09 maio 2026

Ancestralidade - ‘Ser de terreiro é um ato revolucionário’, diz babalorixá Sidney Nogueira*

Liderança candomblecista fala sobre fé, acolhimento e uso político de determinadas religiões


     Ritual de candomblé | Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil


*Brasil de Fato - BdF - O candomblé, religião de matriz africana baseada no culto aos orixás, traz, no Brasil de hoje, a resistência de um povo, a preservação cultural e a ancestralidade da África. É, no entanto, e também por isso, alvo de muito preconceito, racismo religioso e episódios de perseguição contra quem professa essa fé.

No BdF Entrevista desta sexta-feira (8), o babalorixá, escritor e doutor em semiótica Sidney Nogueira discute o papel do candomblé na sociedade contemporânea, fala sobre a herança religiosa africana, racismo religioso e a ameaça de uma teocracia cristã fundamentalista no Brasil. “Ser de terreiro é um ato revolucionário”, afirma.

Nogueira conta quem é e qual a função de um babalorixá dentro do terreiro de candomblé. “Babalorixá é uma palavra iorubá. Então, babá é pai, olô é dono, possuidor, e orixá são os nossos ancestrais míticos. O babalorixá é um sujeito institucional, ele é essa liderança, ele é um orientador, e eu gosto de pensá-lo também como um guardião dos saberes ancestrais. Então, ele guarda saberes e usa esses saberes para a produção de uma vida feliz, de uma vida abundante, de uma vida com saúde, de uma vida com alegria, de uma vida com esperança”, explica.

O babalorixá avalia que a internet, repleta de conteúdos diversos sobre as mais diferentes religiões, incluindo as de matriz africana, é um território de disputa que não pode ser ignorado. “Eu penso que o desafio é conscientizar as lideranças de que nós estamos no século 21. A gente não está mais no século 18, no século 19. A gente está no século 21. Não adianta a gente achar que vai disputar narrativa se não estiver nos espaços onde o jovem está. Os estudantes, na verdade, todas as pessoas estão no mundo virtual”, afirma.

Para ele, essa disputa de narrativa é também potencial para combater situações de intolerância e racismo religioso. “Eu percebo, por exemplo, na minha plataforma do Instagram, o quanto eu consegui com aqueles conteúdos com a minha linha editorial didático-pedagógica. Ela não é uma linha de denúncia, de apontamento do que é certo e do que é errado. Eu percebo o quanto essa produção no Instagram ‘dessataniza’ não só Exu, como toda a nossa estrutura religiosa”, pondera. “Na minha cabeça, o desafio é que mais pessoas venham comigo nessa jornada.”

Sidney Nogueira também avalia o atual momento do uso político de determinadas religiões e de relação de parte dos evangélicos com a extrema direita, ocupando, inclusive cargos públicos. “Nós temos um momento de muita dispersão e de uso político da religião. E desse uso político que nós falamos anteriormente, de uma religião que quer aprisionar, que quer encarcerar, que quer dizer na nossa vida privada o que é bom para nós e o que é ruim. Como se nós fôssemos crianças incapazes de fazer escolhas para a nossa própria vida. E isso não é real. O que mais me incomoda nas religiões hegemônicas, no proselitismo e no fundamentalismo, é a produção desse discurso de ódio, desse discurso hierarquizante do que presta e do que não presta, do que é bom e do que é ruim, do que é Deus e do que é demônio.



Economia - Dólar derrete e reflete sucesso da política econômica de Lula*

Moeda norte-americana fecha abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez desde janeiro de 2024, impulsionada por cenário externo favorável e fortalecimento do real

Dólar derrete e reflete sucesso da política econômica de Lula (Foto: Brasil 247)


O dólar à vista encerrou esta sexta-feira em forte queda frente ao real e fechou abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez desde janeiro de 2024, em mais um movimento que reforça a confiança do mercado na economia brasileira sob o governo do presidente Lula. A moeda americana caiu 0,59% no dia, encerrando negociada a R$ 4,8942, após atingir mínima de R$ 4,8902.

As informações foram publicadas pelo jornal Valor Econômico. Na semana, o dólar acumulou desvalorização de 1,16%, em um contexto marcado pelo enfraquecimento global da moeda americana, melhora na percepção de risco internacional e fortalecimento das moedas de países emergentes, especialmente o real brasileiro.

Além do ambiente externo mais favorável, analistas apontam que o Brasil tem se beneficiado da combinação entre juros ainda elevados, melhora nos termos de troca e maior fluxo de capital para mercados emergentes. O resultado reforça a percepção de maior estabilidade econômica e confiança nos fundamentos do país.

Ao longo do pregão, o dólar operou em queda contínua diante do real. O movimento ganhou força após a divulgação de dados mais fracos sobre o ganho salarial nos Estados Unidos, o que aumentou as apostas de um enfraquecimento da economia americana e pressionou a moeda dos EUA no mercado internacional.

No exterior, o índice DXY — que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes — recuava 0,20%, aos 97,872 pontos perto do fechamento dos mercados. A maioria das moedas líquidas avançava frente ao dólar, mas o real teve um dos melhores desempenhos do dia.

A melhora do cenário geopolítico também ajudou a reduzir a aversão ao risco global. Mesmo sem novos avanços concretos nas negociações entre Estados Unidos e Irã, investidores permaneceram otimistas, favorecendo ativos de maior risco e moedas emergentes.

Outro fator importante para o fortalecimento do real foi a sustentação dos preços das commodities em níveis elevados, beneficiando países exportadores como o Brasil. A combinação entre fluxo externo favorável e melhora das contas externas brasileiras contribuiu para a valorização da moeda nacional.

O mercado também interpretou que a recente volatilidade do câmbio estava menos ligada a intervenções do Banco Central e mais associada a ajustes pontuais de posição. Em relatório, Dev Ashsh, economista sênior do Société Générale, avaliou que as medidas do BC tiveram impacto limitado.

"Na prática, a medida introduz um leve impacto negativo de curto prazo sobre o real, com possibilidade de novas operações de swap táticas caso os ganhos se acelerem; a direção geral do câmbio e das taxas de juros locais continua dominada por fatores globais, com impacto limitado nas taxas de segunda ordem", afirmou.

A valorização do real levou instituições financeiras a reverem suas projeções para o câmbio. O BTG Pactual reduziu sua estimativa para o dólar no fim de 2026 de R$ 5,20 para R$ 4,90.

Segundo a economista Iana Ferrão, do banco, o cenário ficou mais favorável para a moeda brasileira.

"A revisão reflete uma combinação mais favorável para o real: o dólar global segue com viés de enfraquecimento, ainda que com episódios pontuais de aversão a risco; o choque de commodities melhora significativamente os termos de troca e a posição relativa do Brasil entre emergentes; e o diferencial de juros ainda elevado continua sustentando o carrego", destacou.

O BTG também avaliou que, apesar de o real continuar sendo uma moeda de alta volatilidade, o desempenho recente ocorreu com relativa estabilidade no curto prazo. De acordo com Ferrão, a moeda brasileira segue sensível ao cenário internacional, aos preços das commodities e ao fluxo global para países emergentes.

"A volatilidade realizada de 20 dias do real, em 9,1% anualizada, não está entre as mais altas da amostra, mas em janelas mais longas o real volta ao grupo de maior volatilidade", afirmou.

Para analistas do mercado, a queda do dólar reforça a percepção de que o Brasil atravessa um momento de fortalecimento macroeconômico, sustentado pelo crescimento da atividade, recuperação da confiança e melhora da imagem do país no cenário internacional durante o governo Lula.

