28 abril 2012

Gregory Corso



A BAGUNÇA TODA... QUEM SABE

Subi seis lances de escada
até meu pequeno quarto mobiliado
abri a janela
e comecei a jogar fora
as tais coisas mais importantes na vida

Primeiro, a Verdade, ganindo como um dedo-duro:
“Não! Direi coisas terríveis de você!”
“Ah, é? Não tenho nada a esconder... FORA!”
Depois, Deus, assombrado, corado e choroso de espanto:
“Não é culpa minha! Não sou a causa de tudo isso!” “FORA!”

Depois o Amor, aliciando subornos: “Você não conhecerá a impotência!
As garotas da capa da Vogue, todas suas!”
Apertei sua bunda gorda e gritei:
“Seu destino é um desvalido!”

Peguei a Fé, a Esperança e a Caridade
as três juntas abraçadas:
“Você não vai sobreviver sem nós!”
“Estou pirando com vocês! Tchau!”

Depois a Beleza... Ah, a Beleza –
Tão logo a levei até a janela
disse: “Você eu amei mais na vida
... mas é uma assassina; a Beleza mata!”
Sem querer realmente atirá-la
desci correndo as escadas
chegando a tempo de apanhá-la
“Você me salvou!” sussurrou
Coloquei-a no chão e disse: “Anda.”

Subi de volta as escadas
procurei o dinheiro
não havia dinheiro pra jogar fora.
Só restava a Morte no quarto
escondida atrás da pia da cozinha:
“Não sou real!” gritou
“Não passo de um rumor espalhado pela vida...”
Atirei-a fora com a pia e tudo, sorrindo
e então notei que o Humor
era tudo que havia restado –
Tudo que pude fazer com o Humor foi dizer:
“A janela fora com a janela!”

                                        Gregory Corso

Tradução: Márcio Simões
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Gregory Corso (1930-2001) compõe com Allen Ginsberg e Lawrence Ferlinghetti a tríade de poetas centrais do muito incensado, mas insuficientemente compreendido, movimento de renovação poética e literária ocorrido na segunda metade do século XX nos Estados Unidos, fazendo parte do núcleo que viria a ser conhecido por geração Beat. A poesia de Corso é a mais bem-humorada do grupo, com forte influência dos românticos e dos surrealistas, produzindo muitas vezes poemas impagáveis, de fatura primorosa, calcados numa imaginação delirante e sem-limites. [MS]

27 abril 2012

PT da capital gaúcha 'aquecendo os tambores'...


Plenária do PT/Porto Alegre mobiliza militantes para campanha eleitoral

O auditório do Ritter Hotel (centro da capital gaúcha) ficou lotado na noite de ontem (26.04) para mais uma Plenária de Mobilização e Trabalho do Partido dos Trabalhadores de Porto Alegre. Os presidentes municipal e estadual do partido, vereador Adeli Sell e deputado Raul Pont, respectivamente, o secretário Marcelo Danéris, além de vereadores, lideranças e militância, que apesar da chuva e do frio, compareceram em peso à atividade, foram até o local para escutar o pré-candidato do PT ao Executivo Municipal, Adão Villaverde.

A ideia central do partido neste ano será apresentar um programa que aprofunde um projeto de esquerda popular, visando colocar Porto Alegre na vitrine do Estado, do Brasil e do mundo. De acordo com o pré-candidato, o processo se dará num período de consolidação política e de reafirmação de um projeto de esquerda, largamente aprovado pelos brasileiros.

“Somos um projeto e temos uma candidatura. Vamos defendê-la de A à Z junto às nossas relações”, afirmou Villaverde, ao ressaltar a capacidade de diálogo e disputa do partido.

Villa também explicou a importância do “Diálogos com Porto Alegre”, programa partidário que busca promover uma interação direta com diversas vilas, regiões, bairros e setores da cidade. Trata-se de um projeto que vai ouvir a sociedade e buscar elementos que auxiliem na construção de um programa de cidade moderna, para o presente e para o futuro, sem perder o acúmulo dos seus 240 anos.

Na oportunidade, também foi apresentada pelo coordenador-geral da campanha Gerson Almeida a equipe que trabalhará no processo.

Libras

A Plenária também contou com uma iniciativa inusitada. Foi traduzida para a linguagem dos sinais para contemplar militantes com deficiência auditiva. “Temos a obrigação e o dever de nos comunicarmos plenamente com todos os nossos filiados”, explicou o presidente municipal do PT, vereador Adeli Sell.

*Por Tatiana Feldens, Asscom PT-POA - http://ptpoa.com.br

Foto: Deputado Adão Villaverde e o vereador Adeli Sell durante a plenária do PT de Porto Alegre/RS.

26 abril 2012

Cotas: Parabéns, Brasil!


Cotas raciais em universidades são consideradas constitucionais por unanimidade no Supremo

Brasília/DF –  Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram hoje (26), por unanimidade, que a reserva de vagas em universidades públicas com base no sistema de cotas raciais é constitucional. Durante dois dias de julgamento, os ministros analisaram a ação ajuizada pelo partido Democratas (DEM), em 2009, contra esse sistema na Universidade de Brasília (UnB).

O último ministro a se manifestar, o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, disse que a política compensatória é justificada pela Constituição. Para ele, os erros de uma geração podem ser revistos pela geração seguinte.

“O preconceito é histórico. Quem não sofre preconceito de cor já leva uma enorme vantagem, significa desfrutar de uma situação favorecida negada a outros”, explicou Britto.

Nove ministros acompanharam o voto do relator, Ricardo Lewandowski. O ministro Antônio Dias Toffoli se declarou impedido de votar, porque quando era advogado-geral da União posicionou-se a favor da reserva de vagas. Por isso, dos 11 ministros do STF, somente dez participam do julgamento.

