SANTIAGO-RS
28 dezembro 2023
26 dezembro 2023
17 dezembro 2023
2023: Brasil tem alta no PIB e quedas na inflação e no desemprego
Por Fernando Miller*
Economistas indicam que, com a queda do desemprego, o crescimento econômico e a redução da inflação, o ano de 2023 aponta para um saldo positivo na economia brasileira. Com informações do G1.
A taxa de desemprego, atingindo o menor índice desde fevereiro de 2015, encerrou o trimestre móvel de outubro em 7,6%, com projeção de fechamento anual em 8%. O PIB deve fechar em 2,9%, enquanto a inflação está estimada em 4,2%, abaixo dos 5,6% registrados em 2022, conforme dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Silvia Matos, coordenadora do “Boletim Macro” da FGV, e Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos, destacam a perspectiva positiva para a economia em 2023, superando as previsões iniciais.
Redução da Inflação
A diminuição da inflação é atribuída a fatores como o ” choque de preços” das commodities, a política econômica do governo e a valorização da moeda nacional. A supersafra e o aumento na oferta de alimentos também impactaram positivamente na redução do índice.
Mudança no PIB
O cenário do PIB em 2023 difere de 2022, com o agronegócio e as atividades de extração respondendo por mais da metade do PIB, ao contrário de 2022, onde a indústria e os serviços tiveram maior contribuição.
A política monetária, mantendo os juros elevados, afetou a indústria e os serviços, enquanto o agronegócio prosperou devido às condições climáticas favoráveis.
Perspectivas para 2024
Para 2024, prevê-se um crescimento menor, influenciado pelo consumo e investimento devido à redução dos juros. As projeções para a inflação variam entre 3,5% (Warren Investimentos) e 4,1% (FGV), com preocupações sobre a inflação de alimentos devido a fenômenos climáticos adversos.
A expectativa de uma safra menor e condições climáticas desfavoráveis no final de 2023 levanta preocupações sobre uma possível queda no agronegócio em 2024. A redução no crescimento do agronegócio pode impactar negativamente o PIB, com a projeção atual da FGV indicando um crescimento de 1,4% em 2024, quase metade do previsto para 2023.
*Fonte: DCM
15 dezembro 2023
Bella Ciao
Esta manhã, eu acordei
Querida, adeus! Querida, adeus! Querida, adeus, adeus!
Esta manhã, eu acordei
E encontrei um invasor
Oh, membro da Resistência, leve-me embora
Querida, adeus! Querida, adeus! Querida, adeus, adeus!
Oh, membro da Resistência, leve-me embora
Porque sinto que vou morrer
E se eu morrer como um membro da Resistência
Querida, adeus! Querida, adeus! Querida, adeus, adeus!
E se eu morrer como um membro da Resistência
Você deve me enterrar
E me enterre no alto das montanhas
Querida, adeus! Querida, adeus! Querida, adeus, adeus!
E me enterre no alto das montanhas
Sob a sombra de uma bela flor
E as pessoas que passarem
Querida, adeus! Querida, adeus! Querida, adeus, adeus!
E as pessoas que passarem
Me dirão: Que bela flor!
E essa será a flor da Resistência
Querida, adeus! Querida, adeus! Querida, adeus, adeus!
E essa será a flor da Resistência
Daquele que morreu pela liberdade
E essa será a flor da Resistência
14 dezembro 2023
Parte, aos 75 anos, Avelino Ganzer, fundador da CUT e defensor dos trabalhadores rurais
“Perdemos um lutador, um formador, um organizador e um grande estrategista. Uma das maiores lideranças que o movimento sindical cutista teve”
Aos 75 anos, o dirigente sindical e trabalhador rural Avelino Ganzer perdeu a luta contra um câncer raro na medula e partiu nesta quarta-feira (13), em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no Pará.
Defensor dos direitos trabalhistas, Avelino Gazer, ajudou a fundar a Central Única dos Trabalhadores (CUT), da qual foi o primeiro vice-presidente nos anos 1980, e o Partido dos Trabalhadores (PT). Sua trajetória de luta inclui resistência à ditadura militar e defesa dos trabalhadores rurais, com especial atuação na região Norte do país.
Nota de pesar da CUT:
A classe trabalhadora perde um de seus maiores líderes: Avelino Ganzer
O colono gaúcho que rompeu fronteiras para lidar com a terra no Pará foi um dos precursores do movimento de luta por direitos que deu origem à CUT, onde foi vice-presidente e organizou os trabalhadores e as trabalhadoras rurais no Departamento Nacional dos Trabalhadores Rurais da CUT (DNTR) e na Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).