*Fonte: Redação do Brasil247

07 maio 2026

Ciro Nogueira [PP] recebia mesada de R$ 500 mil de Vorcaro, aponta PF*

Investigadores encontraram no celular de Vorcaro diálogos e registros de pagamentos a uma pessoa mencionada apenas como “Ciro”

Ciro Nogueira seria 'destinatário central' de vantagens indevidas de Vorcaro, diz PF (Foto: Reprodução)


A Polícia Federal identificou que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) recebia repasses mensais do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que chegavam a R$ 500 mil por mês. Nogueira foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira, 7, na quinta fase da Operação Compliance Zero.

Relação financeira e política

Investigadores encontraram no celular de Vorcaro diálogos e registros de pagamentos a uma pessoa mencionada apenas como “Ciro”. Mensagens adicionais mostram que Vorcaro se referia ao senador como um “grande amigo de vida” e comemorava iniciativas legislativas do parlamentar que beneficiavam diretamente o Banco Master.

A data de uma das mensagens, 13 de agosto de 2024, coincide com a apresentação de emenda à PEC de autonomia financeira do Banco Central, que aumentou a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF. Políticos e integrantes do mercado financeiro interpretaram a medida como um favorecimento ao Master.

Nova fase da operação e delação premiada

A quinta fase da Operação Compliance Zero foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. A operação ocorre na mesma semana em que a defesa de Vorcaro entregou proposta de delação premiada à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR), ainda em análise e sem valor probatório neste estágio.

Segundo a investigação, a cobertura ampliada do FGC era estratégica para o Banco Master alavancar investimentos em seus Certificados de Depósitos Bancários (CDBs). A nova fase, porém, não está diretamente relacionada aos fatos da delação.

Fases anteriores e desdobramentos

A quarta fase da operação, realizada em 16 de abril, resultou na prisão do ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, que também demonstrou interesse em firmar acordo de delação. Até o momento, o senador Ciro Nogueira não se manifestou sobre os novos desdobramentos da investigação.

*Fonte: Brasil247

'Você Merece!' - Gonzaguinha

 


*Via YouTube

06 maio 2026

Genoino diz que Lula deve ouvir as ruas e afirma que o Congresso atual é o 'quartel-general do golpe da extrema direita'

 

Genoino diz que Lula deve ouvir as ruas e afirma que o Congresso atual é o ‘quartel-general do golpe da extrema direita’

247* - O ex-presidente do Partido dos Trabalhadores José Genoino afirmou nesta semana, em entrevista ao programa Giro das Onze, da TV 247, que o presidente Lula deve intensificar a relação com as ruas, concentrando forças na população, na disputa eleitoral e em uma pauta popular. O petista demonstrou apoio a propostas importantes como melhorias das condições socioeconômicas da classe trabalhadora e criticou parlamentares opositores do governo, ao definir o atual Congresso como “o quartel-general do golpe da extrema direita”.

Na entrevista, o ex-presidente do PT defendeu enfrentamento político e comentou a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal, e a derrubada do veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria, que redefine o cálculo de penas para crimes de golpe e, por consequência, reduz as penas de condenados por ações golpistas. 

Segundo Genoino, o governo federal precisa priorizar a mobilização social e o debate público fora das negociações restritas ao Parlamento - Senado e Câmara dos Deputados. “Temos que priorizar as ruas e a disputa eleitoral, com pauta popular”.

O ex-dirigente não defendeu o abandono do diálogo institucional, mas sustentou que o governo deve apresentar sua posição de forma mais firme antes de negociar com deputados e senadores. “Tem que dialogar? Sim. Mas primeiro você enfrenta, diz o que quer. O Partido dos Trabalhadores está muito à mercê do jogo parlamentar”, opinou Genoino.

Estratégias do campo progressista

Genoino também analisou a decisão do Senado que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. A derrota representou um revés político para o governo Lula e abriu debate sobre a capacidade de articulação do Planalto no Congresso.

Para o ex-presidente do PT, o problema não se resume a uma suposta traição de aliados ou parlamentares. Ele afirmou que o governo errou na estratégia adotada durante o processo. “Não é que houve traição”, disse Genoino. Na sequência, ele completou a avaliação sobre a condução política do governo. “Eles erraram”, afirmou.