Para o ministro Celso de Mello, as ações afirmativas estão em conformidade com a Constituição e com as declarações internacionais às quais o Brasil aderiu. De acordo com a ministra Cármen Lúcia, as políticas compensatórias garantem a possibilidade de que todos se sintam iguais.

“As ações afirmativas não são as melhores opções. A melhor opção é ter uma sociedade na qual todo mundo seja livre par ser o que quiser. Isso é uma etapa, um processo, uma necessidade em uma sociedade onde isso não aconteceu naturalmente”, disse a ministra.

A UnB foi a primeira universidade federal a instituir o sistema de cotas, em junho de 2004. Atos administrativos e normativos determinaram a reserva de 20% do total das vagas oferecidas pela instituição a candidatos negros (entre pretos e pardos).

A ação afirmativa faz parte do Plano de Metas para Integração Social, Étnica e Racial da UnB e foi aprovada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão. No primeiro vestibular, o sistema de cotas foi responsável pela aprovação de 18,6% dos candidatos. A eles, foram destinados 20% do total de vagas de cada curso oferecido. A comissão que implementou as cotas para negros foi a mesma que firmou o convênio entre a UnB e a Fundação Nacional do Índio (Funai), de 12 de março de 2004.

*Com a Agência Brasil

Plenária do PT/Porto Alegre

 
PT de Porto Alegre realiza Plenária

Apostando em sua militância e ativismo, o Partido dos Trabalhadores de Porto Alegre/RS está convidando  seus filiados e simpatizantes para participar de mais uma Plenária de Mobilização. A atividade será realizada nesta quinta-feira (26.04), às 18:30, no Ritter Hotel  (frente à Estação Rodoviária).

Na pauta, o debate sobre a conjuntura política, as ações dos governos Dilma e Tarso e a preparação da pré-campanha de Adão Villaverde (foto) ao Executivo Municipal nas próximas eleições.

Participe! Traga a sua bandeira! Junte-se a nós!

*Via Asscom PT-POA  -  ptpoa.com.br  -  Foto: Ramiro Furquim (Sul21) 

(13,17h) 

25 abril 2012

Viva a Revolução dos Cravos!



* Grândola Vila Morena  - de Zeca Afonso - por vários artistas (via  TV da Galicia/Portugal) 

(Singela homenagem do Blog no transcurso dos  38 anos da vitória da 'Revolução dos Cravos')

1 bilhão para o Metrô - Porto Alegre


Presidenta Dilma anuncia R$ 1 bilhão para implantação do metrô em Porto Alegre

Membro titular da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados, Paulo Ferreira (PT/RS) acompanhou na manhã de hoje a cerimônia de anúncio dos projetos que serão contemplados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Urbana. A presidente Dilma Rousseff, acompanhada pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, divulgou que serão investidos R$ 32 bilhões para a implantação de metrôs, veículos leves sobre trilho (VLT) e corredores de ônibus em cidades com mais de 700 mil habitantes. Serão beneficiados 51 municípios em 18 estados brasileiros, atingindo cerca de 53 milhões de cidadãos.

Em seu discurso, a presidente Dilma afirmou que o país precisa investir em metrôs. "Antes, as cidades não tinham condições de fazer isso porque era muito caro. Hoje, os governadores têm enorme dificuldade para construir metrôs com a cidade funcionando. É um duplo desafio", disse. O deputado Paulo Ferreira observou que o PAC Mobilidade é o maior programa de intervenção no transporte urbano já realizado pelo governo federal. "É um programa que melhorará o acesso dos usuários aos centros urbanos, diminuindo o tempo de permanência das pessoas no interior dos coletivos", ressaltou.

O projeto de construção do metrô em Porto Alegre receberá R$ 1 bilhão de recursos federais - o valor total da obra é de R$ 2,4 bilhões. O governador do Estado, Tarso Genro, e o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, compareceram ao evento, bem como o pré-candidato do PT à prefeitura da Capital gaúcha, deputado estadual Adão Villaverde. "O recurso destinado a Porto Alegre vai garantir a concretização de uma demanda histórica dos cidadãos e contribuir para uma cidade cada vez mais sustentável", salientou Paulo Ferreira.

*Texto Natália Alles - com informações da Agência Brasil -  Fonte: pauloferreira.net.br

23 abril 2012

Jornalismo investigativo?!


A CPI e o fim do jornalismo investigativo de araque

Leandro Fortes* escreve: 

Há oito anos, escrevi um livrete chamado “Jornalismo Investigativo”, como parte do esforço da Editora Contexto em popularizar o conhecimento básico sobre a atividade jornalística no Brasil. Digo “livrete” sem nenhum desmerecimento, muito menos falsa modéstia, mas para reforçar sua aparência miúda e funcional, um livro curto e conceitual onde plantei uma semente de discussão necessária ao tema, apesar das naturais deficiências de linguagem acadêmica de quem jamais foi além do bacharelado. Quis, ainda assim, formular uma conjuntura de ordem prática para, de início, neutralizar a lengalenga de que todo jornalismo é investigativo, um clichê baseado numa meia verdade que serve para esconder uma mentira inteira. Primeiro, é preciso que se diga, nem todo jornalismo é investigativo, embora seja fato que tanto a estrutura da entrevista jornalística co mo a mais singela das apurações não deixam de ser, no fim das contas, um tipo de investigação. Como é fato que, pelo prisma dessa lógica reducionista, qualquer atividade ligada à produção de conhecimento também é investigativa.

A consideração a que quero chegar é fruto de minha observação profissional, sobretudo ao longo da última década, período em que a imprensa tornou-se, no Brasil, um bloco quase que monolítico de oposição não somente ao governo federal, a partir da eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, mas a tudo e a todos vinculados a agendas da esquerda progressista, aí incluídos, principalmente, os movimentos sociais, os grupos de apoio a minorias e os defensores de cotas raciais. Em todos esses casos, a velha mídia nacional age com atuação estrutural de um partido, empenhada em fazer um discurso conservador quase sempre descolado da realidade, escoltado por um discurso moralista disperso em núcleos de noticiários solidificados, aqui e ali, em matérias, reportagens e editoriais de indignação seletiva.

