10 outubro 2012

A direita que ri



Roberto Gurgel, assim como seu antecessor Antonio Fernando de Souza, foi tutelado por uma política republicana do PT. Foto: Carlos Humberto/SCO/STF
Tenho acompanhado nas redes sociais, desde cedo, e sem surpresa alguma, o êxtase subliterário de toda essa gente de direita que comemora a condenação de José Dirceu como um grande passo civilizatório da sociedade e do Judiciário brasileiro. Em muitos casos, essa exaltação beira a histeria ideológica, em outros, nada mais é do que uma possibilidade pessoal, física e moral, de se vingar desses tantos anos de ostracismo político imposto pelas sucessivas administrações do PT em nível federal. Não ganharam nada, não têm nada a comemorar, na verdade, mas se satisfazem com a desgraça do inimigo, tanto e de tal forma que nem percebem que todas essas graças vieram – só podiam vir – do mesmo sistema político que abominam, rejeitam e, por extensão, pretendem extinguir.
José Dirceu, como os demais condenados, foi tragado por uma circunstância criada exclusivamente pelo PT, a partir da posse de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, data de reinauguração do Brasil como nação e república, propriamente dita. Uma das primeiras decisões de Lula foi a de dar caráter republicano à Polícia Federal, depois de anos nos quais a corporação, sobretudo durante o governo Fernando Henrique Cardoso, esteve reduzida ao papel de milícia de governo. Foi esta Polícia Federal, prestigiada e profissionalizada, que investigou o dito mensalão do PT.
Responsável pela denúncia na Procuradoria Geral da República, o ex-procurador-geral Antonio Fernando de Souza jamais teria chegado ao cargo no governo FHC. Foi Lula, do PT, que decidiu respeitar a vontade da maioria dos integrantes do Ministério Público Federal – cada vez mais uma tropa da elite branca e conservadora do País – e nomear o primeiro da lista montada pelos pares, em eleições internas. Na vez dos tucanos, por oito anos, FHC manteve na PGR o procurador Geraldo Brindeiro, de triste memória, eternizado pela alcunha de “engavetador-geral” por ter se submetido à missão humilhante e subalterna de arquivar toda e qualquer investigação que tocasse nas franjas do Executivo, a seu tempo. Aí incluída a compra de votos no Congresso Nacional, em 1998, para a reeleição de Fernando Henrique. Se hoje o procurador-geral Roberto Gurgel passeia em pesada desenvoltura pela mídia, a esbanjar trejeitos e opiniões temerárias, o faz por causa da mesma circunstância de Antonio Fernando. Gurgel, assim como seu antecessor, foi tutelado por uma política republicana do PT.
Dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, seis foram indicados por Lula, dois por Dilma Rousseff. A condenação de José Dirceu e demais acusados emanou da maioria destes ministros. Lula poderia, mas não quis, ter feito do STF um aparelho petista de alto nível, imensamente manipulável e pronto para absolver qualquer um ligado à máquina do partido. Podia, como FHC, ter deixado ao País uma triste herança como a da nomeação de Gilmar Mendes. Mas não fez. Indicou, por um misto de retidão e ingenuidade, os algozes de seus companheiros. Joaquim Barbosa, o irascível relator do mensalão, o “menino pobre que mudou o Brasil”, não teria chegado a lugar nenhum, muito menos, alegremente, à capa de um panfleto de subjornalismo de extrema-direita, se não fosse Lula, o único e verdadeiro menino pobre que mudou a realidade brasileira.
O fato é que José Dirceu foi condenado sem provas. Por isso, ao invés de ficar cacarejando ódio e ressentimento nas redes sociais, a direita nacional deveria projetar minimamente para o futuro as consequências dessas jurisprudências de ocasião. Jurisprudências nascidas neste Supremo visivelmente refém da opinião publicada por uma mídia tão velha quanto ultrapassada. Toda essa ladainha sobre a teoria do domínio do fato e de sentenças baseadas em impressões pessoais tende a se voltar, inexoravelmente, contra o Estado de Direito e as garantias individuais de todos os brasileiros. É esperar para ver.
As comemorações pela desgraça de Dirceu podem elevar umas tantas alminhas caricatas ao paraíso provisório da mesquinharia política. Mas vem aí o mensalão mineiro, do PSDB, origem de todo o mal, embora, assim como o mensalão do PT, não tenha sido mensalão algum, mas um esquema bandido de financiamento de campanha e distribuição de sobras.
Eu quero só ver se esse clima de festim diabólico vai ser mantido quando for a vez do inefável Eduardo Azeredo, ex-governador de Minas Gerais e ex-presidente do PSDB, subir a esse patíbulo de novas jurisprudências montado apenas para agradar a audiência. (por Leandro Fortes, jornalista da CartaCapital)

"A coragem é o que dá sentido à liberdade"

'Você teria coragem de assumir como profissão a manipulação de informações e a especulação? Se sentiria feliz, praticamente em êxtase, em poder noticiar a tragédia de um político honrado? Acharia uma excelente ideia congregar 200 pessoas na porta de uma casa familiar em nome de causar um pânico na televisão? Teria coragem de mandar um fotógrafo às portas de um hospital no dia de um político realizar um procedimento cardíaco? Pois os meios de comunicação desse nosso país sim tiveram coragem de fazer isso tudo e muito mais.' O texto é de Miruna Genoino*.

por Miruna Genoino*

Com essa frase, meu pai, José Genoino Neto, cearense, brasileiro, casado, pai de três filhos, avô de dois netos, explicou-me como estava se sentindo em relação à condenação que hoje, dia 9 de outubro, foi confirmada. Uma frase saída do livro que está lendo atualmente e que me levou por um caminho enorme de recordações e de perguntas que realmente não têm resposta.

Lembro-me que quando comecei a ser consciente daquilo que meus pais tinham feito e especialmente sofrido, ao enfrentar a ditadura militar, vinha-me uma pergunta à minha mente: será que se eu vivesse algo assim teria essa mesma coragem de colocar a luta política acima do conforto e do bem estar individual? Teria coragem de enfrentar dor e injustiça em nome da democracia?

