombes. Ou mesmo de facadas cruéis, condenáveis e inesperadas.

A coragem do ex-presidente Lula, somada à paciência, sutileza, e garra de Haddad, permite dizer que nasceu um novo presidente. Com perfil diferente, porém fiel às circunstâncias do projeto de esquerda-centro montado por Lula desde o primeiro governo. (...)

CLIQUE AQUI para continuar lendo o artigo de Maurício Dias na Carta Capital

21 setembro 2018

DADOS “ESCONDIDOS” DA PESQUISA DATAFOLHA MOSTRAM QUE HADDAD TEM MUITO ESPAÇO PARA CRESCER


Da Redação do Viomundo*
Alguns dados da pesquisa Datafolha não mereceram destaque daqueles que pagaram para que o levantamento fosse realizado.
No Jornal da Globo, como observou Fernando Brito, do Tijolaço, a ênfase foi no empate técnico entre Fernando Haddad e Ciro Gomes no segundo lugar, embora o candidato do PDT tenha ficado estagnado nas últimas duas pesquisas e o petista tenha tido grande crescimento — ou seja, o viés de Haddad é de alta, enquanto Ciro não saiu do lugar.
A própria Folha de S. Paulo, nesta quinta-feira, publicou os dados no meio de um texto cuja ênfase era no crescimento daqueles que identificam Haddad como candidato do ex-presidente Lula.
Quais são os números?
Entre os eleitores de ensino fundamental, 47% disseram que votariam com certeza no candidato indicado pelo ex-presidente Lula, mas 49% ainda não sabem que Haddad é o candidato de Lula.
A própria Folha de S. Paulo, nesta quinta-feira, publicou os dados no meio de um texto cuja ênfase era no crescimento daqueles que identificam Haddad como candidato do ex-presidente Lula.
Quais são os números?
Entre os eleitores de ensino fundamental, 47% disseram que votariam com certeza no candidato indicado pelo ex-presidente Lula, mas 49% ainda não sabem que Haddad é o candidato de Lula.
O Brasil tem 38 milhões de eleitores nesta faixa. 19 milhões, portanto, não sabem que Haddad é Lula. Ou seja, Haddad pode ganhar outros 9 milhões de eleitores, ou cerca de 6% do eleitorado total,  se o PT der conta da tarefa de associar Haddad a Lula para todos estes eleitores.
Isso elevaria o petista dos 16% em que apareceu no Datafolha para mais ou menos 22%.
Outro recorte: no grupo dos que ganham menos de dois salários mínimos, 40% ainda não sabem que Haddad é Lula (45% votariam no indicado por Lula com certeza)
Finalmente, dentre os principais candidatos, Fernando Haddad é o menos conhecido.
26% dos eleitores disseram não conhecer o petista e outros 27% “só de ouvir falar”, soma de 53%!
Independentemente de os eleitores o escolherem pela associação com Lula, o ex-prefeito de São Paulo tem o maior potencial de ganhar votos à medida em que se tornar mais conhecido. * https://www.viomundo.com.br