A solidez – e a eficácia – desse modelo se retroalimenta da defesa permanente do grande capital em detrimento das questões sociais, o que tanto tem garantido um alto grau de financiamento desta estrutura midiática, como tem servido para formar gerações de jornalistas francamente alinhados ao que se convencionou chamar de “economia de mercado”, sem que para tal lhes tenha sido apresentado nenhum mecanismo de crítica ou reflexão. Essa circunstância tem ditado, por exemplo, o comportamento da imprensa em relação a marchas, atos públicos e manifestações de rua, tratados, no todo, como questões relacionadas a trânsito e segurança pública. Interditados, portanto, em seu fundamento social básico e fundamental, sobre o qual o jornalismo comercial dos oligopólios de comunicação do Brasil só se debruça para descer o pau. (...)

CLIQUE AQUI  para ler a postagem, na íntegra (via blog 'Brasília, eu vi'*).

-Edição e grifos deste blog

21 abril 2012

Poema



BELO BELO

Belo belo minha bela

Tenho tudo que não quero
Não tenho nada que quero
Não quero óculos nem tosse
Nem obrigação de voto

Quero quero

Quero a solidão dos píncaros
A água da fonte escondida
A rosa que floresceu
Sobre a escarpa inacessível

A luz da primeira estrela
Piscando no lusco-fusco

Quero quero

Quero dar a volta ao mundo
Só num navio a vela
Quero rever Pernambuco
Quero ver Bagdá e Cusco

Quero quero

Quero o moreno de Estela
Quero a brancura de Elisa
Quero a saliva de Bela
Quero as sardas de Adalgisa

Quero quero tanta coisa
Belo belo

Mas basta de lero-lero
Vida noves fora zero.

    Manuel Bandeira - 1948

(Quadro:  'Les Demoiselles D’Avignon', de Pablo Picasso )

20 abril 2012

O PiG** no banco dos réus



 Por Eduardo Guimarães*

CPI do Cachoeira, CPI da empreiteira Delta, CPI do Agnelo… A mídia passou dias e dias construindo versões sobre o foco que terá a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que ela mesma disse que não sairia porque, pasme-se, “o governo” teria “medo” da investigação.

As ameaças dos meios de comunicação de inverterem o foco da CPMI e de jogá-lo contra os partidos da base aliada e contra o governo Dilma de fato surtiram algum efeito. Parlamentares de todos os partidos se preocuparam. Mas a preocupação decorreu da campanha midiática. Ponto.

Todavia, essa investigação tem tanta chance de se voltar para a relação da Veja com o esquema Cachoeira quanto contra qualquer outro alvo.

Jornalistas de alguns grandes meios de comunicação, sobretudo os da Folha de São Paulo, começaram a tocar no assunto como este blog previu que fariam. Ao tratarem das relações da Veja com Cachoeira, dizem o óbvio: criminosos podem, sim, ser fontes da imprensa.

Alguns desses jornalistas reconhecem que tiveram contato com Cachoeira e explicam que foram contatos fortuitos, o que os torna explicáveis. Agora, no caso da Veja, não. São CENTENAS de ligações e sabe-se lá quantos encontros presenciais.

Quando um jornalista fala com uma fonte criminosa uma vez, cinco vezes, dez vezes, é uma coisa. Quando fala CENTENAS de vezes, é casamento.

Eis, aí, o potencial da CPMI que transpareceu da clara resposta que, ao aprová-la maciçamente, o Congresso deu a uma imprensa que dizia que o Poder Legislativo abafaria o caso. E esse potencial é o de, pela primeira vez na história, a imprensa sentar-se no banco dos réus.

Uma fonte muitíssimo bem informada me diz que anda por volta de mais de duas centenas de parlamentares o contingente deles que tem a imprensa atravessada na garganta. E claro que dirão que isso ocorre porque são todos corruptos que temem o trabalho da imprensa livre, blábláblá.

O fato, porém, é o de que as gravações da Operação Monte Carlo revelam que ao menos no caso da Veja não se trataram de relações fortuitas com uma fonte, mas de um crime continuado.

Não há mera relação entre imprensa e uma fonte que possa assim ser caracterizada diante da descoberta de que aquele veículo falava várias vezes por semana, durante anos, com um criminoso, e de que a quadrilha desse criminoso deu TODAS as matérias que o veículo publicou contra o PT.

A Veja argumenta, literalmente, que a relação que mantinha com Cachoeira era a mesma que os criminosos mantêm com a Justiça quando optam pela “delação premiada”. Ora, então a pergunta é uma só: se a delação é premiada, que prêmio a revista ofereceu a Cachoeira em troca de suas denúncias contra o PT?

Parlamentares petistas, peemedebistas, comunistas, pedetistas e de quantos partidos se possa imaginar não assinaram essa CPI à toa. Há um clima no Congresso para que venham à tona os métodos que setores da imprensa brasileira usam.

Isso porque todos têm muito claro que uma imprensa que se alia a determinado grupo político e usa seu poder e até concessões e dinheiro público para fazer luta política, é uma imprensa que não serve a ninguém além de seus proprietários e aos políticos amigos deles.

A CPMI aprovada pela esmagadora maioria do Congresso terá um viés inédito na história da República. Será a primeira vez que o país irá esmiuçar o comportamento do dito “quarto Poder”. E já fará isso tarde. Depois dessa investigação, o Brasil nunca mais será o mesmo.

*Eduardo Guimarães é representante comercial e Editor do Blog da Cidadania, fonte desta postagem.

**PiG: Partido da Imprensa Golpista

CPMI do Cachoeira ... e do grupo Abril!



*Charge do Bessinha (A 'Veja' arde...)