Eu não tenho essa resposta, mas relembrar essas perguntas me fez pensar em muitas outras que talvez, em meio a toda essa balbúrdia, merecem ser consideradas...

Você seria perseverante o suficiente para andar todos os dias 14 km pelo sertão do Ceará para poder frequentar uma escola? Teria a coragem suficiente de escrever aos seus pais uma carta de despedida e partir para a selva amazônica buscando construir uma forma de resistência a um regime militar? Conseguiria aguentar torturas frequentes e constantes, como pau de arara, queimaduras, choques e afogamentos sem perder a cabeça e partir para a delação? Encontraria forças para presenciar sua futura companheira de vida e de amor ser torturada na sua frente? E seria perseverante o suficiente ao esperar 5 anos dentro de uma prisão até que o regime político de seu país lhe desse a liberdade?

E sigo...

Você seria corajoso o suficiente para enfrentar eleições nacionais sem nenhuma condição financeira? E não se envergonharia de sacrificar as escassas economias familiares para poder adquirir um terno e assim ser possível exercer seu mandato de deputado federal? E teria coragem de ao longo de 20 anos na câmara dos deputados defender os homossexuais, o aborto e os menos favorecidos? E quando todos estivessem desejando estar ao seu lado, e sua posição fosse de destaque, teria a decência e a honra de nunca aceitar nada que não fosse o respeito e o diálogo aberto?

Meu pai teve coragem de fazer tudo isso e muito mais. São mais de 40 anos dedicados à luta política. Nunca, jamais para benefício pessoal. Hoje e sempre, empenhado em defender aquilo que acredita e que eu ouvi de sua boca pela primeira vez aos 8 anos de idade quando reclamava de sua ausência: a única coisa que quero, Mimi, é melhorar a vida das pessoas...

Este seu desejo, que tanto me fez e me faz sentir um enorme orgulho de ser filha de quem sou, não foi o suficiente para que meu pai pudesse ter sua trajetória defendida. Não foi o suficiente para que ganhasse o respeito dos meios de comunicação de nosso Brasil, meios esses que deveriam ser olhados através de outras tantas perguntas...

Você teria coragem de assumir como profissão a manipulação de informações e a especulação? Se sentiria feliz, praticamente em êxtase, em poder noticiar a tragédia de um político honrado? Acharia uma excelente ideia congregar 200 pessoas na porta de uma casa familiar em nome de causar um pânico na televisão? Teria coragem de mandar um fotógrafo às portas de um hospital no dia de um político realizar um procedimento cardíaco? Dedicaria suas energias a colocar-se em dia de eleição a falar, com a boca colada na orelha de uma pessoa, sobre o medo a uma prisão que essa mesma pessoa já vivenciou nos piores anos do Brasil?

Pois os meios de comunicação desse nosso país sim tiveram coragem de fazer isso tudo e muito mais.

Hoje, nesse dia tão triste, pode parecer que ganharam, que seus objetivos foram alcançados. Mas ao encontrar-me com meu pai e sua disposição para lutar e se defender, vejo que apenas deram forças para que esse genuíno homem possa continuar sua história de garra, HONESTIDADE e defesa daquilo que sempre acreditou.

Nossa família entra agora em um período de incertezas. Não sabemos o que virá e para que seja possível aguentar o que vem pela frente pedimos encarecidamente o seu apoio. Seja divulgando esse e/ou outros textos que existem em apoio ao meu pai, seja ajudando no cuidado a duas crianças de 4 e 5 anos que idolatram o avô e que talvez tenham que ficar sem sua presença, seja simplesmente mandando uma palavra de carinho. Nesse momento qualquer atitude, qualquer pequeno gesto nos ajuda, nos fortalece e nos alimenta para ajudar meu pai.

Ele lutará até o fim pela defesa de sua inocência. Não ficará de braços cruzados aceitando aquilo que a mídia e alguns setores da política brasileira querem que todos acreditem e, marca de sua trajetória, está muito bem e muito firme neste propósito, o de defesa de sua INOCÊNCIA e de sua HONESTIDADE. Vocês que aqui nos leem sabem de nossa vida, de nossos princípios e de nossos valores. E sabem que, agora, em um dos momentosmais difíceis de nossa vida, reconhecemos aqui humildemente a ajuda que precisamos de todos, para que possamos seguir em frente.

Com toda minha gratidão, amor e carinho,

Miruna Genoino (filha de José Genuíno)
09.10.2012

**Via Carta Maior -  www.cartamaior.com.br

09 outubro 2012

AO POVO BRASILEIRO



'Hoje, a Suprema Corte do meu país, sob forte pressão da imprensa, me condena como corruptor, contrário ao que dizem os autos, que clamam por justiça e registram, para sempre, a ausência de provas e a minha inocência.'

No dia 12 de outubro de 1968, durante a realização do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, fui preso, juntamente com centenas de estudantes que representavam todos os estados brasileiros naquele evento. Tomamos, naquele momento, lideranças e delegados, a decisão firme, caso a oportunidade se nos apresentasse, de não fugir.

Em 1969 fui banido do país e tive a minha nacionalidade cassada, uma ignomínia do regime de exceção que se instalara cinco anos antes.

Voltei clandestinamente ao país, enfrentando o risco de ser assassinado, para lutar pela liberdade do povo brasileiro.

Por 10 anos fui considerado, pelos que usurparam o poder legalmente constituído, um pária da sociedade, inimigo do Brasil.  

Após a anistia, lutei, ao lado de tantos, pela conquista da democracia. Dediquei a minha vida ao PT e ao Brasil.  

Na madrugada de dezembro de 2005, a Câmara dos Deputados cassou o mandato que o povo de São Paulo generosamente me concedeu.


A partir de então, em ação orquestrada e dirigida pelos que se opõem ao PT e seu governo, fui transformado em inimigo público numero 1 e, há sete anos, me acusam diariamente pela mídia, de corrupto e chefe de quadrilha.