20 setembro 2018

O presente do PSDB ao Brasil chama-se Bolsonaro

Foto: Arquivo/Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom)
Por Céli Pinto (*)
A últimas pesquisas de intenção de votos para presidência da república (CNT/MDA 17 de setembro) são muito reveladoras do momento político brasileiro, efeito da ruptura do pacto democrático liderado pelo MDB e o PSDB.
O crescimento de Haddad, somado aos votos de Ciro, mostra um campo de centro esquerda bem mapeado que gira em torno de 30% do eleitorado, considerando um quadro pessimista de não crescimento de nenhum dos dois candidatos. Os constantes ataques ao PT e à esquerda, promovidos pela grande mídia e por decisões judiciais de legalidade questionável, parecem não ter surtido o efeito esperado pelos protagonistas do golpe que depôs Dilma Rousseff.
O PSDB, desde o momento em que seu candidato derrotado colocou em xeque a lisura das eleições de 2014, passando pelo patético “relatório técnico” do senador tucano Antonio Anastasia (cria de Aécio), que condenou Dilma, teve um projeto claro: tirar a legitimidade ou até excluir legalmente o PT das eleições presidenciais de 2018 e, desta forma, construir condições para voltar à presidência da república.
O PSDB errou feio nos cálculos, porque não se deu conta de que, com o golpe, quem tomaria o governo seria os que já estavam no governo, a parte mais podre das alianças petistas. O Golpe foi, antes de um conchavo em quarteis ou de forças políticas na oposição, uma traição do então PMDB, capitaneado por Eduardo Cunha e Michel Temer que viam, na nova aliança com o PSDB, a solução para estancar os processos da Lava Jato. A famosa frase de Homero Jucá foi a síntese desse processo.
O PSDB também errou porque achou que as forças do mercado, seja lá isto o que for, reagiriam bem ao golpe, a economia voltaria a crescer e os escândalos ficariam em segundo plano.
Nada disto aconteceu. O delfim Aécio foi pego pedindo dinheiro e prometendo matar o pombo correio, Eduardo Cunha foi para prisão e Temer usou sua posição de presidente para não fazer nada além de tentar salvar a própria pele.
Disso resultou que o PSDB e o MDB caíram em um grande vácuo discursivo. Não salvaram para si nem ao banqueiro Meirelles, que faz uma campanha pífia para a presidência, usando de forma muito pouco republicana os governos de Lula pra se promover.
O PSDB não tem nada a entregar nesta campanha. Os 6,1% de intenção de votos em Alckmin não são consequência da falta de charme do candidato, mas sim da perda de espaço na arena política do discurso tucano. O partido abriu mão do pacto democrático quando entrou na aventura golpista, mas não teve know-how necessário para construir um discurso autoritário de feições neofascista. Sobrou para ele o discurso neoliberal morno, já praticado com péssimos resultados por Temer, apoiado no próprio PSDB.
Em suma, o partido de FHC, de Covas, de Serra, de Alckmin criou condições ótimas para o surgimento de um discurso fascista, perigoso, primário, que encontra um eleitorado desamparado pelos neoliberais chiques de outrora. Quando pesquisas apontam que o eleitor preferencial de Bolsonaro é homem com mais de 40 anos e nível superior, estamos frente a ex-eleitores de FHC, Serra, Alckmin e Aécio. Bolsonaro é o presente do PSDB para o Brasil.
(*) Professora Titular do Departamento de História da UFRGS.
**Via Sul21

LAERTE ... sempre genial!!!



(Clique na tirinha p/ampliar)

Deputado Marco Maia está entre os 100 “cabeças” do Congresso pelo 12º ano consecutivo


Brasília/DF - O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) divulgou nesta segunda-feira (17), o resultado de um levantamento anual que indica os parlamentares mais influentes do Congresso. Pelo 12° ano consecutivo o deputado federal Marco Maia (PT-RS), foi incluído na lista dos 100 parlamentares mais influentes da atualidade.

Marco vem obtendo destaque porque luta incansavelmente na defesa do ex-presidente Lula, e está na linha de frente contra as reformas impostas pelo desgoverno de Temer que destroem todos os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.

*Por: Assessoria de Imprensa do Mandato do Deputado Federal Marco Maia PT/RS - Foto: Lula Marques

19 setembro 2018

Haddad sobe 11 pontos em uma semana e garante vaga no segundo turno, com Ciro estacionado e Alckmin em queda




Candidato do PT alcança 19% das intenções de voto e abre vantagem sobre Ciro; presidenciável do PSL oscila dois pontos para cima e permanece na frente, diz pesquisa encomendada pelo ‘Estado’ e TV Globo

-CLIQUE AQUI para ler na íntegra (via Viomundo)

18 setembro 2018

DEPUTADO MARCO MAIA ENCONTRA-SE EM VISITA À REGIÃO



Da Redação*

No dia de hoje, o deputado federal Marco Maia (PT/RS)  inicia uma série de visitas à Região:  às 17 horas estará no Itacurubi, onde participa de uma carreata pelas principais ruas da cidade e, logo após, de uma  reunião com o prefeito José Rubens (PT), secretários e lideranças do município e região.  Após, Marco Maia (foto, que é candidato à reeleição) viaja para Santiago, onde pernoite e, no dia seguinte (19), realiza visitas à imprensa, reúne com lideranças e apoiadores (às 9,30 h na sede do PT) discutindo o tema conjuntura política, a importância das eleições do dia 7 de outubro e realiza caminhada com apoiadores no calçadão (centro da cidade).