Forjado nas lutas pela terra e na concepção libertadora das comunidades eclesiais de base, incansável na defesa dos ideais de justiça, igualdade e solidariedade, sempre teve um olhar de fraternidade e delicadeza, mesmo nas horas mais difíceis e como denominam alguns de seus companheiros “um lutador que soube dar sentido à vida”. Assim foi a trajetória e o sentimento de quem vivenciou lutas e enfrentamentos com Avelino.
Mesmo nos últimos dias, acometido de uma grave doença, emanava serenidade e esperança. E fez uma linda homenagem nos 40 anos da CUT. Em seu texto, a convicção e o sentido de classe que o acompanhou em toda a militância, ecoou forte ao contar do primeiro congresso, de fundação da CUT: ”os trabalhadores rurais do país inteiro e agricultores familiares, em busca de um grande sonho, sair da luta, tipo de uma categoria (trabalhador rural, médico, dentista, metalúrgico, professor da universidade), que é uma coisa corporativa, cada um olhando para seu próprio umbigo, para dar um passo adiante no sentido de compreender que unificar a classe trabalhadora como um todo, respeitando a particularidade de cada categoria e ao mesmo tempo buscando construir diversidade de categorias da classe trabalhadora era o melhor caminho”.
Perdemos um lutador, um formador, um organizador e um grande estrategista. Uma das maiores lideranças que o movimento sindical cutista teve. Nesse momento de perda e dor, a CUT reverencia a jornada de Avelino Ganzer e seu legado e envia os sinceros pêsames para a família e a comunidade em que viveu suas lutas e seus últimos dias.
Executiva Nacional da CUT
13 de dezembro de 2023
*Via ContrafCUT
...
**Nota: Este Editor registra que também teve a honra de ter conhecido pessoalmente (durante o Congresso de Fundação da CUT, em São Bernardo do Campo/SP, em agosto de 1983) o bravo companheiro Avelino Ganzer.
Perdemos um grande lutador, uma grande liderança, mas que deixa um grande legado à Classe Trabalhadora, especialmente.
-Companheiro Avelino Ganzer: Presente!!! #Alutasegue! (JG)
13 dezembro 2023
Sob críticas da oposição, governo Leite aprova projetos que afetam educação no RS
Deputados destacaram ainda que governo planeja investir em educação no próximo ano menos do que é estipulado pela constituição
Os deputados estaduais do Rio Grande do Sul votaram na tarde desta terça-feira (12) os projetos de educação enviados à Assembleia Legislativa em regime de urgência pelo governo de Eduardo Leite (PSDB). O primeiro deles a ser apreciado e aprovado, por 38 votos a 14, foi o Projeto de Lei Complementar 517, que busca instituir o “Marco Legal da Educação Gaúcha” e é visto pela oposição como uma forma de agilizar o processo de municipalização do ensino fundamental, já em curso pelo governo estadual. (...)
*CLIQUE AQUI para ler na íntegra a postagem de Luciano Velleda no Sul21.
09 dezembro 2023
08 dezembro 2023
Moro no banco dos réus: Ex-juiz foge de perguntas e se complica no TRE do Paraná (vídeo)
O relator da ação que pode levar o Judiciário a cassar o mandato do senador manifestou estranheza com contrato milionário celebrado com advogado
Sérgio Moro (Foto: Agência Senado)
Por Joaquim de Carvalho*
Sergio Moro sentou no banco dos réus, ao prestar depoimento nesta quinta-feira como investigado na ação que apura caixa 2 e abuso de poder econômico na campanha para o Senado.
O relator da ação, desembargador Luciano Carrasco Falavinha, insistiu num ponto: o contrato de R$ 1 milhão de reais entre o União Brasil, partido de Moro, e o advogado Luís Felipe Cunha, que é suplente do senador.
Carrasco Falavinha estranhou o valor do contrato e também o fato de que o advogado eleitoral de Moro era outro profissional, Gustavo Guedes.
Como suplente, Felipe Cunha poderia ter prestado trabalho voluntário, como doação. Só que recebeu R$ 1 milhão, embora não tivesse experiência na área eleitoral.
O site do escritório dele foi alterado na véspera da assinatura do contrato, para incluir serviços na área eleitoral, como pontuou na audiência o relator da ação.
Moro também fugiu das perguntas dos advogados do PT e do PL, autores da ação. O advogado Luiz Eduardo Peccinin considerou que Moro foi covarde.
E entende que o relator deu uma pista do caminho que segue: a suspeita de que o contrato com Luís Felipe Cunha pode ter sido fictício, para fazer frente a outras despesas de Moro.