Fui prejulgado e linchado. Não tive, em meu benefício, a presunção de inocência.

Hoje, a Suprema Corte do meu país, sob forte pressão da imprensa, me condena como corruptor, contrário ao que dizem os autos, que clamam por justiça e registram, para sempre, a ausência de provas e a minha inocência. O Estado de Direito Democrático e os princípios constitucionais não aceitam um juízo político e de exceção.

Lutei pela democracia e fiz dela minha razão de viver. Vou acatar a decisão, mas não me calarei. Continuarei a lutar até provar minha inocência. Não abandonarei a luta. Não me deixarei abater.

Minha sede de justiça, que não se confunde com o ódio, a vingança, a covardia moral e a hipocrisia que meus inimigos lançaram contra mim nestes últimos anos, será minha razão de viver.

Vinhedo (SP), 09 de outubro de 2012

José Dirceu
...

*Nota do Editor do Blog:

Estamos, todos, espantados com a decisão da maioria dos ministros do STF. Uma condenação sem provas; nossa Constituição vilipendiada; o Estado Democrático de Direito em perigo.
Receba, valoroso companheiro Zé Dirceu, nossa total e irrestrita solidariedade. 
Mais cedo ou mais tarde, temos certeza, a  verdade triunfará  e a Justiça - ainda que tardia - será feita. 
Receba meu fraterno abraço militante, camarada.  (Júlio Garcia)

Hasta Siempre, Comandante!




* Hasta Siempre! - de Carlos Puebla, com Silvio Rodrigues

(Singela homenagem do Blog no aniversário da morte do eterno Comandante Ernesto Che Guevara)

'Ficou exaustivamente demonstrado e provado nos autos a improcedência da acusação'

 
Entrevista concedida ao jornal O Estado de São Paulo  pelo advogado José Luís Oliveira Lima (foto),  que defende o ex-presidente do PT Nacional, ex-deputado federal  e  ex-ministro da Casa Civil  José Dirceu  na  ação penal 470, em julgamento no STF:

-O STF retoma nesta segunda-feira, 9, o julgamento de José Dirceu. Qual é sua expectativa?
Esperamos que as provas mencionadas pela defesa sejam bem analisadas. Por exemplo, o tão falado episódio da viagem a Portugal foi exaustivamente comprovado nos autos que não guarda nenhuma relação com o ex-ministro José Dirceu, até mesmo como concluiu a própria CPMI dos Correios.

-Os argumentos da defesa não foram acolhidos até aqui pela corte. A prova da acusação superou os argumentos da defesa?
O julgamento ainda não está concluído, portanto não há que se falar que os argumentos da acusação prevaleceram.

-A tendência, entre ministros, é que Dirceu deve pegar no mínimo prisão em regime semiaberto, com pena superior a 4 anos. O ex-ministro vai se apresentar à Justiça?
O julgamento está em andamento e não cabe nesse momento essa análise. O ex-ministro José Dirceu respeitará qualquer decisão judicial.

-O ministro Dias Toffoli deve votar? Como ex-companheiro de Dirceu no governo Lula e advogado em causas do PT, não é desmoralizador ele participar do julgamento do mensalão?
Essa é uma decisão do ministro e não me cabe nenhum comentário. Importante registrar que a própria Procuradoria-Geral da República nada alegou contra a participação do ministro Toffoli no julgamento.

-Juízes e procuradores que atuam na primeira instância estão empolgados com a vitória da tese do domínio do fato. Como o sr. avalia esse cenário?
Essa teoria, ao contrário do que se pode imaginar, não exime o Ministério Público de provar cabalmente o alegado, o que, no nosso entender, não ocorreu na ação penal 470, conforme admitiu o próprio procurador-geral da República ao afirmar que as provas eram tênues contra o ex-ministro José Dirceu.

-O sr. entregou aos ministros, na semana passada, novo memorial onde ataca o voto do relator, Joaquim Barbosa. O ministro desprezou provas levantadas pela defesa?
O eminente relator tem uma visão diferente das provas produzidas pela defesa. Ficou exaustivamente demonstrado e provado nos autos a improcedência da acusação. Entendemos que não apenas o Ministério Público não provou o que alegou, fizemos a contraprova, apresentamos dezenas de depoimentos, documentos e esclarecimentos que comprovam a inocência de José Dirceu. Registre-se, por exemplo, o depoimento da testemunha Plauto Gouvêa que garantiu que os empréstimos não foram discutidos entre José Dirceu e a direção do Banco Rural na reunião realizada no Hotel Ouro Minas.

-Como o ex-ministro José Dirceu está acompanhando o julgamento?
Com serenidade.

Trabalho, Ética, Coragem e novos passos na política

 
Agradeço aos 5026 eleitores que depositaram confiança no nosso trabalho pela ética e pela coragem, um coeficiente que nos deixou na primeira suplência.

Estamos encerrando um ciclo que nos deixou por 16 anos na Câmara Municipal de Porto Alegre, mas não nossa trajetória na política. Sem essa cadeira parlamentar, mas com o mesmo vigor, continuaremos trabalhando pela cidade, pelo cidadão, pois a boa política não se faz apenas no espaço parlamentar.

Quero contar como sempre com sua confiança. Estamos abertos para toda e qualquer escuta, abrindo nossa agenda para reuniões e atividades a partir da próxima semana, pois nesta já havíamos assumido outros compromissos.

PT municipal

Momentos difíceis exigem reflexões profundas. Pela primeira vez, depois das eleições de 1988, o PT deixa de ter a maior bancada parlamentar da Casa. Nesse ano perdemos duas cadeiras e fizemos exíguos 9,64% dos votos para o Executivo, sendo que por quatro vezes conquistamos a cadeira no Paço Municipal.

Indubitavelmente é uma derrota política e eleitoral, e dessa maneira vamos analisá-las no próximo período. Como Presidente, convoquei uma reunião para terça-feira (16.10) da semana seguinte, às 19 horas. Começaremos nesse momento um longo processo de análise para buscar as razões do nosso insuficiente desempenho.

