13 outubro 2026

“É Lula ou o abismo”, diz Paulo Nogueira Batista Júnior

Economista avalia que o segundo turno está em aberto e adverte: não há equivalência entre um estadista experiente e a capitulação do país*


A disputa pelo segundo turno da eleição presidencial não está decidida e carrega em jogo o próprio destino do Brasil. A avaliação contundente é do economista Paulo Nogueira Batista Júnior, ex-diretor executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) e ex-vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (o Banco dos Brics). Em enrevista ao jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247, Paulo Nogueira alertou para a urgência da mobilização popular e destacou que a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva representa a única barreira real contra a destruição das conquistas sociais e institucionais da nação.

Segundo o economista, a recente onda de manifestações populares em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador revela que o campo democrático e a juventude acordaram para a gravidade do momento histórico. Para ele, uma virada eleitoral é plenamente viável, desde que cada apoiador assuma a responsabilidade de buscar votos além da própria bolha política.

“Não é pelo Lula que se está falando isso. O Lula é hoje o instrumento que nós temos para evitar que a gente caia no abismo. Se você que está me ouvindo conseguir dois votos, ou um voto que seja, já terá feito a sua parte.”

— Paulo Nogueira Batista Júnior 

O risco da falsa equivalência

Ao dialogar com setores da esquerda crítica e com eleitores indecisos tentados pelo voto nulo ou pela abstenção, Paulo Nogueira rechaçou com veemência a armadilha de colocar as duas candidaturas no mesmo patamar. Ele lembrou que, embora tenha divergências pontuais com a condução econômica do atual governo, a comparação entre os projetos é descabida.

“Opera-se uma falsa equivalência quando se diz que ‘os dois são ruins’. De um lado, temos um político veterano, experiente, respeitado internacionalmente e que já provou sua responsabilidade. Do outro, um aventureiro sem qualquer preparo para o cargo mais importante da República.”

— Paulo Nogueira Batista Júnior

O economista pontuou que o desafio central até o dia da votação reside no diálogo direto e paciente nas ruas, no trabalho e no círculo familiar, sobretudo com as parcelas do eleitorado que se abstiveram no primeiro turno. “A eleição não está perdida. As pessoas estão começando a ver o perigo real e a energia das ruas mostra que a virada está acontecendo”, concluiu. - 

*Clique Aqui para assistir a entrevista, na íntegra.

**Edição final deste Blog - Via Redação do Brasil247

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