No final da manhã desta quarta-feira  o deputado petista se deslocará para São Vicente do Sul e, após, para São Pedro do Sul, dando continuidade à sua agenda na Região.

-Leia mais clicando AQUI

*Via Portal O Boqueirão Online

17 setembro 2018

Bolsonaro e o pus do golpismo


A volta de Jair Bolsonaro à campanha eleitoral não podia ser mais trágica, mais até do que foi patética.

Serve-se da piedade que seu estado de saúde desperta para fazer as mais sórdidas acusações e , pior, para sugerir que deva ser dado um golpe de estado caso não vença as eleições.

Gostaria de poder dizer que é um delírio, mas sua vida pregressa desautoriza imaginar que possa ser apenas um desequilíbrio provocado por seu estado físico precário.

Diz, em resumo, que Lula não fugiu da sentença judicial que o levou à prisão porque já tinha “armado” um plano para voltar ao poder com a cumplicidade ,nada menos, que a da mesma Justiça que o prendeu e  que o impediu de ser candidato.

A tese de Bolsonaro, mais do que disparatada, é a de um sujeito vil e covarde que, são, teve todas as chances de dizer isso e deixa para fazê-lo agora, que está protegido da resposta que merece por um leito de hospital.

Esqueçam a tese da impressão do voto, pois Bolsonaro serve-se de uma mentira deslavada – Lula sancionou a lei que o instituía, em 2009 e Dilma Rousseff fez o mesmo em 2015 e ambas as vezes foi o Supremo quem a derrubou – apenas para cobrir de “honestidade” a sordidez do que diz.

A atitude é apenas a de um canalha, que procura atirar sua dificuldade em ser a opção majoritária do povo brasileiro à conta de uma possível fraude e, ainda pior, uma fraude absurdamente atribuída a um suposto controle do Judiciário por quem é por ele perseguido, preso e amordaçado.

É, entretanto, pior ainda, porque transforma todos os que lhe negam, por convicção democrática, o voto e convida previamente ao não-reconhecimento dos resultados eleitorais – convocando para isso, expressamente, os comandantes das Forças Armadas.

Bolsonaro sai, hoje, da posição de “golpista do Temer” para a de “golpista de si mesmo”.

Pior: só chegou a isso porque um bando de sujeitos togados, por seu ódio político, deixou que as eleições descambassem para esta insanidade.

Jair Bolsonaro, ainda bem, parece estar livre de uma infecção intestinal que lhe poderia ser fatal. Mas ele próprio continua sendo a supuração de um Brasil infeccionado pelo ódio insano do golpismo.

Muito mais perigoso, muito mais fatal.

Há, porém, um lado bom nesta história. Algo informa o capitão que a sua situação está longe de ser tão positiva quanto indicam as pesquisas e o impede de fazer um discurso de “paz” que lhe pudesse ampliar a aceitação na disputa final.

A opção preferencial pelo ódio é sinal de alerta de suas dificuldades.

*Por Fernando Brito, jornalista, Editor do Tijolaço

15 setembro 2018

Altamiro Borges: Globo se desespera sem ter o seu candidato no páreo - "A mídia está desnorteada com os possíveis resultados das eleições"


A mídia está desnorteada com os possíveis resultados das eleições

Não dá para confiar muito, pelo menos eu não confio, nos institutos de pesquisa, seja o “Datafalha”, seja o “Globope”.

Esses institutos têm interesses políticos e comerciais e usam essas sondagens para defender esses interesses.