Não é hora de balanços precipitados. Posso adiantar que, se depender da minha presidência, o PT voltará a ser um Partido mais orgânico, mais ligado às comunidades populares, aos segmentos múltiplos da sociedade e a todo e qualquer interesse coletivo e republicano.

Cordialmente,

Adeli Sell
Vereador e Presidente do PT de Porto Alegre/RS

Adeli Sell

 Porto Alegre abriu mão de seu cuidador

  por André Machado*

Entre os fatos inexplicáveis da atual eleição em Porto Alegre está o fato de Adeli Sell (PT) ficar de fora na Câmara Municipal. Na atual legislatura podem existir outros vereadores que incorporem tão bem a função, mas certamente nenhum a faz melhor do que ele. Como oposição à gestão Fogaça-Fortunati, sempre a fez com coerência. Foi um dos incentivadores da candidatura própria do seu partido e pagou junto a conta do mal desempenho do PT em Porto Alegre. Junto com Beto Moesch (PP), João Dib (PP) e Sebastião Melo (PMDB), Adeli é daqueles que farão falta na próxima legislatura. A diferença é que os três primeiros não renovaram o mandato por opção.

Adeli Sell é o primeiro suplente da bancada do PT e só assumirá se o governador Tarso Genro chamar algum dos eleitos em uma futura reforma do secretariado. O vereador eleito Alberto Kopittke (PT) busca cacifar-se para a pasta da Segurança.

Adeli é cuidador. Conhece as comunidades e os problemas de Porto Alegre. Ficou para trás. Outros que fazem política na base do toma-lá-dá-cá foram adiante. Boa reflexão para o eleitor.

*Jornalista - Via Blog 'Esquina Democrática'

08 outubro 2012

Hugo Chávez sobrevive à mídia e é reeleito com 54% dos votos




por Luiz Carlos Azenha*

Hugo Chávez sobreviveu aos bancos, ao “otimismo mórbido” e à mídia (nunca tantos torceram tanto para alguém morrer de câncer).

O presidente venezuelano foi reeleito com 54% dos votos, contra 44% para o oposicionista Capriles Radonski.

A participação foi de 80,94% (o voto não é obrigatório no país). (...)

CLIQUE AQUI para ler a postagem na íntegra (via sítio Viomundo*)

É 13!




*São Paulo/SP: É 13! É HADDAD!
*Pelotas/RS: É 13! É MARRONI!

07 outubro 2012

Canção do Poder Popular




*Canción del Poder Popular - Inti Illimani

'Somos amantes da verdade, da justiça e da prosperidade. Não nos vendemos e não nos rendemos'



A essência da nação militante petista 

Temos paixão. Somos convictos e contagiantes. Provavelmente a militância mais numerosa do planeta.

Somos autênticos, corajosos e batalhadores. Estamos impregnados de verdade e nossa causa é a mais justa de todas. Por isso não desistimos jamais. O que nos move passa longe de vingança, ódio a um partido ou a um candidato e o que aprendemos não está nas manchetes das cartilhas penduradas nas bancas de jornal. Ao contrário de nossos adversários, não ecoamos preconceito racial e social, individualismo e limpeza étnica. Nossos desejos não se realizam às custas do sofrimento alheio e não pretendemos derrubar o Brasil e humilhar seu povo em nome de nossa vitória.

Não nos enganam mais os apresentadores, os locutores, os porta-vozes, os tradutores, os comentaristas e os novelistas que tentam corromper nossas consciências a todo custo. Não nos interessam mais as teorias, os modelos, as tendências, as fachadas, os apelidos, a maquiagem e as máscaras dos falsos patriotas.

Sonhamos um Brasil forte, justo e soberano. Um Brasil que já quase podemos tocar, que vibra nos rostos iluminados de nossas crianças. Enxergamos um horizonte real, atingível, construído por cada um de nós através dos governos vitoriosos que elegemos. Somos NÓS que estamos lá. Mais do que representados, donos do nosso destino. Estamos encravados na história e no futuro deste novo Brasil e desta nova América para sempre. Não seremos demovidos por qualquer instrumento que não seja a vontade soberana do povo, expressa em eleições justas e democráticas.

Não buscamos lucro ou vantagem pessoal. O que nos move é a confiança, a certeza de que é possível melhorar nossas vidas e a vida de todas pessoas, independente da cor, do sexo e da classe social. Acreditamos que é possível tornar este país mais justo, um lugar melhor de se viver. Para que nossos filhos não tenham vergonha de serem brasileiros.

É isso que nossos adversários não compreendem. Essa entrega a uma causa que beneficia milhões de pessoas do norte ao sul do país. Os conservadores estacionados no século passado e sua imprensa podre nos estranham porque só conhecem os caminhos do preconceito, da inveja e da trapaça para se alcançar um objetivo.

Os inimigos da democracia conspiram cada dia mais abertamente em nome de uma elite que decidiu “reaver seu país” a qualquer custo. Mais do que isso, planejam reescrever a história recente deste país. Devolver ao Brasil a condição de vira-latas da comunidade internacional, sempre submisso às vontades dos mercadores e assaltantes estrangeiros.

O desrespeito à Constituição e às bases mais elementares do direito e da justiça exibidos pelo STF no julgamento da 470 e festejados pelo PiG durante e em função da campanha eleitoral, mostra que os conspiradores não estão ensaiando. Estão armando o bote – associados agora aos senhores das togas, que a cada dia que passa, tornam-se mais parecidos com seus colegas de cargo paraguaios.

Por isso enfrentamos essas forças predadoras e sua imprensa a cada dois anos. Sabemos que jamais desistirão – seja no voto, seja na marra. E sabemos que somente a vitória das forças progressistas nas eleições deste domingo poderá conter sua voracidade bestial e golpista que ameaça roubar-nos o estado de direito.

Somos amantes da verdade, da justiça e da prosperidade. Não nos vendemos e não nos rendemos.

Tudo isso nos diferencia dos mercenários da outra margem. E é por tudo isso que venceremos!

*Por Roni Chira, do Blog http://oqueseraquemeda.wordpress.com/

(Idéia 'pescada' do Blog do Sr. Cloca)  - Foto: campanha VillaPrefeito 13 - Porto Alegre/RS

06 outubro 2012

*Em PORTO ALEGRE/RS, Vote VILLA 13 PT/Frente Popular!




*Vote VILLA 13 PT/Frente Popular! - Porto Alegre/RS  - É PRA VENCER!

Urnas dirão que o povo desconfia do julgamento do 'mensalão'


Por Eduardo Guimarães*

Foram no mínimo exageradas as notícias sobre a “morte” política do PT que decorreria do golpe jurídico-midiático que o partido está sofrendo no âmbito do julgamento do mensalão. Segundo a Folha de São Paulo deste sábado (6 de outubro de 2012), o PT é o partido que mais tem chances de vitória nas 85 maiores cidades brasileiras.

Segundo matéria publicada por esse jornal, pesquisas eleitorais realizadas nos 85 maiores municípios do país mostram o PT com chances de vitória em 33 cidades. O PSDB aparece em segundo lugar, com chances em 30 cidades, e o PMDB aparece em terceiro, com chances em 22.

Depois de a mídia tucana passar a campanha eleitoral inteirinha dizendo que o PT sofreria forte baque eleitoral por conta do julgamento do mensalão, a Folha, na matéria em questão, admite que, “No caso de os prognósticos atuais se confirmarem nas urnas, não ficará comprovada a tese de que o PT estaria sendo expelido dos grandes centros urbanos”.

A tese em questão, diga-se, foi alardeada principalmente por esse jornal durante toda a campanha do primeiro turno. Você que se informa sobre política, portanto, deve estar surpreso com o que acaba de ler.

Outra notícia surpreendente, dada pelo mesmo jornal que durante os últimos meses anunciou tantas vezes que o PT seria trucidado eleitoralmente pelo julgamento do mensalão – com direito a torcida explícita do procurador-geral da República –, é sobre uma cidade emblemática: São José dos Campos. Lá, após 16 anos, o PSDB deve ser desalojado pelo PT.

SJC é emblemática porque foi lá que cerca de cinco mil famílias foram alvo de uma cinematográfica e truculenta operação de “reintegração de posse”. Na operação que desalojou aquelas famílias do bairro Pinheirinho, um idoso de 70 anos foi espancado pela polícia por se rebelar contra seus abusos e, em decorrência disso, veio a falecer.

Pois bem: em SJC, segundo o Ibope, o candidato do PT, Carlinhos Almeida, tem 52% das intenções de voto, enquanto que o candidato Alexandre Blanco, do PSDB, tem 31%. Essa cidade, segundo a Folha, é considerada reduto eleitoral de Geraldo Alckmin. Vem sendo administrada por tucanos desde 1997.



Este blogueiro, aliás, acompanhou de perto o sofrimento de milhares e milhares de homens, mulheres, crianças e idosos, expulsos de suas casas por ação do prefeito tucano de SJC, Eduardo Cury, em benefício do mega especulador Naji Nahas, dono da área em que ficava o bairro do Pinheirinho.

Participei de força-tarefa do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana – Condepe, formada por jornalistas e advogados para ir a SJC colher depoimentos e denúncias das vítimas de um nível de violência policial que, além do assassinato de um idoso, deu curso a estupro de moradoras jovens daquele bairro.

Nem em seus piores pesadelos a direita demo-tucana, a mídia, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e a maioria dos ministros do STF – os quais, repito, vão operando uma tentativa explícita de golpe eleitoral contra o PT – poderiam imaginar o quadro acima descrito.

Do procurador-geral da República a certos ministros do Supremo, passando pelo PSDB, pelo DEM, pelo PPS e pela mídia, todos vinham comemorando publicamente a expectativa de o julgamento do mensalão produzir “efeitos políticos”. Todavia, parece que a alegria deles irá durar pouco.

Como se vê, a direita demo-tucana pode ter o procurador-geral da República e os ministros do STF nas mãos – ou no bolso –, mas o PT tem o povo, que, em última análise, é quem manda no país, pois tem a prerrogativa de ignorar todo esse esforço reacionário e antidemocrático e eleger quem essas forças do atraso não querem.

*Eduardo Guimarães (à esquerda na foto com este blogueiro, durante o 1ºBlogProg,  em Porto Alegre), é Representante Comercial (SP) e Editor do Blog da Cidadania (fonte desta postagem). http://www.blogdacidadania.com.br

05 outubro 2012

Chávez e a onda vermelha em Caracas


“Somos os filhos de 500 anos de batalhas” – Hugo Chávez

Presidente Hugo Chávez é o favorito na Venezuela

Caracas/Venezuela -  Centenas de milhares de venezuelanos reafirmaram nesta quinta-feira o seu apoio ao candidato da revolução bolivariana, Hugo Chávez.

“Sim, podemos ajudar o mundo/ mudar a história em um segundo/ a ajuda te fará crescer/ teu coração é bom/ se és um líder da vida/ mudar o mundo é alegria/ está na moda fazer o bem/ eu não sou Deus para te dizer o que fazer/ o que sei é que juntos vamos vencer/ e vamos salvar o mundo/ vive a tua vida/ dê a ela alegria/ escute bem o que estou dizendo/ sem barreiras ao sentimento, Chávez coração do povo”.

A música símbolo da campanha à reeleição de Hugo Chávez à presidência da Venezuela embalou a multidão que tomou completamente a Avenida Bolívar e transbordou para suas principais vias de acesso, na tarde desta quinta-feira. Mas foi exaltando a bravura do povo venezuelano que Chávez entrou no palco. Entoando o hino da Venezuela cantado à lapela e com um coral de centenas de milhares de pessoas que lotaram sete avenidas de Caracas – Bolívar, Universidad, México, Lecuna, Fuerzas Armadas, Urdaneta e Baralt -, Chávez conseguiu realizar uma mobilização jamais vista em termos de quantidade de manifestantes neste espaço, visivelmente superando mobilização feita por Henrique Capriles no domingo, em seu último comício na capital.