18 abril 2012

CPMI do CACHOEIRA & CIA


Líderes protocolam requerimento para criação de CPMI

Brasília - Agência Brasil - Com 340 assinaturas de deputados e 54 de senadores, o requerimento de criação da comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) que irá investigar o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e suas relações com agentes públicos e privados foi protocolado esta noite (17), na Mesa Diretora do Senado.

Os líderes partidários da Câmara compareceram ao Senado, todos juntos, para levar os documentos que reuniam as assinaturas de suas bancadas. Em seguida, foi a vez do líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA), levar à secretária-geral da Mesa Diretora, Claudia Lira, o requerimento subscrito pelos senadores. Segundo ele, ainda há mais 13 assinaturas com o líder do PTB, senador Gim Argello (DF), que deverão ser entregues ainda hoje. Com elas, são 67 assinaturas de senadores ao todo.

Agora, segundo Cláudia Lira, o Senado e a Câmara farão a conferência das assinaturas para verificar possíveis irregularidades, como duplicidade de nomes. São necessárias a subscrição de 27 senadores e 171 deputados. Se o número for atingido corretamente, a primeira-vice-presidente do Congresso Nacional, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), será comunicada para que possa convocar uma sessão conjunta para ler o requerimento e oficializar a criação da CPMI. A deputada está presidindo o Congresso na licença do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), internado no Hospital Sírio-Libanês.

A expectativa dos líderes é que Rose de Freitas convoque a sessão para a próxima quinta-feira (19). Na opinião deles, não há motivos para mais demora na instalação da comissão, uma vez que todos os partidos políticos declararam apoio à CPMI. Pinheiro, no entanto, foi cauteloso e evitou marcar uma data para o início dos trabalhos. “Vamos aguardar o resultado das conferências [das assinaturas] para não ficarmos dando datas e depois corrigir. Vamos evitar fazer ilações ou conjecturas. Cada coisa a seu tempo”, disse.

(8,12 h)

17 abril 2012

Bravo, Cristina!

"Hoje é um dia transcendente para os argentinos!"

O cineasta e deputado nacional pelo Projeto Sul, Fernando “Pino” Solanas, celebrou a decisão da presidenta Cristina Fernández de Kirchner de expropriar 51% das ações de YPF e considerou que “hoje é um dia transcendente para todos os argentinos”. Solanas considerou que “os governantes que modificam as políticas erradas não se debilitam, mas sim o contrário, porque é um gesto de honestidade e de grandeza que será acompanhado por seu povo”. O artigo é de Francisco Luque, direto de Buenos Aires (via Carta Maior).

Buenos Aires - Lideranças políticas, sociais e econômicas da Argentina manifestaram seu respaldo ao projeto de lei enviado pelo governo ao Congresso para a expropriação de 51% das ações da Repsol na YPF e à declaração da autossuficiência em combustíveis como assunto de interesse público, conforme anunciado nesta segunda-feira (16) pela presidenta Cristina Fernández de Kirchner.

“A YPF volta a ser argentina”, assinalou o secretário da Central Geral de Trabalhadores, Hugo Moyano, após o anúncio. O líder sindical destacou a decisão de “retomar o controle sobre a empresa nacional de petróleo”. Por outro lado, Moyano disse que “esperamos que, no calor da alegria popular que essa decisão provoca, não apareçam aproveitadores que, como na privatização, queiram tirar proveito pessoal deste ato manifesto de soberania”. Moyano disse ainda que todas as privatizações realizadas na Argentina significaram o “esvaziamento da pátria”, e enfatizou a coerência do movimento operário que sempre se opôs a essas medidas. 

O deputado nacional pelo Projeto Sul, Fernando “Pino” Solanas celebrou a decisão de expropriar 51% das ações de YPF e considerou que “hoje é um dia transcendente para todos os argentinos”. Solanas considerou que “os governantes que modificam as políticas erradas não se debilitam, mas sim o contrário, porque é um gesto de honestidade e de grandeza que será acompanhado por seu povo”. (...)
CLIQUE AQUI para ler na íntegra.

(12,27 h)

16 abril 2012

Nota oficial sobre a revista Veja


 Presidente da Câmara dos Deputados  responde à revista Veja:
Tendo em vista a publicação, na edição desta semana, de mais uma matéria opinativa por parte da revista Veja do Grupo Abril, desferindo um novo ataque desrespeitoso e grosseiro contra minha pessoa, sinto-me no dever de prestar os esclarecimentos a seguir em respeito aos cidadãos brasileiros, em especial aos leitores da referida revista e aos meus eleitores:
- a decisão de instalação de uma CPMI, reunindo Senado e Câmara Federal, resultou do entendimento quase unânime por parte do conjunto de partidos políticos com representação no Congresso Nacional sobre a necessidade de investigar as denúncias que se tornaram públicas, envolvendo as relações entre o contraventor conhecido como Carlinhos Cachoeira com integrantes dos setores público e privado, entre eles a imprensa;
- não é verdadeira, portanto, a tese que a referida matéria tenta construir (de forma arrogante e totalitária) de que esta CPMI seja um ato que vise tão somente confundir a opinião pública no momento em que o judiciário prepara-se para julgar as responsabilidades de diversos políticos citados no processo conhecido como “Mensalão”;
- também não é verdadeira a tese, que a revista Veja tenta construir (também de forma totalitária), de que esta CPMI tem como um dos objetivos realizar uma caça a jornalistas que tenham realizado denúncias contra este ou aquele partido ou pessoa. Mas posso assegurar que haverá, sim, investigações sobre as graves denúncias de que o contraventor Carlinhos Cachoeira abastecia jornalistas e veículos de imprensa com informações obtidas a partir de um esquema clandestino de arapongagem;
- vale lembrar que, há pouco tempo, um importante jornal inglês foi obrigado a fechar as portas por denúncias menos graves do que estas. Isto sem falar na defesa que a matéria da Veja faz da cartilha fascista de que os fins justificam os meios ao defender o uso de meios espúrios para alcançar seus objetivos;
- afinal, por que a revista Veja é tão crítica em relação à instalação desta CPMI? Por que a Veja ataca esta CPMI? Por que a Veja, há duas semanas, não publicou uma linha sequer sobre as denúncias que envolviam até então somente o senador Demóstenes Torres, quando todos (destaco “todos”) os demais veículos da imprensa buscavam desvendar as denúncias? Por que não investigar possíveis desvios de conduta da imprensa? Vai mal a Veja!;
- o que mais surpreende é o fato de que, em nenhum momento nas minhas declarações durante a última semana, falei especificamente sobre a revista, apontei envolvidos, ou mesmo emiti juízo de valor sobre o que é certo ou errado no comportamento da imprensa ou de qualquer envolvido no esquema. Ao contrário, apenas afirmei a necessidade de investigar tudo o que diz respeito às relações criminosas apontadas pelas Operações Monte Carlo e Vegas;
- não é a primeira vez que a revista Veja realiza matérias, aparentemente jornalísticas, mas com cunho opinativo, exagerando nos adjetivos a mim, sem sequer, como manda qualquer manual de jornalismo, ouvir as partes, o que não aconteceu em relação à minha pessoa (confesso que não entendo o porquê), demonstrando o emprego de métodos pouco jornalísticos, o que não colabora com a consolidação da democracia que tanto depende do uso responsável da liberdade de imprensa.
Dep. Marco Maia,
Presidente da Câmara dos Deputados
...

