22 abril 2026

O que muda com as novas regras do Minha Casa, Minha Vida, que passam a valer nesta quarta

 

Casas do programa Minha Casa, Minha Vida. Foto: Reprodução


Por Francine Eustáquio*

As novas regras do Minha Casa, Minha Vida entram em vigor nesta quarta-feira (22) com ampliação relevante do acesso ao financiamento habitacional. O programa passa a atender famílias com renda de até R$ 13 mil e imóveis de até R$ 600 mil, o que amplia o alcance e reposiciona a política habitacional para atingir também a classe média. Com informações do G1.

Os limites de renda foram atualizados em todas as faixas: a faixa 1 subiu de R$ 2.850 para R$ 3.200; a faixa 2 passou de R$ 4.700 para R$ 5.000; a faixa 3 foi de R$ 8.600 para R$ 9.600; e a faixa 4 avançou de R$ 12 mil para R$ 13 mil. Com isso, famílias que antes ficavam fora do programa ou pagavam juros mais altos passam a ter acesso a condições melhores de crédito.

Também houve aumento nos valores máximos dos imóveis financiados. Nas faixas 1 e 2, os limites vão de R$ 210 mil a R$ 275 mil, dependendo da localidade. Na faixa 3, o teto subiu de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Já na faixa 4, o valor máximo passou de R$ 500 mil para R$ 600 mil, ampliando o acesso a imóveis maiores ou melhor localizados.

As mudanças ainda reduzem o custo do financiamento para parte dos compradores. Quem tinha renda entre R$ 4.700,01 e R$ 5 mil, por exemplo, antes pagava cerca de 8,16% ao ano e agora passa a pagar 7% ao ano. Já famílias com renda entre R$ 8.600,01 e R$ 9.600 deixam juros próximos de 10% ao ano e passam a ter taxas de até 8,16% ao ano.

Gráfico de evolução das contratações ano a ano do programa Minha Casa, Minha Vida. Foto: Divulgação/G1

Os dados mais recentes mostram o peso crescente do programa no setor. Em 2025, o Minha Casa, Minha Vida atingiu recorde de 669.065 unidades contratadas, após uma trajetória de crescimento que saiu de cerca de 257 mil em 2009 e passou por níveis como 462 mil em 2015 e 491 mil em 2021. Mesmo com oscilações, o programa voltou a ganhar força e se consolidou como principal motor da construção habitacional.

Outro ponto relevante é a mudança no perfil dos beneficiários. Em 2009, a faixa 2 representava 54,4% das contratações e a faixa 1 tinha 32,4%. Já em 2025, há uma distribuição mais equilibrada, com 35,7% na faixa 1, 29% na faixa 2, 29,8% na faixa 3 e 4,5% na faixa 4. Esse movimento indica maior presença da classe média no programa, tendência reforçada pelas novas regras. Na prática, a mudança que entra em vigor nesta quarta amplia o alcance, aumenta o poder de compra e adapta o programa à realidade atual do mercado imobiliário.

Gráfico da composição por faixa de renda. Foto: Divulgação/G1

*Fonte: DCM

Nenhum comentário: