27 agosto 2025

NESTE PRÓXIMO SÁBADO, 30/08, ESTAREI AUTOGRAFANDO NA 52ª FEIRA DO LIVRO DE SANTA MARIA/RS*

 


*Todos/as estão convidados/as!

Ofensas de carniceiro israelense são condecoração para Lula

 

Chanceler israelense, Israel Katz (Foto: REUTERS/Eduardo Munoz)

Por Bepe Damasceno*

O modus operandi da extrema direita segue o mesmo padrão, independentemente de país. O nível é o mais rasteiro possível, sempre com base na mentira, nos ataques sujos a quem pensa diferente, na criminalização dos adversários, na delinquência em estado bruto. 

Nesse contexto, as ofensas do ministro da Defesa de Israel, um facínora que defende e pratica o extermínio do povo palestino, é mais uma medalha no peito de Luiz Inácio Lula da Silva.

O genocida Israel Katz disse que Lula "é antissemita e apoiador do Hamas." Ele foi além e associou, de forma fraudulenta, Lula ao líder supremo do Irã, Ali Khamenei, através de uma montagem feita por inteligência artificial

Aliás, esse é o mantra usado à larga pelos sionistas: todas as pessoas ao redor do planeta que criticam e se indignam com a limpeza étnica, os crimes contra a humanidade, a destruição física de Gaza e a fome imposta aos palestinos pelo governo liderado pelo criminoso de guerra Benjamin Netanyahu são tachadas de "antissemitas".

Nessa toada, o presidente da França, Emmanuel Macron, é acusado de antissemitismo ao declarar que reconhecerá, em breve, o estado palestino. Mesmo carimbo recebido pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Stamer, e lideranças de outros países. 

O Itamaraty respondeu dentro dos limites da linguagem diplomática, mas com energia: "O ministro da Defesa e ex-chanceler israelense voltou a proferir ofensas, inverdades e grosseiras inaceitáveis contra o Brasil e o presidente Lula."

Mas o cerro se fecha contra Israel. Ontem, grande parte do mundo civilizado condenou nos mais duros termos o bombardeio do Hospital Nasser por parte das forças de segurança israelenses que resultou em 20 mortos, incluindo jornalistas das agências de notícias ocidentais Reuters e Associated Press e da emissora árabe Al Jazeera.

Em menos de dois anos, 189 profissionais de imprensa foram mortos em Gaza. Esse número é maior do que o registrado nas duas Guerras Mundiais. Por mais chocante que seja, os veículos da mídia comercial brasileira foram incapazes de produzir até agora uma simples nota oficial em solidariedade aos colegas assassinados. 

Em protesto contra mais essa ação terrorista de Israel, uma multidão tomou as ruas de Tel Aviv para exigir o fim da guerra e a imediata solução para o caso dos reféns.

E Lula não recuou um milímetro. Na abertura da reunião ministerial desta terça (23), o presidente voltou a denunciar o genocídio em Gaza.

O acerto de contas da história há de ser implacável. De um lado, um estadista mundial, que não mede esforços na luta pela paz  e pela erradicação da fome. De outro, assassinos em série de crianças, mulheres e idosos.  

*Jornalista e blogueiro - Via Brasil247

15 agosto 2025

Homenagem ao escritor Érico Veríssimo será realizada neste sábado, 16/08, em Santiago/RS

 


Efeito Lula: Desemprego atinge menor nível desde 2012 e cai em 18 estados no 2º trimestre de 2025

Pesquisa do IBGE aponta taxa de 5,8%, queda generalizada e aumento do rendimento, com desigualdades regionais e de gênero

Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

247* - A taxa de desocupação no Brasil recuou para 5,8% no segundo trimestre de 2025, o menor índice da série histórica iniciada em 2012. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (15), a queda foi registrada em 18 das 27 unidades da federação, permanecendo estável nas demais. Pernambuco (10,4%), Bahia (9,1%) e Distrito Federal (8,7%) apresentaram os maiores índices de desemprego, enquanto Santa Catarina (2,2%), Rondônia (2,3%) e Mato Grosso (2,8%) registraram os menores.