*Fonte: Blog do Saraiva - Edição final deste blog.

(Postado às 12,37 h )

14 abril 2012

O medo da revista Veja


O medo da Veja

Luis Nassif Online - Eu li o artigo da Veja, e só tenho uma observação: a Veja quer enterrar a CPI, custe o que custar.

O caso Cachoeira pega diretamente o senador Demóstenes Torres (DEM/Goiás), o governador Marconi Pirilo (PSDB/Goiás), o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB/GO) e o editor-chefe da revista Veja, Policarpo Jr.

A primeira reação da mídia, diante do escândalo, foi tentar envolver todo mundo: Agnelo (PT/DF), Protógenes (PCdoB/SP), e a construtora Delta -- que, segundo a imprensa, "faz negócios com o Governo Federal" -- convenientemente omitindo o fato de que a Delta faz negócios com todas as esferas do governo, em diversos estados, inclusive São Paulo!!!
Notícias recentes da Folha, do Estadão, e da Globo, dizem que a CPI preocupa a Dilma e setores do PT; quando os mais preocupados, obviamente, devem ser o DEM e o PSDB.

Mas vamos assumir que as acusações sejam verdadeiras, e que Agnelo, Protógenes, e o próprio Governo Federal estejam envolvidos no escândalo. Este seria, sem dúvida nenhuma, o maior escândalo da história recente do país. Maior do que o mensalão, que segundo a Veja foi "o maior escândalo de corrupção da história do país".

A Veja não quer investigação, e usa todos os artifícios que têm à sua disposição para isso: apela para a PT-fobia, para o "risco para a liberdade de expressão", para a imagem de Hitler e Mussolini... nenhum recurso é deixado de lado no objetivo de demonstrar, por A+B, que a CPI será péssima para o Brasil. (..)

CLIQUE AQUI para ler,  na íntegra.

(postado às 14,09 h)

13 abril 2012

Fraude em licitação



*Charge do Kayser  

(postado às 21,42 h)

Debate

 

O inferno astral da oposição a Dilma

'Os partidos oposicionistas estão no meio de um vendaval. E, como a crise é fundamentalmente partidária, também esvazia a força de pressão dos partidos tradicionais aliados ao governo. Quanto maior a base de apoio, mais o governo pode usar da superioridade numérica para dispensar apoios incômodos.'

CLIQUE AQUI para ler, na íntegra, o artigo assinado pela jornalista  Maria Inês Nassif (foto, via sítio Agência Carta Maior).

12 abril 2012

Os 10 anos do golpe na Venezuela

 

O golpe de 2002 na Venezuela: a praia Giron da mídia golpista

 

Emir Sader*  escreve:

A mídia latino-americana sempre foi golpista. Representante das oligarquias do continente, dirigida por um punhado de famílias (todo país tem seus Frias, Mesquitas, Marinhos, Civitas), sempre esteve envolvida nos golpes militares contra a democracia no continente, do lado dos EUA.

Se a OEA foi chamada por Fidel de Ministério das Colônias dos EUA, a SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa) é seu Ministério de Comunicação para as Colônias. Sempre coordenou a ação da mídia nos golpes militares e nas campanhas contra os governos democráticos do continente.

Antes mesmo da campanha que levou Getúlio ao suicídio, em 1954, e derrubou Perón em 1955, a mídia ja tinha sido participante fundamental no sangrento golpe na Guatemala, em 1954, que levou esse país a se tornar, nas décadas seguintes, naquele que sofreu os maiores massacres em um continente cheio de massacres.

Há exatamente 10 anos atrás a mídia venezuelana mobilizou e convocou um golpe militar contra Hugo Chavez. O movimento chegou a ter sucesso imediato, uma TV escandinava pode produzir "A revolução não será televisionada”, documentário já tornado um clássico do cinema de documentário sobre a América Latina. O presidente da Fiesp de lá foi nomeado presidente da ditadura que pretendia se instalar e era saudado, no Palácio Presidencial, pelos chefes da Igreja católica, pelos donos das empresas de comunicação, pelos dirigentes dos partidos de direita, enquanto Hugo Chavez era levado por militares para uma ilha e pressionado para assinar sua renúncia.