Evidente que quando se chega em uma reta fina de eleição, essa sondagem tende a se reaproximar mais da realidade, até para não perder totalmente a credibilidade.

Apesar dessa ressalva, me chamou muita atenção essa última pesquisa do Datafolha, que foi divulgada nesta segunda-feira (10).

A impressão que me deu é que essa pesquisa deixou a mídia monopolista desnorteada.

A impressão que também me dá é que essa mídia monopolista está cada vez mais temerosa diante dos possíveis resultados das eleições de outubro próximo.

Três fatores me levam a perceber esse desnorteamento da mídia.

O primeiro fator é que vários “calunistas” da mídia diziam que Bolsonaro iria “estourar a boca do balão” após o deplorável episódio da facada em Juiz de Fora.

Falava-se que ele ia bombar, que ia subir muito nas pesquisas após aquele episódio, de passar a ser encarado como uma vítima.

Os seguidores do neofascista chegaram até dizer que depois da facada ele ganharia a eleição no primeiro turno, espalharam um bocado de mentiras na internet.

O que a pesquisa mostra é que a sociedade não se comoveu tanto com a facada em Bolsonaro.

Não se comoveu com a violência cometida com o maior propagador de ódio e violência nessa campanha eleitoral.

A sociedade não ficou tão impressionada assim, tanto é que na pesquisa o candidato neofascista empacou.

Subiu dois pontos, o que está dentro da margem de erro, ou seja, nada.

Já a sua rejeição aumentou muito, principalmente entre as mulheres.

Ou seja, parece que o Bolsonaro levou uma segunda facada na pesquisa.

O Datafolha também mostrou um segundo aspecto preocupante para essa mídia, que é o fiasco do Geraldo Alckmin.

O candidato tucano, ex-governador de São Paulo, já está há dez dias com um latifúndio na televisão e na rádio na propaganda eleitoral gratuita, ele tem quase metade do tempo de televisão e rádio somando os outros 12 candidatos.

Geraldo Alckmin conseguiu uma aliança muito forte com setores do chamado “centrão”, que na verdade são “direitão”.

Geraldo Alckmin está com uma fortuna em fundo partidário.

Geraldo Alckmin contava com o apoio da chamada elite empresarial, que eu prefiro chamar de “cloaca empresarial.”

Geraldo do Alckmin tinha a torcida explícita da mídia.

Jornalões, revistas já tinham declarado apoio a Geraldo Alckmin, e emissoras de rádio e televisão idem.

Mas mesmo assim o “picolé de chuchu” segue derretendo. Isso é um fator que deixa desnorteada a mídia.

E o terceiro fator dessa pesquisa que eu acho que desnorteou a mídia foi o crescimento da candidatura de Fernando Haddad.

Isso ficou até patente no anuncio da pesquisa, no semblante dos apresentadores da Globo News, estavam estupefatos.

Afinal de contas, até a pesquisa Fernando Haddad ainda não tinha sido oficializado com candidato.

Fernando Haddad foi excluído dos debates da televisão com os candidatos presidenciáveis porque não estava oficializado como candidato.

Fernando Haddad vinha sofrendo uma censura na mídia, que evitava falar o nome dele.

Apesar de tudo isso, Fernando Haddad deu um salto nessa pesquisa Datafolha.

Como ele está sendo chamado, o “candidato do Lula”, dobrou suas intenções de voto com todas essas dificuldades.

Na prática ele já encostou no segundo lugar. Ele está ao lado do Ciro, que está fazendo uma bela campanha, com Marina e com Alckmin em segundo lugar.

Ou seja, eu acho que esses fatores, seja o Bolsonaro neofascista não ter explodido, seja o Alckmin continuar derretendo, seja o salto de Fernando Haddad, tem deixado a mídia meio desnorteada sobre o que vai dar nessa eleição.

É bom a gente lembrar, pelo menos na minha opinião, que a mídia foi a principal protagonista do golpe que derrubou Dilma Rousseff e levou a quadrilha de Michel Temer ao poder.

É bom lembrar também que essa mídia foi a principal carrasca do ex-presidente Lula.

Ela que exigiu do Judiciário que Lula fosse feito como um preso político no Brasil.

Agora ela está com dificuldade.

O seu candidato não vinga, o Bolsonaro não é propriamente um candidato dessa mídia.

A mídia criou o Bolsonaro, é o chamado ovo da serpente.

A mídia com sua criminalização da política e com sua escandalização da violência urbana acabou gerando a figura do Bolsonaro, mas o Bolsonaro não é propriamente uma pessoa confiável para mídia.

O Bolsonaro lembra em certo sentido a relação do Trump com a imprensa estadunidense, não é uma pessoa totalmente confiável.

Por outro lado o candidato do Lula desponta nas pesquisas podendo ir ao segundo turno, podendo vencer as eleições.

Nesse desnorteamento fica a pergunta: o que a mídia vai fazer nessas três semanas que restam?

O que ela vai fazer para salvar seu projeto golpista?

Ela foi protagonista do golpe, então o que ela deve fazer para salvar esse projeto que está correndo risco.

Vamos conferir nas próximas semanas, que no meu entender, serão semanas de fortíssimas emoções e muita adrenalina.


PS do Viomundo: A pergunta de Altamiro já foi parcialmente respondida na entrevista de Haddad ao JN. A Globo tratou o petista como inimigo político a ser derrotado.

Sobre a 'entrevista' de Fernando LULA Haddad ao partido Globo (PIG)


Haddad jogou para o empate no JN. O jogo é no campo do povo


Bob Fernandes, no Twitter, faz o scout da peleja entre Fernando Haddad e  o time William Bonner /Renata Vasconcellos, estes com a retaguarda escalada (ou integrada) por Ali Kamel no “ponto eletrônico”: “Quanto tempo tiveram Bonner e Renata e quanto tempo teve o Haddad?”

27 minutos de entrevista, 16 com perguntas e interrupções de Bonner e Renata, 60% do tempo. Haddad teve 11 minutos. Bonner, 53 interrupções, Renata 19.

Claro que um velho brizolista como eu não se conforma com nada menos que um massacre na Globo transmitido pela Globo, mas tenho de reconhecer que Fernando Haddad jogou de olho no campeonato: mostrar-se firme, sereno, equilibrado e “o cara do Lula”.

Mesmo com a “posse de bola” global, Haddad foi eficiente e fez seu próprio jogo.

Logo no primeiro lance, ao dizer  um “boa noite” a Lula, “aquele que todo mundo queria que estivesse sentado aqui” buscou o que lhe é decisivo: a identidade com o ex-presidente.

Deixou de lado as bobagens que andaram falando sobre parecer ali “palatável ao mercado”.

Os ataques sobre casos de corrupção e o fogo sobre o governo Dilma, cuja intensidade era imaginável foram bem defendidos.

Com a devida entrada “na canela” em dois momentos.

O primeiro, quando Bonner tentou atirar Dilma Rousseff na vala dos corruptos e o candidato disse que ela sequer era ré e o apresentador da Globo fez a emenda para “investigada”  e deixou espaço para o contra-ataque : investigada a Globo também é”.

O segundo quando, na enésima interrupção de Bonner sua partner saiu-lhe em socorro:

– Bonner já está satisfeito com sua resposta.

E Haddad: “Mas eu não estou. Quando é para (defender) minha honra, eu decido”

Hora alguma, porém,  o candidato se impacientou – nós, que assistíamos, sim, e várias vezes – e foi grosseiro. Pode não ter agradado seus torcedores, mas, como o Corinthians na quarta-feira contra o Flamengo, no Maracanã, defendeu-se o suficiente para levar a decisão para seu campo.

Com direito, inclusive, ao VAR, o árbitro de vídeo, no final, quando Bonner teve de pedir desculpas por ter dito que, na sua arrancada no Datafolha, Haddad “oscilou” em lugar de “cresceu de 9 para 13%”.