Exaltando o bom combate pelo humanismo e a solidariedade, a festa logo foi convertida em carnaval, com o vermelho vencendo o cinza das nuvens que trouxe a chuva implacável. Apesar do boato espalhado pela oposição, de que a militância bolivariana estaria sendo paga para comparecer ao comício, na rua era possível ver a alegria de um povo que acredita no processo de mudanças que está sendo implementado no país.

Apesar do pé d’água, efeito do “cordonazo de San Franciso” – fenômeno climatico que, segundo a sabedoria popular venezuelana, costuma se repetir no dia de São Francisco de Assis –jovens, idosos, pais e mães com crianças de colo não arredaram o pé.

Lá estavam manifestantes para apoiar o candidato das missões sociais e da valorização do salário mínimo, que enfrentou o locaute petroleiro e golpe de Estado, para vencer o velho projeto neoliberal e privatista – representado dessa vez pela candidatura do oposicionista Capriles.

Assim, lembrando o santo que abdicou de sua riqueza para servir aos pobres, Chávez minimizou o efeito da chuva: “fomos banhados pela água bendita do ‘cordonazo’ de São Francisco”.

Caracas se fez pequena
 
No alto de um dos tantos caminhões de som espalhados pelas proximidades do palanque central, em vias onde posteriormente Chávez passou, acenando e cumprimentando as pessoas, lentamente em carro aberto, casais dançavam e sorriam, tendo ao fundo uma coleção de novos prédios em construção, frutos do projeto Gran Missión Vivienda e gigantescos guindastes, numa fotografia do que é a Venezuela atual.

Em contraposição ao discurso do ódio que destila a candidatura de Capriles, apoiada pelos Estados Unidos, o líder bolivariano exortou a multidão a fortalecer o caminho do amor e da união “em defesa da Pátria”. Chávez ressaltou que unidade e mobilização são fundamentais para acelerar o desenvolvimento “e abrir os portões do futuro que conquistamos”.

O presidente resgatou a história de Guacaipuro, líder indígena que comandou as tribos teques e caracas contra o colonizador espanhol, como um dos símbolos da determinação dos venezuelanos de não se submeter: “graças a Deus, graças a vocês, esta batalha contra a dominação tem mais de 500 anos. Todos somos Guacaipuro e todos ecoamos seu grito de guerra contra o império espanhol. Temos raízes na resistência aborígene, indígena e negra, que impulsionam a luta dos explorados de sempre em defesa de uma terra de homens e mulheres livres”, acrescentou.

Lembrando a trajetória de combate dos primeiros patriotas contra o colonialismo, Chávez ressaltou que o povo venezuelano honrará sua trajetória nas urnas, no próximo domingo, 7 de outubro. “Somos resultado de uma longa jornada. Somos os filhos das colunas guerrilheiras, seu coração e seus braços. Somos os filhos de 4 de fevereiro [data do levante popular contra o desgoverno de Carlos Andrés Perez. Somos os filhos de 500 anos de batalha e de luta pela libertação”, disse.

“Saímos de uma morte coletiva e agora, que a Venezuela ressuscitou e a Pátria vive, não vamos permitir que voltem a aniquilar o nosso país. Nas nossas mãos não se perderá a vida da Pátria. Meu próximo governo inicia já no próximo 8 de outubro”, exaltou, levando a multidão ao delírio.

Embora seja um lago de petróleo inundado por petrodólares, lembrou Chávez, a Venezuela era um país faminto, onde o povo não tinha emprego, salário decente, educação nem moradia digna. “Nós baixamos o desemprego de 20% para 7% e vamos, em seis anos, garantir o pleno emprego. Nós construímos 22 universidades públicas nos últimos dez anos e vamos criar mais 10 nos próximos seis. Somos o quinto país com mais universitários matriculados no mundo e caminhamos para ser o primeiro”, acrescentou.

Contra o imperialismo
 
Há 13 anos comandando a revolução bolivariana,Chávez faz uma autocrítica do processo que vem sendo consolidado por ele: “tenho cometido erros, mas quem não erra?”, perguntou, para logo emendar: “mas falhei com vocês no 4 de fevereiro? – quando arriscou sua vida em defesa do povo venezuelano – Falhei quando enfrentei a prisão? Por acaso Chávez se vendeu à burguesia? Se dobrou ao imperialismo?”, questionou o presidente, com a multidão respondendo em coro: “Não”.

Em meio a um mar de aplausos, sorrisos e lágrimas, o presidente encerrou o ato convocando a todos a trabalharem como “formiguinhas para que não fique ninguém sem votar no domingo”. Diante da magnitude do enfrentamento com a reação de direita pró-EUA e seus conglomerados midiáticos, o presidente venezuelano exortou a militância chavista do Comando Carabobo – mesmo nome da batalha decisiva que abriu caminho à derrota definitiva do exército espanhol – a não se deixar tentar pelo triunfalismo.

Como o voto não é obrigatório, o dirigente bolivariano conclamou aos venezuelanos para que se mobilizem a fim de que haja “uma avalanche de votos” e se esmague qualquer tentativa contra a democracia no país. “Viva a Venezuela! Viva Bolívar! Até a vitória sempre”, concluiu. (por Leonardo W. Severo e Vanessa Silva)

*Via O Escrevinhador  http://www.rodrigovianna.com.br/

04 outubro 2012

MPF não provou participação de José Dirceu, diz Lewandowski

CartaCapital - O revisor do processo do chamado “mensalão” no Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, votou nesta quinta-feira 4 pela absolvição do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, acusado de ser o mentor do esquema para a compra de apoio parlamentar no Congresso. Um dia antes, Dirceu havia sido condenado pelo ministro relator, Joaquim Barbosa.