*Redação do Brasil247 - fonte desta postagem

05 maio 2026

Dia M 2026 - Boitempo celebra aniversário de Karl Marx com debates e feira de livros no Rio e em São Paulo

Evento marca os 208 anos do comunista alemão com foco em lutas anti-imperialistas, automação e combate à extrema direita

 Celebrações do aniversário de Marx serão iniciadas no dia 9 de maio, no Rio de  Janeiro | Crédito: Divulgação/Boitempo

Por Kaique Dalapola* - Nesta terça-feira (5), celebra-se o aniversário de 208 anos do comunista Karl Marx, autor de “O Capital”. Para marcar a data, a editora Boitempo realiza o “Dia M”, uma jornada de debates e formação política que começa no Rio de Janeiro e também contará com atividades em São Paulo ao longo do mês de maio.

No Rio, o evento principal será realizado no dia 9 de maio, no Armazém da Utopia, na Zona Portuária. A programação gratuita busca aproximar a teoria marxista dos desafios contemporâneos, como o avanço da inteligência artificial e a ascensão de movimentos de extrema direita no século 21.

Entre os destaques internacionais está o professor Aaron Benanav, da Universidade Cornell, autor de “Automação e o futuro do trabalho”. Ele participará de uma mesa sobre automação e a escala de trabalho 6×1, discutindo saídas possíveis para o modelo atual de emprego.

O cenário geopolítico também terá espaço central nos debates. Mesas redondas abordarão as encruzilhadas anti-imperialistas envolvendo China, Palestina, Irã e Venezuela, com a participação de especialistas como Elias Jabbour, Badra El Cheikh e Juliane Furno.

A programação carioca será encerrada com uma aula inaugural do “Curso Livre Marx-Engels”, ministrada por José Paulo Netto. O intelectual, considerado o mais notório marxista brasileiro, discutirá a importância de ler e interpretar Marx nos dias de hoje.

Além dos debates, o público poderá participar de sessões de autógrafos e de uma feira de livros com títulos da Boitempo e da Boitatá, voltada ao público infantil. O evento tem o apoio de diversas entidades, incluindo o Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações (Sinttel-Rio) e fundações de direitos humanos.

Após a programação de formação, o Armazém da Utopia recebe o espetáculo “O Dragão”, da Companhia Ensaio Aberto. A peça, baseada em um texto de 1939, utiliza uma fábula para narrar a luta de um povo contra a dominação e a busca pela verdadeira liberdade.

Em São Paulo, a celebração também integra o calendário do mês de maio. A capital paulista, sede da editora, receberá pensadores e debates gratuitos que reforçam o legado de Marx para a compreensão das desigualdades sociais e das lutas por direitos.

Boitempo, que desenvolve um trabalho sistemático de tradução da obra de Marx e Engels desde 1998, reafirma com o Dia M seu compromisso com a formação de novos leitores. Atualmente, a coleção dedicada aos autores conta com 37 volumes no catálogo brasileiro.

A diretora da Boitempo, Ivana Jinkings, destaca que o evento consolidou-se como um espaço de construção de cidadania e reflexão. “Nosso esforço é para que essa obra fundamental alcance cada vez mais pessoas e nos ajude a entender temas urgentes, como o mundo do trabalho hipertecnológico”.

As inscrições para as atividades no Rio de Janeiro devem ser feitas previamente por meio da plataforma Sympla, uma vez que a entrada é gratuita e sujeita à lotação do espaço.

Serviço – Festa de Aniversário de Marx (Dia M)

Rio de Janeiro

  • Data: 9 de maio de 2026, a partir das 10h.
  • Local: Armazém da Utopia (Avenida Rodrigues Alves, s/n, Armazém 6, Santo Cristo).
  • Inscrições: Gratuitas, via Sympla.
  • Programação: Debates sobre fascismo, geopolítica, automação e aula com José Paulo Netto.