Veja o vídeo:
06 dezembro 2023
02 dezembro 2023
COP 28: Lula anuncia investimento em economia sustentável enquanto Brasil negocia entrada na Opep+
Presidente afirmou que as metas do Acordo de Paris não estão sendo perseguidas com o devido afinco
Brasil de Fato - Redação* - Ao mesmo tempo em que avalia uma possível entrada do Brasil na Opep+, que reúne os integrantes da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e produtores aliados, o governo brasileiro apresenta na COP28, a conferência da ONU sobre mudanças climáticas, em Dubai, ações concretas e um discurso enfático sobre a necessidade de investir em energias renováveis, reduzir o uso de combustíveis fósseis e promover desenvolvimento sustentável.
Nesta quinta-feira (30), em encontro com membros da Opep+, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o Brasil deseja se tornar membro. "Esperamos nos juntar a este distinto grupo e trabalhar com todos os 23 países nos próximos meses e anos". Nesta sexta, o Brasil anunciou investimentos de quase R$ 21 bilhões em áreas voltadas ao desenvolvimento da economia sustentável brasileira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as metas do Acordo de Paris não estão sendo perseguidas com o devido afinco e apontou dois problemas centrais: falta de ação e de ambição.
"Temos um problema coletivo de inação, outro de falta de ambição. As NDCs atuais não estão sendo implementadas no ritmo esperado. E, mesmo que estivessem, não conseguiriam manter a temperatura abaixo do limite de um grau e meio", afirmou o presidente em seu segundo discurso do dia na COP28, referindo-se às Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC, na sigla em inglês), cujo objetivo é evitar que a temperatura global se eleve acima de 1,5 graus em relação à era pré-industrial.
"O Brasil ajustou sua NDC e se comprometeu a reduzir 48% das emissões até 2025 e 53% até 2030, além de atingir neutralidade climática até 2050. Nossa NDC é mais ambiciosa do que a de vários países que poluem a atmosfera desde a Revolução Industrial no século 19", disse Lula. O presidente reiterou o compromisso em cuidar da Amazônia, porém, numa perspectiva de um problema que depende de uma ação coletiva para ser sanado. "Mantemos o firme compromisso de zerar o desmatamento na Amazônia até 2030. A Amazônia está atravessando, neste momento, uma seca inédita. O nível dos rios é o mais baixo em mais de 120 anos. Nunca imaginei que veria isso no lugar onde estão os maiores reservatórios de água doce do mundo. Mas o futuro da Amazônia não depende só dos amazônidas".
:: COP28 aprova fundo climático de perdas e danos para países vulneráveis
No mesmo dia em que Israel voltou a bombardear a Faixa de Gaza, um dia após um atentado reivindicado pelo Hamas matar três pessoas em Jerusalém, o presidente brasileiro voltou a criticar o gasto em armamentos e ações bélicas. "Somente no ano passado, o mundo gastou mais de 2 trilhões e 224 milhões de dólares em armas, quantia que poderia ser investida no combate à fome e no enfrentamento da mudança climática. Quantas toneladas de carbono são emitidas pelos mísseis que cruzam o céu e desabam sobre civis inocentes, sobretudo crianças e mulheres famintas?"
Transição energética em cinco editais
Os investimentos brasileiros fazem parte do programa Mais Inovação Brasil. “São cinco editais, todos focados no debate da transição energética. Nós não temos como enfrentar o aquecimento global, a mudança climática, sem ciência e sem tecnologia”, afirmou a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
Juntos, os cinco editais representam um investimento de R$ 20,85 bilhões e serão destinados ao financiamento de projetos nas áreas da transição energética, bioeconomia, infraestrutura e mobilidade. Outra iniciativa apresentada na COP28 é a plataforma SIRENE Organizacionais, ferramenta pública que vai receber os inventários de emissões de gases de efeito estufa de organizações públicas, privadas ou do terceiro setor de todos os segmentos econômicos. O objetivo é atender uma demanda do setor produtivo por um sistema nacional de relato, mensuração e verificação das emissões de carbono no Brasil, segundo o Palácio do Planalto.
(Com informações do Palácio do Planalto e da Folha de S.Paulo).
*Edição: Leandro Melito - Via BrasildeFato
LANÇAMENTO DOS LIVROS DO PROFESSOR, ESCRITOR E HISTORIADOR PAULO PRESTES EM SANTIAGO/RS - Registros
Caras/os amigas/os:
Este é o meu livro mais recente, escrito em parceria com Sônia Corrêa. Trata da biografia de João Corrêa, [santiaguense] herói da 2a Guerra Mundial.