O ministro Ricardo Lewandowski. Foto: José Cruz/ABr

Lewandowski argumentou que a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal não individualiza adequadamente as condutas imputadas ao réu e nem descreve de forma satisfatória o que o une aos demais acusados.

Segundo ele, a participação de Dirceu nos eventos é definida apenas por suposições.

“Não descarto a possibilidade de que ele seja o mentor e que tenha participado, mas o fato é que isso não encontra ressonância nos fatos, não há prova documental da quebra de sigilos, não há prova pericial que comprove tal fato, muito embora o processo tenha se arrastado por sete anos”, disse.

Lewandowski disse ainda que boa parte dos relatos das testemunhas desmente as acusações da Procuradoria, que se baseou em ilações sobre reuniões das quais ele apenas supostamente participou. Para o ministro, a denúncia limitou-se a potencializar o fato de Dirceu exercer função pública para imputar a execução dos crimes sem ao menos apontar quais condutas delituosas ele praticou. “O MPF desenhou imputações vagas que poderiam enquadrar qualquer funcionário do governo federal.”

Um dia antes, ao iniciar o seu voto, o revisor também havia apontado falhas do MPF na denúncia contra o ex-presidente do PT José Genoino, que ele considerou inocente das acusações. O argumento foi parecido: a denúncia não conseguiu provar a participação do dirigente nos crimes imputados contra ele.

www.cartacapital.com.br

Trabalho, Ética e Coragem


*O Editor do Blog recomenda:  dia 07 de outubro, para vereador, vote  ADELI SELL  PT- 13601 e  VILLA 13  -  Frente Popular - p/Prefeito de PORTO ALEGRE/RS!

Teoria do domínio do fato não diminui a necessidade de provas contra Dirceu


'É por isso que Barbosa gasta tanto tempo falando de reuniões, de depoimentos, de viagens'...

Alguns comentaristas sobre o mensalão passaram a divulgar a ideia de que a utilização de uma nova teoria pelo Supremo Tribunal Federal será definitiva para a condenação de José Dirceu: a teoria do domínio do fato.

Com ela, não seriam necessárias provas do envolvimento de Dirceu. Bastaria seu cargo de chefe da Casa Civil.

A teoria do domínio do fato surge porque era necessário rever conceitos de um direito penal construído final no século 19, em função do aparecimento de uma criminalidade que envolvia mais organizações complexas como empresas ou o Estado.

Assim, se o direito penal clássico exigia que, para condenar o mandante do homicídio era necessário que se provasse que ele determinou que alguém cometesse aquele crime, as situações novas exigem outra abordagem.

O presidente de uma empresa poderia dizer que quer que os seus funcionários cometam ilegalidades para aumentar os lucros e que vai relaxar os mecanismos de fiscalização para isso.

O direito penal clássico teria dificuldade de dizer que o presidente praticou o crime junto com seus funcionários.

Para a teoria do domínio do fato, se o presidente da empresa sabia dos crimes, tinha o poder de realizá-los ou impedi-los e sua vontade foi importante para que fato criminoso acontecesse, ele também pode ser condenado.

Assim, no caso de José Dirceu, o que deve ficar claro é que a decisão de aplicar a teoria do domínio do fato não diminui em nada a necessidade de apresentar provas da sua participação no crime.

Provas de que ele sabia, de que tinha poder sobre os atos e de que sua vontade foi fundamental para o acontecimento dos crimes.

É por isso que o ministro Joaquim Barbosa, mesmo fazendo referência à teoria do domínio do fato, gasta tanto tempo falando de reuniões.

Porque, ainda bem, não inventaram, até agora, nenhuma teoria capaz de autorizar a condenação sem provas.

*Pedro Abramovay, professor da FGV Direito Rio. Ele foi secretário nacional de Justiça do governo federal no segundo mandato do ex-presidente Lula.

No Falha 

**Pescado do blog Com Texto Livre  http://contextolivre.blogspot.com.br/

BUEMBA!!!! De como um certo jornal (então quebrado) fraudou e negociou 'pesquisas' que contaminaram eleições



"OPERAÇÃO EXPRESSO" -  Denúncia: 'Jornalista denunciou venda de pesquisas eleitorais em Santiago/RS'


-Saiba o  'segredo' de como um certo jornal  teve sua 'vida facilitada' e tornou-se, após,  'o maior veículo da região'. E  que, não por acaso, é o mesmo jornal que tem  posado  de 'vestal', 'crítico', 'ético'  e 'imparcial'  em Santiago e Região...  e sistematicamente favorecido a 'dinastia' & outros clientes em sucessivas eleições (desde 1996).

-Clique Aqui  para saber mais (via blog do Leudo Costa).

(Postado às 18,21 h)

*Fonte: Blog 'O Boqueirão'  http://o-boqueirao.blogspot.com.br/

03 outubro 2012

Deputado do PT pesquisa arquivos da Câmara e desmonta argumento de Joaquim Barbosa sobre compra de votos



Do Blog do Mello - O deputado Cândido Vaccarezza, do PT de SP, fez o dever de casa e foi pesquisar nos arquivos da Câmara dos Deputados se o ministro Joaquim Barbosa estava certo quando afirmou que o PT teria comprado votos do PTB e do PL (atual PR) na votação da Reforma da Previdência.

Vaccarezza descobriu em seu levantamento que os "comprados" (segundo o ministro JB) PTB e PL deram bastante trabalho ao governo, agindo como se não tivessem sido "comprados"... Que malvadinhos... (...)

Mas como já afirmei aqui, no julgamento do mensalão, STF decide que, se tem rabo, orelha e pé de porco, é porco. Mesmo que seja feijoada. Portanto, o PT deve continuar a ser condenado, mesmo contra as provas.