São Paulo

04 maio 2026

IMPORTANTE (E GRATIFICANTE!) ATIVIDADE LITERÁRIA NO COLÉGIO ESTADUAL MONSENHOR ASSIS, EM SANTIAGO/RS

 








Acima, alguns registros fotográficos das Palestras (seguidas de perguntas, debates e 'bate-papos') sobre Poesia, em particular, além de outros temas pertinentes) que proferi  quinta-feira, 30/04, para mais de 100 alunos/as e professores/as de várias turmas do Colégio Estadual Monsenhor Assis, de Santiago/RS (que este ano está completando 50 anos de atividades!). Na ocasião, também apresentei aos presentes meu segundo livro de poemas (Cara & Coragem - Volume II - Poemas Reunidos).

O convite me foi gentilmente realizado pela Direção do Colégio Monsenhor Assis e pela Casa do Poeta de Santiago/RS (à qual, com muita honra, também integro). - Júlio C. S. Garcia

03 maio 2026

DIVA POP - Shakira dedica show no Rio de Janeiro às mulheres e mães solo brasileiras

Mega show reuniu mais de 2 milhões de pessoas na praia de Copacabana, zona sul do Rio

Shakira atrasou o show em 1h para atender demandas familiares, após ser avisada de que o pai voltou a ter problemas de saúde | Crédito: Rafael Catarcione/Prefeitura do Rio


Um dos grandes nomes do pop mundial, Shakira encantou o público em Copacabana com muitas referências ao Brasil e principalmente às mulheres. A cantora subiu ao palco com um macacão verde amarelo e dedicou seu show às mães solo, que somam mais de 20 milhões no país.

“Nós, mulheres, cada vez que caímos, nos levantamos mais sábias, mais fortes e mais resilientes. As mulheres já não choram. Por isso, esse show é para todas nós. Sozinhas podemos ser mais vulneráveis, mas juntas somos invencíveis”, disse em português na abertura do show. Ela fez referência à recente traição conjugal do então marido que levou à separação do casal e à necessidade de assumir a criação dos dois filhos.

Pouco antes da entrada no palco, uma nuvem de drones iluminou a praia e foi responsável por desenhar no céu uma loba, apelido da cantora dado por fãs após o álbum She Wolf (Loba), lançado em 2009, fazer grande sucesso – e que ganhou novo significado após a separação. Também foram projetados o rosto da cantora e a expressão “Te amo, Brasil”.

Pelo fim da escala 6×1

Além do show de drones, uma outra projeção, fora da programação oficial, provocou euforia entre os presentes. Na fachada do hotel Copacabana Palace, altura em que o palco principal estava colocado, pode-se ler “Fim da escala 6×1”, “Tarifa Zero”, “Busão 0800”, “Sem Anistia” e “Congresso inimigo do povo”. A projeção foi organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Vida Além do Trabalho (VAT) e projetada pelo artista visual Fluxuz.

O show contou com participações de Anitta, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Ivete Sangalo. O encerramento foi com o sucesso Waka Waka, lançado em 2010 para a Copa do Mundo na África do Sul e que contou com a participação de bailarinos do coletivo Dança Maré.

De acordo com projeções da prefeitura do Rio de Janeiro, organizadora do evento, o Todo mundo no Rio deve movimentar cerca de R$ 800 milhões na economia carioca. Esta é a terceira edição do evento que já contou com Madonna e Lady Gaga. Após o novo show, a prefeitura garantiu novas edições até 2028.

Acidente durante montagem

Durante a montagem do palco do show, no dia 26 de abril, o operário Gabriel de Jesus Firmino, de 28 anos, morreu ao ficar imprensado entre dois elevadores. Uma perícia foi realizada, no dia 27 de abril, pela Polícia Civil, para investigar se houve falha na segurança dos trabalhadores. Gabriel Firmino era morador de Magé, na Baixada Fluminense.

Ele era funcionário da empresa MG Coutinho Serviços Cenográficos (Cenoart). O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) informou que a empresa não tem responsável técnico nem registro no conselho para exercer atividades de engenharia.

*Fonte: Redação do site Brasil de Fato - BdF