30 dezembro 2023

Secom de Lula relembra 1 ano da fuga de Bolsonaro e faz pergunta inusitada

Paulo Pimenta afirma que ex-presidente deixou o país "com a mala cheia de joias" e medo de ser preso



Por Ivan Longo* 

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Paulo Pimenta, relembrou que neste sábado (30) faz exatamente um ano que Jair Bolsonaro, ainda na presidência, fugiu do país rumo aos Estados Unidos para não participar da cerimônia de posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e entregar a faixa presidencial ao mandatário. 

Através da rede X (antigo Twitter), Pimenta ainda aproveitou para alfinetar o ex-presidente, citando indiretamente as denúncias sobre roubo de joias do acervo da União que já pesavam sobre Bolsonaro e o risco do ex-mandatário ser preso, e fez uma pergunta inusitada: qual adjetivo as pessoas dariam para o ex-chefe do Executivo que deixou o país dois dias antes do novo presidente ser empossado. 

"É difícil de escolher o adjetivo para classificar quem fugiu para os EUA para não ter que passar a faixa na posse e assistir de camarote o 08 de janeiro. Dia 30/12/22 com as malas cheias de jóia e presentes do governo brasileiro o inelegível embarcou como um fugitivo com medo de ser preso. Que adjetivo você usaria ?"

 Confira: 


É difícil de escolher o adjetivo para classificar quem fugiu para os EUA para não ter que passar a faixa na posse e assistir de camarote o 08 de janeiro. Dia 30/12/22 com as malas cheias de jóia e presentes do governo brasileiro o inelegível embarcou como um fugitivo com medo de… Show more

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Relembre

Jair Bolsonaro embarcou às 13h45 de uma sexta-feira, 30 de dezembro de 2022, no avião presidencial Brazilian Air Force 1 empreendendo fuga para a Flórida, nos Estados Unidos, após ser alertado por advogados dos riscos de ser preso após Lula tomar posse - e, consequentemente, ele perder o foro privilegiado.

Poucas horas antes do embarque, Bolsonaro terminou aos prantos a sua última live em que reconheceu a derrota para Lula e abortou o esperado golpe, causando a fúria de apoiadores. Poucos dias depois, em 8 de janeiro, radicais empreenderiam os atos golpistas na Praça dos Três Poderes, em Brasília. 

Em frente ao quartel-general do Exército na capital federal, os golpistas à época acampados se desesperaram após o pronunciamento de Bolsonaro. Amontoados junto a caixas de som xingaram, choraram e rezaram. 

Em seguida, algumas dezenas de golpistas pegaram seus pertences e foram para casa. Outros insistiram em permanecer na área, tocaram o hino nacional e se reuniram em um misto de frustração e apatia.

*Via Revista Fórum

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