O levantamento, parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) Trimestral, também mostra que todas as faixas de tempo de procura por trabalho tiveram redução no número de desocupados em comparação ao mesmo período de 2024. O contingente de pessoas que buscavam emprego há dois anos ou mais caiu 23,6%, atingindo 1,3 milhão de indivíduos. Para o analista do IBGE William Kratochwill, os dados revelam um cenário positivo: “O reflexo desse desempenho é a redução dos contingentes em busca de uma ocupação, ou seja, há mais oportunidades que estão absorvendo os trabalhadores, mesmo aqueles que apresentavam mais dificuldade em conseguir um trabalho”.

Desigualdade de gênero e raça persiste

Apesar da queda geral, a taxa de desocupação das mulheres (6,9%) continua acima da dos homens (4,8%). Na análise por cor ou raça, o desemprego foi menor entre brancos (4,8%) e maior entre pretos (7,0%) e pardos (6,4%). O nível de instrução também influenciou os resultados: pessoas com ensino médio incompleto tiveram taxa de 9,4%, enquanto entre os que possuíam ensino superior completo o índice foi de apenas 3,2%.

Informalidade e carteira assinada

A taxa de informalidade no país ficou em 37,8%, com destaque para Maranhão (56,2%), Pará (55,9%) e Bahia (52,3%) nas primeiras posições. Santa Catarina (24,7%), Distrito Federal (28,4%) e São Paulo (29,2%) registraram os menores índices. Entre os empregados do setor privado, 74,2% possuíam carteira assinada, chegando a 87,4% em Santa Catarina, enquanto no Maranhão apenas 53,1% tinham o documento.

Rendimento e massa salarial

O rendimento médio real subiu para R$ 3.477, com alta no Sudeste (R$ 3.914) e estabilidade nas demais regiões. Em comparação ao mesmo trimestre de 2024, houve aumento no Sudeste (2,8%) e no Sul (5,4%). A massa de rendimento real habitual alcançou R$ 351,2 bilhões, o maior valor da série no Sudeste (R$ 177,8 bilhões).

A PNAD Contínua, principal pesquisa sobre a força de trabalho do Brasil, entrevistou cerca de 211 mil domicílios em todo o país. O próximo levantamento, referente ao terceiro trimestre de 2025, será divulgado em 14 de novembro.

*Fonte: Brasil247

13 agosto 2025

Bolsonaro e os filhos são os manés de Trump

“A família é bucha usada no plano para criar o caos no Brasil, como os chefes golpistas fizeram com os invasores de Brasília”

Donald Trump, Eduardo e Jair Bolsonaro (Foto: Divulgação/Facebook Eduardo Bolsonaro)

Por Moisés Mendes*

A pergunta a seguir é uma entre tantas sobre os ataques de Trump ao Brasil: o neofascista americano acredita mesmo que a família Bolsonaro pode segurar a bronca de um caos econômico e político?

Nem o mais fiel assessor de Trump acredita que ele possa levar a sério uma família que falhou ao tentar reeleger seu líder, num fracasso eleitoral inédito no Brasil para quem já estava no poder.

Trump não deve acreditar na força de uma facção que também fracassou na tentativa de golpe. Não pode cometer o engano de achar que um grupo hoje politicamente degradado possa liderar um movimento em nome da bagunça planejada pelos Estados Unidos.

Mas qual é então o sentido da agressão ao Brasil com o pretexto de que defende Bolsonaro? Trump quer desestabilizar e destruir Lula, o STF e as estruturas institucionais da democracia. Projeta uma confusão que inviabilize o que temos hoje, com Lula no poder e o Supremo sustentado pela bravura de Alexandre de Moraes.

Bolsonaro e os filhos são apenas os seus manés para que o plano tenha um pretexto, por mais absurdo que seja. Mesmo que Trump saiba que Bolsonaro não será poupado de julgamento ou anistiado.

Ele sabe que, se pudesse, a velha direita e o novo fascismo já teriam se livrado de Bolsonaro para que a vida deles se reorganize sem o estorvo.

O neofascista deve saber também que uma confusão política aqui nos próximos meses não será garantia alguma da ascensão de alguém da facção ligada a Bolsonaro, nem mesmo Tarcísio de Freitas.

Trump sabe, enquanto mobiliza seus manés, que a grande maioria da população condena seus ataques ao Brasil. E que o povo vê com clareza a conexão das suas ações com os movimentos internos e externos da família Bolsonaro.