-Leia mais CLICANDO AQUI

Edição final deste blog

02 outubro 2012

Porto Alegre sediará Fórum Social Mundial Palestina Livre



O município de Porto Alegre sedia, entre os dias 28 de novembro e 1º de dezembro, o Fórum Social Mundial Palestina Livre, evento organizado por movimentos de solidariedade à Palestina ao redor do mundo e articulados a partir do Fórum Social Mundial. O encontro reunirá um grande número de organizações e personalidades internacionais, com o objetivo de dar visibilidade à busca da paz naquele território, especialmente quanto à questão da autodeterminação do povo palestino e à criação do seu Estado. 

A criação de um Estado Palestino foi proposta pelo gaúcho Oswaldo Aranha na Assembleia-Geral das Nações Unidas em 1948. Na última Assembleia-Geral das Nações Unidas, realizada na semana passada em Nova York, a presidenta Dilma Roussef declarou apoio a esta demanda à busca de uma solução entre os dois Estados. Para Dilma, apenas uma Palestina livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios de Israel por paz com seus vizinhos, segurança em suas fronteiras e estabilidade política regional. 

Pela primeira vez, o tema será objeto de um debate internacional protagonizado pela sociedade civil e realizado fora do âmbito dos debates entre os governos das grandes potências ou das Nações Unidas. A busca de uma solução para os conflitos existentes na região será debatida com base nos acordos de Oslo, firmados pelo Estado de Israel e Pela Organização para Libertação da Palestina. O propósito é constituir um espaço que demonstre a força deste movimento de solidariedade à Palestina enquanto movimento universal de defesa dos Direitos Humanos e de defesa do cumprimento da lei na esfera internacional. 

Em nível local, o Fórum Social Palestina Livre conta com o apoio da Assembleia Legislativa, que realizará um encontro internacional de parlamentares. Outro encontro também está programado com os governos municipais da Região Metropolitana. A intenção é mostrar que a Palestina faz parte de uma luta maior em defesa da justiça e da igualdade. No fórum, cada grupo, organização ou movimento terá a oportunidade de contribuir para o processo com os seus próprios seminários e workshops. 

Além dos laços simbólicos de Porto Alegre com o Fórum Social Mundial, a escolha do Rio Grande do Sul para sediar o encontro também decorre do fato que o Estado aprovou uma lei estabelecendo o dia 28 de novembro como o dia de solidariedade à Palestina. A tradição da luta pela paz e convivência harmoniosa em Porto Alegre materializou-se em encontros promovidos pela Prefeitura na década de 90, nos quais as comunidades judaica e árabe-palestina se reuniram em defesa de uma solução pacífica para os conflitos. 

Também pela primeira vez, a totalidade do movimento internacional de solidariedade para com a Palestina estará reunida num só lugar. O propósito é constituir um espaço que demonstre a força deste movimento de solidariedade à Palestina, enquanto um movimento universal de defesa dos Direitos Humanos e de defesa do cumprimento da lei na esfera internacional.

Texto e edição: Redação Secom  - http://www.estado.rs.gov.br
Gravura: Latuff  - Edição final deste blog

Santiago/RS: Unidade Popular vai à Justiça Eleitoral


Santiago/RS - Do  Blog 'O Boqueirão' - A Coligação Unidade Popular (PT-PDT-PPL) entrou ontem com pedido junto a Justiça Eleitoral  de Santiago no sentido do juízo determinar que a  rádio Central FM  disponibilize a  gravação do Programa Expresso no AR do último sábado (29/09). O Departamento Jurídico da UP, uma vez de posse da gravação, vai decidir o tipo de Ação com que  ingressará em juizo, haja vista que, segundo testemunho de ouvintes,  uma série de ataques, inverdades, calúnias e difamações podem ter sido  realizadas no referido programa contra seu candidato a prefeito, Antônio Bueno,  assim como contra o PT, aliados  e membros dos governos Lula e Dilma.

Até o presente momento, segundo apurou o Blog, o requerimento não havia sido despachado.


01 outubro 2012

Luto

Aos 95 anos, morre o historiador Eric Hobsbawm


Eric Hobsbawm, um dos maiores historiadores do século XX. Foto: Divulgação / Companhia das Letras

O historiador marxista Eric Hobsbawm, considerado um dos pensadores imprescindíveis do século passado, morreu nesta segunda-feira 1º aos 95 anos. Dono de uma vasta obra, Hobsbawm tem como livro mais famoso a Era dos Extremos (1994), no qual narra sua perspectiva sobre o que chama de “breve século XX”, o período iniciado com o começo da Primeira Guerra Mundial, em 1914, até o colapso da União Soviética, em 1991. O livro foi traduzido para quase 40 línguas e recebeu muitos prêmios internacionais.
“Ele morreu de pneumonia nas primeiras horas da manhã em Londres”, afirmou a filha do historiador, Julia Hobsbawm. “Ele fará falta não apenas para sua esposa, Marlene, e seus três filhos, sete netos e um bisneto, mas também por seus milhares de leitores e estudantes ao redor do mundo”, completou.
Hobsbawm, que influenciou gerações de historiadores e políticos, é reconhecido também por sua história do “longo século XIX”, que para ele se deu entre o início da Revolução Francesa (1789) e o início da Primeira Guerra Mundial (1914). A história do “longo século XIX” foi publicada em três volumes – A Era da Revolução: Europa 1789-1848, A Era do Capital: 1848-1875 e Era do Império – 1848-1914.
Biografia
Nascido em 9 de junho de 1917 em uma família judaica de Alexandria, Egito, Hobsbawm foi criado em Viena no período entre as duas grandes guerras mundiais, antes de seguir para Berlim em 1931. Ele se mudou para Londres dois anos depois, quando os nazistas chegaram ao poder.
Depois de estudar História e obter o Doutorado na Universidade de Cambridge, Hobsbawm se tornou professor em 1947 no Birkbeck College de Londres, centro ao qual seguiu ligado por toda a carreira. Também foi professor convidado na Universidade de Stanford, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e na Universidade de Cornel.
*Com informações da AFP. Leia mais em AFP Móvil -  Via http://www.cartacapital.com.br