Confesso, como disse antes, que o espírito de Leonel Brizola estava ali a me cutucar:

Mas, Brito, como é que este Adádi me perde a chance de dizer a estes sujeitos que, além de parciais, eles são mal-educados e de falar que quando um burro fala o outro abaixa as orelhas?

Não é a “praia” de Haddad, eu sei, mas que ia ser de deixar os dois sentados no chão.

*Por Fernando Brito, jornalista - no Tijolaço

13 setembro 2018

O candidato de Lula

Fernando Haddad é o nosso também 
A perfeita manchete de um jornal italiano

Por Mino Carta*

Pergunto aos meus indignados botões se conseguem imaginar em qual girone do “Inferno” Dante colocaria os supremos juízes nativos e, no embalo, muitos outros, merecedores das penas eternas. Respondem supor que o máximo poeta teria de acrescentar um Canto à sua obra para instalá-los a contento em subsolo exclusivo.

De fato, os ministros das cortes supremas e superiores, os desembargadores gaúchos, os protagonistas da chamada força-tarefa curitibana e o fanático inquisidor Sergio Moro reúnem em suas pessoas uma quantidade incalculável de pecados infernais.

Desde a desfaçatez criminosa no descumprimento dos seus deveres de magistrados até a asnice pomposa que as togas ressaltam, desde o exibicionismo midiático até a invenção de provas inexistentes, desde o ódio de classe a insuflá-los até a absoluta falta do senso do ridículo.

O Judiciário é o guardião da Constituição em países democráticos e civilizados. No Brasil ocorre o exato contrário, como escreve Marcos Coimbra na sua magistral coluna desta semana.

Alvo de Coimbra o ministro Luís Roberto Barroso, que comandou a impugnação da candidatura de Lula à Presidência da República. Conforme conta o colunista, em artigo publicado há três anos, Barroso sustentava que, no Brasil, “juízes e tribunais se tornaram mais representativos dos anseios e demandas sociais do que as instâncias políticas tradicionais”.

Aí está traçado o objetivo final do golpe de 2016: impedir que o povo brasileiro entregue novamente a Presidência ao ex-metalúrgico.

Ao retirar Lula da arena política, pretendia-se também atingir fatalmente o PT, e com isso se percebe a primazia conferida ao Judiciário na trama golpista. Cabia à alta corte cumprir seu papel constitucional, proibir o impeachment de Dilma Rousseff e, portanto, evitar daí por diante todas as ignomínias cometidas pelo estado de exceção.

Por obra das togas politizadas, o Brasil encarrega-se de oferecer ao mundo um espetáculo inédito, absolutamente único, a comprovar a medievalidade mais tenebrosa do país da casa-grande e da senzala.


Mas teria hoje o ministro Barroso, do alto da sua elegância afetada, razões para saborear a certeza do dever cumprido? O golpe atingiu seu propósito original, mas do cativeiro Lula já ungiu seu candidato, enquanto as perspectivas do PT são bem mais promissoras do que as desejam Barroso e seus pares, parceiros de façanhas antidemocráticas e das suas encenações ridículas.

Os recursos apresentados pelos advogados do ex-presidente ao tribunal da ONU e ao STF são tecnicamente necessários para que o mundo registre quanto se deu, como ficará claro pela leitura da entrevista que se segue de Fernando Haddad.

CartaCapital, conforme a tradição de publicações da Europa e dos EUA, e da própria a esta altura, apoiou as duas candidaturas de Lula e de Dilma. Não há como imaginar que, por enquanto, Lula saia da cela de 25 metros quadrados, banheiro incluso, e volte à luz do sol, ou a ver as estrelas, como escreveu o já citado Dante. A partir desta edição apoiamos Fernando Haddad, candidato de Lula e nosso.

Sobra uma incógnita, a envolver a disparidade entre as decisões do STF e a vontade popular. Até quando será possível evitar o confronto de posturas tão discrepantes?