Mesmo assim, Trump usa os Bolsonaros como seus manés, como Bolsonaro e os militares usaram manés e patriotas como buchas do 8 de janeiro. Porque essa é a sua aposta.

Mas quem irá segurar as pontas, se o caos for de fato instalado no Brasil? Trump sabe que os militares foram desmoralizados pelo fracasso do golpe. Que foram abandonados por Bolsonaro e têm o desprezo da maioria dos brasileiros.

Se sabe tudo isso, por que insiste na aposta? Porque, a partir da confusão, algo irá acontecer, na linha do imprevisível ou do imponderável, e que esse algo irá favorecê-lo, e não necessariamente pelo fortalecimento dos Bolsonaros.

É assim que funciona a cabeça dos déspotas. Trump aposta na desorganização do governo e da vida dos brasileiros, com a confusão política que irá derivar da confusão econômica, e paga para ver no que isso vai dar.

Não duvidem se, na parte neonazista da cabeça de Trump, num canto do seu plano, estiver a possibilidade de uma intervenção americana no Brasil.

É loucura? Pergunte, não a um estrategista militar, mas a um estudante do primeiro ano de psiquiatria sobre o que Trump pode fazer.

Trump mandou invadir o Capitólio. Impune e eleito pela segunda vez, assumiu e amordaçou a covarde Suprema Corte americana. Mandou que suas polícias persigam imigrantes, mesmo os legalizados. Atirou bombas no Irã. Conversa com Putin e Zelensky e enrola os dois. Alguma coisa, em algum momento, não dará certo.

Se o plano para o Brasil falhar, fará com os Bolsonaros o mesmo que Bolsonaro, os militares e o núcleo duro do golpe fizeram depois do 8 de janeiro: abandona os seus manés.

Enquanto isso, Bolsonaro, os filhos, a gangue do esparadrapo e outros agregados tentam quebrar tudo. Um grupo joga pedras no Supremo, outro tenta incendiar o Congresso e os mais desatinados quebram algum relógio e esfaqueiam obras de arte no Planalto.

Eles sabem que não há saída que não seja a subserviência à imposição do gângster americano. Mas sabem também que, nas rodas de conversa de Trump na Casa Branca, todos são tratados como manés. Prestativos, úteis, mas apenas manés. 

*Jornalista - Via site Brasil247

Lula anuncia crédito de R$ 30 bilhões para enfrentar tarifaço de Trump; confira medidas*

Plano batizado de Brasil Soberano inclui crédito, adiamento de tributos e compras públicas de alimentos

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de assinatura da Medida Provisória “Brasil Soberano”. - Foto: Ricardo Stuckert / PR


O governo apresentou nesta quarta-feira (13) a Medida Provisória (MP) contendo o plano de contingência para enfrentar os impactos das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. O anúncio foi feito pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em uma cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença de representantes dos setores exportadores, quase todos os ministros de governo e dos presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre (UB-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Rpublicanos-PB).


“A equipe do governo está passando a bola para o Congresso Nacional”, disse o presidente, aos chefes do Poder Legislativo. 

Sob o nome de Brasil Soberano, o plano contempla o adiamento da cobrança de impostos e contribuições federais das empresas impactadas, além da devolução de tributos sobre importações de componentes que eventualmente tenham sido pagos por empresas exportadoras.

Outra medida prevista no plano do governo é o Novo Reintegra, dirigido especialmente para os setores afetados, que devolve às empresas parte dos tributos pagos ao longo da cadeia produtiva. Atualmente, empresas de grande e médio porte de produtos industrializados têm alíquota fixada em 0,1%, enquanto micro e pequenas, por meio do programa Acredita Exportação, recebem de volta 3% doe impostos pagos.

O Novo Reintegra aumenta em até 3% o benefício para empresas cujas exportações de produtos industrializados foram prejudicadas pelo tarifaço. Dessa forma, grandes e médias empresas passam a contar com o reembolso de até 3,1% de alíquota, e as micro e pequenas, com até 6%. As novas condições do Reintegra valerão até dezembro de 2026 e terão impacto de até R$ 5 bilhões.

Finalmente, o governo incluiu no texto a ampliação das compras públicas de alimentos, sobretudo de produtos perecíveis que não puderam entrar no mercado estadunidense em razão das tarifas, evitando maiores prejuízos às empresas exportadoras.