Além das vivências do biografado, às vezes divertidas, às vezes dramáticas, o livro analisa inúmeros pontos da história do século XX, como o surgimento do nazi-fascismo, as razões da 2a GM, a formação e os problemas da Força Expedicionária Brasileira (FEB), 1954, 1961, 1964, o regime militar, a redemocratização e os governos do país até 2010.
Além da bibliografia, o livro cita filmes e documentários sobre os temas. (Paulo Prestes)
29 novembro 2023
RISCO À VIDA - Aprovação do Pacote do Veneno é repudiada pela sociedade, que pede a Lula o veto
Aprovada ontem no Senado, proposta é rejeitada por mais de 2 milhões de brasileiros. Se for sancionada, o Brasil terá mais dificuldades para regular e fiscalizar os agrotóxicos. E brechas para liberar aqueles que causam câncer e malformações congênitas
São Paulo* – Redação RBA - Movimentos e organizações populares urbanas e rurais, além de parlamentares e entidades do terceiro setor, expressaram repúdio e preocupação com a aprovação do Pacote do Veneno – o Projeto de Lei (PL) 1.459/2022 –, ontem (28,) no Senado. O projeto, que facilita o registro, produção, venda e exportação, dificulta a fiscalização, teve apenas um voto contrário, o da senadora Zenaide Maia (PSD-RN).
Agora segue para sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Especialistas brasileiros e estrangeiros alertam para os riscos à saúde pública, incluindo a possibilidade de liberação de agrotóxicos cancerígenos e causadores de malformações fetais.
A Frente Parlamentar Mista Ambientalista, coordenada pelo deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), se manifestou contrariamente à aprovação. Em vídeo (confira no final da reportagem), o parlamentar destaca os malefícios trazidos com o Pacote do Veneno. “Diante desse cenário, é fundamental que o presidente Lula vete o projeto. Nosso apelo é para uma mobilização conjunta, unindo esforços para garantir a proteção da saúde e do meio ambiente”, disse Tatto..
Em nota, a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida afirmou que o Brasil perdeu a oportunidade de apontar para um futuro de agricultura sustentável, e optou, ao invés disso, pelo retrocesso de uma lei que deixa inclusive brechas para o registro de agrotóxicos cancerígenos.
“Mais uma vez, a bancada ruralista mostra seu caráter arcaico ao aprovar uma lei em defesa de seus próprios interesses, que nada têm a ver com a vontade da sociedade e as necessidades de um mundo em pleno colapso ambiental”, declarou a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.
- Com apenas um voto contra, Senado aprova Pacote do Veneno, que dificulta fiscalização de agrotóxicos
- 249 organizações pedem a Rodrigo Pacheco o arquivamento do Pacote do Veneno
- Saiba como o ‘Pacote do Veneno’ pode piorar a sua vida
- Saiba por que o Pacote do Veneno é ruim para o Brasil
PL tem rejeição de quase 2 milhões de brasileiros
O Pacote do Veneno enfrenta a rejeição de quase 2 milhões de brasileiros e de mais de 300 organizações e órgãos públicos, como a Fiocruz, Inca, Anvisa e Ibama, que assinaram em 2018 um abaixo-assinado contra a proposta. Há também alerta internacional: até mesmo a Organização das Nações Unidas (ONU) enviou carta ao então governo de Michel Temer (MDB) e à presidência do Congresso Nacional pedindo o arquivamento. Segundo a Agência Pública, 14 mil pessoas foram intoxicadas por agrotóxicos durante o governo Bolsonaro, que apoiava o PL do Veneno.
ONU envia carta ao governo brasileiro alertando contra o Pacote do Veneno
Alexsandra Rodrigues, dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), afirmou que a aprovação “é um retrocesso muito grande, não só para classe trabalhadora, que produz o alimento, mas também para toda a população, que infelizmente vai se deparar hoje com mais alimentos com mais veneno”.
Bárbara Loureiro, também integrante do MST, destacou que “não há uma convivência possível com os agrotóxicos nos nossos territórios, sobretudo porque os efeitos dos agrotóxicos utilizados não se restringem só onde ele é aplicado, mas atinge também as comunidades rurais, cidades vizinhas, os córregos, os rios, as águas e os alimentos que chegam à população”.