Assim que soube do golpe, o povo desceu maciçamente às ruas, dirigiu-se ao Palácio, derrubou as grades e entrou no prédio. Assiste-se nesse momento, no documentário, os chefes do golpe fugirem rapidamente pelas portas laterais do Palácio, enquanto o povo penetra nele.

As TVs e rádios golpistas simplesmente deixaram de dar notícias e passaram a projetar desenhos animados. O fugaz presidente golpista tentou enganar a CNN dando entrevista como se estivesse ainda no Palácio Presidencial, mas o próprio entrevistador lhe disse que sabia que ele já estava num quartel, fugindo. A nem veja, nem leia, eufórica, deu mais um “furo”: sua edição da semana saiu, no sábado cedo, com a notícia do golpe que teria derrubado Hugo Chavez como a grande matéria de capa. (Nenhum meio tradicional de comunicação brasileiro, todos com DNA de golpistas, recordou os 10 anos do golpe fracassado na Venezuela.)

Embora houvesse já uma doutrina e um acordo dos governos do continente de se oporem aos golpes militares, sentiu-se o silêncio ou a cumplicidade, e salvo Cuba, não houve protestos contra a derrubada de um presidente legalmente eleito no continente. O povo venezuelano fez justiça com suas próprias mãos e recolocou Hugo Chavez na presidência do pais, para a qual tinha sido eleito por seu voto.

O golpe de 11 de abril de 2002 foi, para a mídia golpista latino-americana, o que a também fracassada invasão de Praia Giron foi para o imperialismo norteamericano: sua primeira grande derrota, que demonstrou que o povo do continente não  ia aceitar mais que ela pusesse e tirasse governantes no continente. Que agora é o povo quem decide seu destino na América Latina.

*Emir Sader é Sociólogo, professor e escritor. Via Blog do Emir (sítio da Agência Carta Maior).

11 abril 2012

Reunião do CDES, hoje, em Santiago

 

 'Conselhão' debaterá desenvolvimento do Vale do Jaguari

Santiago/RS - O desenvolvimento do Vale do Jaguari será a pauta central de mais um encontro da série “Diálogos CDES”, que ocorrerá no município de Santiago, nesta quarta-feira (11/04). O objetivo do evento é reunir diferentes lideranças locais, trabalhadores, empresários, agricultores, governo e sociedade, em um amplo debate sobre as demandas e potencialidades da região.

Promovida pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Rio Grande do Sul (CDES-RS), a atividade será realizada no Salão de Atos da Universidade Regional Integrada (URI) – Campus Santiago (Av. Batista Bonotto Sobrinho, s/nº), a partir das 14 horas.

As sugestões colhidas nas comunidades são sistematizadas e encaminhadas aos órgãos do Governo do Estado. As demandas são avaliadas com as diferentes secretarias, definindo medidas que podem ser adotadas para resolver as questões apresentadas.

“É uma oportunidade para aproximar o governo dos municípios, ouvir as prioridades das comunidades e construir soluções consensuadas”, convida o secretário executivo do CDES-RS, Marcelo Danéris, que coordenará o encontro, juntamente com o Gabinete dos Prefeitos e Relações Federativas.
Espaço de participação

Os Diálogos CDES são espaços de debates, tanto temáticos como regionais, abertos à participação da sociedade, nos quais se promovem a escuta e a troca de ideias sobre temas relativos ao desenvolvimento econômico e social do estado, buscando a concertação de opiniões dos diversos atores envolvidos.

A situação da pesca no Rio Grande do Sul, os entraves no porto de Cachoeira do Sul, a extrema pobreza no meio rural, o aprofundamento do debate para a formação de um Conselho de Comunicação, as iniciativas necessárias para apoiar as Tecnologias de Informação, o Programa de Sustentabilidade do Estado e o aprofundamento dos itens da primeira Carta de Concertação foram alguns dos temas tratados nos Diálogos CDES em 2011.  Mais informações sobre todas as atividades do Conselho podem ser obtidas no www.cdes.rs.gov.br.

O Vale do Jaguari localiza-se na Região Centro Ocidental Rio-Grandense e é composto por nove municípios: Cacequi, Capão do Cipó, Jaguari, Mata, Nova Esperança do Sul, Santiago, São Francisco de Assis, São Vicente do Sul e Unistalda.

De acordo com dados da Fundação de Economia e Estatística (FEE) de 2010, a área possui cerca de 11.268 km² e é habitada por aproximadamente 117.250 pessoas, representando uma densidade demográfica de 10,4 habitantes por quilômetro quadrado.

Fonte:  http://www.cdes.rs.gov.br

10 abril 2012

“A Veja se associou ao crime organizado”



* Contundente pronunciamento do Deputado Federal Fernando Ferro (PT/PE) sobre a  revista 'Veja', Demóstenes, Cachoeira, gov. Marcondes Perillo (PSDB/Goiás) e a 'Operação Monte Carlo'.

Plenária


*O meu amigo e companheiro de longa data, vereador  Adeli Sell, está convidando para participarmos de uma Plenária do seu mandato. Será amanhã, à partir das 18,30 h, no Plenário Ana Terra da Câmara de Vereadores de Porto Alegre.

Adeli Sell - que também preside com galhardia o PT da capital dos gaúchos - já está no seu 4º mandato de vereador,  preparando  mais uma reeleição - mais do que merecida. 

Tod@s lá!