Medidas estruturantes

A MP contempla medidas consideradas pela equipe econômica como estruturantes, para além do auxílio pontual às empresas, como a reforma do Fundo de Garantia para Exportação (FGE), criando um sistema de crédito para a exportação, com a liberação de R$ 30 bilhões dirigidos prioritariamente aos setores afetados pelo tarifaço, mas extensivo a todos os setores produtivos. E um sistema de seguro, que visa garantir a estabilidade das exportações, segundo o ministro da Fazenda.

Nesse sentido, a MP prevê o aporte de R$ 1,5 bilhão no Fundo Garantidor do Comércio Exterior (FGCE), R$ 2 bilhões no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e R$ 1 bilhão no Fundo de Garantia de Operações (FGO), do Banco do Brasil, voltado prioritariamente ao acesso de pequenos e médios exportadores.

O acesso às linhas estará condicionado à manutenção do número de empregos. Para monitorar a situação da empregabilidade no Brasil, a MP determina a instalação da Câmara Nacional de Acompanhamento do Emprego sob coordenação das Câmaras Regionais nas Superintendências Regionais do Trabalho.

04 agosto 2025

A velha direita e o fascismo têm muitos candidatos e não têm nenhum

 

                                           Michelle e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

Por Moisés Mendes*

As muitas direitas têm, em tese, uma dúzia de candidatos para enfrentar Lula no ano que vem. Mas o candidato mais forte, segundo as pesquisas, é uma candidata que não irá concorrer. Michelle Bolsonaro não correrá o risco de disputar a eleição.

Primeiro, que se esclareça que Tarcísio, Zema, Ratinho, Caiado, Eduardo e Flávio não correspondem às expectativas da direita e da extrema-direita. Ou são fracos ou são vacilantes.

E que, entre todos eles, o primeiro é o mais inconfiável, porque teria que se desligar do governo para concorrer e porque não tem o aval do bolsonarismo. Medroso, fugiu até do ato de domingo na Paulista, no trio elétrico desencapado de Malafaia.

Com Tarcísio de fora, Michelle seria o nome mais forte de todos os outros. Mas Michelle não irá até o fim, por um conjunto de motivos que podem ser bem resumidos:

1. Com Bolsonaro preso, é impossível pensar que Michelle sairia em campanha pelo Brasil. Bolsonaro não aguentaria a situação que seria criada, com a mulher sendo protagonista e ele encarcerado. A situação não se altera muito se ele estiver em prisão domiciliar. Michelle não existe sem a dependência política de Bolsonaro.

2. Michelle tem certeza de que se elege senadora por Brasília como a mais votada nas disputas pelas duas vagas. Chegar ao Senado é uma distinção que os políticos perseguem, mesmo depois de passarem por altos cargos da República. E o Senado será o espaço mais importante da luta política a partir de 2027.

3. Bolsonaro sabe, por experiência própria, que, se fosse eleita para a Presidência, Michelle não conseguiria governar. Seria governada por Valdemar Costa Neto e Gilberto Kassab, por todos os escalões do centrão e pelas estruturas da extrema-direita na Câmara e no Senado. Bolsonaro deve ter pesadelos ao imaginar a mulher no poder.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Foto: Reprodução

Os outros motivos são desdobramentos desses três. Michelle não aguentaria o tranco de uma campanha, menos pelas armadilhas que seriam criadas pelas esquerdas e muito mais pelas sabotagens e disputas internas das direitas e do fascismo.

O resumo hoje é esse: os pré-candidatos que querem mesmo disputar a eleição (Caiado, Zema, Eduardo e Ratinho, mais Ciro e Eduardo Leite, que nem têm sido incluídos nas pesquisas) não têm condições de enfrentar Lula. E Tarcísio vai amarelar, e Michelle fará a escolha pelo que é mais confortável e previsível.

Folha, Globo e Estadão se esforçam, mas as várias velhas direitas não têm candidato, e a extrema-direita sem Bolsonaro é uma incógnita.

*Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre/RS, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/ 

**Fonte: DCM

01 agosto 2025

Lutas: Passado o PED [do PT], retomar a organização do DAP (Diálogo e Ação Petista)*

 



Os Grupos de Base do DAP São José e Florianópolis, em Santa Catarina (foto acima), reuniram-se em 21 de julho, com cerca de 30 pessoas, para discutir a situação política, fazer uma avaliação do primeiro turno do PED e encaminhar uma posição de voto para o segundo turno.

Na discussão sobre a situação política, os presentes se manifestaram sobre como organizar atividades e atos junto aos petistas, em defesa da soberania do país, contra a taxação imposta por Trump e pela prisão de Bolsonaro.

Em relação ao PED, o aumento do número de votos no estado foi destacado como um resultado positivo. Na avaliação dos presentes, esse crescimento está ligado aos 13 pontos apresentados pelo DAP na discussão e reforçaram a necessidade de fortalecimento do DAP nas cidades e no Estado, para continuar o combate. A reunião encaminhou ainda a necessidade de uma atividade preparatória aberta, na região de Florianópolis, para discutir a Conferência Continental do México em Defesa dos Direitos dos Migrantes e da Migração.

No dia 28 de julho, o Grupo de Base da Grande Fortaleza, no Ceará, também retomou suas reuniões após o PED. Cerca de 30 pessoas estiveram na reunião e deliberam questões organizativas do grupo e a participação no ato em Solidariedade ao Povo Palestino que acontecerá em 8 de agosto. Também está na agenda do grupo, uma série de palestras, a primeira está marcada para o dia 13 de agosto e tratará sobre “Os ataques do imperialismo à soberania brasileira”.

O Comitê Nacional reuniu no último sábado, 26 de julho e encaminhou uma nota direcionada aos grupos de base fazendo um balanço mais fino sobre o PED 2025. A nota (vide abaixo) deve ajudar aos Grupos de Base na retomada de reuniões pós PED bem como na tomada de ações concretas. (...)

PHmilitante do PT/AL

-Leia também: A agressão de Trump é cada vez mais política

*Via site nacional do DAP

30 julho 2025

Tarifaço dos EUA - Brasil tenta diálogo, mas governo Trump ‘não quer conversar’ para negociar tarifas, diz Lula ao New York Times

Segundo o presidente, foram ao menos 10 tentativas de reuniões com secretaria dos EUA, mas não houve retorno

     Foto: Presidente Lula discursando na ONU (Arquivo deste Blog)


Em entrevista concedida ao jornal estadunidense The New York Times, publicada na madrugada desta quarta-feira (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil tem feito reiteradas tentativas de diálogo com o governo de Donald Trump para negociações relacionadas às tarifas de 50% sobre produtos brasileiros anunciadas pelo mandatário dos Estados Unidos. Lula ressaltou que o menos 10 reuniões com representantes da Secretaria de Comércio do país foram solicitadas, mas sem sucesso. A taxação deve entrar em vigor nesta sexta-feira (1).

“O que está nos impedindo é que ninguém quer conversar. Eu pedi para fazer contato. Eu designei meu vice-presidente, meu ministro da Agricultura, meu ministro da Economia, para que todos conversem com seus equivalentes nos EUA para entender qual é a possibilidade de conversa. Até agora, não foi possível”, relatou o petista.

“Eu acho que é importante que o Trump considere: se ele quer ter uma briga política, então vamos ter uma briga política. Se ele quer falar de comércio, então vamos sentar e conversar sobre comércio. Mas você não pode misturar os dois”, disse Lula. 

The New York Times, um dos maiores jornais dos Estados Unidos, caracterizou que “talvez não haja nenhum líder no mundo que desafie o presidente Trump com tanta firmeza como Lula”. Na conversa, o presidente brasileiro afirmou que a sobretaxa deixa o Brasil “preocupado”, mas não “com medo”.

“Nas negociações políticas entre dois países, a vontade de nenhum deve prevalecer. Nós sempre precisamos encontrar um meio-termo. Isso não é alcançado ‘estufando o peito’ e gritando coisas que você não pode entregar, nem abaixando a cabeça e simplesmente dizendo ‘amém’ a qualquer coisa que os Estados Unidos quiserem”, declarou Lula na entrevista, que é a primeira concedida ao veículo em 13 anos.

“Tenham a certeza de que estamos tratando isso com a maior seriedade. Mas seriedade não exige submissão. Trato todo o mundo com grande respeito. Mas quero que me tratem com respeito”, declarou o presidente brasileiro. 

