'Meu apelo é urgente'
A jornalista brasileira Baby Siqueira Abrão, correspondente internacional radicada atualmente em Ramallah (Palestina-Cisjordânia), que integrou o grupo Comunicação Digital no FST, enviou-nos, via e-mail, uma grave denúncia seguida de um veemente apelo visando a articulação de uma mobilização para que se tenha acesso aos termos de um suposto 'acordo secreto' assinado pelo então ministro Nelson Jobim e seu colega israelense. O objetivo de tal 'acordo' seria a venda por Israel ao Brasil não só de armas, mas também de uma suposta 'tecnologia de segurança'.
Leia à seguir a íntegra do e-mail:
"Compas:
Acabei de ver os vídeos do Pinheirinho e estou chocada. Desde a Marcha da Maconha venho denunciando que os métodos adotados pela polícia brasileira desde 2011 são iguais, sem tirar nem pôr, aos do exército israelense. Mesmas técnicas, mesmas armas, tudo. Até a maneira de efetuar prisões e de bater nas pessoas, de imobilizá-las.
Coincidência? Não!
Isso vem acontecendo desde que o Ministério da Defesa (Nelson Jobim e Forças Armadas) decidiram, num episódio obscuro, assinar um acordo dito "secreto" com o governo de Israel. Os sionistas venderam ao Brasil não apenas armas, mas "tecnologia de segurança" para lidar com multidões insurretas, sob a desculpa de copa do mundo, olimpíadas e que tais.
Não podemos aceitar isso. Temos de nos mobilizar para conhecer os termos desse acordo -- o Ivan Valente, parece, já pediu para vê-lo, sem sucesso -- e checar tudo, tintim por tintim. É preciso uma grande mobilização para isso, até porque não podemos aceitar, tampouco, que nosso país use nosso dinheiro na compra de armas, equipamentos e "tecnologia de segurança" testados em cobaias vivas -- o povo palestino -- e produzidos num país que, por violar leis internacionais (Convenções de Genebra, Lei Humanitária, Convenções da Haia e outras), é criminoso.Por favor, comecemos uma campanha repudiando esse acordo, e para conhecer seus termos!!!
É nosso direito, é nosso dinheiro, é nosso país negociando com criminosos. É inaceitável que o Brasil se dobre a esse ponto ao lobby sionista. Tornamo-nos parte da rede internacional de crimes contra a humanidade, e isso é muito sério.
O direito à comunicação inclui a transparência nas relações do nosso país com outros países, e na consulta à população sobre acordos, em especial os polêmicos. Quem deve escolher onde e como aplicar nosso dinheiro somos nós. E nos recusamos a aplicá-lo em acordos que violam os direitos humanos.
Meu apelo é urgente. Eles não se limitaram a espalhar bases militares pelo mundo, para ameaçar povos e governos. Eles (Israel e EUA) arrombam as portas dos países e nos enfiam goela abaixo acordos para vender violência. E lucrar muito.Comecemos a mobilização contra a militarização da vida. Já."
Coincidência? Não!
Isso vem acontecendo desde que o Ministério da Defesa (Nelson Jobim e Forças Armadas) decidiram, num episódio obscuro, assinar um acordo dito "secreto" com o governo de Israel. Os sionistas venderam ao Brasil não apenas armas, mas "tecnologia de segurança" para lidar com multidões insurretas, sob a desculpa de copa do mundo, olimpíadas e que tais.
Não podemos aceitar isso. Temos de nos mobilizar para conhecer os termos desse acordo -- o Ivan Valente, parece, já pediu para vê-lo, sem sucesso -- e checar tudo, tintim por tintim. É preciso uma grande mobilização para isso, até porque não podemos aceitar, tampouco, que nosso país use nosso dinheiro na compra de armas, equipamentos e "tecnologia de segurança" testados em cobaias vivas -- o povo palestino -- e produzidos num país que, por violar leis internacionais (Convenções de Genebra, Lei Humanitária, Convenções da Haia e outras), é criminoso.Por favor, comecemos uma campanha repudiando esse acordo, e para conhecer seus termos!!!
É nosso direito, é nosso dinheiro, é nosso país negociando com criminosos. É inaceitável que o Brasil se dobre a esse ponto ao lobby sionista. Tornamo-nos parte da rede internacional de crimes contra a humanidade, e isso é muito sério.
O direito à comunicação inclui a transparência nas relações do nosso país com outros países, e na consulta à população sobre acordos, em especial os polêmicos. Quem deve escolher onde e como aplicar nosso dinheiro somos nós. E nos recusamos a aplicá-lo em acordos que violam os direitos humanos.
Meu apelo é urgente. Eles não se limitaram a espalhar bases militares pelo mundo, para ameaçar povos e governos. Eles (Israel e EUA) arrombam as portas dos países e nos enfiam goela abaixo acordos para vender violência. E lucrar muito.Comecemos a mobilização contra a militarização da vida. Já."
...
*Charge do Latuff
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