09 abril 2012

A estranha omissão dos partidos políticos na pesquisa ZH/Ibope


Incertezas e surpresas nas pesquisas (eleitorais) em Porto Alegre

Por Benedito Tadeu César*

Surpresa, é o mínimo que se pode expressar diante dos números apresentados pela pesquisa Ibope/Zero Hora publicada no domingo (08/04) e que tem por foco a corrida pela prefeitura de Porto Alegre. Realizada exatamente oito dias após a pesquisa Methodus/Correio do Povo e que foi publicada na terça-feira da semana anterior (27/04), a pesquisa atual inverte os resultados da anterior: coloca Manuela D´Ávila sempre a frente de José Fortunati e Paulo Borges sempre a frente de Adão Villaverde.
Em termos numéricos, ainda que as duas pesquisas apontem a ocorrência de empates técnicos entre os dois primeiros colocados, tanto nas respostas espontâneas quanto em todos os cenários testados, a pesquisa Ibope/Zero Hora mostra Manuela com no mínimo sete e no máximo nove pontos percentuais à frente de Fortunati, enquanto a pesquisa Methodus/Correio do Povo mostrava Fortunati com no mínimo 0,9 e no máximo 3,1 pontos percentuais a frente de Manuela. Segundo a pesquisa Ibope/Zero Hora, Paulo Borges se encontra entre três e sete pontos percentuais a diante de Adão Villaverde, enquanto segundo a pesquisa Methodus/Correio do Povo Villaverde se encontrava entre 6,7 e 6,8 pontos a frente de Borges.

Nem duas semanas separaram as coletas de dados de cada uma destas pesquisas, pois a pesquisa Methodus/Correio do Povo teve o seu campo realizado durante o período de 20 a 22 de março/2012 e a pesquisa Ibope/Zero Hora teve o seu campo executado durante o período de 29 de março a 1º de abril/2012. Por coincidência, a pesquisa Ibope/Zero Hora foi realizada durante a semana das comemorações do aniversário de Porto Alegre, ocorrido no dia 26, mas rememorado por eventos promovidos pela Prefeitura em diferentes pontos da cidade até o dia 31 de março.

Desta forma, se foi o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, quem esteve em evidência durante a semana da pesquisa Ibope/Zero Hora e se não ocorreu nenhum outro evento que tenha projetado ou ofuscado qualquer outro candidato, só podem causar surpresa as reviravoltas anunciadas pela pesquisa Ibope/Zero Hora. Surpresa que se aprofunda, aliás, quando se verifica que a pesquisa Ibope/Zero Hora mostra, de um lado, uma aprovação popular ainda maior do governo Fortunati do que a revelada pela pesquisa Methodus/Correio do Povo e, de outro, coloca Manuela não apenas liderando todos os cenários de segundo turno, mas também se colocando em uma vantagem no limite exato da margem de erro.

Para que fique claro: enquanto a pesquisa Methodus/Correio do Povo mostrava um cenário de segundo turno no qual Fortunati obtinha 44,8% das intenções de voto e Manuela detinha 44,5%, a pesquisa Ibope/Zero Hora mostra um cenário de segundo turno no qual Fortunati aparece com 38% e Manuela com 43%. Como a margem de erro admitida na pesquisa Ibope/Zero Hora é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos, isto quer dizer que Fortunati pode ter entre 34% e 42% dos votos e Manuela pode ter entre 39% e 47% dos votos. Desta forma, segundo esta pesquisa, o empate entre Manuela e Fortunati só estaria ocorrendo caso Fortunati estivesse no seu limite máximo de votos prováveis e Manuela no seu limite mínimo; em todas as demais possibilidades de votos, Manuela estaria à frente de Fortunati.

Haverá explicação suficiente para aplacar a surpresa provocada por todos estes números, divergências e reviravoltas de resultados de pesquisas que, a se confirmarem, teriam acontecido em período de tempo tão curto e sem que tenha ocorrido qualquer fato que os possa justificar? Por incrível que possa parecer, ela existe e foi revelada pela própria analista do Jornal Zero Hora, que encomendou e publicou a pesquisa realizada pelo Ibope. Segundo o que escreveu Rosane de Oliveira, na Página 10 da ZH de domingo último, o Ibope apresenta os nomes dos candidatos em um cartão sem indicar o partido ao qual pertencem”.

Ao que tudo indica, portanto, os índices publicados e que provocaram surpresas, não foram obtidos por uma pesquisa que se possa classificar como sendo de cunho eminentemente eleitoral ou político. A pesquisa Ibope/Zero Hora, a se confirmar a revelação da Página 10 da própria Zero Hora, deve ser classificada como uma pesquisa de simpatia ou de “carisma” pessoal. O que parece ter sido registrado por esta pesquisa foi a combinação do grau de simpatia e do nível de conhecimento que os eleitores têm de cada candidato. Isto poderia explicar a liderança quase folgada de Manuela D’Ávila, do PCdoB, sobre José Fortunati, do PDT, e também a vantagem de Paulo Borges, do DEM e que foi durante anos o “homem do tempo” da RBS, sobre Adão Villaverde, do PT e que ainda não se tornou conhecido como o candidato deste partido.

Nestes termos, pode ser perfeitamente possível que a pesquisa Ibope/Zero Hora apresente resultados factíveis. Mas, para sinalizar possíveis resultados de eleição, é inadmissível que uma pesquisa político-eleitoral não apresente, ao lado do nome do candidato a um cargo majoritário, o nome do partido pelo qual ele concorre ou concorrerá. A boa técnica de pesquisa assim o recomenda. Mesmo que a maioria dos eleitores afirme que não orienta o seu voto pelo partido do candidato, pesquisas acadêmicas e eleitorais confirmam que os partidos políticos, mesmo desgastados, continuam servindo como referência para o voto dos eleitores, independente das simpatias e/ou antipatias partidárias que eles admitam ou não possuir.

Em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul, onde os “lados” das disputas estão sempre muito marcados, a omissão do partido político dos eventuais candidatos testados em uma pesquisa eleitoral constitui grave distorção metodológica, passível de adulterar, mesmo que não intencionalmente, os resultados colhidos. Tão surpreendente quanto os resultados da pesquisa Ibope/Zero Hora é o fato de o Ibope realizar pesquisas adotando este procedimento e, portanto, provocando este tipo de viés. É pouco crível, aliás, que uma empresa do porte e da tradição do Ibope proceda desta maneira. Caso seja realmente correta a revelação da Página 10, seria aconselhável que o Ibope viesse a público explicar a metodologia que vem adotando. 