E que será capaz de gerar uma vitória de Haddad: provocar perigosamente o destempero dos senhores do golpe ou empolgar o povo até levá-lo à percepção de que sempre foi a vítima deste enredo? 

*Jornalista, Diretor da Revista Carta Capital (fonte desta postagem)

Vox Populi: Haddad já assume liderança com 22%




Pesquisa CUT/Vox Populi divulgada nesta quinta (13) indica: Fernando Haddad já assume a liderança da corrida presidencial, com 22% de intenção de votos. Bolsonaro tem 18%, Ciro registra 10%, Marina Silva tem 5%, Alckmin tem 4%. Brancos e nulos somam 21%.

O Vox Populi ouviu 2 mil eleitores em 121 municípios entre 7 e 11 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para cima ou para baixo. O índice de confiança chega a 95%.

O nome de Haddad foi apresentado aos eleitores com a informação de que é apoiado por Lula. 

CLIQUE AQUI  para ler na íntegra (Via 247)

Caio F. Abreu completaria 70 anos nesta quarta-feira (12)


Em 2014, exposição em Porto Alegre homenageou Caio Fernando Abreu. Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

Da Redação do Sul21*

“Escuta bem, vou repetir no teu ouvido, muitas vezes: a única coisa que posso fazer é escrever”, afirma Caio Fernando Abreu em crônica publicada no jornal O Estado de S. Paulo, em 1994, época em que descobriu ser portador do vírus HIV. O escritor gaúcho, considerado um dos grandes nomes da literatura brasileira, completaria 70 anos nesta quarta-feira (12).

Nascido em Santiago, no interior do Rio Grande do Sul, Caio F. desempenhou diferentes papéis dentro da literatura: foi contista, dramaturgo, cronista, colunista, romancista, além de atuar como jornalista em diversas publicações do país. Vencedor de três prêmios Jabuti, publicou obras como Limite Branco (1970), primeiro romance do escritor, Inventário do irremediável (1970), Ovelhas Negras (1974), O Ovo Apunhalado (1975), Morangos Mofados (1982) e Pequenas Epifanias (1986).

Em seus livros e textos, Caio F. falava sobre temas que em geral eram pouco abordados na época em que viveu. Em um Brasil marcado pela censura, o escritor criticou a ditadura militar e chegou a ser perseguido pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), em 1968. Caio também trouxe a temática LGBT para dentro de sua escrita e falou abertamente sobre o vírus da AIDS, assuntos que ainda eram tabus na literatura e na sociedade brasileira. O medo da doença era presente nos textos do escritor: “Heteros ou Homos (?) a médio prazo iremos todos enlouquecer, se passarmos a ver no outro uma possibilidade de morte. Tem muita gente contaminada pela mais grave manifestação do vírus – a aids psicológica. Do corpo, você sabe, tomados certos cuidados, o vírus pode ser mantido a distancia. E da mente?”

O autor também falava sobre amor, solidão, alegria, esperança, desigualdades sociais e sobre as cidades onde viveu, como Porto Alegre, São Paulo, Londres. Abordava relacionamentos, lutas diárias, sonhos, medo, morte, drogas e sexo. Nos últimos anos, o escritor passou a ganhar grande atenção do público jovem, principalmente por meio das redes sociais. No Facebook e no Twitter existem diversas páginas e perfis dedicados a frases de Caio.

Neste ano que marca o 70º aniversário do escritor e 28 anos de seu falecimento, a Companhia das Letras lançou o livro ‘Contos Completos’, uma reunião de contos publicados entre 1970 e 1990. A obra traz dez contos avulsos, além dos livros ‘Inventário do ir-remediável’, O ovo apunhalado, Pedras de Calcutá, Morangos mofados, Os dragões não conhecem o paraíso e Ovelhas negras.

Também em homenagem ao escritor, o Google lançou nesta quarta-feira (12) um Doodle interativo que redireciona para links de otícias, informações e imagens de Caio F. (*Postado originalmente no Sul21 nesta quarta-feira, 12/09, dia do aniversário do Caio F. Abreu))


Google homenageia escritor Caio Fernando Abreu