O presidente Lula salientou, ainda, que os esforços de Trump para ajudar Bolsonaro, réu em ação por tentativa de golpe de Estado, serão pagos pelos estadunidenses. Como consequência, poderão enfrentar preços mais altos de café, carne, suco de laranja e outros produtos exportados do Brasil. 

“Nem a população estadunidense nem a brasileira merecem isso. Porque vamos passar de uma relação diplomática de 201 anos de ganha-ganha para uma relação política de perde-perde”, argumentou Lula. 

“Espero que a civilidade retorne à relação entre Estados Unidos e Brasil”, defendeu o presidente brasileiro, para quem “o tom da carta dele [Trump] foi definitivamente de alguém que não quer conversar”.

28 julho 2025

Sob Lula, Brasil deixa o Mapa da Fome pela segunda vez

Em apenas dois anos, o governo Lula reduziu a insegurança alimentar para menos de 2,5%

Lula - 12/06/2025 (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

247* - O Brasil está oficialmente fora do Mapa da Fome das Nações Unidas. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (28) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares (UNFSS+4), em Adis Abeba, na Etiópia. A informação foi divulgada no Relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025 (SOFI 2025), que se baseia em médias trienais — neste caso, de 2022 a 2024. Segundo a FAO, o Brasil reduziu para menos de 2,5% o percentual de sua população em risco de subnutrição.

A conquista foi alcançada em tempo recorde. Em 2022, o Brasil enfrentava um cenário crítico de insegurança alimentar. Ainda assim, em apenas dois anos de governo, o país conseguiu reverter esse quadro, graças a uma combinação de políticas sociais, incentivo ao trabalho e valorização da agricultura familiar.

“Sair do Mapa da Fome era o objetivo primeiro do presidente Lula ao iniciar o seu mandato em janeiro de 2023. A meta era fazer isso até o fim de 2026”, relembrou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. “Mostramos que, com o Plano Brasil Sem Fome, muito trabalho duro e políticas públicas robustas, foi possível alcançar esse objetivo em apenas dois anos. Não há soberania sem justiça alimentar. E não há justiça social sem democracia.”

Avanços no combate à pobreza - Segundo dados do IBGE e do Ministério do Desenvolvimento Social, entre 2022 e 2024, cerca de 24 milhões de brasileiros saíram da insegurança alimentar grave. Em paralelo, a pobreza extrema foi reduzida a 4,4% em 2023, o menor índice da série histórica, tirando quase 10 milhões de pessoas dessa condição desde 2021.

O bom desempenho econômico também contribuiu para os resultados. Em 2024, o Brasil alcançou a menor taxa de desemprego desde 2012 (6,6%) e bateu recordes de renda domiciliar per capita, que chegou a R$ 2.020. A desigualdade também recuou: o índice de Gini caiu para 0,506, impulsionado pelo crescimento de 10,7% na renda do trabalho dos 10% mais pobres — um ritmo 50% superior ao dos mais ricos.

Boa parte dessa transformação tem origem no fortalecimento dos programas sociais. Segundo o Caged, 98,8% das 1,7 milhão de vagas com carteira assinada criadas em 2024 foram ocupadas por pessoas registradas no Cadastro Único, sendo que 1,27 milhão eram beneficiárias do Bolsa Família. Com o aumento da renda, cerca de um milhão de famílias deixaram de receber o benefício em julho de 2025.

De acordo com Wellington Dias, o sucesso do combate à fome está diretamente ligado à articulação de políticas complementares: “Essa vitória é fruto de políticas públicas eficazes, como o Plano Brasil Sem Fome, que engloba o Bolsa Família, o Programa de Aquisição de Alimentos, o Programa Cozinha Solidária, a valorização do salário mínimo, o crédito para a agricultura familiar, o incentivo à qualificação profissional, ao emprego e ao empreendedorismo, além do fortalecimento da alimentação escolar.”

O feito de 2025 marca a segunda vez que o Brasil sai do Mapa da Fome sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — a primeira foi em 2014. O retorno ao mapa ocorreu a partir do triênio 2018-2020, após o desmonte de diversas políticas sociais.

 Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza - Durante sua presidência no G20 em 2024, o Brasil propôs a criação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, que já reúne mais de 100 países, além de fundações, organizações e instituições financeiras internacionais. A meta da Aliança é contribuir para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030, especialmente os que tratam da erradicação da fome e da pobreza.

“O exemplo brasileiro pode ser adaptado em muitos países ao redor do globo. No Brasil, sair do Mapa da Fome é só o começo. Queremos justiça alimentar, soberania e bem-estar para todos”, afirmou Wellington Dias.

O ministro também destacou que, ao unir políticas públicas eficazes com esforços internacionais, o Brasil reafirma seu compromisso com a Agenda 2030 da ONU, buscando a construção de um mundo mais justo, igualitário e livre da fome.

*Via https://www.brasil247.com/

19 julho 2025

Tornozeleira é pouco - ‘Se fosse um pobre, seria decretada prisão preventiva’, diz especialista sobre medidas contra Bolsonaro

Para Marcelo Neves, professor da UnB, uso de tornozeleira eletrônica é 'suave' diante da gravidade das acusações*


As medidas cautelares determinadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e proibição de uso de redes sociais, são consideradas “suaves” por Marcelo Neves, professor de Direito Público da Universidade de Brasília (UnB).

A decisão foi cumprida pela Polícia Federal nesta sexta-feira (18). Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, o especialista afirma que, diante da gravidade das acusações, haveria elementos suficientes para uma prisão preventiva.

“Eu acho que a decisão é correta, mas poderia ser mais [dura], poderia ser a preventiva”, afirma Neves. Ele explica que o ex-presidente está implicado em crimes como obstrução de investigação, coação no curso do processo, atentado à soberania nacional e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

“Colegas meus, muitos penalistas com quem conversei, acham que se fosse um pobre coitado lá no interior, em Cabrobó, que apresentasse uma coação no curso do processo, com certeza ia ser decretada a preventiva. Ele podia até ser um velhinho com problemas de saúde e ia ser decretada a preventiva”, compara.

Segundo o professor, Moraes se baseou no artigo 282 do Código de Processo Penal, que trata das medidas cautelares alternativas à prisão. A decisão inclui, entre outras restrições, o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de sair de casa entre as 19h e as 7h em dias úteis, e integralmente em fins de semana e feriados, além do impedimento de aproximação de embaixadas, de contato com autoridades estrangeiras e com outros investigados no caso da tentativa de golpe de Estado.

Para Neves, as restrições refletem uma preocupação com o risco de fuga e de articulações internacionais. “[Ele pode] pedir asilo na Embaixada dos EUA ou da Hungria, um desses países que hoje têm detentores de poder, que têm tendências autoritárias, como Bolsonaro”, alerta.

Prisão pode ser decretada

O professor destaca que, caso qualquer uma das medidas seja desrespeitada, a prisão preventiva pode ser decretada. “Se Bolsonaro, no horário que ele pode sair de casa, se aproximar da embaixada americana, ele poderá ser preso por descumprir essa [medida]”, indica. “O próprio Alexandre fala: o descumprimento dessas medidas levará à prisão preventiva”, reforça.

Durante as buscas autorizadas pelo STF, a PF encontrou US$ 14 mil em espécie e um pen drive na gaveta de um dos banheiros da casa de Bolsonaro. O ex-presidente não havia declarado possuir valores em espécie em nenhuma de suas campanhas eleitorais.

Sobre o futuro do processo, Neves afirma que, com a apuração da PF, a denúncia segue para o Ministério Público. “Sendo aceita a denúncia pelo Supremo, surge um novo processo penal para averiguar esses crimes novos”, diz. “O Estado de Direito é vagaroso exatamente para garantir os nossos direitos, de qualquer pessoa, por mais condenável que seja”, explica.

Ao comentar a situação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que conspirou contra o Brasil nos Estados Unidos em benefício do pai, Neves avalia que, ao se afastar do mandato e permanecer no exterior, ele pode perder a imunidade parlamentar. “Nesse sentido, me parece que as medidas poderão, quanto a esses crimes atuais, [ser aplicadas mesmo] sem precisar de qualquer decisão do Congresso Nacional”, aponta.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira, uma às 9h e outra às 17h, na Rádio Brasil de Fato98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

*Fonte: BdF