Enquanto isto não ocorrer e até que uma nova pesquisa seja publicada, o melhor é que os eleitores e candidatos de Porto Alegre mantenham suas “barbas de molho”. Em processos eleitorais, não há nada melhor do que uma pesquisa realizada por um instituto confiável e de acordo com critérios técnicos adequados para confirmar ou negar as que a precedem.

* Benedito Tadeu César é cientista político especializado em análise política, partidos políticos, pesquisas de opinião pública e comportamento eleitoral e é também diretor executivo do Sul21.

**Via  http://sul21.com.br   - Grifos deste blog

Participação Popular e Cidadã no RS


Audiências Regionais debatem Orçamento 2013 em todo o Estado

Porto Alegre/RS - O ciclo de debates sobre o Orçamento Estadual 2013 - Participação Popular e Cidadã, começa nesta semana a movimentar todo o Estado. Na terça-feira (10), ocorre a primeira Audiência Pública Regional, em Sapiranga, dirigida aos municípios do Vale do Sinos. As discussões começam às 19h, no Centro Municipal de Cultura Lúcio Fleck (Rua 7 de setembro, nº 766).

Nos encontros serão debatidas pela população gaúcha, as definições de investimentos regionais e de áreas a serem priorizadas no Orçamento do Rio Grande do Sul para 2013. Todas as áreas, programas e ações que constam do Plano Plurianual (PPA) 2012-2015 serão avaliadas pela população, em um ciclo de debates envolvendo audiências nas 28 regiões dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes), assembleias em todos os municípios gaúchos e a Votação de Prioridades, em julho (acompanhe o calendário abaixo).

Segundo o Secretário do Planejamento, Gestão e Participação Cidadã, João Motta, o resultado deste ciclo de debates fará parte da peça orçamentária 2013. "Temos neste processo a participação ativa do povo nas decisões sobre as demandas de cada região do estado, portanto, são decisões legítimas apresentadas como resultado de um grande processo de discussão", explica o secretário.

O debate do Orçamento do Estado para 2013 faz parte do Sistema Estadual de Participação Popular e Cidadã, formado por várias Secretarias e instâncias de participação.

*Por  Carine Felkl Prevedello - http://www.estado.rs.gov.br/

08 abril 2012

Cachoeira é demo-tucano. Ligá-lo ao PT é delinqüência intelectual



Eduardo Guimarães* escreve:

A mídia demo-tucana – que, agora, tenta se desvincular de Demóstenes Torres, uma criação sua – vem produzindo distorção revoltante dos fatos ao afirmar que “todos os partidos” estariam envolvidos com Carlinhos Cachoeira. Mentira! Este texto irá provar que comparar a relação dúbia entre um obscuro deputado do PT de Goiás e o bicheiro com as relações íntimas deste com expoentes do PSDB e do DEM, é delinqüência intelectual.

Em 9 de março, a Veja – publicação que mantinha relações íntimas com o criminoso que iam de encontros em restaurantes (etc.) a centenas de ligações telefônicas –, talvez ainda acreditando que aparelhos Nextel habilitados em Miami seriam imperscrutáveis, divulgou, em seu portal na internet, vídeo de 2004 contendo conversa particular entre Cachoeira e o deputado federal pelo PT de Goiás Rubens Otoni que sugere que um ofereceu doação ilegal ao outro.

Isso é tudo, absolutamente tudo o que se tem sobre esse caso além do fato de que, nos anos seguintes, Otoni se transformou em inimigo político de Cachoeira. Apesar de suas palavras ficarem comprometidas após um vídeo em que ele aparece concordando em “não declarar” doação que o bicheiro oferecia, registre-se que alega que desde aquela época (2004) vinha sendo chantageado pelo criminoso justamente por não aceder às suas ofertas.

Seja como for, o vídeo sugere uma relação fortuita, antiga e isolada de um único e obscuro deputado petista com o bicheiro. Pode ter havido, sim, doação ilegal. Mas colocar uma relação como essa, que nem está comprovada, a tudo que há de vasto e comprovado entre Cachoeira e o DEM e o PSDB, é revoltante. (...)

CLIQUE AQUI para ler a postagem na íntegra (oriunda do *'Blog da Cidadania').

05 abril 2012

'Uma trama do destino'...



* Demóstenes, a 'Operação Satiagraha',  o 'grampo', PF,  Daniel Dantas etc... Oportuno e interessante comentário do jornalista Bob Fernandes. Confira!

03 abril 2012

'Pílulas' de Direito Administrativo


LICITAÇÕES, IMPROBIDADES ADMINISTRATIVAS- ALGUNS LEMBRETES

Ruy Gessinger*  escreve:

 
Começam as movimentações eleitorais.

O Administrador Público não pode pensar como se " dono " fosse do setor.

Despesas evidentemente desnecessárias, que visam muito mais à promoção pessoal ou eleitoral, constituem-se em graves atos de improbidade, independentemente de as fornalidades ditas legais terem sido cumpridas.

Fracionamentos, expressos ou implícitos, para justificar dispensas de licitação constituem ilícitos administrativos e penais se surgirem indícios de intenção de burlar a aplicação da lei de licitações.

Dispensas de licitações são terreno perigoso e movediço que contrariam muitas vezes os princípios que a Constituição consagrou. E o MP anda muito atento a isso.

No nosso estado existe uma Procuradoria dos Prefeitos e a 4a. Câmara Criminal que os julga.

De se lembrar que em caso de delito do qual participe o prefeito, todos os demais réus são atraídos para a competência da 4a. Câmara, mesmo que não sejam funcionários públicos .

-Voltarei ao tema.

*Ruy  Gessinger (foto) é desembargador aposentado, advogado militante, pecuarista, comunicador, blogueiro  e 'amigo dos amigos'.