A porta-voz do Greenpeace Brasil, Mariana Campos, criticou a aprovação do projeto, especialmente no contexto da COP28 em Dubai. “Na semana em que a 28ª Conferência do Clima se inicia em Dubai, é uma vergonha para o Brasil a aprovação do PL 1.459/22, que vai colocar ainda mais agrotóxicos na comida da população brasileira e que contamina o meio ambiente, priorizando um modelo tóxico e insustentável de produção de alimentos.”
O geneticista Rubens Onofre Nodari, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), classificou como “inadmissível” a aprovação de “tamanho retrocesso” no Senado, ao comentar a tramitação do projeto. O especialista alerta para outra proposta perigosa contida no PL: a concentração de toda a autoridade sobre os agrotóxicos ao Ministério da Agricultura, que costuma ser controlado por ruralistas, principais interessados na aprovação do Pacote do Veneno.
A mudança ainda contraria a divisão tripartite desde 1989, envolvendo os ministérios do Meio Ambiente e da Saúde nas avaliações. Entidades ligadas ministérios, como o Ibama e a Anvisa, que foram debilitadas devido aos sucessivos cortes de orçamento dos últimos anos, ficam à margem do controle das substâncias nocivas utilizadas na agricultura.
O professor e pesquisador da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) Marcos Pedlowski destacou outra questão: a provável transformação do Brasil em uma espécie de parque industrial dos agrotóxicos banidos em outras partes do mundo, justamente devido à capacidade de causar doenças graves, incluindo diversos tipos de câncer. “Essa facilitação para a produção de agrotóxicos com conhecido potencial cancerígeno está alinhada com o esforço de aprovação do acordo comercial Mercosul-União Europeia”, lembrou.
Segundo o especialista, que monitora as liberações de “novos agrotóxicos”, que neste governo tende a quebrar o recorde de Jair Bolsonaro (PL), vai além: “É preciso lembrar que as multinacionais europeias como a Bayer e a Basf enfrentam uma oposição crescente em relação a alguns de seus ‘campeões de venda’, como é o caso do glifosato,.e agora poderão transferir a produção desses venenos para território brasileiro, especialmente se o acordo comercial for assinado.”
Confira outras manifestações contra o Pacote do Veneno:
*Redação: Clara Assunção e Cida de Oliveira, com Brasil de Fato - Via RedeBrasilAtual
28 novembro 2023
COMITÊ PALESTINA LIVRE RS CONVOCA ATOS EM SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO*
Dois atos em solidariedade ao povo palestino acontecerão nesta quarta-feira (29) no Rio Grande do Sul. O primeiro será em Pelotas, às 17h: uma marcha que sairá do Chafariz do Calçadão e irá até a praça Palestina. O segundo será em Porto Alegre, às 18h, no Largo Glênio Peres.
Os atos são convocados pelo Comitê Palestina Livre RS, que foi criado na terça-feira da semana passada (21), com o apoio de cerca de 50 entidades sindicais e movimentos sociais, em evento no auditório do Sindicato dos Bancários da capital gaúcha. Na ocasião já foram marcados os eventos de solidariedade deste dia 29.
Nesta data também é comemorado o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino, que foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) para lembrar o aniversário da Resolução 181, da Assembleia Geral das Nações Unidas. Em 29 de novembro de 1947, a ONU aprovou, sem consulta aos habitantes locais, o Plano de Partição da Palestina.
O presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL), Ualid Rabah, compartilhou a ideia de que o comitê deve ser uma plataforma para unir diversas entidades e movimentos em prol de uma causa humanitária, justa e necessária. Ele destacou a importância de buscar consenso entre os integrantes.
Na convocação para os atos ele lembrou que “em 50 dias de ataques à Palestina, quase 13 mil vidas foram perdidas, com 4.500 ou mais desaparecidos. Entre as vítimas, cerca de 6 mil eram crianças e 3 mil mulheres. Esses números ultrapassam os trágicos eventos da limpeza étnica na Palestina na década de 40, que resultou na perda de cerca de 15 mil vidas”.
Rabah destaca que presidentes de diversos países, membros da ONU e o próprio secretário-geral da entidade, António Guterres, já declararam que o que está ocorrendo na Palestina é um genocídio. “Não se pode ficar em silêncio”, defende.
O Hamas libertou neste domingo (26) 17 reféns que estavam sob sua custódia. Desses, 13 são israelenses, três são tailandeses e um é russo. Israel, por sua vez, libertou 39 prisioneiros palestinos. As solturas fazem parte do acordo de cessar-fogo do conflito na Palestina.
*Via https://ptrs.org.br/
**Texto publicado originalmente no site do Brasil de Fato RS. -Foto: Lucas Pitta















